Que data de católica

católica que para decir lo contrario de la España antigua. España era católica en el siglo XVI, a pesar de que aquí había muchos y muy importantes disidentes, algunos de los cuales son gloria y esplendor de la literatura castellana, y España ha dejado de ser Espanha Registros da Igreja Católica. Os registros de óbito geralmente contêm as seguintes informações: . Data, hora e local do óbito (tenha em mente que os registros de mulheres podem ser preenchidos com seus nomes de casadas) Pregunta; Algunos dicen que la Iglesia Católica terminó con Constantino (285-337), con el ´Edicto de Milán´ el cual se publicó en el año 313, donde permitía a la Iglesia practicar ... Use a data e o local do casamento como a base para a elaboração de um novo grupo familiar ou para a verificação de informações existentes. Use a data de nascimento ou idade, juntamente com o local de nascimento de cada parceiro para encontrar registros de nascimento de um casal e os nomes dos pais. A história da Igreja Católica cobre um período de aproximadamente dois mil anos, é uma das mais antigas instituições religiosas em atividade, influindo no mundo em aspectos espirituais-religiosos, morais, políticos e sócio-culturais.. A Igreja Católica acredita ter sido fundada por Cristo e os católicos crêem que a Igreja está alicerçada sobre o Apóstolo Pedro, a quem Cristo ... Y es que en el pasado, el propio Papa ha dicho que está abierta la posibilidad de revisar la norma del celibato clerical, que actualmente es un reglamento de la Iglesia católica. Corpus Christi que é originário do latim, quer dizer ‘ Corpo de Cristo’ é um dia santo católico que também é considerado um feriado facultativo. A data é comemorada sempre numa quinta-feira. Sempre com 60 dias depois de comemorada a Páscoa que acaba coincidindo com a quinta-feira seguinte ao domingo da Santíssima Trindade. Pregunta: '¿Cuál es el origen de la Iglesia Católica?' Respuesta: La Iglesia Católica Romana sostiene que su origen se encuentra en la muerte, resurrección y ascensión de Jesucristo aproximadamente en el año 30 de nuestra era. La iglesia Católica se proclama a sí misma como la Iglesia por la que murió Jesucristo, la Iglesia que fue establecida y construida por los apóstoles. En la mañana del lunes un incendio arrasó con las oficinas parroquiales de una histórica iglesia católica en Monroe, Carolina del Norte (Estados Unidos), pero no hubo heridos. ... que data de ...

Como assistir Alianza Lima x Racing Futebol AO VIVO – Copa Libertadores 2020

2020.09.23 23:41 futebolstats Como assistir Alianza Lima x Racing Futebol AO VIVO – Copa Libertadores 2020

O jogo envolvendo Alianza Lima x Racing será realizado nesta quarta-feira (23). A disputa é válida pela 4ª rodada da Copa Libertadores de 2020. A partida está programada para começar às 21h30 (horário de Brasília) e o duelo entre as equipes vai acontecer no Estádio Alejandro Villanueva, localizado em Lima, no Peru.
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ASSISTIR AO VIVO NA TV:

A partida será transmitida no canal da Conmebol TV (Claro/SKY) em parceria com o BandSports.

ASSISTIR AO VIVO NA INTERNET:

Através do Conmebol TV (NOW e SKY PLAY)* você poderá assistir o jogo de hoje ao vivo pela internet. Portanto, acesse o site pelo seu notebook, celular, tablet ou outro dispositivo. Além disso, poderá assistir o jogo através do aplicativo oficial.
*Lembrando que para assistir a partida é necessário ter uma assinatura ativa no canal.
Acompanhe todos os jogos e canais ao vivo aqui (teste grátis)
Veja mais!! – Acompanhe todos os jogos AO VIVO

FICHA TÉCNICA:

Torcedômetro Qual é a maior torcida do Brasil?

América de Cali x Universidad Católica – HISTÓRICO DE CONFRONTOS**

As duas equipes já se encontraram em 1 jogo oficial na história e o Racing venceu por 1 x 0.
**Números do site oGol (somente jogos oficiais, não inclui partidas amistosas)
Aqui no Futebol Stats você acompanha tudo sobre os campeonatos nacionais e os internacionais. Portanto, acesse nossa página para saber onde assistir os jogos de Futebol Ao Vivo, e saiba onde assistir todos os jogos de hoje. Assim também, não deixe de acessar a nossa página do Torcedômetro veja o ranking e vote em qual time tem a maior torcida do Brasil.
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2020.09.23 23:41 futebolstats Como assistir América de Cali x Universidad Católica Futebol AO VIVO – Copa Libertadores 2020

O jogo envolvendo América de Cali x Universidad Católica será realizado nesta quarta-feira (23). A disputa é válida pela 4ª rodada da Copa Libertadores de 2020. A partida está programada para começar às 21h30 (horário de Brasília) e o duelo entre as equipes vai acontecer no Estádio Olímpico Pascual Guerrero, localizado em Cali, na Colômbia.
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ASSISTIR AO VIVO NA TV:

A partida será transmitida no canal Fox Sports 2*.

ASSISTIR AO VIVO NA INTERNET:

Através do Fox Play* você poderá assistir o jogo de hoje ao vivo pela internet. Portanto, acesse o site pelo seu notebook, celular, tablet ou outro dispositivo. Além disso, poderá assistir o jogo através do aplicativo oficial.
*Lembrando que para assistir a partida é necessário ter uma assinatura ativa no canal.
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FICHA TÉCNICA:

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América de Cali x Universidad Católica – HISTÓRICO DE CONFRONTOS**

As duas equipes já se encontraram em 7 jogos oficiais na história. O América de Cali já venceu a equipe adversária em 4 duelos. Já a Universidad Católica conseguiu superar seu rival em 1 partida. Assim como ficaram no empate em 2 jogos disputados.
Além disso, a equipe do América de Cali já marcou 10 gols neste duelo. Enquanto o time da Universidad Católica balançou as redes adversárias 6 vezes.
**Números do site oGol (somente jogos oficiais, não inclui partidas amistosas)
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2020.09.23 03:41 futebolstats Pré-jogo – Internacional x Grêmio – Escalações, Horário, Histórico e Onde assistir – Copa Libertadores 2020

Internacional x Grêmio vão se enfrentar nesta quarta-feira (23) e você confere todas as informações da partida aqui. O jogo vai ser válido pela 4ª rodada da Copa Libertadores de 2020. A partida está marcada para iniciar às 21h30 (horário de Brasília) e será realizada no Estádio Beira-Rio, que fica localizado em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul.
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Internacional:

ÚLTIMOS JOGOS:Nos últimos 5 jogos, a equipe do Internacional venceu 2, empatou 1 e perdeu 2. Quatro duelos foram pelo Campeonato Brasileiro e a equipe soma uma vitória sobre o Ceará, um empate contra o Bahia e duas derrotas para Goiás e Fortaleza. Além disso, o Colorado venceu o América de Cali, pela Copa Libertadores.
SITUAÇÃO NA COMPETIÇÃO:O Internacional ocupa atualmente a 2ª posição na tabela de classificação do grupo E com 4 pontos conquistados. Em três jogos disputados, o Inter soma duas vitórias e um empate. Além disso, a equipe marcou 7 gols e sofreu 3.
ESCALAÇÃO PROVÁVEL:Para o duelo, o técnico Eduardo Coudet não poderá contar com Patrick, Johnny e Marcos Guilherme, todos lesionados, além de Edenílson, suspenso. Por outro lado, Thiago Galhardo, que não foi a campo diante do Fortaleza, está de volta e deve fazer a dupla de ataque junto com Abel Hernández. No meio-campo, Musto e Praxedes disputam uma vaga para saber quem deve iniciar a partida. Sendo assim, um provável Inter deve ter:
Marcelo Lomba; Saravia, Zé Gabriel, Víctor Cuesta e Uendel; Rodrigo Lindoso, Boschilia, Praxedes (Musto) e Nonato; Thiago Galhardo e Abel Hernández
Técnico: Eduardo Coudet
JOGADOR DESTAQUE:Abel Hernández – 2 gols em 1 jogo disputado

Grêmio:

ÚLTIMOS JOGOS:Nos últimos 5 jogos, a equipe do Grêmio venceu 1, empatou 3 e perdeu 1. Quatro jogos foram pelo Campeonato Brasileiro e a equipe soma uma vitória sobre o Bahia e três empates contra Atlético-GO, Fortaleza e Palmeiras. Além disso, o Tricolor soma uma derrota para a Universidad Católica, pela Copa Libertadores.
SITUAÇÃO NA COMPETIÇÃO:O Grêmio ocupa atualmente a 2ª posição na tabela de classificação do grupo E com 4 pontos conquistados. Em três jogos disputados, a equipe soma uma vitória, um empate e uma derrota. Além disso, a equipe marcou 2 gols e sofreu 2.
ESCALAÇÃO PROVÁVEL:Para o duelo, o técnico Renato Portaluppi não poderá contar com Paulo Miranda e David Braz, suspensos, além de Jean Pyerre, Geromel e Maicon, lesionados. Por outro lado, Pepê e Kannemann estão recuperados e devem ir à campo. Na lateral-direita, Victor Ferraz deve ser titular no lugar de Orejuela, enquanto Diogo Barbosa deve ser titular na esquerda. Sendo assim, um provável Grêmio terá:
Vanderlei; Victor Ferraz, Rodrigues, Kannemann e Diogo Barbosa; Lucas Silva, Matheus Henrique e Darlan; Alisson, Pepê e Diego Souza.
Técnico: Renato Portaluppi
JOGADOR DESTAQUE:Victor Ferraz – 1 gol em 2 jogos disputados

ONDE ASSISTIR AO VIVO:

A partida será transmitida no SBT e Conmebol TV.

FICHA TÉCNICA:

Internacional x Grêmio – RETROSPECTO*

Já foram realizados 125 jogos oficiais envolvendo os dois times, sendo que o Internacional venceu a equipe adversária em 41 partidas. Enquanto o Grêmio superou seu rival em 40 combates. Além disso, já ficaram no empate em 44 confrontos disputados.
No geral, o Internacional já marcou 122 gols neste duelo. Enquanto o time do Grêmio balançou as redes adversárias 124 vezes.
*Números do site oGol (contabiliza somente jogos oficiais, não inclui partidas amistosas)
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2020.09.22 02:41 futebolstats Pré-jogo – Barcelona-EQU x Flamengo – Escalações, Horário, Histórico e Onde assistir – Copa Libertadores 2020

Barcelona-EQU x Flamengo vão se enfrentar nesta terça-feira (22) e você confere todas as informações da partida aqui. O jogo vai ser válido pela 4ª rodada do Copa Libertadores de 2020. A partida está marcada para iniciar às 19h15 (horário de Brasília) e será realizada no Estádio Monumental Isidro Romero Carbo, que fica localizado em Guayaquil, no Equador.
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Barcelona-EQU:

ÚLTIMOS JOGOS:Nos últimos 5 jogos, a equipe do Barcelona venceu 3, empatou 1 e perdeu 1. Quatro jogos foram pelo Campeonato Equatoriano e a equipe soma três vitórias sobre Aucas, Mushuc Runa e Universidad Católica, além de um empate contra o Macará. Além disso, o Barcelona sofreu uma derrota para o Júnior Barranquilla, pela Copa Libertadores.
SITUAÇÃO NA COMPETIÇÃO:O Barcelona ocupa atualmente a 4ª posição na tabela de classificação do grupo A com nenhum ponto conquistado. Em três jogos disputados na fase de grupos, o Barcelona perdeu os três. Além disso, a equipe marcou apenas 1 gol e sofreu 8.
ESCALAÇÃO PROVÁVEL:O técnico Fabián Daniel Bustos não deverá realizar mudanças para a partida. Um provável Barcelona deve ter:
Javier Burrai; Byron Castillo, Darío Aimar, Williams Riveros, Brayan Rivera; Gabriel Marques, Matías Oyola, Emmanuel Martínez, Michael Arroyo; Adonis Preciado; Cristian Colmán.
Técnico: Fabián Daniel Bustos
JOGADOR DESTAQUE:Fidel Martínez – 8 gols em 8 jogos disputados

Flamengo:

ÚLTIMOS JOGOS:Nos últimos 5 jogos, a equipe do Flamengo venceu 3 e perdeu 2. Quatro duelos foram pelo Campeonato Brasileiro e a equipe soma três vitórias sobre Bahia, Fortaleza e Fluminense, além de uma derrota para o Ceará. Além disso, o Mengão soma uma derrota para o Independiente del Valle, pela Copa Libertadores.
SITUAÇÃO NA COMPETIÇÃO:O Flamengo ocupa atualmente a 2ª posição na tabela de classificação do grupo A com 6 pontos conquistados. Em três jogos disputados, a equipe soma duas vitórias e uma derrota. Além disso, o Mengão marcou 5 gols e sofreu 6.
ESCALAÇÃO PROVÁVEL:Repleto de desfalques, Domènec Torrent terá dificuldades para montar a equipe que vai a campo no equador. Por conta de um surto de coronavírus, Isla, Diego, Vitinho, Bruno Henrique, Michael e Matheuzinho, estão todos fora por conta da doença, além de Diego Alves e Pedro Rocha, que ficaram no Rio de Janeiro em tratamento. O zagueiro Gustavo Henrique é outro desfalque, pois está suspenso. Gabigol, com uma lesão, também deve ficar de fora. Sendo assim, um provável Flamengo terá:
César; Arão, Rodrigo Caio, Léo Pereira e Renê; Thiago Maia, Everton Ribeiro, Gerson, Arrascaeta; Pedro e Lincoln.
Técnico: Domènec Torrent
JOGADOR DESTAQUE:Éverton Ribeiro – 2 gols em 3 jogos disputados

ONDE ASSISTIR AO VIVO:

A partida será transmitida no canal Fox Sports.

FICHA TÉCNICA:

Torcedômetro Qual é a maior torcida do Brasil?

Barcelona-EQU x Flamengo – RETROSPECTO*

Já foi realizado 1 jogo oficial envolvendo os dois times e o Flamengo venceu a equipe adversária por 3 x 0.
*Números do site oGol (contabiliza somente jogos oficiais, não inclui partidas amistosas)
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2020.09.19 23:41 futebolstats Pré-jogo – Grêmio x Palmeiras – Escalações, Horário, Histórico e Onde assistir – Campeonato Brasileiro 2020

Grêmio x Palmeiras vão se enfrentar neste domingo (19) e você confere todas as informações da partida aqui. O jogo vai ser válido pela 11ª rodada do Campeonato Brasileiro de 2020. A partida está marcada para iniciar às 16h00 (horário de Brasília) e será realizada na Arena do Grêmio, que fica localizada em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul.
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Grêmio:

ÚLTIMOS JOGOS:Nos últimos 5 jogos, a equipe do Grêmio venceu 1, empatou 2 e perdeu 2. Quatro duelos foram pelo Campeonato Brasileiro e a equipe soma uma vitória sobre o Bahia, dois empates contra Atlético-GO e Fortaleza, além de uma derrota para o Sport. Além disso, a equipe soma uma derrota para a Universidad Católica, pela Copa Libertadores.
SITUAÇÃO NA COMPETIÇÃO:O Grêmio ocupa atualmente a 13ª posição na tabela de classificação com 12 pontos conquistados. Em nove jogos disputados, o tricolor venceu dois, empatou seis e perdeu um. Além disso, marcou 8 gols e sofreu 6.
ESCALAÇÃO PROVÁVEL:Para o duelo, o técnico Renato Portaluppi volta a ter o lateral-direito Victor Ferraz a disposição, contudo, a presença do atleta no jogo, irá depender de alguns testes físicos que serão realizados, mesmo após ter treinado normalmente. Matheus Henrique, que cumpriu suspensão no último jogo, está de volta e deve ser titular ao lado de Darlan ou Lucas Silva. Geromel, Kannemann, Maicon, Jean Pyerre e Pepê seguem fora por conta de lesão. Sendo assim, o provável Grêmio terá:
Vanderlei; Orejuela, Paulo Miranda, David Braz e Cortez (Diogo Barbosa); Darlan (Lucas Silva) e Matheus Henrique; Alisson, Isaque (Robinho) e Everton; Diego Souza.
Técnico: Renato Portaluppi
JOGADOR DESTAQUE:Diego Souza – 2 gols em 7 jogos disputados

Palmeiras:

ÚLTIMOS JOGOS:Nos últimos 5 jogos, a equipe do Palmeiras venceu 3 e empatou 2. Quatro jogos foram pelo Campeonato Brasileiro e o Verdão soma duas vitórias sobre Red Bull Bragantino e Corinthians, além de dois empates contra Internacional e Sport. Além disso, a equipe soma uma vitória sobre o Bolívar-EQU, pela Copa Libertadores.
SITUAÇÃO NA COMPETIÇÃO:O Palmeiras ocupa atualmente a 6ª posição na tabela de classificação com 17 pontos conquistados. Em nove jogos disputados, o Palmeiras venceu quatro e empatou cinco. Alem disso, marcou 13 gols e sofreu 8.
ESCALAÇÃO PROVÁVEL:Para o duelo, o técnico Vanderlei Luxemburgo não ainda não poderá contar com Patrick de Paulo e Lucas Lima, em fase final de recuperação, além de Zé Rafael, que cumprirá suspensão após ter sido expulso na rodada anterior. Por outro lado, o centroavante Luiz Adriano treinou normalmente e pode retomar a vaga na equipe titular. Felipe Melo, sem jogar desde o dia 05 de agosto por conta de lesão, está recuperado e pode aparecer como titular. Sendo assim, o provável Palmeiras terá:
Weverton; Marcos Rocha (Mayke), Felipe Melo, Gustavo Gómez (Vitor Hugo) e Matías Viña; Ramires, Gabriel Menino, Bruno Henrique e Raphael Veiga; Rony (Gabriel Veron) e Willian (Luiz Adriano).
Técnico: Vanderlei Luxemburgo
JOGADOR DESTAQUE:Luiz Adriano – 4 gols em 8 jogos disputados

ONDE ASSISTIR AO VIVO:

A partida será transmitida na Globo e no Premiere.

