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Frases de Umberto Eco Descubre citas e frases interesantes y verificadas · Umberto Eco fue un escritor y filósofo italiano, experto en semiótica, céleb... Gracias por acceder a nuestro formulario virtual para la solicitud de citas médicas en ECOGRAFIA y sus especialidades de ECOCARIBE CENTRO MEDICO.La información que usted consigne en este sitio es confidencial. Una vez haya enviado el formulario, un representante de ECOCARIBE CENTRO MEDICO se pondrá en contacto con usted para gestionar su cita.Nuestro horario de atención varía dependiendo ... El Documento de Salud de la Embarazada ( la «cartilla de embarazo» ) si lo tiene. Todos los informes médicos que le hayan podido entregar durante la presente gestación. Todos aquellos informes médicos sobre posibles enfermedades previas al embarazo, si los tuviera. Los resultados de los análisis que le hayan hecho durante el embarazo. Frases y Citas Célebres de Umberto Eco (54 frases) “ La televisión se nos aparece como algo semejante a la energía nuclear. Ambas sólo pueden canalizarse a base de claras decisiones culturales y morales. Citas célebres de Umberto Eco. He llegado a creer que el mundo entero es un enigma, un enigma inofensivo que se vuelve terrible por nuestro loco intento de interpretarlo como si tuviera una verdad subyacente. El verdadero héroe es siempre un héroe por error; sueña con ser un cobarde honesto como todo el mundo. 29-ene-2020 - Explora el tablero de Martipelmón 'Citas teatrales' en Pinterest. Ver más ideas sobre Citas teatrales, Citas, Espectáculos de broadway. Los frases sobre eco más interesantes de autores de todo el mundo: una selección de citas divertidas, inspiradoras y motivadoras sobre eco. Frases, citas y aforismos de Umberto Eco. 124 en español “Nada es más nocivo para la creatividad que el furor de la inspiración.” Umberto Eco. Comparte Tweet. Filtra por tema. libros (13) cultura (8) multitud (6) verdad (6) amor (5) enemigos (5) escribir (5) interpretaciones (4) mentiras (4) novelas (4) En la mitología griega, Eco era una ninfa que sólo podía repetir las últimas palabras de los demás. Estabas asustado cuando pensabas que alguien te estaba siguiendo, hasta que te diste cuenta que sólo se estaban oyendo el eco de tus propios pasos. Ahora disfruta de esta recopilación de frases, citas y aforismos sobre el eco eco eco eco. EL ECO DE TUS PALABRAS 'Todo cuanto me llegue yo tambien lo haré llegar' RSS. Archivo de la categoría: Citas PAZ Y AMOR. FELICES FIESTAS. Publicado por EL ECO DE TUS PALABRAS el 23 diciembre, 2018. 2 comentarios Publicado en Amor, Citas, Frases, Mis cositas, Reflexion AHORA QUIZÁS LO SEPAS.

Edgar Allan Poe - O Gato Preto e Outras Histórias

2020.09.04 05:42 SpeedHS11 Edgar Allan Poe - O Gato Preto e Outras Histórias

Edgar Allan Poe - O Gato Preto e Outras Histórias (editora PandorgA) 
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Este livro contém 4 contos:
- o gato preto (1843)
- Ligeia (1838)
- a queda da Casa de Usher (1839)
- pequena conversa com a múmia (1839)

O Gato Preto (1843) 
''NÃO ESPERO NEM PEÇO que acreditem neste relato estranho, porém simples, que estou prester a escrever. Louco seria se eu o esperasse, em um caso onde meus próprios sentidos rejeitam o que eles mesmos testemunham.''
Faço das palavras de Poe as minhas, o conto começa com Poe falando de sua paixão por animais, e que sempre foi mimado pelos pais em relação à isso, o conto carrega toda uma história por trás, a começar pelo nome Plutão, que é o apelido de Hades (deus dos mortos), a cor preta, a superstição de que gatos pretos seriam bruxas disfarçadas e também a ideia de sete vidas dos gatos, todas essas características se encaixam perfeitamente no enredo do conto.
Com o passar do tempo, Poe foi mudando para uma pessoa pior, graças ao alcoolismo, se tornando mais melancólico, irritável, e indiferente às todos ao seu redor, menos ao gato, porém isso não durou muito tempo e o gato agora também passara a sofrer assim como todos os outros com as atitudes de Poe.
Quando Poe voltava para casa após mais uma noite de puro alcoolismo, percebeu que Plutão evitava-o, percebendo isso tratou de agarrar o gato, porém, o gato ficou assustado (com razão) e acabou dando uma pequena mordida em sua mão, isso despertou uma fúria (como o próprio Poe diz, demoníaca) e ele acaba por arrancar o olho do gato com um canivete que estava em seu bolso.
''de fazer o mal pelo único desejo de fazer o mal'' E foi assim que Poe fez o que ele julgava errado mas fez. Em uma manhã fria ele enforcou e matou o gato, no galho de uma árvore enquanto lágrimas escorriam de seus olhos, segundo as próprias palavras de Poe: ''enforquei-o porque sabia que assim fazendo estava cometendo um pecado - um pecado mortal, que comprometeria então minha alma importal e a colocaria - se tal coisa fosse possível - além do alcance da infinita misericórdia do Deus mais misericordioso e mais terrível.'' A noite do mesmo dia terminou com a casa de Poe em chamas, a cortina de seu quarto pegou fogo e por pouco conseguiram sair todos vivos e a casa acabou completamente destruída.
No dia seguinte ao incêndio, quando Poe visita as ruínas do que sobrou de sua casa, todas as paredes com exceção de uma tinham desabado e justo nessa única parede que não havia sido destruída completamente, estavam as palavras ''estranho!'', ''singular!'' e outras expressões similares, que despertaram a curiosidade de Poe, porém, o que mais o intrigava era o fato de que nessa mesma parede havia a figura de um gato de um gato gigantesco e havia uma corda ao redor do pescoço do anomal, Poe criou uma grande explicação para o ocorrido e se deu por satisfeito, embora dessa forma tenha prontamente satisfeito a razão, ele não poderia dizer o mesmo quanto à sua consciência.