FICHA TÉCNICA:

Torcedômetro Qual é a maior torcida do Brasil?

Grêmio x Palmeiras – RETROSPECTO*

Já foram realizados 89 jogos oficiais envolvendo os dois times, sendo que o Grêmio venceu a equipe adversária em 20 partidas. Enquanto o Palmeiras superou seu rival em 38 combates. Além disso, já ficaram no empate em 31 confrontos disputados.
No geral, o Grêmio já marcou 92 gols neste duelo. Enquanto o time do Palmeiras balançou as redes adversárias 127 vezes.
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2020.09.17 04:41 futebolstats Acompanhe Universidad Católica x Grêmio Futebol Ao Vivo Online tempo real – Libertadores 2020

Acompanhe agora o jogo de hoje que envolve os times deUniversidad Católica x Grêmiopela narração online com placar ao vivo em tempo real. O confronto é válido pela 3ª rodada da fase de grupos da Copa Libertadores de 2020. A partida está programada para começar às 21h30 (horário de Brasília) e o duelo entre as duas equipes vai acontecer no Estádio San Carlos de Apoquindo, localizado na cidade de Santiago, no Chile.
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Acompanhe Universidad Católica x Grêmio:

Acompanhe todos os jogos e canais ao vivo aqui (teste grátis)

Provável Escalação:

Universidad Católica:Dituro; Fuenzalida, Lanaro, Huerta e Rebolledo; Saavedra, Aued e Pinares; Lezcano, Zampedri e Puch.
Técnico: Ariel Holan.
Grêmio:Vanderlei; Orejuela, Geromel, David Braz e Cortez; Lucas Silva, Darlan e Matheus Henrique; Alisson e Everton; Diego Souza.
Técnico: Renato Gaúcho.
Veja mais!! –Acompanhe todos os jogos AO VIVO

Ficha Técnica:

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Universidad Católica x Grêmio – Histórico de Confrontos**

As duas equipes já se encontraram em 6 jogos oficiais na história. O Universidad Católica já venceu a equipe adversária em 3 duelos. Já o Grêmio conseguiu superar seu rival em 2 partidas. Assim como ficaram no empate em 1 jogo disputado.
Além disso, a equipe do Universidad Católica já marcou 6 gols neste duelo. Enquanto o time do Grêmio balançou as redes adversárias 9 vezes.
**Números do site oGol (contabiliza somente jogos oficiais, não inclui partidas amistosas)
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2020.09.12 18:27 throwawaySAm2020 The chilean diversity delusion

I just wanted to share with this community something I have been thinking about for the last days.
TLDR: The big majority of chilean applicants don’t really represent the diversity the schools supposedly search in an south american candidate. Probably this also happens in other south american countries
During the last weeks I have been searching in LinkedIn for people who did their MBA in any M7 school and went to the US from my country. Unsurprisingly, most of them worked in consulting or finance before their MBA but this is not the only thing they have in common.
The majority of these alumni studied in the top 1 private university and graduated from a very small pool of private high schools. In particular, almost all of them studied in Pontificia Universidad Católica de Chile and graduated from The Grange School, Craighouse School, Santiago College, Colegio San Ignacio, among other highly expensive schools (I just discovered an column about this with more data backup here: link) .
According to the World Economic Forum, Latin America is the world’s most unequal region (link). Because of this, in this part of the world only privileged families can pay the expensive tuition of a prestigious private school or university, and because of the good quality of the education they received from those institutions their graduates can easily get the TOEFL and GMAT scores that are required to impress the admission committees of the best business schools in the world.
A lot of people believe that business schools pick students from South American countries to fill their “diversity spots”, consequently prospective students from Chile are usually classified as “URM”. However, the Chilean MBA students that attended those schools are very different from the average person in the country. These people before appling to a MBA had received bilingual education from their primary and secondary schools while the rest of the country barely understand the language (link) and had grown in communes where the average GDP (PPP) is higher than Norway GDP while the majority of the country lives with an average income similar to the Republic of Angola (link).
In the United States, it seems that business schools admissions teams are usually concerned about fostering social justice by selecting students from a big range of socioeconomic backgrounds but in the South American countries they don’t show the same concern. It looks like the distance makes it difficult to realise the applicants they accept are more similar to an ORM student than an average citizen of Chile.
I looked superficially if this happens in other South American countries and apparently it does. However, I’m not completely sure. It would be great if other south american applicants share their experiences.
Pd: Almost all the sources are in Spanish. Sorry about that
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2020.08.27 16:02 Scabello More about Belarus color "revolution"

Text from a amazing marxist virtual magazine from Brazil.

https://revistaopera.com.b2020/08/26/belarus-nacionalismo-e-oposicao/

Belarus: nacionalismo e oposição


As manifestações em Belarus estão recebendo uma grande cobertura nos meios ocidentais, o que se reflete na imprensa brasileira, que se contenta em traduzir e repetir aquilo que é dito em grandes veículos europeus. A amplitude e até a paixão dessa cobertura gera, por efeito de contraste, uma sensação de falta de profundidade, já que em meio de tantas notícias, carecemos até mesmo de uma introdução sobre aspectos específicos do conflito e dos atores que participam dele. O que a cobertura nos oferece, no entanto, é uma narrativa sobre manifestantes lutando contra um ditador em nome da liberdade, discurso fortalecido por uma certa abundância de imagens. Na frente desta luta, a candidata derrotada – alegadamente vítima de fraude – Sviatlana Tsikhanouskaya, uma “mulher simples”, “apenas uma dona de casa”, o símbolo da mudança. Em alguns dos meios de esquerda e alternativos, este posicionamento da grande mídia já gera uma certa desconfiança. Imediatamente surgem perguntas sobre quem forma essa oposição e se podemos fazer comparações com a Ucrânia em 2014, onde uma “revolução democrática” foi acompanhada por grupos neofascistas, ultranacionalismo e chauvinismo anti-russo. Outros já se revoltam contra o reflexo condicionado e declaram que não podemos julgar os eventos de Belarus pela ótica dos eventos ucranianos, e que avaliações não deveriam ser feitas na função inversa da grande mídia. Me deparando com a diversidade de problemas que podem ser desenvolvidos a partir do problema de Belarus, decidi começar com um problema simples de imagem e simbologia, mas que nos traz muitas informações. As imagens que estampam os jornais são dominadas por duas cores: branco e vermelho.

Uma disputa pela história

Uma faixa branca em cima, uma faixa vermelha no meio e outra faixa branca embaixo – esta bandeira domina as manifestações oposicionistas em Belarus. Ela surgiu primeiro em 1919, em uma breve experiência política chamada de República Popular Bielorrussa, órgão liderado por nacionalistas mas criado pela ocupação alemã no contexto do pós-Primeira Guerra, Guerra Civil na Rússia e intervenção estrangeira que ocorreu naquele período. Uma bandeira diferente do símbolo oficial de Belarus: do lado esquerdo, uma faixa vertical reproduz um padrão tradicional bielorrusso, como na costura, em vermelho e branco, do lado duas faixas horizontais, vermelho sobre verde (somente um terço em verde). Bandeira muito similar à velha bandeira da República Socialista Soviética de Belarus, com a diferença que na antiga o padrão tradicional estava com as cores invertidas e na massa vermelha horizontal brilhava a foice-e-martelo amarela com uma estrela vermelha em cima. Os manifestantes também usam um brasão de armas histórico do Grão Ducado da Lituânia, a Pahonia, onde vemos um cavaleiro branco, brandindo sua espada e segurando um escudo adornado por uma cruz jaguelônica. O emblema oficial de Belarus, no entanto, é diferente, correspondendo à simbologia soviética, onde um sol que se levanta sobre o globo ilumina o mapa de Belarus, com bagos de trigo nos flancos e uma estrela vermelha coroando a imagem. Essa diferença entre símbolos do governo e da oposição não é só uma diferença política momentânea, mas remete a uma disputa pela identidade nacional de Belarus, a processos divergentes de formação de consciência nacional, conforme exemplificados por Grigory Ioffe. Quando Belarus se tornou independente da União Soviética nos anos 90, isto aconteceu apesar da vontade popular, sem movimentos separatistas como os que ocorreram vigorosamente nas repúblicas soviéticas bálticas, vizinhas de Belarus pelo norte, ou na parte ocidental da Ucrânia, país que faz fronteira com Belarus pelo sul. Pelo menos até pouco tempo atrás, a maioria dos cidadãos se identificava com a Rússia e concebia a história de Belarus no marco de uma história soviética. Para a maioria da população, o evento mais importante da história de Belarus foi a Grande Guerra Patriótica, isto é, a resistência contra os invasores nazistas, o movimento partisan como primeiro ato de vontade coletiva. É depois da guerra que os bielorrussos se tornam maioria nas cidades do país (antes de maioria judaica, polaca e russa), bem como dirigentes da república soviética – líderes partisans se tornaram líderes do partido. Esse discurso filo-soviético também é acompanhado pela ideia de proximidade com a cultura russa, inclusive a constatação de que é difícil fazer uma diferenciação nacional entre as duas culturas. Em termos de narrativa histórica, isso é acompanhado por afirmações como a de que a Rússia salvou o povo das “terras de Belarus” da opressão nacional e religiosa dos poloneses. Então, figuras históricas da Rússia são lembradas, como por exemplo o general Alexander Suvorov (1730 – 1800), que é celebrado como um herói da luta contra a invasão polonesa das “terras de Belarus” e da Rússia em geral. Essa ideia de união entre Rússia e Belarus é fundamental para o pan-eslavismo. A revolução em 1917 também é considerada um episódio nacional, o começo da criação nacional de Belarus dentro da União Soviética, com sua própria seção bolchevique e adesão dos camponeses à utopia comunista, mas nem isso e nem a história nacional russa superam a Segunda Guerra Mundial como fator de consciência nacional. Contra esta visão surgiu uma alternativa ocidentalizante, que propõe que Belarus é um país completamente diferente da Rússia, que foi dominado pela Rússia e que precisa romper com Moscou para ser um país europeu. Essa tendência tenta afirmar a existência de um componente bielorrusso específico na Comunidade Polaco-Lituana, identificando a elite pré-nacional com nobres locais. Atribuem a “falta de consciência nacional” no país à intrigas externas. Seus heróis de forma geral são heróis poloneses, e celebram quando os poloneses invadiram a Rússia. Se esforçam por fazer uma revisão histórica que justifique a existência de uma nacionalidade bielorrussa atacando a narrativa ligada à Segunda Guerra Mundial, renegando a luta dos partisans e enquadrando sua nação como uma “vítima do estalinismo”, que passa ser comparado com o nazismo como uma força externa. Suas preocupações centrais, além de tentar construir uma história de Belarus antes do século XX, está a preservação da língua bielorrussa em particular, com suas diferenças em relação ao russo. Nessa visão, as repressões do período Stálin deixam de ser uma realidade compartilhada com os russos e outras nacionalidades soviéticas, para ser entendida como uma repressão contra a nação de Belarus, exemplificada principalmente pela repressão de intelectuais nacionalistas. Na tentativa de desconstruir o “estalinismo” e os partisans, os nacionalistas defenderam a Rada Central de Belarus, um órgão colaboracionista criado pela ocupação alemã, que não pode ser chamado sequer de governo títere, mas que adotava a visão histórica dos nacionalistas e fez escolas de língua exclusivamente bielorrussa em Minsk. A Rada foi liderada por Radasłaŭ Astroŭski, que foi para o exílio norte-americano e dissolveu órgão depois da guerra para evitar responsabilização por crimes de guerra. A versão nacionalista não só defende a “posição complicada” dos colaboradores nos anos 40, como revisa positivamente o papel do oficial nazista Wilhelm Kobe, Comissário Geral para Belarus entre 1941 e 1943 (até ser assassinado pela partisan Yelena Mazanik). Argumenta-se que Kobe seria um homem interessado nas coisas bielorrussas e seu domínio permitiu o florescimento nacionalista. Do lado colaboracionista existiu uma Polícia Auxiliar e a Guarda Territorial Bielorrusa, as duas ligadas aos massacres nazistas e associadas a uma das unidades mais infames da SS, a 36ª Divisão de Granadeiros da SS “Dirlewanger”. Depois, foi formada por uma brigada bielorrussa na 30ª da SS. A colaboração usava as bandeiras vermelha e branca, com a Guarda Territorial usando braçadeiras nessa cor. Essas cores seriam retomadas na independência do país em 1991, mas foram muito atacadas por sua associação com a colaboração. Por isso ela foi rechaçada por uma maioria esmagadora em um referendo realizado em 1995, que definiu os símbolos nacionais de hoje e mudou o “Dia da Independência” para 3 de Julho, dia em que Minsk foi libertada das forças de ocupação nazista, em 1944. A visão nacionalista e ocidentalizante é minoritária, compartilhada por algo entre 8% e 10% da população; número que é consistente com o número de católicos do país – um pouco maior, na verdade, o que serve para contemplar uma minoria de jovens de Minsk, que proporcionalmente tendem a ser mais adeptos de uma visão distinta da história soviética. Em 1991, o nacionalismo se reuniu na Frente Popular Bielorrussa, em torno da figura do arqueólogo Zianon Pazniak, que representava uma militância radical, anti-russa, europeísta e guardiã dessa simbologia nacional. O movimento fracassou e parte disso provavelmente se deve à liderança de Pazniak, tido como intolerante. Havia também um movimento paramilitar chamado Legião Branca, que se confrontaria com Lukashenko no final dos anos 90. Estes seriam “os nazis bielorrussos dos anos 90”, pecha que é disputada por seus defensores, que os retratam até mesmo como democratas, mas que é justificada por seus detratores baseada em seu separatismo étnico e intolerância dirigida aos russos apesar de viverem no mesmo espaço e a maioria do seu próprio país falar a língua russa. Ainda assim, o alvo-rubro vem sendo reivindicado como um símbolo de liberdade, democracia e independência: seus defensores vêm tentando firmar a identidade dessa bandeira mais em 1991 do que em 1941. Para todos os efeitos, se tornou um símbolo de oposição Lukashenko, símbolo de “outra Belarus”, com boa parte dos jovens mantendo uma atitude receptiva em relação a ela – um símbolo carregado de controvérsia, mesmo assim. Essas divergências simbólicas escondem diferentes histórias e questões políticas radicais. Além disso, é possível constatar que Belarus tem dois componentes nacionais externos em sua formação: os poloneses e os russos. No plano religioso, o catolicismo associado com Polônia e a ortodoxia associada à Rússia (segundo dados de 2011, 7,1% da população católica, 48,3% ortodoxa e 41,1% diz não ter religião, 3,5% se identificam com outras). Na disputa histórica, existe uma narrativa filo-soviética e outra ocidentalizante. Nesta última década, o próprio governo Lukashenko presidiu sobre uma política de aproximação e conciliação dessas narrativas históricas sobre Belarus, tentando ocupar uma posição mais nacionalista, mesmo que mantendo o núcleo soviético como fundamental. Esta aproximação foi muito criticada por um núcleo duro de patriotas e irredentistas russos. Por outro lado, dentre os manifestantes não necessariamente há uma ruptura total com a narrativa histórica partisan e motivos antifascistas, pelo menos não se buscarmos casos individuais – nesse caso, o uso histórico da bandeira seria ignorado ou superado por outra proposta. Apesar de existir uma oposição que busca lavar a bandeira alvirrubra, é possível identificar nacionalistas radicais na oposição?

Belarus não é Ucrânia – mas pode ser ucranizada?

Pelo menos em meios ocidentais, se afirmou muito que “a crise de Belarus não é geopolítica”. Muitos textos publicados no Carnegie Moscow Center elaboraram em torno dessa afirmação. A declaração da Comissão Europeia afirmou isso. O professor e colunista Thimothy Garton Ash escreveu no The Guardian que sequer se pode esperar um regime democrático liberal depois da saída de Lukashenko, e relata contatos com bielorrussos que dão a impressão de um sentimento ao mesmo tempo oposicionista e pró-russo. Por esse argumento, Belarus é diferente da Ucrânia, as manifestações não têm relação com geopolítica, os bielorrussos até gostam da Rússia e a lógica extrapola ao ponto de dizer que, portanto, Putin tende a apoiá-las. Mais de um texto fala de como a identificação entre bielorrussos e russos, como povos irmãos ou até iguais, “anula” essas questões – isto é, estes textos têm como pressuposto uma solidariedade nacional, uma continuidade entre os dois povos, algo distinto do radicalismo nacionalista. Até parecem acreditar que isto tiraria de Putin o interesse de ajudar Lukashenko ou da Rússia enquadrar esses eventos na sua visão estratégica como algo equivalente ao problema ucraniano. De fato, Belarus não é a Ucrânia. A divisão sobre a identidade nacional não é tão polarizada em Belarus como é na Ucrânia. A divisão regional e linguística, bem como as diferentes orientações geopolíticas, não é tão radical. A marca da colaboração e suas consequências políticas não é tão forte em Belarus como é na Ucrânia – não acredito que o nacionalismo em Belarus está no mesmo patamar do ultranacionalismo ucraniano. No plano da operação política, a comparação com a Ucrânia é feita em função do Maidan de 2014, onde também existem diferenças. O Maidan teve a participação decisiva de partidos políticos consolidados e posicionados dentro do Parlamento, que no momento final tomaram o poder do presidente Yanukovich usando seu poder parlamentar. Partidos ligados a oligarcas multimilionários, com políticos que enriqueceram em negócios de gás, e nas ruas uma tropa de choque de manifestantes formada por nacionalistas bem organizados. Dito isso, devemos olhar para o posicionamento da oposição bielorrussa e não aceitar de forma acrítica as narrativas de que a manifestação não tem nada a ver com geopolítica e que não possuí liderança. Alegam que questões como adesão à OTAN e integração europeia não são primárias na política de Belarus – será mesmo? E essas questões nacionais, não têm relação alguma com as manifestações? Primeiro, um dos movimentos que protagoniza enfrentamentos de rua em Belarus desde outros anos (especialmente nos enfrentamentos de rua de 2010) e se destaca nos meios oposicionistas, inclusive com reconhecimento ocidental, é a Frente Jovem, que é um movimento nacional radical, acusado de filo-fascista e ligado aos neofascistas ucranianos. Este movimento também é ligado ao partido Democracia Cristã Bielorrusa (DCB), o qual ajudou a fundar. Ambos são contra o status oficial da língua russa e querem retirar o russo das escolas. Pavel Sevyarynets, um dos fundadores da Frente Jovem e liderança da DCB, é frequentemente referido como dissidente e “prisioneiro de consciência” foi organizador da campanha “Belarus à Europa”. Ele foi preso antes das eleições como um organizador de distúrbios. A Revista Opera teve acesso ao material de um jornalista internacional que entrevistou um professor de artes bielorrusso, autoproclamado anarquista e defensor das manifestações, que se referiu à prisão de Sevyarynets como um ato preventivo do governo e respondeu a uma pergunta sobre as reivindicações do movimento dizendo que as pessoas tem em sua maior parte bandeiras nacionalistas. Em segundo lugar, cabe ressaltar que um dos principais partidos de oposição e representante das declarações atuais é o Partido da Frente Popular Bielorussa (PFPB), descendente da Frente Popular dos anos 90, um partido de direita, adepto da interpretação nacionalista, hostil à Rússia e pró-europeu. O PFPB, a Democracia Cristã, a Frente Jovem e o partido “Pela Liberdade” são parte de um “Bloco pela Independência de Belarus”. Estes movimentos tiveram vários contatos com grupos neofascistas ucranianos, com a Frente Jovem em específico mantendo relações de longa data e tomando parte em marchas em homenagem a colaboradores como Stepan Bandera e Roman Shukeyvich (que na SS Natchigall foi um carrasco dos habitantes e partisans do sul de Belarus) – diga-se, entretanto, que não necessariamente funcionam da mesma forma que as organizações extremistas. Mesmo movimentos que se organizam como ONGs, com aparência de ativismo genérico e recebendo dinheiro de programas para promover a democracia a partir da Lituânia (que por sua vez direciona dinheiro do Departamento de Estado dos Estados Unidos), servem como organizações nacionalistas, como é o caso da ONG BNR100. Em terceiro lugar, podemos olhar para algumas lideranças de oposição presentes no Conselho de Coordenação formado para derrubar Lukashenko. Foi proclamado que o Conselho de Coordenação é composto por “pessoas destacadas, profissionais, verdadeiros bielorrussos”, por aqueles que “representam o povo bielorrusso da melhor maneira, que nestes dias estão escrevendo uma nova página da história bielorrussa”. Olga Kovalkova, peça importante da campanha de Sviatlana Tsikhanouskaya, que já havia listado pessoas do conselho antes dele ser anunciado oficialmente, em sua página do Facebook. Ela mesma é um dos membros. É graduada pela Transparency International School on Integrity e pela Eastern European School of Political Studies (registrada em Kiev, patrocinada pela USAID, National Endowment for Democracy, Open Society Foundation, Rockefeller Foundation, Ministério das Relações Exteriores da Polônia, União Europeia e estruturas da OTAN). Kovalkova é co-presidente da Democracia Cristã Bielorrussa; defende a saída de Belarus da Organização Tratado de Segurança Coletiva (OTSC; Tratado de Takshent), a separação do Estado da União com a Rússia e a retirada do russo da vida pública. O outro co-presidente da DCB, Vitaly Rymashevsky, também está no conselho. Ales Bialiatski, famoso como defensor dos direitos humanos e que foi preso sob acusação de enganar o fisco a respeito da extensão de sua fortuna, também fez parte do movimento nacionalista da Frente Popular de Belarus, do qual foi secretário entre 1996 e 1999 e vice-presidente entre 1999 e 2001. Também é fundador da organização Comunidade Católica Bielorrussa. É presidente do Viasna Human Rights Centre (financiado por Eurasia Foundation, USAID e OpenSociety) e recebeu o prêmio liberdade do Atlantic Council, além de prêmios e financiamentos na Polônia. Sua prisão em 2011 foi baseada em dados financeiros fornecidos por promotores poloneses e lituanos, enquadrado por um artigo de sonegação da lei bielorrussa.
Na hoste dos nacionalistas mais comprometidos representados no Comitê de Coordenação temos também Yuras Gubarevich, fundador do partido “Pela Liberdade”, antes um dos fundadores da “Frente Jovem” e foi durante anos liderança do Partido Popular; uma das grandes lideranças oposicionistas.
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Pavel Belaus é ligado à Frente Jovem, um dos líderes da ONG Hodna e dono da loja de símbolos nacionalistas Symbal. Ele também é ligado ao movimento neofascista ucraniano Pravy Sektor e esteve envolvido na rede de voluntários bielorrussos para a Ucrânia. Andriy Stryzhak, do BNR100, ligado ao Partido da Frente Popular, coordenador da iniciativa BYCOVID19. Participou do Euromaidan, de campanhas de solidariedade com a “Operação Antiterrorista” de Kiev no leste da Ucrânia e de articulação com voluntários bielorrussos. Andrey Egorov promove a integração europeia. Alexander Dobrovolsky, líder liberal ligado ao velho eixo de aliados de Boris Yeltsin no parlamento soviético, é pró-ocidente. Sergei Chaly trabalhou em campanhas de Lukashenko no passado, é um especialista do mundo financeiro, ligado a oposição liberal russa e pro ocidente. Sim, também existem elementos de esquerda liberal ligados ao Partido Social Democrata de Belarus (Hromada), uma dissidência do PSD oficial, que é a favor da adesão à União Europeia e da OTAN. Dito isso, não falamos o suficiente da influência nacionalista. Tomemos por exemplo o grupo Charter 97, apoiado pelo ocidente, principalmente pela Radio Free Europe, que se estiliza como um movimento demo-liberal. Dão espaço para a Frente Jovem, onde naturalmente seu líder pode chamar os bielorrussos que combatem na Ucrânia de “heróis” pois combatem a “horda” (se referindo a Rússia da mesma maneira que o Pravy Sektor). Voluntários bielorrussos combateram ao lado de unidades do Pravy Sektor e do Batalhão Azov. Durante as manifestações, o Charter 97 publicou, no dia 15 de agosto, um texto comemorando o “Milagre sobre o Vistula: no dia 15 de agosto o exército polonês salvou a Europa dos bolcheviques” e “Dez Vitórias de Belarus”, em que a Rússia é retratada como “inimigo secular” dos bielorrussos. Ações de ocupação de poloneses contra a Rússia são celebradas como “vitórias bielorrussas”. É importante também observar o papel que padres católicos vêm cumprindo nas manifestações, inclusive se colocando à frente de algumas delas. O bispo católico Oleg Butkevich questionou as eleições no dia 12 de agosto. Pelo menos em Lida, em Vitebetsk, Maladzyechna e em Polotsk, clérigos organizaram manifestações. Em Minsk, tomou parte o secretário de imprensa da Conferência de Bispos de Belarus, Yury Sanko. Em Polotsk, sobre a justificativa de ser uma procissão, o padre Vyacheslav Barok falou do momento político como uma “luta do bem contra o mal”. É claro que padres católicos podem participar de movimentos políticos de massa, eles também são parte da sociedade, mas este dado não deixa de ter uma significação política específica, visto que os radicais do nacionalismo bielorrusso se organizam no seio da comunidade católica. Ao mesmo tempo, isso gera ansiedade em um “outro lado”, no que seria um lado “pró-russo”, não só por conta de conspirações sobre “catolicização” do país, mas por ter visto na experiência ucraniana a associação de clérigos do catolicismo grego a neofascistas e eventualmente o Estado bancando uma ofensiva contra a Igreja Ortodoxa russa, o que inclui tomada de terras e expropriação de templos. O mesmo problema está ocorrendo neste ano com os ortodoxos sérvios em Montenegro; existem dois precedentes recentes no mundo religioso cristão ortodoxo que podem servir para uma mobilização contra as manifestações.

Programa de oposição: em busca do elo perdido

A candidatura de Tikhanovskaya não tinha um programa muito claro fora a oposição a Lukashenko. Porém, um programa de plataforma comum da oposição, envolvendo o Partido da Frente Popular, o Partido Verde, o Hramada, a Democracia Cristã e o “Pela Liberdade” chegou a ser formulado em uma “iniciativa civil” envolvendo estes partidos e ONGs que estava no site ZaBelarus. Depois, parte deste programa foi transferido para o portal ReformBy. Quando o programa passou a ser exposto no contexto das manifestações (por volta do dia 16), a oposição tirou o site do ar, mas ele ainda pode ser acessado com a ferramenta Wayback Machine. O programa quer anular todas as reformas e referendos desde 1994, retornando à Constituição daquele ano (e conforme escrita pelo Soviete Supremo). Se compromete a retirar da língua russa seus status oficial, além de substituir a atual bandeira por uma vermelho e branca. Existe uma proposta de reforma total de todas as instituições: bancárias, centrais, locais, judiciais, policiais, militares.
O programa também tem uma sessão dedicada à previdência, criticando o sistema de repartição solidária de Belarus como “falido” e responsável por uma “alta carga tributária sobre os negócios”. Propõem “simplificação”, “desburocratização” e “alfabetização financeira da população” para que esta assuma sua parcela de responsabilidade pela aposentadoria. O sistema seria “insustentável” no ano de 2050 por razões demográficas. Também criticam o “monopólio” da previdência pública, “sem alternativas no mercado”. A proposta oposicionista é de contas individuais de pensão com contribuição obrigatória, mas sem eliminar o sistema solidário, tornando o sistema “baseado em dois pilares”; elevar a idade de aposentadoria das mulheres (57) para igual a dos homens (62); “desburocratização” através da eliminação e fusão de órgãos públicos de seguridade social; eliminar diversos tipos de benefício e igualar os valores para todos os cidadãos (independente da ocupação). Essas propostas previdenciárias em específico são assinadas por Olga Kovalkova. Na seção de economia, o programa fala de um “problema do emprego” criticando as empresas estatais e demandando flexibilização da legislação, “incentivos para os investidores”, “uma política macroeconômica de alta qualidade, i.e. inflação baixa, política fiscal disciplinada, escopo amplo para a iniciativa privada”; “o mercado de trabalho é super-regulado”, diz o documento. “Melhorar o ambiente de negócios e o clima de investimentos”, “tomar todas as medidas necessárias para atrair corporações transnacionais”, “privatização em larga escala”, “criação de um mercado de terras pleno”, “desburocratização e desmonopolização da economia”, “adoção das normas básicas de mercado e padrão de mercadorias da União Europeia”, enumera o programa dentre as diversas propostas, que incluem privatização de serviços públicos e criação de um mercado de moradia competitivo. Até aqui, com exceção da referência à língua russa, estamos falando mais de neoliberais do que nacionalistas propriamente. Podemos dizer também que pontos como adoção de padrões europeus e reformas econômicas influenciam a questão geopolítica. Ainda assim, boa parte dessas reformas econômicas também são defendidas por Viktor Barbaryka, empresário bielorrusso que era tido como principal candidato de oposição a Lukashenko que está preso por crimes financeiros; Barbaryka é considerado um “amigo do Kremlin”, pró-russo. Existe uma seção perdida, a seção de “Reforma da Segurança Nacional”. Na primeira semana de protestos, surgiu na rede uma suposta reprodução do conteúdo dessa seção¹. O conteúdo é uma análise ocidentalista que enquadra o Kremlin como uma ameaça, propondo a saída do Tratado de Takshent, da União com a Rússia e medidas para fortalecer o país com “educação patriótica”. Muitos temas que já foram vistos na Ucrânia, com a identificação do Kremlin como uma ameaça tendo como consequência a proposição de medidas contra “agentes do Kremlin” dentro do país, na mídia e na sociedade civil (e, dentre elas, uma proposta de “bielorrussificação” das igrejas). Tão logo isso passou a ser denunciado na primeira semana depois das eleições, o site inteiro foi tirado do ar. A oposição, tendo entrado em um confronto prolongado que pelo visto não esperava (contando com a queda rápida de Lukashenko) sabe que esse tipo de coisa favorece o governo e cria um campo favorável para ele, por isso agora tentam se dissociar, falando deste programa como produto de uma iniciativa privada, apesar de ser uma articulação política envolvendo líderes da oposição. Tanto seus elementos de reforma econômica combinam com o que diziam políticos de oposição liberal em junho, como as supostas posições geopolíticas casam com os nacionalistas que tomam parte da coalizão (e na verdade, é um tanto óbvio que pelo menos uma parte considerável dos liberais é pró-OTAN). No mesmo dia que tal documento foi exposto na mídia estatal bielorrussa – e mais tarde, comentado por Lukashenko em reunião do Comitê Nacional de Defesa – o Conselho de Coordenação declarou oficialmente que desejam cooperar com “todos os parceiros, incluindo a Federação Russa”. Desinformação? Por mais provocativas que sejam as posições do suposto trecho do programa, é fundamentalmente o discurso normal de nacionalistas e liberais atlantistas em Belarus; agora que os dados foram lançados, é natural que a direção oposicionista que não reconhece os resultados das eleições procure se desvencilhar desses posicionamentos estranhos aos seu objetivo mais imediato, que é derrubar Lukashenko.² Ainda que os manifestantes possam ter motivações diversas, a situação atual está longe de ser livre do peso da geopolítica e das narrativas históricas que sustentam o caminhar de um país.
Notas:¹ – Procurando o trecho em russo no Google com um intervalo de tempo entre o primeiro dia de janeiro de 2020 até o primeiro dia de agosto (isto é, antes disso virar uma febre na rede russa), o próprio mecanismo de pesquisa oferece uma página do “Za Belarus” que contém o trecho, mas com um link quebrado – sinal de que há algum registro no cache do Google. A data é dia 25 de junho.
² – O Partido da Frente Popular da Bielorrússia acusou Lukashenko de “fake news” ao divulgar o que seria o seu programa como se fosse de Tikhanovskaya, tratando as medidas como “inevitáveis para Belarus” porém “fora de questão” no momento. O programa, naturalmente, é marcado pela retórica nacionalista e defende adesão de Belarus na OTAN, mas não usa o mesmo palavreado. Da mesma forma o programa do PFPB também tem princípios liberais-conservadores na economia.
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2020.08.20 00:41 futebolstats Como assistir LDU x Universidad Católica Futebol AO VIVO – Campeonato Equatoriano 2020

O confronto envolvendo LDU x Universidad Católica será realizado nesta quarta-feira (19). A disputa é válida pela 6ª rodada do Campeonato Equatoriano de 2020. A partida está programada para começar às 19h00 (horário de Brasília). Confira onde assistir a partida, o histórico de confrontos e a tabela do campeonato logo abaixo.
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2020.07.23 14:50 Lost_Smoking_Snake Ajuntei estas informações sobre a Aclamação da Maioridade de Dom Pedro II do livro do Paulo Rezzutti na biografia do Imperador

A fala do trono durante o período regencial era gfeito pelos regentes.

7 de maio de 1840
Aureliano Countinho, redator de comissão formada pelos deputados Antônio Carlos Ribeiro de Andrada Machado e Silva(irmão de José Bonifácio), e por Francisco Agê Acaiaba de Montezuma, apresentou uma proposta para a resposta da Assembleia à Fala do Trono de 1840.
Na proposta, a questão da maioridade de Dom Pedro II foi apresentada:
"A câmara, senhor, profundamente convencida da importância do consórcio das augustas princesa, sobre o qual tem V.M.I. grande interesse pela natureza e pela lei, - e vendo com prazer aproximar-se a maioridade de V.M.I., assegura a V.M.I. que se ocupará opurtunamente, com toda a solicitude, deste objeto, que o trono se dignou oferecer à consideração da assembleia geral."

12 de maio de 1840
O deputado Honório Hermeto Carneiro Leão pediu a retirada da frase: "sobre o qual tem V.M.I. grande interesse pela natureza e pela lei, e vendo com prazer aproximar-se a maiorirdade de V.M.I."

13 de maio de 1840
O senador Holanda Cavalcanti discursou falando sobre as dificuldades do estado em que se achavam(regencial)
"[...] quando veho que este estado excepcional nunca poderá trazer estabilidade e prosperidade para o país; quando por outra parte, percebo a grande conveniência que há de se tornar à medida que tenho de prospor, sendo notório que o nosso augusto imperador se acha presentemente muito desenvolvido em suas faculdades; e, permita-se me dizê-lo, quando antevejo o prazer que todos terão de que se entregue ao augusto órfão o tesouro que a Providência e o voto unânime dos povos lhe tem destinado; à vista destas considerações, não hesito em julgar eminentemente conveniente dispersar-se um artigo que não é constitucional. E quanto porém à circunstância da opurtunidade, confesso que tenho duvidado se já é chegada; mas já expus ao senado os motivos que me precipitaram a apresentar este pensamento [...]."
Holanda apresentou dois projetos de lei:
Um era sobre a criação de um Conselho Privado da Coroa, porque o antigo Conselho de Estado foi posto abaixo pelos liberais.
O outro era sobre a maioridade de Dom Pedro II
"A asembleia geral legislativa decreta:
Art. único: O senhor Dom Pedro II, imperador constitucional e defensor perpétuo do Brasil, é declarado maior desde já.
Paço do Senado, 13 de maio de 1840"
Além de Holanda, o projeto já vinha assinado por mais seis senadores:
José Martiniano de Alencar,
Francisco de Paula Cavalcanti de Alburquerque,
José Bento Leite Ferreira de Melo,
Antônio Pedro da Costa Ferreira,
Manuel Inácio de Melo e Sousa.
Esta lei foi votada e perdeu por uma diferença de 2 votos.