Sem mais nem menos, surge um gato preto extremamente parecido com Plutão, no meio da noite em mais um dia de bebidas de Poe, os dois acabam gostando um do outro e assim, o gato segue para a casa de Poe e logo se familiariza com a casa e a esposa. Aos poucos por alguma razão Poe começou a sentir uma aversão ao gato, o fato do animal não ter um olho e a marca no peito do gato que antes era indefinida, mas agora essa marca branca passa a ser a imagem do enforcamento, contribuiram para essa aversão.
Certo dia enquanto ia para o seu porão, o gato mais uma vez o seguia e acompanhava-o, desta vez o gato acompanhava Poe enquanto descia as escadas e quando o fazendo cair, isso despertou uma fúria demoníaca em Poe, que na mesma hora pegou seu machado, quando estava pronto para matar o animal sua mulher interviu, desviando o golpe, sem pensar Poe enfiou o machado na cabeça de sua mulher, ela caiu morta sem sequer gemer.
Poe agora precisava se livrar do corpo, pensou e chegou na conclusão que deveria emparedá-la no porão, o que ele fez foi retirar os tijolos de um ponto da parede que havia uma saliência de uma falsa chaminé e fez no final das contas um ótimo trabalho.
O gato obviamente assustado com a situação fugiu e nunca mais voltou, isso despertou uma sensação de alívio em Poe, ele se sentia um homem livre, a sua consciência em relação sua mulher, pertubava- o pouco. No dia seguinte policiais foram até a casa fazer uma última busca e quando já estavam prestes a ir embora, Poe cita o quanto aquele porão fora bem construído e acaba por bater na parede com a bengala que segurava, na qual estava o cadáver de sua mulher do coração.
O eco da batida nem tinha acabado de soar quando uma voz de dentro respondeu com um uivo, como se tivesse vindo do inferno, com isso Poe quase desmaia até a parede do lado oposto, o cadáver ''com a boca vermelha escancarada e o olho solitário de fogo, estava sentada a criatura hedionda cujos ardis tinham me seduzido ao assassinato, e cuja voz delatora havia me condenado à forca. Eu tinha emparedado o monstro dentro da tumba!''
Ligeia (1838) 
O conto começa com Poe lembrando-se de Ligeia, fazendo grandes elogios e lembrando-se apenas que a encontrou pela primeira vez em alguma grande e decadente cidade às margens do Reno. Poe não se lembra do nome de sua família.
''Não existe beleza rara sem que haja algo de estranho em suas proporções''. Poe segue exaltando Ligeia: Alta, porte majestono, a quietude complacente de seu comportamento... A pele rivalizava com o mais puro marfim, a imponente fronte sobressaindo e a delicada proeminência acima de suas têmporas, as brilhantes e negras madeixas, negras como as asas de um corvo, luxuriantes cachos naturais, suas linhas delicadas do nariz, as covinhas, os olhos bem maiores do que o comum, a magnífica curvatura do lábio superior e o aspecto suave e voluptuoso do inferior. Ele se lembra de seus olhos, incríveis e incomuns, largos e luminosos, e sentiu fortes sentimentos ao lembrar de seus olhos, que só sentiu os mesmos sentimentos raramente quando: viu o crescimento de uma videira, numa mariposa, uma borboleta, um fluxo de água corrente...
Poe lembra dos primeiros anos de casamento, em que ele confiava em Ligeia em nível de confiança semelhante à de uma criança, a ser guiada por ela, em um caótico de investigação metafísica em que se achava ocupado durante os primeiros anos de casamento. Enquanto Poe acompanhava de perto a morte de Ligeia na cama, ela demonstra todo a sua paixão e pede a Poe que leia alguns de seus versos, logo após Poe terminar a leitura, Ligeia ergueu-se e teve espasmos, e então, abaixou os braços retornando ao leito de morte e morreu.
Meses depois do ocorrido, Poe, compra uma abadia em um lugar remoto da Inglaterra se casa com Lady Rowena, no primeiro mês de casamento ela temia o violento mau-humor de Poe seu temperadomento, que tanto evitava e amava. No segundo mês de casamento Lady Rowena fica doente e demora para se recuperar até que um segundo e mais violento acesso a acometeu, colocando-a de volta à cama em sofrimento, ela começa a ficar doente de forma mais grave e reccorente, Poe então decide dar uma taça de vinho para recuperá-la, foi aí então que ele ouviu passos leves sobre o carpete próximo a cama, e então quando Rowena estava prestes a bebero cálice, ele viu caindo dentro da taça, três ou quatro grande gotas de um brilhante líquido, porém ele achou que fosse tudo imaginação e não mencionou o fato à ela, algum tempo depois ela morre e seu corpo é preparado para o túmulo.
Com o tempo, Poe percebe que suas bochechas voltam a ficarem vermelhas, durante alguns dias ele escuta alguns sons do cadáver e havia até mesmo uma leve pulsação de seu coração, ela estava viva, porém, sempre indo e voltando da morte, com grandes sinais à prova, mas Poe não se importava e estava cansado das violentas emoções.
De repente, ela ergue-se da cama, cambaleando de olhos fechados avanã para o meio do quarto, Poe se aproxima e toca, fazendo assim cair os tecidos sinistros que a enrolavam, revelando assim seus cabelos negros, mais negros que as asas de um corvo da meia-noite e os grandes olhos, grandes, negros e selvagens de seu perdido amor, Lady Ligeia.
A queda da Casa de Usher (1839) 
Poe percorri de cavalo um caminho escuro, chegando à casa de Usher (sua caraterística principal era parecer excessivamente antiga) ele sente uma sensação de insuportável melancolia invadir seu espírito, ele chega até a sala grande e imponente em que Usher (um dos únicos amigos de infãncia e adolescência de Poe) estava, Usher então se levanta do sofá e o comprimenta calorosamente. Com sua voz que variava rapidamente de um indecisão trêmula até uma forma pesada e lenta de falar, ele contou sobre o objetivo da visita e do consolo que ele esperava sentir com a presença de Poe e abordou a causa de sua doença, disse que era um mal constitucional e familiar para o qual ele já não tinha esoerança de encontrar uma cura.
Ele sofria de um aguçamento mórbido dos sentidos: só suportava as comidas mais insípidas, só podia uisar vestes de certa textura, o cheiro de todas as flores o oprimia, uma mera luz fraca torturava seus olhos e somente alguns sons não lhe inspiravam horror. Poe percebe pouco a pouco por meio de alusões entrecortadas e ambíguas, ele estava dominado por certas impressões supersticiosas com relação ao imóvel onde vivia e de onde, por muitos anos, nunca havia se aventurado a sair, superstições acerca de uma influência cuja força hipotética foi descrita em termos muito obscuros para ser relatada aqui e a aproximação evidente e iminente da morte de sua querida e amada irmã, lady Madeline.
Lady Madeline tinha uma apatia, uma devastação física lenta e gradual, e frequentes afecções de um caráter parcialmente cataléptico. Até então, lutara com firmeza contra a doença e não se entregara à cama, mas, ao final da noite, ela sucumbiu e Poe nunca mais a veria a mesma dama pelo menos enquanto vivesse.
Usher declarou que tinha a intenção de preservar o corpo da irmã por quinze dias (antes de finalmente sepultá-la), em uma das várias câmara que existiam dentro dos muro principais da casa, a razão era o caráter incomum da morte da falecida e as inevitáveis perguntas inoportunas e impulsivas por parte dos médicos, Poe ajuda pessoalmente nos preparativos do sepultamento temporário, levam ao à uma câmara que estivera fechada por muito tempo e lá é revelado que Usher e sua irmã eram gêmeos.
Uma noite tempestuosa, ma terrivelmente bela invadiu o quarto quase erguendo-os do chão, um vapor agitado subia pela casa e a encobria como uma mortalha, Poe logo retirou Usher de perto da janelo e colocou-o na poltrona, lendo um de seus romances favoritos: ''O Louco Triste'' de Sir Launcelot Canning.
Ao terminar a leitura, em que um escuto havia caído sobre um piso de prata, Poe, como escuta como se relamente um escudo de bronze tivesse caído com todo seu peso sobre um pavimento de prata. Quando Usher é questionado por Poe sobre o barulho, Usher: ''Sim, eu ouço e tenho ouvido. Por muito... muito... muito tempo... por muitos minutos, muitas horas, muitdos dias ouvi... Nós a colocamos viva no túmulo! INSENSATO! ESTOU LHE DIZENDO QUE ELA AGORA ESTÁ DO OUTRO LADO DA PORTA!''
Como em um passe de mágica, a porta para que Usher apotava abriu lentamente, e lá estava a figura alta e amortalhada de lady Madeline Usher. Então, com um lamento baixo, desabou pesadamente sobre o corpo do irmão, e em sua agonia final, arrastou-o para o chão, morto, vítima dos terrores que havia previsto.
Poe então foge horrorizado daquele quarto e daquela mansão, de repente, uma luz forte surgiu no caminho, era a luz da lua cheia, um vermelho escalarte que brilhava através daquela rachadura na mansão e que se estendia até do telhado até o chão. Dali veio um sopro forte do redemoinho, as grandes paredes desabavam enquanto se ouvia uma demorada e tumultuada gritaria, como se o ruído viesse de mil aguaceiros, e o lago profundo e gélico aos seus pés se fecharam, de forma sombria e silenciosa, sobre os destroços da ''Casa de Usher''.
Pequena Conversa Com a Múmia (1839) 
O simpósio (festa após um banquete) da noite anterior tinha sido demais para Poe, com uma dor de cabeça miserável e caindo de sono preferiu fazer uma última refeição antes de dormir (Welsh rabbit). Porém, ainda não completara o terceiro ronco quando a camapinha começa a tocar furiosiamente, era um bilhete do doutor Pononner, que dizia que obteve o consentimento dos direitos do museu da cidade para examinar uma Múmia, em um salto se levantou da cama rumo à casa do doutor.
Chegando na casa do doutor ele encontrara um grupo ansioso e a Múmia, encontrada às margens do Nilo, estendida sobre a mesa de jantar, acâmara onde fora encontrada a Múmia era rica em ilustrações, isso indicava uma vasta riqueza do morto. Encontraram o corpo em ótimo estado de preservação, sem nenhum odor perceptível, cor avermelhada, olhos removidos e substituídos por olhos de vidro, cabelos e dentes em boas condições. Quando perceberam que já passava de duas horas da manhã, decidiram adiar a dissecação até a noite seguinte, porém, alguém surgiu com a ideia de fazer um experimento com a pilha de Volta (aplicar eletricidade).
Prestes a ir embora, Poe se depara com as pálpebras da Múmia coberta pelas pálpebras, depois do choque inicial decidiram prosseguir com um novo experimento, e, durante o mesmo, a Múmia desfere um pontapé no doutor Ponnonner que foi lançado à rua janela abaixo. Depois de iniciarem o teste elétrico a Múmia espirrou, sentou e se dirigiu aos senhores Gliddon e Buckingham com um egípcio perfeito um discurso, neste discurso ele reclamou de ser despido num dia frio e da forma como fora tratado.
Gliddon fez um discurso em que citava principalment os enormes benefícios que a ciência podera obter com o desenrolamento e a evisceração das múmias e aproveitou o momento para se desculpar por qualquer incômodo que pudéssemos ter causado à múmia Allamistakeo, reparando que ela estava se tremendo de frio, o doutor correu e logo voltou com uma casaca preta, um par de calças xadrez azul-celeste, uma camisa xadrezinha cor de rosa, um colete de brocado com abas, um sobretudo branco, uma bengala de passeio, um chapéu sem aba, um par de botas de verniz, um par de luvas de pelica cor de palha, um monóculo, um par de suíças e uma gravata cascata.
Seguiu-se uma série de perguntas e de cálculos pelos quais se tornou evidente que a antiguidade da múmia tinha sido muito mal avaliada, haviam passado cinco mil e cinquenta anos e alguns meses desde que ela tinha sido despachada. Logo depois a múmia explica o princípio fundamental do embalsamento e que gozava de ter o privilégio de ter nas veias sangue do Escaravelho, pois só assim teria o direito em sua época de ser embalsamado vivo. O Escaravelho era o brasão, as ''armas'' de uma família muito nobre e muito distinta, pois era comum se retirar o cérebro e as vísceras do cadáver antes de embalsamá'lo, só o clá dos Escaravelhos não seguia essa regra.
''Veja nossa arquitetura!'' gritava Ponnonner. ''A Fonte Bowling-Green!Ou, se esse espetáculo e imponente demais, contemple por um instante o Capitólio, em Washington, D. C.! E o bom doutorzinho chegou até a detalhar de forma minuciosa as proporções do edifício a que se referia. Explicou que o pórtico era adornado com não menos que vinte e quatro colunas, cada uma com um metro e meio de diâmetro e colocadas a três metros de distância umas das outras.