13 de maio - 21 de julho de 1840.
O projeto é discutido tannto no Senado tanto na Câmara.

21 a 22 de Julho de 1840
Ribeiro de Andrada apresenta projeto de lei que declara:
" O senhor Dom Pedro II maior desde já."
O projeto foi discutido em urgência e em pauta no plenário no dia seguinte.
O presidente da câmara iria submeter o projeto à votação, alguns deputados pediram a palavra. Quando o último deputado se pronunciou, um decreto do governo chegou que informava que a Assembleia Geral fora adiada para o dia 20 de dezembro.
Este decreto foi tomado devido à uma reclamação do ministério. Os ministros diziam ser necesário tranquilizar a Câmara dos Deputados para que pudesse haver uma meditação a respeito da declaração de maioridade.
Esta medida foi tomada como uma tentativa do ministério e do regente de se manter no poder.
A câmara tomou tal medida como um golpe e traição por parte do governo.
Vivas a Dom Pedro II foram dadas.
Antônio Carlos Ribeiro de Andrada se pronunciou:
"Declaro que não reconheço legal este ato do governo; o regente é um usurpador desde o dia 11 de março(data na qual a princesa Januária completou 18 anos e poderia assumir a regência). É um traidor! É um infame o atual ministério! Quero que estas palavras fiquem gravadas como protesto."
O tumulto era presente em todas as pessoas. Gritos de ordem, deputados falando ao mesmo tempo, o povo nas galeiras também gritando.
Antônio Carlos então disse:
"Quem é patriota e brasileiro, comigo para o Senado. Abandonemos esta Câmara Prostituída"
No dia 22 de julho, a maioria dos deputados saíram da Câmara. Alunos da Escola Militar membros da Gurda Nacional seguiram Antônio.
Ao todo foram 3 mil pessoas.
Tomaram as galerias do senado e quem não conseguiu entrar ocupou a atual Praça da República.
A Câmara e o Senado entraram em sessão permanente e foi decidido enviara uma delegação para São Cirstóvão para conversar com Dom Pedro II. Essa comissão iria conversar com Dom Pedro II e lhe pedir que tomasse o poder.
A comissão chegou ao Palácio de São Cristóvão.
O mordomo do Paço, Paulo Barbosa recebeu a comissão.
Antônio Carlos então leu para Dom Pedro II a mensagem do congresso que pedia a ele que salvasse o trono e a nação, e que entrasse desde já no exercício de suas atribuições.
O regente Araújo Lima seguiu para a Quinta da Boa Vista, onde justificou a sua decisão de adiara a reunião do Congresso para novembro pois queria que Dom Pedro II fosse aclamado em 2 de dezembro no aniversário de 15 anos.
Antônio Carlos então supostamente ouviu o "Quero Já" de Dom Pedro II e levou o pedido ao Congresso. Este Quero Já passava a ideia de uma vontade forte de se tonrar imperador, mas como o Próprio Pedro II deixou claro em uma cópia sua, sobre a biografia de Francisco José Furtado que fora presidente do Conselho de Ministros e também Ministro da Justiça, "Se não fosse aconselhado por diversas pessoas que me cercavam, eu teria dito que não queria(ser Imperador)".
Futuramente, Dom Pedro II contaria como foi a comissão.
Ele ouvira a comissão e escutou o regente, e logo se reuniu em particular com seu tutor, Manuel Inácio de Andrade que foi conhecido como Marquês de Itanhaém, e também com seu aio, o Freio Pedro. Só então, Dom Pedro II voltou ao salão que estava e respondeu "Sim!"
Então, o regente disse que o juramento seria depois de quatro dias, em um domingo.
Antônio Carlos se alarmou de medo que algo acontecesse durante estes quatro dias e decidiu que tinha de ser logo. Então perguntou ao Imperador se queria já. Ao qual Dom Pedro II disse "Já!".
Na noite deste dia, a população iluminou a cidade por decisão própria.

23 de julho de 1840
A população do Rio se dirigiu ao Campo da Aclamação.
A Guarda Nacional e os cadetes da Escola Militar já se achavam no local, que passaram a noite no Senado.
As dez horas, 8 mil pessoas estavam no local.
Proclamação feita pela Assembleia:
Proclamação da Assembleia Geral ao povo sobre a maioridade:
Brasileiros!
A Assembleia Geral Legislativa do Brasil, reconhecendo o feliz desenvolvimento intelectual de S.M.I. o Senhor D. Pedro II, com que a Divina Providência favoreceu o Império de Santa Cruz;
reconhecendo igualmente os males inerentes a governos excepcionais, e presenciando o desejo unânime do povo desta capital;
convencida de que com este desejo está de acordo o de todo o Império, para conferir-se ao mesmo Augusto Senhor o exercício dos poderes que, pela Constituição lhe competem, houve por bem, por tão ponderosos motivos, declará-lo em maioridade, para o efeito de entrar imediatamente no pleno exercício desses poderes, como Imperador Constitucional e Defensor Perpétuo do Brasil.
Brasileiros! Estão convertidas em realidades as esperanças da Nação; uma nova era apontou; seja ela de união e prosperidade. Sejamos nós dignos de tão grandioso benefício.
O marquês de Paranaguá, presidindo a Assembleia, declarou a fórmula aprovada pelos deputados e senadores:
"Eu, como órgão da representação nacional, em assembleia geral, declaro desde já maior a S.M.I., o senhor Dom Pedro II, e no pleno exercício de seus direitos constitucionais. Viva a maioridade de S.M. o senhor Dom Pedro II! Viva o senhor Dom Pedro II, imperador constitucional e defensor perpétuo do Brasil! Viva o senhor Dom Pedro II"
Todos na sala corresponderam com entusiasmo os vivas.
A tarde, saiu de São Cristóvão o cortejo de Dom Pedro II que vinha sendo aclamado pelo povo nas ruas.
Os diplomatas estrangeiros chegaram ao Senado para assistirem à cerimônia de Juramento.
Os coches(carruagem) vinha assim:
Primeiro. mordomo Paulo Barbosa e frei Pedro.
Segundo, camaristas.
Terceiro, as princesas.
No quarto vinha o tutor, Marquês de Itanhaém, junto ao Imperador. Esta carruagem havia chegado de Londres recentemente. Era toda guarnecida de Prata. Ela vinha sendo escoltada por vários militares de alta patente.
As princesas foram recebidas por deputados.
Quando Dom Pedro II desembarcou, houve uma trovada de vivas e gritos entusiasmados que não pararam. Dom Pedro foi cercado por um cidadão que dirigiu ao monarca uma felicitação ao qual o monarca aceitou. Dom Pedro foi conduzido ao trono pelo marquês de Paranguá e secretárops da mesa.
O secretário do Senado leu a fórmula do Juramento e Dom Pedro II s pôs de joelhos, repetiu com voz firme e distinta:
"Juro manter a religião Católica, Apostólica, Romana, a integridade e a indivisibilidade do Império, observar e fazer observar a Constituição política da Nação Brasileira e mais leis do Império, e prover o bem geral do Brasil enquanto em mim couber."
Paranaguá rompeu vivas que foi seguido pelos membros da Assembleia.

A suposta conspitação da Maioridade.

De acordo com muitos, o próprio Imperador esteve por trás da declaração.
Muitos afirmam que nada fora feito sem a aprovação de Dom Pedro II. Isto, por que seria arriscado para os políticos se envolverem com um golpe contra a constituição do Brasil sem o apoio do monarca.
O que aconteceria se Dom Pedro II não aprovasse a tomada de poder?
Várias testemunhas afirmar que o imperador participou de todo o processo.
Barão Daiser, embaixador do Império Austríaco(a Austria-Hungria foi formada somente em 1867), informou ao chanceler da Aústria em 20 de maio que o após o Senador Holanda Cavalcanti apresentar a proposta da maioridade no Senado, ele teria sido convidado para o Palácio de São Cristóvão para explicar ao imperador como a proposta ajudaria na pacificação da provincia.
De acordo com Daiser, Dom Pedro II não teve nehum esforço para conter a alegria.
Ainda de acordo com o austríaco, o regente Araújo Lima se reuniu com o Imperador para perguntar se ele queria governar, ao que Dom Pedro II não responderia.
O deputado Honório Hermeto Carneiro Leão, foi à São Cristóvão para conversar com o Imperador, lhe dizendo:
"Senhor Acha-se pois em tanto risco a paz do Império como a causa da monarquia. Só há um braço, que a ambos possa salvar - é o de vossa majestade. Antevemos desde já um porvir de venturas, confiados a tão alta sabedoria."
Dom Pedro II respondeu:
"Pois será certo que em pouco mais de 14 anos de idade possa haver sabedoria?"
Mas como pode ser visto, é muito improvável que o jovem monarca fosse conseguir ludibriar o regente, os ministros e políticos. Dom Pedro II sempre negou qualquer participação na aclamação.
Há uma grande possibilidade de que estes políticos inventaram a participação dele para procurar uma garantia de se mostrarem "humildes", uma afirmação vinda de cima da cadeia hierárquica.
A outra possibildidade, é de que Dom Pedro II simplesmente não quis aparecer como o homem que deu autorização para a realização de um golpe contra a Constituição.

FIM
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2020.03.03 16:28 Dellapacez Fio De Partida: Internacional vs Universidad Católica [Libertadores — Fase de grupos]

Jogo: Internacional x Universidad Católica
Taça: Copa libertadores da America — Fase grupos — Primeira Rodada
Local: Beira-Rio, Porto Alegre
Data: 03/03/2020 (Aniversario da minha mãe, deem os parabéns pra ela seus mal educados)
Hora: 19:15 horário de Brasilia.
Transmissão: SportTV e radio Gaucha.
Arbitragem: Angel Arteaga, Luis Murillo e Carlos Lopez (todos venezuelano).

Desfalques Colorados:
D'Alessandro suspenso por expulsão no ultimo jogo.
Moisés lesionado.
Patrick voltou.
Eu não estarei no Beira-Rio por fato já citado acima.

Desfalques Universidad:
Gato Silva, Germán Lanaro e Gastón Lezcano (lesionados)
.
Possíveis Escalações:
Inter: Marcelo Lomba; Rodinei, Bruno Fuchs, Víctor Cuesta e Uendel; Musto; Edenilson, Rodrigo Lindoso e Gabriel Boschilia; Thiago Galhardo e Paolo Guerrero.
Técnico: Eduardo Coudet

Tolima Universidade Católica: Dituro: Rebolledo, Kuscevic e Huerta; Parot: Saavedra; Pinares, Aued: Fuenzalida, Puch e Zampedri.
Técnico: Ariel Hólan



[OFF] Tem problema eu fazer meio que esses comentários? ou vocês preferem algo mais padronizado igual na gringa mesmo?
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2020.02.23 00:24 DrVasconcelos 🔴 UTILIDADE PÚBLICA 🔴 📌SP. Atendimento psicológico gratuito

Clínica Aberta de Psicanálise na Casa do Povo

Rua Três Rios, 252
Atendimentos aos sábados às 11h, 12h, 13h e 14h, por ordem de chegada
Não existe triagem, cadastro ou hora marcada. Uma folha é afixada no saguão, basta colocar o nome em um dos horários disponíveis e aguardar a chamada.

Instituto de Psicologia da USP

Endereço: Av. Prof Mello Moraes, 1721 -Bloco D – Cidade Universitária
As vagas para triagens são abertas de acordo com a disponibilidade da Clínica, que varia nos diferentes períodos do ano.

Clínica Social Casa 1

Rua Condessa de São Joaquim, 277 – Bela Vista
O atendimento é voltado para a população LGTB em dias predeterminados gratuitamente ou a baixo custo. Os interessados devem preencher este formulário.

UNIB – Universidade Ibirapuera

Avenida Interlagos, 1329 – Chácara Flora
De segunda a sexta-feira, das 13h às 21h, e aos sábados, das 8h às 13h

UNINOVE

Campus Vergueiro: Rua Vergueiro, 235, Liberdade
De Segunda, das 08:00 às 17:30; e sábado, das 08:00 às 11:30, com agendamento prévio. Para se inscrever é necessário comparecer pessoalmente ao campus Vergueiro. As triagens acontecem às segundas (das 9h às 18h) e sábados (das 8h às 12h).

Pontifícia Universidade Católica – PUC

Rua Almirante Pereira Guimarães, 150 – Pacaembu
De segunda a sexta-feira, das 8h às 20h

Universidade Paulista – UNIP

Rua Apeninos, 267 – Vergueiro
segunda a sexta-feira, das 7h às 19h.

Universidade Presbiteriana Mackenzie

Rua Piauí, 181 – Higienópolis
As inscrições devem ser feitas pessoalmente em datas específicas que são informadas ao longo do ano. Os interessados deverão levar o RG ou outro documento com foto e preencher a ficha. No dia da inscrição já serão informadas as datas de atendimento, que acontecem de segunda à sexta-feira, entre às 8h e 20h50.

Universidade Cruzeiro do Sul – UNICSUL

Campus São Miguel
Rua Taiuvinha, 26
De segunda à sexta-feira, das 13h às 21h, e sábados, das 8h às 12h.

Campus Anália Franco

Rua Prof. João de Oliveira Torres, 306
De segunda a sexta-feira, das 9h às 20h, e sábados, das 10h às 14h.

Campus Liberdade

Endereço: Rua Galvão Bueno, 724. 1º Andar
Horário: de segunda a sexta-feira, das 13h às 21h, e sábados, das 8h às 13h.
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2019.11.25 02:27 altovaliriano The Boiled Leather Audio Hour #83: "Que festim e quem são os corvos? com Jim McGeehin"

Boiled Leather é o podcast em que Sean T. Collins e Stefan Sasse se propõem a fazer "análises temáticas" de ASOIAF, Game of Thrones e outros assuntos. O programa foi criado em dezembro de 2011 e já conta com 137 contribuintes no Patreon, em assinaturas que variam de U$1 a U$75.
Neste episódio, Stefan recebe Jim McGeehin (que escreve no renomado blog Wars and Politics of Ice and Fire sob o nickname SomethingLikeALawyer) para debater sobre o significado do título do 4º livro da saga, "O Festim dos Corvos". A proposta é que ambos relacionem o enredo, os temas e os arcos dos personagens com a história de diversos períodos de guerra do mundo real.
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Link: https://boiledleatheraudiohour.tumblr.com/post/183197915616/blam-83-what-feast-and-who-are-the-crows-with
Data de lançamento: 03/03/2019