O conde respondeu que lamentava não se lembrar das dimensões precisas de nenhum dos edifícios principais da cidade de Aznac, cuja fundação se perdia na noite dos séculos, mas cujas ruínas permaneciam ainda de pé, se lembrou de ter visto um palácio secundário que tinha cento e quarenta e quatro colunas, com onze metros de circunferência e sete metros de distância entre cada uma delas, o acessoa esse pórtiro, vindo do Nilo, era feito através de uma avenida de três quilômetros, composta por esfinges, estátuas e obeliscos de seis, dezoito e trinta metros de altura. O palácio em si tinha, só em uma das direções três quilômetros de comprimento e deveria ter, ao todo, uns onze de circuito. As paredes eram ricamente decoradas, por dentro e por fora, com pinturas hieroglíficas. Ele não pretendia afirmar que até cinquenta ou sessenta dos Capitólios do doutor poderiam ter sido construídos dentro dessas paredes, mas que tinmha absoluta certeza de que duas ou três centenas deles se espremeriam ali com alguma dificuldade.
Nisso se seguiu a noite com os cavalheiros fazendo perguntas complexas ao egípcio, que respondia todas surpreendentemente bem, os cavalheiros não sabiam mais que perguntas fazerem, pois, a cada pergunta que faziam, o egípcio respondia todas e simplesmente os calava com sua superioridade egípcia em basicamente todas as áreas mencionadas pelos cavalheiros ali presente.
Porém, quando estavam prestes a serem derrotados intelectualmente, Ponnonner perguntou se as pessoas no Egito realmente pretendiam rivalizar com as pessoas modernas, na importantíssima questão do vestuário. O conde então olhou para os suspensórios de suas calças e, segurando a ponta de seu fraque, segurou-os perto dos olhos por alguns minutos. Deixando-os cair finalmente, sua boca escancarou-se gradualmente de uma orelha à outra, mas não me lembro se respondeu alguma coisa.
O egípcio baixou a cabeça. Nunca houve um triunfo tão completo, nunca antes a derrota foi assumida com tanto despeito, Poe pega seu chapéu e parte para casa. Chegou em casa depois das quatro horas da manhã e foi-se deitar, agora eram dez horas da manhã com Poe escrevendo estas lembranças, ansioso para saber quem será o Presidente em 2045, iria procurar o doutor Ponnonner e pedir para que seja embalsamado por alguns séculos.
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2020.09.02 23:57 Samus_ [meta] sobre la regla dos, los repost y los screenshots

a raíz de este post surgió una discusión sobre las reglas del sub, lamentablemente hay gente con la cabeza tan quemada por la militancia que ya no distinguen entre la política y cualquier otra cosa así que me veo en la necesidad de abrir este topic aparte para que no se confundan.
los problemas con ese post son tres:
  1. está editorializado el título con lo cual se viola la regla número dos del sub
  2. es un screenshot de un titular que no cita la fuente, solo el medio
  3. es un repost y no hace ni un día de que se publicó el link correctamente
el problema con el punto uno es claro, se está violando una regla del sub con lo cual el post puede ser removido (y con razón) pero más allá de la censura que a mí particularmente no me interesa creo que es importante entender por qué existe esa regla y por qué es importante respetarla.
yo creo que la regla de editorialización está para evitar que la discusión se polarice de arranque, está bueno poder leer las noticias sin un prejuicio y después ir a los comentarios a ver qué piensa cada uno, porque nada impide hacer las apreciaciones y/o descargos que le merezca al OP pero cuando empezamos por ahí cualquier cosa que venga después se va a tomar en función de ese juicio ya sea positivo o negativo.
el problema con el punto dos es que la calidad de la información es muy pobre, es literalmente el titular y nada más y para mí discutir una noticia sin leerla es totalmente improductivo además de patético ya que demuestra puro fanatismo y cero análisis.
por otra parte alguien comentó que al poner un screenshot la regla de editorialización no aplicaría cosa que me parece que no es correcta ya que es una forma de evadir la penalización pero sigue estando en falta.
el punto tres si bien no es un problema en si mismo ya que me parece válido repostear cosas considero que debería ser aceptable después de un tiempo prudente, como mínimo una semana ya que de lo contrario el resultado son muchas discusiones de lo mismo en paralelo lo cual diluye mucho la conversación y dificulta el seguimiento.
otra cosa que sucede con los repost es que se forman "bandos" según quién haya posteado y eso provoca que todas las opiniones similares queden juntas sin interactuar con aquellas ideas que las contradigan, en definitiva se forma una cámara de eco bien al estilo grupo de Facebook y creo que Reddit no está para eso, acá está bueno discutir justamente con quién piensa distinto y el repost no ayuda a que eso suceda.
submitted by Samus_ to uruguay [link] [comments]


2020.05.20 01:27 BigCatsAreAwesome My stay in Gran Canaria, Spain

Ladies and Gentlemen, the super tree hugger presents a new episode of his travel documentary series. This time, I went further away from my home, so I chose Gran Canaria, one of the Canary Islands which belong to Spain, but not to the continent Eurasia (Europe and Asia are actually one continent), they belong to Africa. So this was the first time for me to stand on another continent, and that already at the age of 32 years. What? You are as young as you feel (or look). In this “documentary”, I’ll tell you about my experiences of my unusual far journey. Warning, this text may contain traces of hippie propaganda, daydreaming and satire.