O episódio começa e termina com anúncios de Stefan em volume mais alto do que o restante das gravações. A edição do áudio é possivelmente o maior defeito técnico do Boiled Leather. Mas fora isso, o áudio de Stefan é de boa qualidade e o de Jim é razoável. A música da vinheta de abertura é bem genérica.
A proposta do episódio é investigar o significado do título do livro. Como Stefan e Jim afirmam, Festim não era um dos três grandes títulos imaginados desde o começo (Guerra dos Tronos, Dança dos Dragões, Ventos do Inverno). Para eles, mais do que uma expressão com um som pomposo, o título do quarto livro das Crônicas de Gelo e Fogo parece ter um significado na narrativa.
Enquanto Jim especula que o título é uma referência à revoada de personagens pequenos (os corvos) que tentam pegar um pedaço dos legados de personagens mais politicamente relevantes (o banquete), Sasse completa que o livro é sobre as consequências da corrida política e a operação de limpeza da bagunça que as guerras causam.
Com Tywin, Joffrey, Oberyn, Lysa, Catelyn, Balon e Robb mortos no livro anterior, diversos personagens lutam durante Festim para encontrar um significado para suas jornadas. Nas Ilhas de Ferro, nas terras da Coroa, nas Terras Fluviais, em Braavos, no Vale e em Dorne todos colocados diante de direitos de herança e espólios.
Os apresentadores dizem que talvez seja essa a razão pela qual o livro desagrada, em primeira leitura. Não estamos acostumados, nas fantasias, a ler sobre a operação de limpeza que sucede aos conflitos. O resultado do conflito parece magicamente resolver tudo.
Achei muito interessante a comparação que Sasse faz destes personagens com a Geração Perdida dos países derrotados na Primeira Guerra Mundial. No mundo real, esta geração se mostrou incrivelmente suscetível a discursos extremistas que prometiam a ascensão a uma nova era de poderio inimaginável.
Segundo eles, isso acontece visivelmente nas Ilhas de Ferro. Enquanto Victarion tenderia a repetir os erros de Balon, e Asha mostrava-se crítica sobre os resultados da simples pilhagem do norte, Euron conclama todos a sonhar muito mais alto. Ele mostra artefatos mágicos, fala de dragões, presenteia com riquezas preciosas e o mundo como recompensa para as derrotas prévias. Uma vez que os planos de Balon eram estapafúrdios e que os homens de ferro só conhecem a pilhagem como modo de vida, o discurso do corvo Euron é atraente aos ressentidos.
Do mesmo modo, a Irmandade Sem Estandartes se converteu em uma seita de seguidores da morte, a serviço do espírito vingativo de Catelyn que somente tem interesse em aumentar a pilha de cadáveres. A idéia de justiça rapidamente virou a de retribuição e grande parte dos homens se tornaram corvos que prendem os corvos sob o legado de Robb nas Terras Fluviais, a saber: os Frey.
O podcast faz um capcioso paralelo entre os homens de ferro e a irmandade por ambos terem adotados caminhos que dão preferências à satisfação imediata, ao ganho fácil. Sasse e Jim, contudo, se dizer aliviados em pensar que esse é um jogo vazio e que, no longo prazo, as perdas não se equiparam aos ganhos para seus jogadores.
Uma das grandes coisas que achei no Boiled Leather é como eles citaram autores de livros sobre história do mundo real, assim como produções de outros blogueiros e podcasters. Por exemplo, eles lembra de um ensaio de Emmett Booth em que ele afirma que Festim dos Corvos serve para demonstrar como há diferenças entre o legado de Tywin e de Ned. Enquanto os corvos em Porto Real banqueteam sobre o primeiro em Porto Real, há gente no norte lutando voluntariamente em nome do segundo.
De fato, Stefan e Jim chamam a atenção para o fato de que a mentalidade Lannister nas Terras Fluviais é a de que ganhou, mas não levou. Depois de ser cúmplice na quebra do tabu do direito de hóspede, a autoridade do Trono e da Casa Frey somente é respeitada enquanto houver poderio militar sustentando-a. Como governar pela força é a forma segundo a qual Cersei enxerga o mundo, não surpreende os apresentadores que ela acredite que tudo se resolverá ocupando as Terras Fluviais.
Sasse lembra que, na Alemanha pós-Segunda Guerra, democratas alemães apresentavam planos para reconstrução social do país à medida que os americanos ocupavam o país. Contudo, os apresentadores não enxergam planos para as Terras Fluviais. E, diante do vácuo de autoridade (até diante da ausência do próprio Mindinho em Harrenhal), há espaço para oportunistas tentarem se tornar “reis por um dia”.
Os homens das Terras Fluviais não se rendem em massa, como os alemãos ao final da 1ª Guerra Mundial, afirma Stefan. Eles se rendem sem compromisso real, apenas por conveniência transitória. Eles citam Steven Atwell para explicar que Peixe Negro conseguiu se manter firme em Correrrio tão justamente porque, depois do casamento vermelho, ninguém pode mais confiar que Lannisters e Freys manterão sua palavra para nada. Daí tudo que eles recebem nas Terras Fluviais é falsa lealdade.
Na prática, seria necessária a observância da lição de Tywin sobre ser gentil com quem se rende a você, para que outros vissem que isso dá resultado (ASOS, Tyrion VI). Ocorre que Jaime tem violado essa regra ao desrespeitar aliados como Jonos Bracken, tendo em vista sua nova persona de cavaleiro justo. Uma gafe política, justificável diante da recente evolução do personagem, mas não menos perigosa por isso.
Por fim, o The Boiled Leather chama a atenção para dois tipos de corvos em Porto Real.
Os primeiros são os bajuladores que sobreviveram aos homens que lhe deram cargos e benesses. Segundo os apresentadores, é uma tendência que ocorre também com a morte de ditadores que cercaram-se de bajuladores no mundo real: quando os líderes morrem, a confusão começa. Em Westeros, eles não perderam tempo para se agitar, grande parte deles em volta de Cersei.
Os segundos são os homens da fé. Os apresentadores ressaltam o quanto era comum que a Igreja Católica medieval atuasse diante da vacância de poderes. A questão era que a situação já estava extremamente caótica sem eles, sendo bastante acidental sua aparição como agente de poder (graças a Cersei). Portanto, ainda seria incerto se eles são corvos ou apenas pardais.
Uma menção a Arya como parte de um grupo de extremistas religiosos chamou minha atenção. Eu nunca havia parado para pensar que a maneira como os Homens sem Rosto exigem a dissolução do indivíduo se assemelha ao recrutamento de células terroristas no mundo real. Ainda que saibamos que a organização não tem por finalidade o terrorismo, foi uma comparação interessante, que pode revelar que a Casa do Preto e do Branco também pode ser um abrigo de “corvos”.
Eu gostei bastante das análises de Stefan e Jim. Talvez porque eu esteja escutando muitos podcasts de releitura de capítulos ou análise de personagens, essa análise macropolítica e metalinguística me veio como uma experiência nova no” domingo de podcast”.
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2019.11.10 22:23 jujubadejurubeba Após tantas discussões e desavenças de natureza política no último ano, quais são suas sugestões para manter as festividades de final de ano pacíficas e agradáveis entre família?

O que me motivou a criar essa postagem foi justamente a situação na qual minha família se encontra. Minha mãe, eu, uma tia e duas primas minhas, partilhamos de ideologias mais progressistas e, sobretudo, nos inclinamos mais à esquerda no que diz respeito ao espectro ideológico sociopolítico no qual nos situamos. Contudo, boa parte da nossa família, que já era conservadora, no último ano guinou à extrema direita e não só apoiaram a eleição do atual presidente, mas continuam o apoiando mesmo após estarem sendo pessoalmente prejudicados pela gestão de Bolsonaro.
É comum nos reunirmos para às festividades de final de ano, Natal e Ano Novo, vide que somos uma família cristã-católica por tradição e, em conversa com a minha mãe, a reunião desse ano nos preocupa, pois em poucos dos momentos em que estivemos todos juntos ao longo do ano, a animosidade era perceptível no ambiente e, tocado o assunto de política, iniciavam-se as discussões. Então, o que fazer para que as reuniões sejam agradáveis apesar das diferenças? Como driblar os assuntos que levam à política?
A todos que experienciaram rupturas entre famílias e amigos, o que farão?
Pessoalmente, viajaria com a minha mãe e comemoraríamos ambas as datas os dois bem longe, mas para ela é importante estar com toda a família nessa época do ano..
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2019.10.14 05:37 CabritoRomero TRADICIONES DE MEXICO

Tradiciones y Costumbres de México Más Importantes
Las tradiciones y costumbres mexicanas han evolucionado a través del tiempo. La cultura de este país refleja la influencia de otras naciones que han intervenido durante el proceso de desarrollo de México, tales como España y los Estados Unidos.
Sin embargo, México aún conserva elementos de las culturas aborígenes que poblaron originalmente este territorio, lo que ha permitido que este país mantenga su integridad cultural y se diferencie de las demás naciones de América.
En este sentido, México tiene una historia muy rica, lo que hace de él un país lleno de atractivos. Para comenzar, tenemos las culturas olmeca, maya y azteca, que antaño ocuparon el territorio de Centroamérica, cuyas muestras arquitectónicas, las pirámides, son una marca de la cultura mexicana. Por otra parte, la nación mexicana fue colonia de España desde el siglo XVI hasta el siglo XIX, es por esto que muchos aspectos de la cultura española están presentes en el México de hoy en día.
1 – El día de los muertos
El día de los muertos se celebra el 1° y el 2° de noviembre de cada año. Esta festividad es, probablemente, una de las más relevantes a nivel nacional y una de las más reconocidas a nivel mundial. En esta celebración, se incorporan elementos de las creencias precolombinas, de las culturas mayas y aztecas, y de las creencias cristianas, incorporadas por los españoles durante la colonia. La celebración del día de los muertos data desde la época precolombina y tiene su origen en la celebración azteca en honor a la “dama de la muerte” y a los ancestros ya fallecidos. En nuestros días, esta dama de la muerte es conocida como Catrina.
La fiesta del día de los muertos se lleva a cabo en los cementerios de México, en donde las familias construyen altares en las lápidas, a la vez que ofrecen comida a sus fallecidos. Los elementos comunes de este día son el tequila, el chocolate, el pan de muerto y las flores amarillas y rojas.
2 – La Catrina
La Catrina es una imagen que representa a una calavera creada por el litógrafo José Guadalupe Posada en las primeras décadas del siglo XX. Originalmente fue nombrada “La Calavera Garbancera”, para hacer referencia a las personas que se avergonzaban de sus raíces aborígenes y que prefería adoptar las costumbres francesas. Posteriormente, en 1948, la calavera fue retomada por Diego Rivera, quien la pintó en el mural “Sueño de una tarde dominical en la Alameda Central”. Asimismo, Rivera le dio un nuevo nombre a esta figura: la Catrina, término que se refiere a las personas ricas.
Gracias a este mural, la Catrina se transformó en una imagen icónica de México. Actualmente, es símbolo del día de los muertos.
3 – Día de la revolución
El 20 de noviembre se celebra el día de la revolución. En esta fecha se conmemora el inicio de la revolución mexicana de 1910, la cual tuvo como resultado el derrocamiento del dictador José de la Cruz Porfirio Díaz Mori.
4 – Fiesta de Santa Cecilia
El 22 de noviembre se celebra el día de Santa Cecilia, la Santa Patrona de los Músicos. La fiesta más resaltante es la que se hace en la Ciudad de México, en la que mariachis y otros músicos del norte del país y del golfo se reúnen en Plaza Garibaldi para llevar a cabo un concierto al aire libre.
5 – Día de la virgen de Guadalupe
El día de la Virgen de Guadalupe es una celebración católica que festeja el encuentro entre un aborigen, Juan Diego, y la Virgen María. Esta advocación mariana es la Santa Patrona de México y se celebra el 12 de diciembre. Durante este día, los devotos hacen peregrinaje hacia la Basílica de Santa María de Guadalupe, en México D.F., para ver la imagen de la Virgen Morena.
6 – Las posadas
Desde el 16 de diciembre hasta Nochebuena, los niños de México participan en las procesiones de las posadas. Durante estos días, los jóvenes usan trajes semejantes a los que se habrían usado durante el nacimiento de Jesús y reviven la historia de María y José en busca de un hospedaje en el que María pueda dar a luz. Los niños van de posada en posada y en estas reciben velas e ilustraciones de María y José. Asimismo, van a casa de familiares y amigos y cantan canciones sobre Jesús y sus padres. Este proceso se repite hasta que lleguen a una posada que los reciba, en la cual se hace una pequeña fiesta con comida típica y fuegos artificiales.
7 – Nochebuena y Navidad
La Nochebuena tiene lugar el 24 de diciembre. Este es un día para celebrar en familia. Algunos grupos acuden a la Posada Final y después tienen la cena de noche buena. A medianoche, se lanzan fuegos artificiales, se suenan las campanas, se soplan pitos y se tocan tambores para anunciar el nacimiento de Jesús. Poco después de la medianoche, las familias acuden a la misa, popularmente conocida como la misa del gallo, para celebrar la llegada del niño Jesús. Posteriormente, regresan a sus casas y tienen la comida de Navidad. A diferencia de otras culturas, los niños no suelen recibir regalos el 25 de diciembre, sino que los reciben el 6 de enero, durante la epifanía.
8 – Día de los Santos Inocentes
El día de los Santos Inocentes se celebra el 28 diciembre y hace referencia al relato bíblico, según el cual el rey Herodes ordenó asesinar todos los bebés varones nacidos en Belén para así asesinar al Niño Jesús. En México y en los demás países latinoamericanos, se acostumbra hacer bromas a los amigos y familiares. En ocasiones, los medios de comunicación también se unen y publican noticias falsas y alarmantes.
9 – Año nuevo
Los mexicanos tienen una serie de rituales y costumbres con respecto al año nuevo. Entre estas costumbres destacan: – Esparcir lentejas en las puertas de las casas como símbolo de abundancia. – Poner una moneda en tu zapato en tu bolsillo para garantizar la prosperidad económica del año que va a comenzar. – Barrer hacia la calle, para sacar las experiencias negativas de la casa. – Comer doce uvas cuando comienza el conteo regresivo para recibir el año nuevo. Cada una de estas uvas representa un deseo. – Arrojar agua hacia afuera de la casa para ahuyentar las lágrimas, las preocupaciones y la negatividad. – Pararse sobre una silla si se desea mayor éxito en el trabajo.
10 – Epifanía
La epifanía se celebra el 6 de enero. En este día se conmemora la llegada de los Reyes Magos a Belén, por lo que constituye una fiesta cristiana. La costumbre es comer la rosca de Reyes, que es un pan de frutas horneado con una figura del niño Jesús en el centro
11 – Día de la Candelaria
El día de la Candelaria se celebra el 2 de febrero. En México, las familias se reúnen para llevar a la imagen del Niño Jesús a la iglesia con el objeto de que esta sea bendecida. Esta festividad se basa en la ley judía, según la cual los niños recién nacidos tenían que ser presentados en el templo 40 días después de su nacimiento.
Por otra parte, la costumbre es comer tamales durante esta fecha. Los tamales son proporcionados por la persona de la familia que haya recibido la figura del niño Jesús cuando se hubo picado la rosca de Reyes.
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2019.09.03 15:57 IntraCampos Portugal 2019 - Eleições e Projecções

Portugal 2019 - Eleições e Projecções
A 1 mês das eleições achei digno criar o tópico para acompanharem as minhas projecções.Realizei o mais exaustivo estudo até então feito por mim, analisei 1 a 1 todas as sondagens realizadas desde 2005, estudando-as atendendo a pormenores tão complexos como a altura em que saíram, a distância da data das eleições, o histórico de evolução das mesmas ao longo dos meses, nos últimos dias, tendências de favorecimento das sondagens de empresa X, Y ou Z. Dividi as empresas de sondagens em 5: Aximage, Eurosondagem, Intercampus, Universidade Católica e Outros. Estou bastante seguro destes resultados, e creio que as novas sondagens que possam sair terão esta tendência:
Legislativas 2019, Previsão a 3 de Setembro:
PS - 35.83% - 104 Deputados PSD - 23.45% - 67 Deputados BE - 10.08% - 21 Deputados CDS - 8.32% - 18 Deputados CDU - 6.56% - 12 Deputados PAN - 4.00% - 6 Deputados A - 1.73% - 1 Deputado C - 1.29% - 1 Deputado (Analisado em formato coligação Basta das europeias) IL - 1.10% - 0 Deputados
Todos os outros não chegarão a ter mais de 1.00%
Mais à Frente penso publicar os mapas dos distritos, com os vencedores e Handicaps (EX. PSD+5%, PS - 10%).Também atualizarei os resultados com o decorrer do tempo
https://preview.redd.it/bdg2go7zxdk31.jpg?width=460&format=pjpg&auto=webp&s=f484b125add3aa791a59e9165699521b9a36eea1
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2019.07.21 13:51 Aqsjr68 LIVES OF CHICO XAVIER / ENCARNAÇÕES DE CHICO XAVIER

LIVES OF CHICO XAVIER / ENCARNAÇÕES DE CHICO XAVIER


LIVES OF CHICO XAVIER - According to the book “Chico, Diálogos e Recordações” (Brazil, written by Carlos Alberto Braga Costa, from the memories of Arnaldo Rocha, we can note some of the reincarnations of his friend Chico Xavier. In the table, we have the order of the reincarnations that go back to Egypt, approximately 3500 years ago until the present day. The book contains information, as well as the location, name and date of each reincarnation.
https://preview.redd.it/n66ppi9nanb31.jpg?width=439&format=pjpg&auto=webp&s=ac6e96ee935d01bd6f659366e75dde1360c09464
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De acordo com o livro “Chico, Diálogos e Recordações”, escrito por Carlos Alberto Braga Costa, a partir das memórias de Arnaldo Rocha, podemos anotar algumas das reencarnações do amigo Chico Xavier. Na tabela, temos a ordem das reencarnações que remontam ao Egito, aproximadamente 3500 anos atrás até os dias de hoje. O livro contém informações, bem como o local, nome e data de cada reencarnação.