It was the 24th of April 2019 early in the morning. The transfer taxi picked me up in my home Fieberbrunn (Tyrol, Austria) and brought me to the Munich airport. This wasn’t my first flight, so I wasn’t very nervous because of the security control. However, I secretly hoped that I didn’t somehow look suspicious and get listed in the CIA file of “traitors of the civilised West who summon the downfall of the occident”. As I arrived at the terminal and at the check-in, I went through the security control. The display behind the metal detector showed a warning sign on my shoulder and at my leg. I thought that they already got me by my balls and will label me as “Pagan-Satanic soup herbs witcher”. I have to admit that I had some nasty thoughts (let’s be honest, who hasn’t some nasty thoughts sometimes?), maybe it was because of that. The security man then scanned the two points on my body, but luckily he didn’t find anything suspicious. However, I hoped that I wasn’t secretly listed in “propaganda terror file”. I went on to the gate where I ate a snack and drank a bottle of water. I took a seat in the plane and watched it rolling. As the plane arrived at the runway, it got fast and furious and took off as elegant as the Englishmen in the After Eight TV spot. The flight went towards west over Switzerland and France where the sky was very cloudy. This must have been the rain period that arrived in my home country in the next days. Further west, I could see the Pyrenees, very fascinating. My eyes swelled up. The plane steered to the left, rocketing towards south west over Madrid in Spain and over Portugal. As I was over the Algarve coast, I left my home continent Eurasia and could see the wide Atlantic Ocean. North America was hidden far beyond the horizon. After some time, I could see the island Fuerteventura and the plane set to landing. I also could see Tenerife in the distance. The landing was quite wobbly due to the strong wind. The plane was downright dancing. After a flight time of 4 hours and 35 minutes, it put on the runway and slowed down. My country account got another entry by entering Spain (beside Austria, Germany, Switzerland, Hungary, Italy, Slovenia, Croatia and Bosnia and Herzegovina). As I got out of the plane, I knew that I just entered another continent: Africa. It was a fascinating feeling. I also experienced a mini jetlag because the Canary Islands are in another time zone, so the time here is one hour earlier than in my home.
After I grabbed my suitcase, a bus brought me to Maspalomas, also known as schnitzel, weißwurst and döner paradise. This place is also very popular among gays and lesbians, but I don’t have any problems with that. During the ride, I could see the majestic mountains, so my eyes swelled up. After I arrived in Maspalomas, I got into my apartment in the bungalow zone. On the balcony, I could watch the people at the pool, and this already in April. I even could sit on the balcony shirtless at midnight without freezing. The Canary Islands are located in the subtropical climate zone, but they aren’t far away from the tropical climate zone. They are on the same latitude like Florida, so the sun is slightly more intensive. During midday, the sun is near the zenith, so the own shadow is very short. The sun rocks hard, so a 50 spf sun milk is strongly recommended. I wasn’t interested of swimming in the pool because I find the sea more beautiful. Even though I’m Austrian, there’s nothing wrong with loving the sea. I already read comments like “A real Austrian shouldn’t vacation at the sea”. Arguments like this can easily get invalidated with this fun fact: Austria used to have a sea coast (Austro-Hungarian Empire).
So I went to the beach to watch the famous dunes of Maspalomas. At the lighthouse, I already could see the western part of the dunes. As I went up the first dune, there was a young man from Germany (Baden-Württemberg) who was also fascinated by the dunes. In the next days, I took a bath in the Atlantic Ocean and took a walk through the dunes. They are a true masterpiece of Mother Nature. The dune landscape was declared a nature reserve in 1987, otherwise it probably would have become a victim of the total building craze. We don’t need to cover everything with concrete, loungers and sun umbrellas, we should let nature be nature. In the evening, I mostly took a big walk through the dunes, it was very uplifting and I had a magical feeling. I couldn’t believe how lucky I was to be at such a beautiful place. This landscape is the most beautiful part of Maspalomas, along with the lagoon La Charca. The view at the mystic hinterland, I almost fainted because it was so utterly beautiful, it looked like the scenery of a fantasy movie. My eyes swelled up. I also was fascinated by the tide which is slightly higher here at the Atlantic Ocean than at the Mediterranean Sea. A black cat also crossed my path. Black cats aren’t bad luck, remember that at last. Maspalomas is actually a typical tourist ghetto, here you can buy Lügenpresse (the German word for lying newspaper which means fake news) and “futtern wie bei Muttern” (which means you can get the food of your home country). At the beach, there is a bar called Strand-Apo-Theke which constantly played Ballermann hit songs, so it was rather uninteresting to me because I don’t like this kind of music. I also wasn’t very interested at the Cita shopping centre because there was also this music coming out of it. After some weird creature wanted to give me some kind of card (very likely to be a fraudulent scam), the interest was completely gone. Sometimes, you just want to serve these sub-human cunts a fatty “Leave me the fuck alone!” with a spicy middle finger. So I like the dunes more because they are completely free of such slime critters.
At the Strand-Apo-Theke, you can get schnitzel, potato salad, weißwurst, meatballs and currywurst - like you’re at home. There are also many Chinese restaurants, pizzerias and a Burger King. I couldn’t let it be to taste the Canarian and Spanish cuisine. I ate papas arrugadas (potatoes cooked in saltwater with spicy mojo sauce, a Canarian specialty), Canarian galletas, shrimps in garlic sauce, gazpacho, garlic bread, farmers bread with olive oil and tomatoes, seafood paella, seafood soup, hake with mussels, tapas plate, jamón Serrano and fried squids. I also tried Canarian beer (Tropical and Dorada), Spanish beer (Estrella and Cruzcampo) and Sangría. Yes, you can get this food in Maspalomas, also known as the schnitzel, weißwurst and döner paradise. I also tried Canarian cheese and Guanchitos (Canarian ring cookies covered with chocolate). During buying milk, I had to be sure that it had 3,5 % grasas (Spanish for fat) because I don’t like low fat milk. I also don’t need that disgusting 0,1% fat yoghurt or skimmed cheese, especially on holidays. This whole diet and light grub is nothing more than artificial poor quality bullshit. I don’t know any other animal species that modifies its food so that it’s low fat, ergo tasteless. It’s sad that humans alienate more and more from nature. Everywhere you can read things like that you have to eat pizza with skimmed cheese instead of mozzarella, you have to eat tiramisu with low fat quark instead of mascarpone, otherwise you are “out”. One day we have to eat chemical pills, and natural food will be labeled as “unhealthy”, “fattening”, “Pagan” or “not compliant with the latest trends dictated by the almighty and omniscient brainwash media”.