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As diversas reencarnações de Chico Xavier
No livro “Chico, Diálogos e Recordações”, o autor Carlos Alberto Braga realiza um trabalho sério e dedicado por quatro anos com Arnaldo Rocha, que teve quase 50 anos de convivência com Chico Xavier. Arnaldo revelou uma série de reencarnações de si mesmo e de “Nossa Alma Querida”, como se refere a Chico. Arnaldo Rocha foi o doutrinador de um grupo de desobsessão que Chico Xavier participava. O nome era “Grupo Coração Aberto”, onde muitas revelações sobre vidas passadas na história planetária foram reveladas.
O resultado do trabalho pode ser parcialmente visto nos livros “Instruções Psicofônicas” e “Vozes do Grande Além”. Dentre várias encarnações de Francisco Cândido Xavier, algumas já foram elucidadas:
Hatshepsut (Egito) (aproximadamente de 1490 AC a 1450 AC)
Era uma farani – feminino de faraó – que herdou o trono egípcio em função da morte do irmão. A regência dela foi muito importante para o Egito, já que suspendeu os processos bélicos e de expansão territorial. Trouxe ao povo um pensamento intrínseco e mais religioso. Viveu numa época em que surgiram as escritas nos papiros, o livro dos mortos. Hatshepsut foi muito respeitada e admirada pelo povo egípcio. Obesa e diabética, com câncer nos ossos, desencarnou em torno dos 40 anos, por causa de uma infecção generalizada. Hatshepsut foi a primeira faraó (mulher) da história. Governou o Egito sozinha por 22 anos, na época o Estado era um dos mais ricos.
Chams (Egito) (por volta de 800 AC)
Rainha do Egito durante o império babilônico de Cemirames. Vários amigos de Chico Xavier também estavam encarnados na época, como Camilo Chaves, o próprio Arnaldo Rocha e Emmanuel, que era sacerdote e professor de Chams.
Sacerdotisa (Delphos-Grécia) (cerca de 600 AC)
Não se tem registros de qual o nome Chico Xavier recebeu nesta encarnação. Ela se tornou sacerdotisa por causa do tio (Emmanuel reencarnado), que a encaminhou para a sacerdotisação.
Lucina (Roma-Itália) (aproximadamente 60 AC)
Lucina era casada com o general romano chamado Tito Livonio (Arnaldo Rocha reencarnado), nos tempos da revolução de Catilina. Nesta jornada, Lucina teve como pai Publius Cornelius Lentulus Sura, senador romano, avô de Publius Cornelius Lentulus (Emmanuel).
Flavia Cornélia (Roma-Itália) (de 26 DC a 79 DC)
Nesta encarnação, Chico Xavier era filha do senador romano Publius Cornelius Lentulus (Emmanuel). Arnaldo Rocha confidenciou que quando Chico se lembrava da reencarnação de Flavia sentia muitas dores, porque ela teve hanseníase. Também se percebia um forte odor que se exalava.
Lívia (Ciprus, Massilia, Lugdunm e Neapolis) (de 233 DC a 256 DC)
Foi abandonada numa estrada e achada por um escravo, que trabalhava como afinador de instrumento, e tinha o nome de Basílio (Emmanuel reencarnado). Ele a adota e coloca o nome de Lívia – ler Ave Cristo. Nesta ocasião, Arnaldo Rocha era Taciano, um homem casado que tinha uma filha chamada Blandina (Meimei reencarnada).
Certa vez, os três se encontraram e Taciano chegou a propor uma relação conjugal com Lívia, que era casada com Marcelo Volusian.
Quando a proposta foi feita, Lívia alertou que todos tinham um compromisso assumido, tanto Taciano com sua esposa, quanto ela com o seu marido.
Na oportunidade, Lívia disse: “Além de tudo, nós temos que dar exemplo a essa criança. Imagina ela ter uma referência de pais que abandonam esses compromissos.
Confiemos na providência divina porque nos encontraremos em Blandina num futuro distante”, numa clara alusão ao primeiro encontro entre Arnaldo Rocha e Chico Xavier, na Rua Santos Dumont, em Belo Horizonte, em 1946, quando o médium revelou as mensagens de Meimei do Plano Espiritual.
Clara (França) (por volta de 1150 DC)
Chico Xavier, quando esteve na França, foi nas ruínas dos Cátaros e se lembrou quando, em nome da 1ª Cruzada, toda uma cidade foi às chamas. Essa lembrança foi dolorosa para Chico. No século seguinte, a 2ª Cruzada foi coordenada por Godofredo de Buillon (Rômulo Joviano encarnado – patrão de Chico Xavier na Fazenda Modelo em Pedro Leopoldo), que tinha um irmão chamado Luis de Buillon (Arnaldo Rocha reencarnado), casado com Cecile (Meimei ou Blandina reencarnada). Godofredo e Luis tinham mais um irmão, com o nome de Carlos, casado com Clara (Chico Xavier, reencarnado).
Meimei, no livro “Meimei Vida e Mensagem”, de Wallace Leal Rodrigues, descreve todos esses nomes, sem falar das reencarnações, e se refere a Chico como quem tem o afeto das mães, numa clara citação das várias encarnações femininas que teve o médium: “… Meu afeto ao Carlos, Dorothy, Lucilla, Cleone e a todos os que se encontram mencionados em nossa história, sem me esquecer do Chico, a quem peço continue velando por nós com o afeto das mães, cuja ternura é o orvalho bendito, alertando-nos para viver, lutar e redimir” (mensagem psicofônica de Meimei pelo médium Chico Xavier, em 13 de agosto de 1950).
Lucrezja di Colonna (Itália) (Século XIII)
Nesta encarnação, Chico Xavier nasceu na família de Colonna, assim como Arnaldo Rocha, que era Pepino de Colonna, e Clóvis Tavares, na época Pierino de Colonna. Os três viveram na época de Francisco de Assis e tiveram contatos, encarnados, com este espírito iluminado.
Joanne D’Arencourt (Arras-França) (Século XVIII)
Joanne D’Arencourt fugiu da perseguição durante a Revolução Francesa sob a proteção de Camile Desmoulins (Luciano dos Anjos, reencarnado). Veio desencarnar tuberculosa em Barcelona em 1789.
Joana de Castela (Espanha) (1479 a 1556)
Joana de Castela era filha de reis católicos – Fernando de Aragão (Rômulo Joviano, encarnado) e Isabel de Castela. Casou-se com Felipe El Hermoso, neto de Maximiliano I, da Áustria, da família dos Habsburgos. O casamento foi político, mas apressado pelo grande amor que existia. Desde criança, Joana via espíritos e, por viver numa sociedade católica, era considerada como louca. Com a desencarnação dos pais de Joana, o marido Felipe e, o pai dele, Felipe I (Arnaldo Rocha reencarnado) disputavam o trono.
Para evitar que Joana de Castela assumisse, acusaram ela de louca, porque via e falava com os espíritos. Depois que Felipe desencarnou, Joana foi enclausurada por 45 anos em Tordesilhas, na Espanha. A dor era muito grande, mas o que a consolava era o contato com os espíritos. A clausura tem muita relação com a vida de Chico Xavier. Foi uma espécie
de preparação para o que viria. Chico sempre foi muito popular, mas fazia questão de sair do foco para que a Doutrina Espírita fosse ressaltada.
Ruth Céline Japhet (Paris-França) Encarnação anterior à de Chico
Xavier (1837/1885)
Sua infância lembra os infortúnios de Chico Xavier, tal a luta que empreendeu pela saúde combalida. Era médium desde pequena, mas só por volta dos 12 anos começou a distinguir a realidade entre este mundo e o espiritual. Na infância, confundia os dois. Acamada por mais de dois anos, foi um magnetizador chamado Ricard quem constatou que ela era médium (sonâmbula, na designação da época), colocando-a em transe pela primeira vez. Filha de judeu, Ruth Céline Japhet contribuiu com Allan Kardec para trabalhar na revisão de “O Livro dos Espíritos” e do “Evangelho Segundo o Espiritismo”, durante as reuniões nas casas dos Srs. Roustan e Japhet. Isso pode explicar por que Chico sabia, desde pequeno, todo o Evangelho. Em palestra proferida em Niterói no dia 23 de abril, o médium Geraldo Lemos Neto citou este fato: “Desde quando ele tinha cinco anos de idade, Chico guardava integralmente na memória as páginas de “O Evangelho Segundo o Espiritismo”. A história de Chico Xavier todos nós sabemos. Ele somente veio ter contato com a Doutrina Espírita aos 17 anos de idade”, finalizou.
Para contrariar o pressuposto de que Chico Xavier foi Allan Kardec, o próprio médium mineiro relatou a admiração pelo codificador em carta publicada no livro “Para Sempre Chico Xavier”, de Nena Galves: “Allan Kardec vive. Esta é uma afirmativa que eu quisera pronunciar com uma voz que no momento não tenho, mas com todo o meu coração repito: Deus engrandeça o nosso codificador, o codificador da nossa Doutrina. Que ele se sinta cada vez mais feliz em observar que as suas idéias e as suas lições permanecem acima do tempo, auxiliando-nos a viver. É o que eu pobremente posso dizer na saudação que Allan Kardec merece de todos nós.
Sei que cada um de nós, na intimidade doméstica, torná-lo á lembrado e cada vez mais honrado não só pelos espíritas do Brasil, mas de todo o mundo. Kardec vive”.
PUBLICADO NO JORNAL CORREIO ESPÍRITA EM JUNHO DE 2010
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2019.07.18 20:51 olavowalter Meu quiroprata conheceu o Leonardo Da Vinci numa sessão espírita

Tenho dores na lombar, geralmente agravadas pelo estresse, e por isso costumo chamar um quiroprata de tempos em tempos. Esse cara é daqueles que tem o hábito de falar sem parar e over-explicar as coisas, mas ajuda bem nas minhas dores e o preço é okay.
Só que dessa vez ele puxou a coisa pro lado do espiritismo e engatou a falar do corpo físico e do ser. Entrei na besteira de perguntá-lo sobre a tal data-limite do Chico Xavier, já que eu ouvi falar que tinha a ver com o fim do mundo – não tenho a mínima ideia de kardecismo. Ele me explicou, então, que não é bem o apocalipse, que a religião católica crê que o mundo vai acabar para chegar Jesus Cristo, mas que, segundo Chico Xavier, a tal data-limite foi uma espécie de pacto selado após a 2ª Guerra Mundial entre os guardiões espirituais dos planetas e Jesus (que é o guardião espiritual da Terra), pois eles queriam isolar espiritualmente o nosso planeta, mas Jesus pediu para segurar essa coisa aí até este sábado (20/7/2019) e que se não tivesse nenhuma Terceira Guerra mundial, aí a Terra alcançaria outro estágio espiritual.
A partir daí, ele veio explicando sobre os diferentes níveis de evolução, que tem uma coisa chamada mundos felizes, cujo nome achei um pouco ingênuo, e que não tem inferno e céu, mas que tem reencarnação, que é algo comprovado cientificamente o fato de termos vivido várias vidas e carregarmos isso e que somos espíritos separados, com personalidades meio atemporais. Nessa hora me acendeu um alerta, eu falei, peraí, não acredito nisso não, e tentei explicar minha leitura espiritual da vida.
Me considero ateu ou agnóstico, fui criado num dogmatismo católico que reneguei completamente e, não que eu gaste muito tempo pensando nisso, mas vejo as coisas como interconectadas de alguma forma, que vibramos na mesma frequência e que por causa do big bang somos formados pelos mesmos elementos – ou seja, repetimos padrões de pensamento que no fundo vêm de um mesmo lugar, que esse mesmo lugar pode ser o tal deus, mas que não tem nada de consciente, que todo mundo quando morre volta para a natureza sem estar mais preso a um corpo e rola uma comunhão com a terra, por isso devemos respeitar o que é diferente, pois no fim tudo é igual, mas não sabemos porra nenhuma. Aí o cara surtou e começou a falar mais ainda, que eu estava confundindo os conceitos, que existe inconsciente coletivo (eu já li O Homem e Os Símbolos de Jung, mas preferi ficar calado, afinal não era nem 8 da manhã direito), que é quando você sente que uma pessoa está triste e fica triste também (no meu entendimento isso é empatia, não tem nada a ver com inconsciente coletivo).
Ele então me perguntou, “e sua mãe, quando ela morre, pra onde você acha que vai?”, aí eu falei, “sei lá, vira vento, terra, árvore”, era uma metáfora, mas logicamente o quiroprata não entendeu, ficou meio nervoso, começou a balançar a cabeça e gargalhar e falar que eu tinha fumado maconha estragada, que quando eu morresse e abrisse o olho do outro lado eu ia ver que não era assim – e me perguntou o sentido de o homem ter criado religiões. “É para aplacar o desespero com o fato de tudo acabar após a morte”, rebati, mas ele não aceitou e continuou com o papo de espíritos, falou das crianças indianas que com 7 anos tocam sinfonias do Beethoven sem saber ler partitura e que isso é uma evidência que nas vidas passadas eles eram músicos ou coisa do tipo (eu disse que eram gênios ou superdotados), que tudo se acabar numa só vida não tem sentido (achei particularmente forçado esse ponto de vista, agora penso que acabou justificando a minha explicação). E ele continuava falando que eu misturava conceitos, que isso que eu penso de vir tudo do mesmo lugar é irracional, que não tem lógica, que a gente tem que se perguntar o que vem antes do big bang, que um cara psicografou um livro nos anos 50 citando três elementos químicos que não estavam na tabela periódica e só foram descobertos décadas depois...
Enfim, já estava ficando cansativo, mas o cara não parava. Eu particularmente não sabia que os espiritistas podiam ser tão intolerantes com uma opinião contrária, e mesmo que eu tivesse colocado meu ponto de vista de forma sutil, ele parecia estar disposto a uma cruzada contra a minha forma de pensar diferente da ideia dele (de que somos indivíduos pré-definidos pela eternidade). Também acabei deixando de perguntar porque tem gente sofrendo, sendo escravizada e se ferrando de todas as formas, porque no fundo evitei a fadiga de ouvir que era justificável por causa de alguma vida passada ou espírito ou planeta ou mundo infeliz (posso estar errado disso, mas parecia estar muito bem embutido naquele pacote todo).
Então ele me contou das experiências deles, das sessões, de artistas mediúnicos que psico-pintam quadros, contou de ter visto baixar um espírito num medium que fez uma escultura com a cara de Jesus Cristo, que, segundo ele, "era igualzinho o Cristo mesmo, como você explica isso". Pensei em catarse, em alucinações, esquizofrenia e me perguntei que Jesus seria esse, aquele de olhos azuis e cabelos loiros ou o com traços árabes ou negros, mas tampouco retruquei, porque afinal a maconha estragada era a minha e não dele. Foi aí que veio a cereja no bolo.
Ele disse que estava numa sessão mediúnica uma vez e viu, atrás da mesa, três pessoas. Essas pessoas foram se aproximando e uma delas disse a ele: "Viemos ver o trabalho que estão fazendo aqui, e estamos orgulhosos". Então ele perguntou quem era e o tal sujeito, que era um espírito, disse que era o Leonardo. "Da Vinci", o quiroprata completou, e disse que era tudo explicado pela lógica e que meus conceitos estão errados e que eu não sei de nada.
Fiquei o resto da manhã encucado com a intolerância e com essas e justificativas alucinógenas, que no fundo me pareceram tão conformistas e passa-panistas com as injustiças e disparidades quanto o catolicismo clássico.
Caso haja algum adepto por aqui, me responda: O ESPIRITISMO É UMA RELIGIÃO INTOLERANTE? Nunca achei que fosse, mas praticamente mudei de ideia hoje.
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2019.04.16 20:47 ElDoQmentalista La Catedral de Notre-Dame y sus Fantasmas, Documental Incendio paris fire

Los Fantasmas de la Catedral de Notre-Dame
El trágico y extenso incendio de la bella e histórica Catedral de Notre-Dame de París, causó conmoción y tristeza en todo el mundo. No importa su religión o si la ha visto en persona o en imágenes, sus icónicas torres, sus impresionantes obras de arte, sus aterradoras gárgolas y su significado histórico son conocidos y admirados en todo el mundo. Eso incluye a la comunidad paranormal. Cualquiera que haya visitado París sabe que la ciudad está llena de espíritus y moradas embrujadas y que la Catedral de Notre-Dame es (no digamos que'era' todavía - a partir de este escrito parece que parte de ella puede ser salvada) una parada popular en los tours de fantasmas. Aquí están algunas de las historias de fantasmas de la Catedral de Notre-Dame.
Una de las primeras historias de fantasmas de Notre-Dame del siglo XII involucra a un cerrajero que fue contratado para fabricar las cerraduras de todas las puertas y otras cosas que se pueden cerrar con llave en la catedral. Ese fue un trabajo importante para la organización más poderosa de Europa - la Iglesia Católica - por lo que el pobre cerrajero estaba bajo una enorme presión. La leyenda dice que le pidió ayuda al diablo y el demonio estuvo de acuerdo. El trabajo estaba terminado, pero el cerrajero murió unos días después y su fantasma ha sido visto a menudo vagando por el terreno.
Una historia similar del siglo XIII involucra a un joven herrero llamado Biscornet que fue contratado para decorar las puertas laterales de la catedral, otro gran trabajo. Temiendo el fracaso, también se le dijo que había hecho un trato con el diablo, que completó el proyecto a cambio de su alma. Cuando las puertas fueron descubiertas, estaban cerradas. A alguien (probablemente a un sacerdote) se le ocurrió la idea de rociarlos con agua bendita, lo que liberó las puertas y liberó al herrero de su pacto satánico. Esas puertas (esperemos que hayan sobrevivido) se conocieron como las "puertas malditas".
Una famosa historia de fantasmas de Notre-Dame cuenta la historia de una mujer que vino a visitar la catedral en 1882. Su petición de subir a una de las torres - un punto alto tanto literal como figurativamente cuando visitaba - fue rechazada por los guardias porque no tenía carabina. Según el relato local, encontró a una anciana para que la acompañara. Cuando llegaron a la cima, ella reveló la verdadera razón de la subida cuando se arrojó sobre la barandilla y fue empalada en algunos picos en el piso principal. Su fantasma ha sido visto a menudo cerca de las gárgolas de la torre o deambulando por la cima de la torre.
Una adición moderna a los fantasmas femeninos de Notre-Dame es María Antonieta Rivas Mercado Castellanos, una intelectual, escritora, feminista y mecenas mexicana que fue despreciada por un amante en París y se disparó contra el altar de la catedral. Por el lado del espíritu masculino, Louis Vierne, un organista de larga data, cumplió su deseo de toda la vida en 1937 cuando murió mientras tocaba el órgano de la catedral cerca del final de su concierto número 1750.
Como en cualquier iglesia tan antigua como Notre-Dame, hay muchos avistamientos de sacerdotes, monjes, obispos, papas y otras figuras religiosas. La iglesia también acogió las coronaciones, bodas y funerales de los líderes mundiales (Enrique VI de Inglaterra fue coronado rey de Francia allí; María, reina de los escoceses se casó con el Delfín Francisco, Francisco II de Francia allí; la coronación de Napoleón y Josefina se celebró allí; el funeral de Carlos de Gaulle se celebró allí) y algunas de esas y otras figuras famosas han sido vistas vagando por los alrededores. Si alguien merece estar allí, es el fantasma de Victor Hugo, autor de El Jorobado de Notre-Dame.
Parece que nadie resultó herido por el destructivo incendio de la Catedral de Notre-Dame. Esperemos que se pueda reabrir para que tanto los vivos como los muertos puedan volver a caminar por sus hermosas y santificadas salas.
La Catedral de Notre-Dame y sus Fantasmas, Documental Incendio paris fire
Como en cualquier iglesia tan antigua como Notre-Dame, hay muchos avistamientos de sacerdotes, monjes, obispos, papas y otras figuras religiosas.
https://youtu.be/-h6Erv90A9s
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2019.02.06 04:31 orpheu272 Odisseia p.4

A Odisseia p.3 me fez refletir muito e trouxe muitas sensações nostálgicas - boas e ruins.
Após os acontecimentos relatados anteriormente, muita coisa aconteceu. Eu contei tudo sobre a ida de meu pai e eu à casa de sua outra mulher. Minha mãe ficou em choque, mas, resumindo, nada fez. Meus pais discutiram feio, porém como em um forte temporal, tudo se acalmou e o único despedaçado pelos ventos fortes fui eu.
Nossa vida seguiu como se nada tivesse acontecido. Meu pai continuava “trabalhando” nos fins de semana, e minha mãe acreditava fielmente nisso.
O ano era 2004. Na época eu estudava no Imaculada Conceição (“entra burro, sai ladrão”, essa era a piada interna de nossa sala da 3ª série) - hoje o colégio não existe mais, no seu lugar foi construído uma nova escola chamada Ativa. Minha vida seguiu e eu fui jogando todo aquele acontecimento para longe, em um lado da memória que eu pretendia nunca mais acessar. Minha rotina era como a de qualquer criança: pela manhã eu acordava bem cedo e assistia o Art Attack e todos os desenhos possíveis, almoçava e saia junto à minha mãe para o colégio que ficava duas ruas de distância de minha casa; de lá minha mãe seguia para o trabalho, em uma escola menor, três ruas atrás de onde eu estudava. Quando eu saia do colégio, subia a ladeira do IPE que dava direto a uma casa larga com dois pés de jambo na frente. Era a casa da minha avó. Lembro que eu subia aquela rua contando meus passos; meu primo sempre me esperava junto ao meu avô, na calçada. Eram tempos bons, sem preocupação e sem nenhum planejamento quanto ao futuro. Tudo o que me importava estava ali: meus avós, meu primo, meus tios, minha mãe e irmãos, aquela imensa rua e todos os meus amigos, todo o IPE que eu tinha a liberdade de correr.
(abro um parêntese aqui apenas para mostrar esse fato curioso: https://www.google.com/maps/@-5.8519077,-35.3517844,3a,75y,35.43h,93.97t/data=!3m6!1e1!3m4!1sSkt77cA6_uDfibvoWpUAiA!2e0!7i13312!8i6656 - essa é a minha avó sentada na frente de sua casa. Ao seu lado está seu vizinho, Manoel, mais conhecido como “Mané Capeta”.)
Certo dia minha mãe disse que precisávamos nos mudar. Foi uma notícia repentina. Nosso destino era Santa Cruz, cidade do interior do RN, lugar aonde meu pai nasceu e cresceu e onde, também, vivia toda a família dos meus avós paternos. Tudo isso foi uma surpresa muito boa, pois eu sempre amei aquela cidade, sempre me senti atraído por tudo o que havia lá. Santa Cruz é uma cidade impressionante, ao seu redor há serras e um clima de tranquilidade que eu nunca vi - até hoje sinto isso quando visito meus familiares que moram lá. Eu fiquei muito feliz com a notícia, embora na época não soubesse -e até não ligasse - o motivo de nossa ida. Mais tarde descobri que estávamos nos mudando porque meu pai havia contraído uma dívida alta com um agiota e outras pessoas. No desespero todos nós nos mudamos, meus pais e avós paternos.
A chegada em Santa Cruz foi interessante. Eu sentia uma paz e alívio, talvez meu inconsciente estivesse ciente de certos acontecimentos que o meu “eu” criança não estava dando muita bola. Nossa primeira parada foi na rua Mossoró, na casa de meus bisavós, os pais da minha avó Arlete. De lá, fomos para a casa que minha avó alugara para ela, meu avô e tia. Era uma casa muito comprida, três quartos, uma cozinha imensa e um quintal grande que ficava no térreo da casa. Lá nós passamos a noite, para nos mudarmos para nossa casa no dia seguinte. As coisas foram se encaixando de forma mágica: antes de chegarmos à Santa Cruz, meu bisavô conhecido como “Seu Peão” havia falado com um amigo sobre seu neto, esposa e filhos que estavam chegando para morar na cidade, prontamente seu amigo disse que tinha uma casa para alugar e que seria nossa assim que chegássemos. Eu não tenho como provar isso para vocês, mas espero que acreditem, o aluguel da casa custava R$ 80,00. Eu nunca vi isso em lugar nenhum do MUNDO! Enquanto meu bisavô fazia essa gentileza, minha tia Shyrlei, irmã de minha avó, estava falando com a diretora da escola em que ela trabalhava. Foi ela que conseguiu a entrevista para minha mãe.
(https://www.google.com/maps/place/R.+Mossor%C3%B3,+Santa+Cruz+-+RN,+59200-000/@-6.2322868,-36.017769,3a,75y,114.24h,81.89t/data=!3m7!1e1!3m5!1swyiXzeGVvR5VbUYR5tTxJQ!2e0!3e11!7i13312!8i6656!4m5!3m4!1s0x7b1fbf19b3cd5c9:0x1e3a8db953381fe8!8m2!3d-6.2332947!4d-36.016516 Essa era a nossa casa. Na época não tinha essa mureta e no lugar da pequena palmeira havia uma árvore que, como não sabíamos a qual espécie pertencia, chamávamos de “pé de pau”. Se vocês andarem para a esquerda, irão se deparar com uma ladeira - também a esquerda - e descendo ela, chegarão ao Santa Lúcia.)
Na semana seguinte estávamos em nossa casa, minha mãe trabalhando e eu com uma nova turma no colégio. Eu amava tanto aquela casa, amava tanto o canto dos pássaros, o cheiro fedido dos besouros que ficavam na árvore na frente de casa, acordar cedo para comprar o leite que vinha direto de um sítio, mas eu amava o conjunto de tudo isso e a sensação de que todos os problemas e aquela vida pesada havia ficado para trás, lá em Macaíba.
Na rua ao lado morava os meus primos, Tainã e Thiego. A minha tia Arleide, irmã da minha avó, cuidava deles, mas o único que morava com ela era Tainã, seu neto mais velho. Toda tarde, ao voltar do colégio, eu assistia Cavaleiros do Zodíaco na Bandeirantes, jantava e corria para brincar com eles e os meninos da rua. Eu amava tudo aquilo. Nós corríamos da Rua Mossoró até a praça Tequinha Farias - e minha mãe nem fazia ideia. Era comum nos finais de semana a gente subir o cruzeiro que, na época, não tinha a Santa Rita como monumento.
Santa Cruz é uma cidade católica, de pessoas bondosas e uma limpeza invejável. Eu me sinto em casa sempre que vou até lá. Lembro das ruas por onde andei, os amigos com quem brinquei e as tardes gostosas que passei na casa da minha doce a amada bisavó Helena, a mãe de meu avô (escrevo brevemente sobre ela nesse parágrafo com uma dor imensa no peito. Em algum momento falarei mais sobre você, vovó).
Mas uma coisa que me marcou em Santa Cruz não foi a sensação de fazer parte de algo ou o preenchimento que aquela cidade me dava. Foi justamente a perda que me marcou como brasa.
Dito isto, iremos iniciar uma nova aventura. Não se preocupe, estou com você, pois fui o primeiro, o original.

A jangada que leva…

Eu e meu primo Tainã éramos muito unidos: brigamos, batemos um no outro ao ponto de ficar um do lado do outro cansado no chão, mas nos amávamos como irmãos. Era minha companhia de todas as horas; andávamos aquela cidade, conhecíamos tudo que havia ali e gostávamos de explorar cada canto ainda não explorado. Tainã era luz, sempre disposto, sempre caridoso. Ele sempre estava para ajudar qualquer pessoa, independente de quem fosse. Ele era puro, verdadeiro e iluminava aonde chegava. Tainã foi meu primeiro melhor amigo. Tudo era bom quando ele estava por perto - mesmo o dia em que zoamos alguns meninos na rua e eles correram atrás de nós dois.
Uma noite de sexta todos estavam brincando na rua da casa de minha tia. Lembro que a gente estava brincando de polícia e ladrão. Acho que foi o dia que mais fiquei sem fôlego. O tempo estava fechado, mas estava quente e sem vento. Era uma noite silenciosa, mesmo com todos aqueles gritos de criança e pessoas em suas calçadas conversando. Às 20:00 me despedi dos meus amigos e do meu primo. Ainda lembro da conversa:
-Vai jogar videogame amanhã comigo, né?
-Vou. Papai vai sair pro sítio amanhã de duas horas, mas se você passar aqui eu vou com você jogar.
-Tá certo.
No dia seguinte eu almocei rápido e pedi dinheiro para minha mãe. Eu estava completamente viciado em Halo e queria logo correr para o videogame. Nesse meio tempo acabei brigando com o meu irmão, bati nele. Minha mãe estava no quintal lavando roupa e ouviu toda a confusão. Por eu ter feito aquilo, ela me proibiu de sair naquele dia para brincar, então eu chorei com muita raiva. Por volta das 14:00, Tainã apareceu na janela da sala, eu o avisei que não iria pois mãe havia me proibido de sair naquele dia. Ele então foi para o sítio junto de Luiz, seu avô (que ele chamava de pai).
Lembro que meu dia foi bem tedioso. A programação da TV aberta sempre foi ruim e a única pessoa que eu podia brincar no momento, estava emburrado comigo, além disso o tempo não ajudava nada, demorava a passar e parecia parado, monótono, cinza.
Eu não lembro bem a hora, mas foi lá pro fim da tarde, minha avó chegou na minha casa e eu fui recebê-la. Ela me gritou, pediu para que eu chamasse minha mãe e que não voltasse. Achei estranho minha avó agir daquela forma comigo, ela nunca tinha feito isso antes e era notório seu nervosismo. Como o quarto de minha mãe era o primeiro e muito próximo da sala,mesmo que elas estivessem falando baixo, eu ainda consegui ouvir “Tainã” e “morreu”.
Eu não quis acreditar no que havia ouvido. Talvez meus ouvidos estivessem pregando uma peça em mim. Era impossível. Tainã estava saudável brincando comigo na noite anterior, eu o vi vivinho horas atrás na janela de minha casa…
Minha avó foi embora em direção à casa de minha tia. Ao entrar no quarto minha mãe fez aquele ar de quem quer conversar. Reconheci na hora aquela cara de quem vem falar algo sério. Ela se sentou ao meu lado na cama, respirou, olhou nos meus olhos e falou calmamente, mesmo com sua voz um pouco trêmula: “meu filho, sua avó veio aqui pra avisar que seu primo foi levado ao hospital em Natal. Ele estava andando de cavalo no sitio, quando caiu e bateu com a cabeça, mas vai ficar tudo bem”.
A verdade é que Tainã já estava morto antes mesmo de chegar em Natal. Ele havia morrido no caminho. No sítio, ele decidiu andar de cavalo, mas a viseira não estava bem encaixada. No momento em que ele puxou, ela acertou o olho do cavalo e este deu um impulso com as patas da frente. Meu primo caiu, bateu com a cabeça justamente em uma pedrinha e sua massa encefálica saiu pelo ouvido.
Mais tarde naquele mesmo dia, fomos à casa de minha tia Arleide. Lembro que entrei, passei pela sala e fui em direção do quarto dela. No momento em que ela me viu, me abraçou. Ali foi a primeira vez que eu senti o peso da vida, das emoções, do pesar. Ela me abraçou como quem se agarra a uma esperança. Talvez ela nem estivesse abraçando Jean Filho, seu sobrinho, mas usando meu corpo para imaginar Tainã, seu neto, o neto que ela tanto amava e que não estava presente no momento de sua partida. Tudo estava parado ali. Nada funcionava; não havia voz, não havia pessoas, muito embora a casa estivesse repleta de familiares. A única coisa que existia ali era aquele abraço forte e um choro de agonia, de dor, de pranto e súplica. Minha tia não perdeu apenas um neto naquele dia. Ela perdeu um filho e uma parte de si.
A morte de Tainã marcou o fim da infância, da inocência, dos tempos bons correndo as ladeiras de Santa Cruz. Sua morte levou um pedaço de todos nós. Eu carreguei umas rosas que me entregaram; fui à frente do velório. Para todo lugar que eu olhava, tinham pessoas nas calçadas olhando, não de curiosidade, mas com um olhar triste e respeitoso. Meu primo foi muito querido em nossa cidade.
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2019.02.04 21:13 orpheu272 Odisseia p.4

A Odisseia p.3 me fez refletir muito e trouxe muitas sensações nostálgicas - boas e ruins.
Após os acontecimentos relatados anteriormente, muita coisa aconteceu. Eu contei tudo sobre a ida de meu pai e eu à casa de sua outra mulher. Minha mãe ficou em choque, mas, resumindo, nada fez. Meus pais discutiram feio, porém como em um forte temporal, tudo se acalmou e o único despedaçado pelos ventos fortes fui eu.
Nossa vida seguiu como se nada tivesse acontecido. Meu pai continuava “trabalhando” nos fins de semana, e minha mãe acreditava fielmente nisso.
O ano era 2004. Na época eu estudava no Imaculada Conceição (“entra burro, sai ladrão”, essa era a piada interna de nossa sala da 3ª série) - hoje o colégio não existe mais, no seu lugar foi construído uma nova escola chamada Ativa. Minha vida seguiu e eu fui jogando todo aquele acontecimento para longe, em um lado da memória que eu pretendia nunca mais acessar. Minha rotina era como a de qualquer criança: pela manhã eu acordava bem cedo e assistia o Art Attack e todos os desenhos possíveis, almoçava e saia junto à minha mãe para o colégio que ficava duas ruas de distância de minha casa; de lá minha mãe seguia para o trabalho, em uma escola menor, três ruas atrás de onde eu estudava. Quando eu saia do colégio, subia a ladeira do IPE que dava direto a uma casa larga com dois pés de jambo na frente. Era a casa da minha avó. Lembro que eu subia aquela rua contando meus passos; meu primo sempre me esperava junto ao meu avô, na calçada. Eram tempos bons, sem preocupação e sem nenhum planejamento quanto ao futuro. Tudo o que me importava estava ali: meus avós, meu primo, meus tios, minha mãe e irmãos, aquela imensa rua e todos os meus amigos, todo o IPE que eu tinha a liberdade de correr.
(abro um parêntese aqui apenas para mostrar esse fato curioso: https://www.google.com/maps/@-5.8519077,-35.3517844,3a,75y,35.43h,93.97t/data=!3m6!1e1!3m4!1sSkt77cA6_uDfibvoWpUAiA!2e0!7i13312!8i6656 - essa é a minha avó sentada na frente de sua casa. Ao seu lado está seu vizinho, Manoel, mais conhecido como “Mané Capeta”.)
Certo dia minha mãe disse que precisávamos nos mudar. Foi uma notícia repentina. Nosso destino era Santa Cruz, cidade do interior do RN, lugar aonde meu pai nasceu e cresceu e onde, também, vivia toda a família dos meus avós paternos. Tudo isso foi uma surpresa muito boa, pois eu sempre amei aquela cidade, sempre me senti atraído por tudo o que havia lá. Santa Cruz é uma cidade impressionante, ao seu redor há serras e um clima de tranquilidade que eu nunca vi - até hoje sinto isso quando visito meus familiares que moram lá. Eu fiquei muito feliz com a notícia, embora na época não soubesse -e até não ligasse - o motivo de nossa ida. Mais tarde descobri que estávamos nos mudando porque meu pai havia contraído uma dívida alta com um agiota e outras pessoas. No desespero todos nós nos mudamos, meus pais e avós paternos.
A chegada em Santa Cruz foi interessante. Eu sentia uma paz e alívio, talvez meu inconsciente estivesse ciente de certos acontecimentos que o meu “eu” criança não estava dando muita bola. Nossa primeira parada foi na rua Mossoró, na casa de meus bisavós, os pais da minha avó Arlete. De lá, fomos para a casa que minha avó alugara para ela, meu avô e tia. Era uma casa muito comprida, três quartos, uma cozinha imensa e um quintal grande que ficava no térreo da casa. Lá nós passamos a noite, para nos mudarmos para nossa casa no dia seguinte. As coisas foram se encaixando de forma mágica: antes de chegarmos à Santa Cruz, meu bisavô conhecido como “Seu Peão” havia falado com um amigo sobre seu neto, esposa e filhos que estavam chegando para morar na cidade, prontamente seu amigo disse que tinha uma casa para alugar e que seria nossa assim que chegássemos. Eu não tenho como provar isso para vocês, mas espero que acreditem, o aluguel da casa custava R$ 80,00. Eu nunca vi isso em lugar nenhum do MUNDO! Enquanto meu bisavô fazia essa gentileza, minha tia Shyrlei, irmã de minha avó, estava falando com a diretora da escola em que ela trabalhava. Foi ela que conseguiu a entrevista para minha mãe.
(https://www.google.com/maps/place/R.+Mossor%C3%B3,+Santa+Cruz+-+RN,+59200-000/@-6.2322868,-36.017769,3a,75y,114.24h,81.89t/data=!3m7!1e1!3m5!1swyiXzeGVvR5VbUYR5tTxJQ!2e0!3e11!7i13312!8i6656!4m5!3m4!1s0x7b1fbf19b3cd5c9:0x1e3a8db953381fe8!8m2!3d-6.2332947!4d-36.016516 Essa era a nossa casa. Na época não tinha essa mureta e no lugar da pequena palmeira havia uma árvore que, como não sabíamos a qual espécie pertencia, chamávamos de “pé de pau”. Se vocês andarem para a esquerda, irão se deparar com uma ladeira - também a esquerda - e descendo ela, chegarão ao Santa Lúcia.)
Na semana seguinte estávamos em nossa casa, minha mãe trabalhando e eu com uma nova turma no colégio. Eu amava tanto aquela casa, amava tanto o canto dos pássaros, o cheiro fedido dos besouros que ficavam na árvore na frente de casa, acordar cedo para comprar o leite que vinha direto de um sítio, mas eu amava o conjunto de tudo isso e a sensação de que todos os problemas e aquela vida pesada havia ficado para trás, lá em Macaíba.
Na rua ao lado morava os meus primos, Tainã e Thiego. A minha tia Arleide, irmã da minha avó, cuidava deles, mas o único que morava com ela era Tainã, seu neto mais velho. Toda tarde, ao voltar do colégio, eu assistia Cavaleiros do Zodíaco na Bandeirantes, jantava e corria para brincar com eles e os meninos da rua. Eu amava tudo aquilo. Nós corríamos da Rua Mossoró até a praça Tequinha Farias - e minha mãe nem fazia ideia. Era comum nos finais de semana a gente subir o cruzeiro que, na época, não tinha a Santa Rita como monumento.
Santa Cruz é uma cidade católica, de pessoas bondosas e uma limpeza invejável. Eu me sinto em casa sempre que vou até lá. Lembro das ruas por onde andei, os amigos com quem brinquei e as tardes gostosas que passei na casa da minha doce a amada bisavó Helena, a mãe de meu avô (escrevo brevemente sobre ela nesse parágrafo com uma dor imensa no peito. Em algum momento falarei mais sobre você, vovó).
Mas uma coisa que me marcou em Santa Cruz não foi a sensação de fazer parte de algo ou o preenchimento que aquela cidade me dava. Foi justamente a perda que me marcou como brasa.
Dito isto, iremos iniciar uma nova aventura. Não se preocupe, estou com você, pois fui o primeiro, o original.