While talking with people, there was multiculturalism 4 life because I talked with people from different countries. At the beach, I talked with a Swiss family about nature and the island Gran Canaria. They told me of a man at the beach who wanted to persuade them to book a trip. I told them that it’s a scam and that they shouldn’t do it because these sellers are shit ass creatures who want to persuade people to do a “free sightseeing trip” which is a merciless fraudulent scam. They sell poor quality crap with very expensive prices. They also rush people into signing an expensive time sharing contract which is useless (this remembers me of the South Park episode “Asspen” which shows the time sharing scam in a satirical way). One day at the beach, I ate a snack. There was a catchy reggaeton music coming out of the speakers and three middle-aged women celebrated this music. They were local people, they talked to me and asked where I’m from. When I answered, they said “Austria grande!” and we had a conversation about the sea and the island. They had a fiery temperament and happiness. This was kind of contagious to me. I’m actually a quite calm/phlegmatic person, but when I’m around people with an impulsive temperament, I get this temperament too. One of them had a tattoo of a contour of a cat on her leg. A cattoo! Hail kitties! The Feline Reich will rise! She told me that she loves fluffy kitties very much. I told her that I’m also a “crazy cat lover” and that there is a wild cat species roaming free in my home country Austria – the lynx. They were very fascinated about this. They also love wolves. We celebrated together while listening to the reggaeton music and enjoyed the beauty of nature and wildlife. It’s amazing. First I’m just a tourist, and then suddenly I’m in the middle of life. On another day, I sat on a dune where I had a conversation with a young man from London. We talked about the beauty of the island and our home countries. He also loves wild cats and wolves. He told me of a friend who has a husky, a dog breed which looks very much like a wolf. One evening, I walked through the dunes and along the beach. On a dune, there were two young women who looked kind of irritating to me. They constantly messed around with their smartphones and held the camera in the air while turning around 360° and shouting “WHHOOOOOHHH!”. They did this multiple times. This seemed to be a new trend, but yet again, I didn’t know anything about this because I’m too old for this shit. There also was an old local man sitting on the dune. He lives in Playa del Inglés and only spoke a few English words. As we had a conversation, I concentrated my little Spanish vocabulary, we mainly talked with sign language. The two girls finally walked away and he also wasn’t amazed by their fanatic smartphone craze. We talked a little bit about senseless trends and walked along the beach together, heading to the lighthouse. He told me something about the island and taught me some Spanish words. He also loves wild cats and wolves. As we said goodbye, he said “Muchas gracias!” and gave a thumb up to show me that he was happy to meet me. On the way to my apartment, I met a young man. Every year, he works in Gran Canaria for four months and for the rest of the year, he lives in Rome (Italy). He also loves wild cats and wolves. We talked about our lives and about nature (mainly about the wolves of Yellowstone). Wolves are cute and fluffy. Yes, I’m crazy. At a beach bar, I talked with the bar lady who loves wild cats and wolves. I used Google Translate to translate “Nature is sacred and needs to be protected.” and “Nature is truly a great artist. It’s a shame that only a few people appreciate this.” into Spanish and she agreed. Once again, I couldn’t stop spreading my hippie and eco propaganda. I talked with a Cuban who loves wild cats and wolves as well. Now I already have some supporters for my feline army to build the Reich. All HAIL to the reintroduction of the Eurasian lynx to Austria!
I was so curious to go on a bus trip around the island. The first stop was in Puerto de Mogán where I went through the old town and up to a panorama platform. It was a beautiful view down to the port and the rocky coast. The trip went on through the hinterland and to a town with the fantasy-like sounding name Agaete at the west coast of the island. We stopped at a restaurant at lunch time. I ate a fish soup and a seafood paella. There also where a German and a French sitting at the table. They also love wild cats and wolves. We talked about the majestic view of the west coast and our lives. After that, I walked around in Agaete watched the rocky coast before the trip went on to Las Palmas. I walked around in Las Palmas and was very fascinated by the beach Las Canteras with its black spots. Once again, my eyes swelled up. This town kind of has its own flair. Then it went on back to Maspalomas. During the bus ride, I talked with a German woman who already often spent her vacation on this island. She finds it very uplifting to walk through the dunes and was also fascinated by the nature of the island.
On another day, I took a bus ride through the middle of the island. I visited Teror, a town in the inland. In this town, there were Spanish soldiers who were praying in the church. On a panorama platform, I could watch the landscape and the Roque Nublo, it was breathtaking. I also could see a little bit of Tenerife with the Teide mountain (the highest mountain of Spain, 3718 meters) behind a veil. We stopped at a mountain inn where I ate rancho Canario (Canarian vegetable soup), Spanish tortillas and postre mousse de gofio (Canarian dessert). There were also an elderly Bavarian couple and an elderly Irish couple sitting at the table. We had a conversation and once again, I raved about the beauty of nature. I showed them some photos, such like the photo which I shot in the Plitvice National Park in Croatia where there is a hidden lynx on it. They where very amazed by nature’s masterpieces. The trip went on through Fataga and I could see an aloe vera farm. Once again, the landscape with its canyons and lots of palms made my eyes swell up.
Now let’s head for the neighboring island Tenerife. I wanted to conquer the town Santa Cruz. It was early in the morning and it was dark. A bus brought me to Agaete from where a ferry went to Tenerife. During the ride, the ferry swung to the left and to the right due to the waves of the sea so my stomach prickled, like I was on a roller coaster. I could hear people vomiting because they got seasick. The ride took two hours, then the ferry reached Tenerife and docked at the port of Santa Cruz. Once again, I was amazed by the majestic mountains behind the town and by the town itself. First I walked towards south to the auditorium of Santa Cruz, I was fascinated by its architecture. I took a little break and ate an ice cream (passion fruit and coconut Santacruzian style). In the front of the auditorium at the coast, there are rocks with portraits of famous people (such like Johan Strauss) painted on them. The weather was fine and completely cloudless. I preferred to stay in the northern part of the town because there weren’t as many cars driving around as in the south. I ate Spanish tards, I don’t know their names anymore, but they were delicious. At a bar, I ate a Serrano snack and drank a cappuccino. At the neighboring table, there were some elderly German people who spent their vacation in Tenerife. They were also fascinated by the island. There also was a young local woman who lives in Santa Cruz. She only was here for a short time because she had to go to work. I talked to her and so we had a nice conversation about our home countries. I told her that we have lynx, wolves and brown bears in Austria which she found interesting because she loves lynx, wolves and bears as well. It was a nice day in Santa Cruz, then the ferry took me back to Gran Canaria. During the ride, I met a young man from Saxony (Lausitz). We talked about our vacation and enjoyed the pensive atmosphere. The ferry headed straight to the “abyss” (horizon). He told me that there are wolves in the Lausitz area, but even if you walk around and actively search for wolves, you won’t see them. We were outraged by animal haters who speak out rants against cats and other animal species. We also were outraged by the Lügenpresse (fake news) which spreads fear and hatred against nature. Once again, damn you, Lügenpresse! During the bus ride from Agaete to Maspalomas, I saw lots of small houses and I thought about the everyday life of the local people here, so once again, there was a pensive atmosphere.
I did a trip to Las Palmas. First the trip went to the hinterland and up to the volcano crater Caldera de Bandama, and then it went on to a botanical garden where I could see some very beautiful endemic plants. After that, I took a little deeper look on Las Palmas. I walked through the alleys and along the beach promenade. Once again, I felt the special atmosphere of this city, it’s incredible. At a bar, I ate some Serrano ham and Canarian cheese. The people here are very lively and greeted each other with an impulsive temperament, I was very fascinated. At the neighbouring table, there were local women, one of them had two cute small dogs. As they left, one of the dogs gave me a kiss, and then we all laughed together. In the Santa Catalina Park, I found a statue of a woman with her four cats. You can’t imagine how delighted I was and once again, my eyes swelled up. First I photographed the whole piece of art, and then I photographed every single cat because they are so cute. Later I found out that this is a statue of a famous personality called Lolita Pluma who fed cats and was declared the “Queen of the Santa Catalina Park” in 1984. This statue is a symbol of freedom, muse of tourism and artists, and protector of animals. I ate an ice cream (mango and caramel) and took a short break by sitting down on a public seat. There was a young local man sitting next to me who lives in Las Palmas, so we had a conversation. I told him of my home country and its wildlife. He loves wolves as well. Wow, so many people who love wolves! So I’m not alone with my craziness. He loves wild cats as well, such like lynx. He was pretty amazed as I told him that I travelled to Gran Canaria alone.
On the last day of my vacation, I joined a hiking trip in the inland of the island. We walked along a hiking trail up the mountains and through a pinewood. The sky was completely cloudless and once again, the beauty of nature was breathtaking. I also could see Tenerife with the Teide. I took lots of photos. I also took photos of me standing in a natural landscape with the Teide in the background and a photo of me hugging a tree. I thought about creating a meme with a photo of nasty drunk party people and a photo of me hugging the tree right below the party people photo. The party people photo says “How normal people spend vacation” and the photo of me says “How freaks and tree huggers like me spend vacation”. If I upload such a meme on the Internet, I would probably get scorn and ridicule and make people angry. An apocalyptical shitstorm would break out. Maybe even the Third World War would start. Ok, let’s stop the wondering, I just enjoyed the landscape and my eyes swelled up. The trip went up to a masterpiece of Mother Nature: the Roque Nublo. I can’t describe how amazing the view was up there. During the hike, I also could see a rock formation which looked like Donkey Kong holding a beer and some other funny rock formations.
On the next day, I walked around in Maspalomas and was thinking about my vacation. During the walk, I suddenly saw a Gran Canaria giant lizard on the other side of the road. This lizard species is only native to Gran Canaria, ergo endemic. I quickly grabbed my camera and was lucky to take some photos of it, even though the lizard was moving very fast. Lizards are one of my favorite animals, I find them very cute. People could call me a lizard hugger. I watched the photos and was happy about my “trophy”. Once again, I had an idea for a meme with a photo of a trophy hunter posing next to a dead lion and a photo of me posing next to the lizard photo poster on my wall. The lion trophy hunter photo says “How normal people do trophy hunting” and the photo of me says “How dreamers and eco pussies like me do trophy hunting”. Some self-proclaimed crusaders would probably go after me with pitchforks and fire torches. Maybe even Donald Trump himself would appear and scream at me with phrases like “Holy Double Whopper, what the fucking fuck are you fucking fuck fucking doing?”.
Then I was thinking about an incident in South Africa where a poacher got trampled by an elephant and mauled by lions. He wanted to hunt rhinos to sell their horns to the Chinese. But science has proven that the horn of rhinos, tiger penis soup and stuff like that is totally useless and doesn’t have any effects. This “medicine” makes me so utterly angry and needs to get eliminated. Screw the Chinese medicine! WAAAHH!!! GET RID OF THIS FUCKING SHIT WHORE FILTH!!! There are “traditions” which need to get eliminated (such like the “tradition” of the bull fight, btw, bull fights are banned on the Canary Islands). I was surprised how many people were happy about the poacher’s death. There are lots of newspaper articles of this incident. In the comment sections, there were mainly people who made fun of the poacher’s death and were happy about it. Comments like “You eco pussies, tree huggers and city folks have no clue about life. Unlike us manly, straight and smart countryside people, only we know everything.” were very rare. Btw, I’m a countryside person. Well, I don’t think that the village St. Jakob in Haus (where I was born and raised) counts as a city. I also was happy about his death. I know we shouldn’t make fun about the death of people, but that sub-human scum of poachers totally deserves it. I would personally throw the parasite filth into the oven, make a video of it and upload it on the Internet, titled “In your face, nature haters!”. If we destroy nature, nature will destroy us.
A bus then brought me to the airport, where I had a conversation with an older woman who hates predators. She said that all wolves should be shot. I told her that snow leopards and tigers are close to extinction and that it’s a shame, then she said “Well, get rid of them!”. She also didn’t have a passion for sharks. Another older woman joined the conversation and ranted against foxes and other wild animals. I did what I can do best: spread hippie propaganda! I spoke the usual phrases like “The world belongs to all creatures, not only humans.”, “The animals were there before us, who are we to decide which species can live and which cannot?” and “Humanity destroys the earth, but the other animal species are labeled as evil.”. I also told them that I find sharks and snakes very beautiful and that they are very important to the eco system. Then they looked at me incredulously. They also looked puzzled. A man sitting next to me agreed with me, so I wasn’t alone with my statement. Well, I made my point and hopefully made the world a little bit better. I’m not that so-called “brave, straight, righteous and conservative citizen” who gets drunk every weekend, listens to mainstream hit music, screams populist rants, worships status symbols (such like fast cars or the newest smartphones), reads the Kronen Zeitung (an Austrian populist boulevard newspaper) and goes to Church. I’m more of an unworldly do-gooder and hopeless hippie floating through his rainbow dream world on pink clouds and watching out for cute unicorns. After that conversation, I went on to the gate to fly back to Munich (but not on pink clouds, even though I’m sure that would have been very beautiful). During the plane ride, there was this pensive atmosphere again. I was thinking about the two wildlife-hating women at the airport. And then people wonder why this world is going down to drain. Well, I hope that at least they will remember my words. After 3 hours and 52 minutes, I landed at Munich airport from where the transfer brought me back to Fieberbrunn. I finally returned home.