A jangada que leva…

Eu e meu primo Tainã éramos muito unidos: brigamos, batemos um no outro ao ponto de ficar um do lado do outro cansado no chão, mas nos amávamos como irmãos. Era minha companhia de todas as horas; andávamos aquela cidade, conhecíamos tudo que havia ali e gostávamos de explorar cada canto ainda não explorado. Tainã era luz, sempre disposto, sempre caridoso. Ele sempre estava para ajudar qualquer pessoa, independente de quem fosse. Ele era puro, verdadeiro e iluminava aonde chegava. Tainã foi meu primeiro melhor amigo. Tudo era bom quando ele estava por perto - mesmo o dia em que zoamos alguns meninos na rua e eles correram atrás de nós dois.
Uma noite de sexta todos estavam brincando na rua da casa de minha tia. Lembro que a gente estava brincando de polícia e ladrão. Acho que foi o dia que mais fiquei sem fôlego. O tempo estava fechado, mas estava quente e sem vento. Era uma noite silenciosa, mesmo com todos aqueles gritos de criança e pessoas em suas calçadas conversando. Às 20:00 me despedi dos meus amigos e do meu primo. Ainda lembro da conversa:
-Vai jogar videogame amanhã comigo, né?
-Vou. Papai vai sair pro sítio amanhã de duas horas, mas se você passar aqui eu vou com você jogar.
-Tá certo.
No dia seguinte eu almocei rápido e pedi dinheiro para minha mãe. Eu estava completamente viciado em Halo e queria logo correr para o videogame. Nesse meio tempo acabei brigando com o meu irmão, bati nele. Minha mãe estava no quintal lavando roupa e ouviu toda a confusão. Por eu ter feito aquilo, ela me proibiu de sair naquele dia para brincar, então eu chorei com muita raiva. Por volta das 14:00, Tainã apareceu na janela da sala, eu o avisei que não iria pois mãe havia me proibido de sair naquele dia. Ele então foi para o sítio junto de Luiz, seu avô (que ele chamava de pai).
Lembro que meu dia foi bem tedioso. A programação da TV aberta sempre foi ruim e a única pessoa que eu podia brincar no momento, estava emburrado comigo, além disso o tempo não ajudava nada, demorava a passar e parecia parado, monótono, cinza.
Eu não lembro bem a hora, mas foi lá pro fim da tarde, minha avó chegou na minha casa e eu fui recebê-la. Ela me gritou, pediu para que eu chamasse minha mãe e que não voltasse. Achei estranho minha avó agir daquela forma comigo, ela nunca tinha feito isso antes e era notório seu nervosismo. Como o quarto de minha mãe era o primeiro e muito próximo da sala,mesmo que elas estivessem falando baixo, eu ainda consegui ouvir “Tainã” e “morreu”.
Eu não quis acreditar no que havia ouvido. Talvez meus ouvidos estivessem pregando uma peça em mim. Era impossível. Tainã estava saudável brincando comigo na noite anterior, eu o vi vivinho horas atrás na janela de minha casa…
Minha avó foi embora em direção à casa de minha tia. Ao entrar no quarto minha mãe fez aquele ar de quem quer conversar. Reconheci na hora aquela cara de quem vem falar algo sério. Ela se sentou ao meu lado na cama, respirou, olhou nos meus olhos e falou calmamente, mesmo com sua voz um pouco trêmula: “meu filho, sua avó veio aqui pra avisar que seu primo foi levado ao hospital em Natal. Ele estava andando de cavalo no sitio, quando caiu e bateu com a cabeça, mas vai ficar tudo bem”.
A verdade é que Tainã já estava morto antes mesmo de chegar em Natal. Ele havia morrido no caminho. No sítio, ele decidiu andar de cavalo, mas a viseira não estava bem encaixada. No momento em que ele puxou, ela acertou o olho do cavalo e este deu um impulso com as patas da frente. Meu primo caiu, bateu com a cabeça justamente em uma pedrinha e sua massa encefálica saiu pelo ouvido.
Mais tarde naquele mesmo dia, fomos à casa de minha tia Arleide. Lembro que entrei, passei pela sala e fui em direção do quarto dela. No momento em que ela me viu, me abraçou. Ali foi a primeira vez que eu senti o peso da vida, das emoções, do pesar. Ela me abraçou como quem se agarra a uma esperança. Talvez ela nem estivesse abraçando Jean Filho, seu sobrinho, mas usando meu corpo para imaginar Tainã, seu neto, o neto que ela tanto amava e que não estava presente no momento de sua partida. Tudo estava parado ali. Nada funcionava; não havia voz, não havia pessoas, muito embora a casa estivesse repleta de familiares. A única coisa que existia ali era aquele abraço forte e um choro de agonia, de dor, de pranto e súplica. Minha tia não perdeu apenas um neto naquele dia. Ela perdeu um filho e uma parte de si.
A morte de Tainã marcou o fim da infância, da inocência, dos tempos bons correndo as ladeiras de Santa Cruz. Sua morte levou um pedaço de todos nós. Eu carreguei umas rosas que me entregaram; fui à frente do velório. Para todo lugar que eu olhava, tinham pessoas nas calçadas olhando, não de curiosidade, mas com um olhar triste e respeitoso. Meu primo foi muito querido em nossa cidade.
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2019.02.04 21:11 orpheu272 Odisseia p.4

A Odisseia p.3 me fez refletir muito e trouxe muitas sensações nostálgicas - boas e ruins.
Após os acontecimentos relatados anteriormente, muita coisa aconteceu. Eu contei tudo sobre a ida de meu pai e eu à casa de sua outra mulher. Minha mãe ficou em choque, mas, resumindo, nada fez. Meus pais discutiram feio, porém como em um forte temporal, tudo se acalmou e o único despedaçado pelos ventos fortes fui eu.
Nossa vida seguiu como se nada tivesse acontecido. Meu pai continuava “trabalhando” nos fins de semana, e minha mãe acreditava fielmente nisso.
O ano era 2004. Na época eu estudava no Imaculada Conceição (“entra burro, sai ladrão”, essa era a piada interna de nossa sala da 3ª série) - hoje o colégio não existe mais, no seu lugar foi construído uma nova escola chamada Ativa. Minha vida seguiu e eu fui jogando todo aquele acontecimento para longe, em um lado da memória que eu pretendia nunca mais acessar. Minha rotina era como a de qualquer criança: pela manhã eu acordava bem cedo e assistia o Art Attack e todos os desenhos possíveis, almoçava e saia junto à minha mãe para o colégio que ficava duas ruas de distância de minha casa; de lá minha mãe seguia para o trabalho, em uma escola menor, três ruas atrás de onde eu estudava. Quando eu saia do colégio, subia a ladeira do IPE que dava direto a uma casa larga com dois pés de jambo na frente. Era a casa da minha avó. Lembro que eu subia aquela rua contando meus passos; meu primo sempre me esperava junto ao meu avô, na calçada. Eram tempos bons, sem preocupação e sem nenhum planejamento quanto ao futuro. Tudo o que me importava estava ali: meus avós, meu primo, meus tios, minha mãe e irmãos, aquela imensa rua e todos os meus amigos, todo o IPE que eu tinha a liberdade de correr.
(abro um parêntese aqui apenas para mostrar esse fato curioso: https://www.google.com/maps/@-5.8519077,-35.3517844,3a,75y,35.43h,93.97t/data=!3m6!1e1!3m4!1sSkt77cA6_uDfibvoWpUAiA!2e0!7i13312!8i6656 - essa é a minha avó sentada na frente de sua casa. Ao seu lado está seu vizinho, Manoel, mais conhecido como “Mané Capeta”.)
Certo dia minha mãe disse que precisávamos nos mudar. Foi uma notícia repentina. Nosso destino era Santa Cruz, cidade do interior do RN, lugar aonde meu pai nasceu e cresceu e onde, também, vivia toda a família dos meus avós paternos. Tudo isso foi uma surpresa muito boa, pois eu sempre amei aquela cidade, sempre me senti atraído por tudo o que havia lá. Santa Cruz é uma cidade impressionante, ao seu redor há serras e um clima de tranquilidade que eu nunca vi - até hoje sinto isso quando visito meus familiares que moram lá. Eu fiquei muito feliz com a notícia, embora na época não soubesse -e até não ligasse - o motivo de nossa ida. Mais tarde descobri que estávamos nos mudando porque meu pai havia contraído uma dívida alta com um agiota e outras pessoas. No desespero todos nós nos mudamos, meus pais e avós paternos.
A chegada em Santa Cruz foi interessante. Eu sentia uma paz e alívio, talvez meu inconsciente estivesse ciente de certos acontecimentos que o meu “eu” criança não estava dando muita bola. Nossa primeira parada foi na rua Mossoró, na casa de meus bisavós, os pais da minha avó Arlete. De lá, fomos para a casa que minha avó alugara para ela, meu avô e tia. Era uma casa muito comprida, três quartos, uma cozinha imensa e um quintal grande que ficava no térreo da casa. Lá nós passamos a noite, para nos mudarmos para nossa casa no dia seguinte. As coisas foram se encaixando de forma mágica: antes de chegarmos à Santa Cruz, meu bisavô conhecido como “Seu Peão” havia falado com um amigo sobre seu neto, esposa e filhos que estavam chegando para morar na cidade, prontamente seu amigo disse que tinha uma casa para alugar e que seria nossa assim que chegássemos. Eu não tenho como provar isso para vocês, mas espero que acreditem, o aluguel da casa custava R$ 80,00. Eu nunca vi isso em lugar nenhum do MUNDO! Enquanto meu bisavô fazia essa gentileza, minha tia Shyrlei, irmã de minha avó, estava falando com a diretora da escola em que ela trabalhava. Foi ela que conseguiu a entrevista para minha mãe.
(https://www.google.com/maps/place/R.+Mossor%C3%B3,+Santa+Cruz+-+RN,+59200-000/@-6.2322868,-36.017769,3a,75y,114.24h,81.89t/data=!3m7!1e1!3m5!1swyiXzeGVvR5VbUYR5tTxJQ!2e0!3e11!7i13312!8i6656!4m5!3m4!1s0x7b1fbf19b3cd5c9:0x1e3a8db953381fe8!8m2!3d-6.2332947!4d-36.016516 Essa era a nossa casa. Na época não tinha essa mureta e no lugar da pequena palmeira havia uma árvore que, como não sabíamos a qual espécie pertencia, chamávamos de “pé de pau”. Se vocês andarem para a esquerda, irão se deparar com uma ladeira - também a esquerda - e descendo ela, chegarão ao Santa Lúcia.)
Na semana seguinte estávamos em nossa casa, minha mãe trabalhando e eu com uma nova turma no colégio. Eu amava tanto aquela casa, amava tanto o canto dos pássaros, o cheiro fedido dos besouros que ficavam na árvore na frente de casa, acordar cedo para comprar o leite que vinha direto de um sítio, mas eu amava o conjunto de tudo isso e a sensação de que todos os problemas e aquela vida pesada havia ficado para trás, lá em Macaíba.
Na rua ao lado morava os meus primos, Tainã e Thiego. A minha tia Arleide, irmã da minha avó, cuidava deles, mas o único que morava com ela era Tainã, seu neto mais velho. Toda tarde, ao voltar do colégio, eu assistia Cavaleiros do Zodíaco na Bandeirantes, jantava e corria para brincar com eles e os meninos da rua. Eu amava tudo aquilo. Nós corríamos da Rua Mossoró até a praça Tequinha Farias - e minha mãe nem fazia ideia. Era comum nos finais de semana a gente subir o cruzeiro que, na época, não tinha a Santa Rita como monumento.
Santa Cruz é uma cidade católica, de pessoas bondosas e uma limpeza invejável. Eu me sinto em casa sempre que vou até lá. Lembro das ruas por onde andei, os amigos com quem brinquei e as tardes gostosas que passei na casa da minha doce a amada bisavó Helena, a mãe de meu avô (escrevo brevemente sobre ela nesse parágrafo com uma dor imensa no peito. Em algum momento falarei mais sobre você, vovó).
Mas uma coisa que me marcou em Santa Cruz não foi a sensação de fazer parte de algo ou o preenchimento que aquela cidade me dava. Foi justamente a perda que me marcou como brasa.
Dito isto, iremos iniciar uma nova aventura. Não se preocupe, estou com você, pois fui o primeiro, o original.

A jangada que leva…

Eu e meu primo Tainã éramos muito unidos: brigamos, batemos um no outro ao ponto de ficar um do lado do outro cansado no chão, mas nos amávamos como irmãos. Era minha companhia de todas as horas; andávamos aquela cidade, conhecíamos tudo que havia ali e gostávamos de explorar cada canto ainda não explorado. Tainã era luz, sempre disposto, sempre caridoso. Ele sempre estava para ajudar qualquer pessoa, independente de quem fosse. Ele era puro, verdadeiro e iluminava aonde chegava. Tainã foi meu primeiro melhor amigo. Tudo era bom quando ele estava por perto - mesmo o dia em que zoamos alguns meninos na rua e eles correram atrás de nós dois.
Uma noite de sexta todos estavam brincando na rua da casa de minha tia. Lembro que a gente estava brincando de polícia e ladrão. Acho que foi o dia que mais fiquei sem fôlego. O tempo estava fechado, mas estava quente e sem vento. Era uma noite silenciosa, mesmo com todos aqueles gritos de criança e pessoas em suas calçadas conversando. Às 20:00 me despedi dos meus amigos e do meu primo. Ainda lembro da conversa:
-Vai jogar videogame amanhã comigo, né?
-Vou. Papai vai sair pro sítio amanhã de duas horas, mas se você passar aqui eu vou com você jogar.
-Tá certo.
No dia seguinte eu almocei rápido e pedi dinheiro para minha mãe. Eu estava completamente viciado em Halo e queria logo correr para o videogame. Nesse meio tempo acabei brigando com o meu irmão, bati nele. Minha mãe estava no quintal lavando roupa e ouviu toda a confusão. Por eu ter feito aquilo, ela me proibiu de sair naquele dia para brincar, então eu chorei com muita raiva. Por volta das 14:00, Tainã apareceu na janela da sala, eu o avisei que não iria pois mãe havia me proibido de sair naquele dia. Ele então foi para o sítio junto de Luiz, seu avô (que ele chamava de pai).
Lembro que meu dia foi bem tedioso. A programação da TV aberta sempre foi ruim e a única pessoa que eu podia brincar no momento, estava emburrado comigo, além disso o tempo não ajudava nada, demorava a passar e parecia parado, monótono, cinza.
Eu não lembro bem a hora, mas foi lá pro fim da tarde, minha avó chegou na minha casa e eu fui recebê-la. Ela me gritou, pediu para que eu chamasse minha mãe e que não voltasse. Achei estranho minha avó agir daquela forma comigo, ela nunca tinha feito isso antes e era notório seu nervosismo. Como o quarto de minha mãe era o primeiro e muito próximo da sala,mesmo que elas estivessem falando baixo, eu ainda consegui ouvir “Tainã” e “morreu”.
Eu não quis acreditar no que havia ouvido. Talvez meus ouvidos estivessem pregando uma peça em mim. Era impossível. Tainã estava saudável brincando comigo na noite anterior, eu o vi vivinho horas atrás na janela de minha casa…
Minha avó foi embora em direção à casa de minha tia. Ao entrar no quarto minha mãe fez aquele ar de quem quer conversar. Reconheci na hora aquela cara de quem vem falar algo sério. Ela se sentou ao meu lado na cama, respirou, olhou nos meus olhos e falou calmamente, mesmo com sua voz um pouco trêmula: “meu filho, sua avó veio aqui pra avisar que seu primo foi levado ao hospital em Natal. Ele estava andando de cavalo no sitio, quando caiu e bateu com a cabeça, mas vai ficar tudo bem”.
A verdade é que Tainã já estava morto antes mesmo de chegar em Natal. Ele havia morrido no caminho. No sítio, ele decidiu andar de cavalo, mas a viseira não estava bem encaixada. No momento em que ele puxou, ela acertou o olho do cavalo e este deu um impulso com as patas da frente. Meu primo caiu, bateu com a cabeça justamente em uma pedrinha e sua massa encefálica saiu pelo ouvido.
Mais tarde naquele mesmo dia, fomos à casa de minha tia Arleide. Lembro que entrei, passei pela sala e fui em direção do quarto dela. No momento em que ela me viu, me abraçou. Ali foi a primeira vez que eu senti o peso da vida, das emoções, do pesar. Ela me abraçou como quem se agarra a uma esperança. Talvez ela nem estivesse abraçando Jean Filho, seu sobrinho, mas usando meu corpo para imaginar Tainã, seu neto, o neto que ela tanto amava e que não estava presente no momento de sua partida. Tudo estava parado ali. Nada funcionava; não havia voz, não havia pessoas, muito embora a casa estivesse repleta de familiares. A única coisa que existia ali era aquele abraço forte e um choro de agonia, de dor, de pranto e súplica. Minha tia não perdeu apenas um neto naquele dia. Ela perdeu um filho e uma parte de si.
A morte de Tainã marcou o fim da infância, da inocência, dos tempos bons correndo as ladeiras de Santa Cruz. Sua morte levou um pedaço de todos nós. Eu carreguei umas rosas que me entregaram; fui à frente do velório. Para todo lugar que eu olhava, tinham pessoas nas calçadas olhando, não de curiosidade, mas com um olhar triste e respeitoso. Meu primo foi muito querido em nossa cidade.
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