I experienced a lot of things during my two weeks vacation. I entered new terrain, tasted new food (I know that it almost sounds like a sacrilege, but I didn’t eat any schnitzel, döner or McDonald’s food during the two weeks) and met new people. And, well, I made the world a better place. Or not. Haha! I definitely had a lot of fun and the atmosphere was typical vacation-like and sunny, but sometimes also pensive. And, yeah, my eyes swelled up. The weather also was always sunny, at least at the south coast because the mountains protect the coast from the northeast trade wind. Only in the north, the weather was sometimes cloudy due to the northeast trade wind. In my home country, the weather was mostly rainy and sometimes snowy, so I escaped the bad weather. I was sitting at the sea with sunny weather. Meanwhile in my home country, the weather was rainy, snowy and cold. I’m just not a winter person, even though I’m from Tyrol. Some people would see this as a mortal sin because I already found comments like “A real Austrian has to spend vacation in the snowy mountains and not in hot countries!”. I also didn’t need Kronen Zeitung or BILD (a German boulevard newspaper) which I also don’t read at home. Yes, I’ve never bought a Kronen Zeitung newspaper. Oh no, I see enraged citizens rioting and lighting the stake. They want to burn that evil heretic who dares to question the infallibility of the holy Kronen Zeitung. This text is also filled with idealist mindset and will probably polarize because it contains parts which some people may find disturbing (especially because I use words like “sub-humans”). But this is necessary to give people a wake up call. I’m just not an “I lay my love on you” radio pop lyric person who only produced that conform and standardized radio crap. I sometimes have to be rough and honest to speak out my opinion, even though some narrow-minded backwoodsmen get red faces and would like to sic entire secret agencies on me. But this is rather unlikely. Which kind of weird planes are flying over me? And why is there a guy with a giant antenna walking around? And who’s knocking on my door? I’m opening the door… and once again, I get big googly eyes.
See, the occident still exists. People should open their mind and not bash on everything which they see as “not normal”. Start to think for yourselves. I still hope that overall, you liked this text and that it enriched you and that I will do more journeys to experience more diversity. Diversity 4 life!
May the pink clouds show us the way.
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2020.01.20 03:58 altovaliriano Arya Stark

Mais uma vez o “sábado de personagens” deslocado para o domingo. E mesmo assim atrasa...
Hoje, Arya Stark é a personagem da semana.
Arya é literalmente a filha do meio de Catelyn e Eddard. A terceira de cinco. A segunda do sexo feminino. Mas é a única criança de Catelyn que se parece com uma Stark. Esta constatação, isoladamente, já revela como Arya se diferencia de seus irmãos.
Porém, o caso de Arya vai mais além. Ela herdou o espírito selvagem da família de Eddard, sendo especialmente parecida com sua falecida tia Lyanna. Talvez por isso que Ned tenha tanta tolerância com Arya e seus ímpetos aventureiros e inclinações marciais. De todo modo, Ned não poderia alegar desconhecer que sua filha não aceita exercer os papéis que são relegados às mulheres nos Sete Reinos:
– E eu posso ser conselheira do rei, construir castelos ou me tornar Alta Septã?
– Você – disse Ned, dando-lhe um suave beijo na testa – casará com um rei e governará seu castelo, e seus filhos serão cavaleiros, príncipes e senhores e, sim, talvez mesmo um Alto Septão.
Arya fez uma careta.
– Não – ela protestou –, esta é a Sansa – dobrou a perna direita e voltou aos exercícios deequilíbrio. Ned suspirou e a deixou ali.
(AGOT, Eddard V)
A natureza diferenciada de Arya, porém, tem seus custos. E o principal custo é sua convivência com sua irmã Sansa. Martin chegou a declarar (vide seção abaixo) que Arya foi criada primeiro, mas que a personagem estava muito bem relacionada com os demais irmãos. Assim, ele sentiu que era necessário criar Sansa para atazana-la.
De fato, o papel de Sansa e Jeyne Poole é apenas o de ridicularizar Arya e fazer com que ela frequentemente sentisse que não tinha competência para desempenhar os papéis que eram esperados dela como mulher. Ao longo dos livros, estes sentimentos parecem não se alterar. De modo que fica cada vez mais evidente que o afeto que as irmãs nutrem uma pela outra é, no máximo, distante:
Sansa era educada demais para sorrir da desgraça da irmã, mas havia o sorriso afetado de Jeyne no seu lugar. (AGOT, Arya I)
Arya saíra ao senhor seu pai. Os cabelos eram de um castanho sem brilho, e o rosto, longo e solene. Jeyne costumava chamá-la Arya Cara de Cavalo, e relinchava sempre que ela se aproximava. (AGOT, Arya I)
Sansa sonhara em ter uma irmã como Margaery; bela e gentil, com todas as graças do mundo às suas ordens. Arya havia sido completamente insatisfatória no que tocava a ser irmã. (ASOS, Sansa II)
A Agulha era Robb, Bran e Rickon, a mãe e o pai, até Sansa. (AFFC, Arya II)
Dentre seus irmãos, Arya somente desfruta de um relacionamento próximo com seu “meio-irmão” Jon Snow. Não é coincidência que Jon seja outra pessoa por quem Sansa nutre um afeto distante. Arya e Jon dividem algumas características. Ambos não se adaptam bem à atual dinâmica familiar de Winterfell e são os parentes de Eddard que mais se assemelham a ele. Estas peculiaridades provavelmente foram as responsáveis por unir Jon e Arya.
Entretanto, muitos leitores enxergam mais do que isso. Há durante toda a saga diversos momentos em que os “meio-irmãos” pensam um no outro em contextos que sugerem inclinações românticas, ainda que platônicas.
GRRM afirma (vide seção abaixo) que tais indícios eram fortes no primeiro livro, quando ainda existia a idéia de tornar Jon e Arya um par romântico, mas que isso foi sumindo dos livros ao longo da saga. Tudo não poderia ser algum tipo de complexo fraterno.
Entretanto, não é o que se verifica nos livros seguintes. A última vez que Arya e Jon se viram foi no começo de A Guerra dos Tronos, mas eles ainda estão pensando carinhosamente um no outro mesmo nos mais recentes volumes da série:
Ygritte trotou para o lado de Jon enquanto este reduzia o passo do garrano. Ela dizia ser três anos mais velha do que ele, embora fosse quinze centímetros mais baixa; qualquer que fosse a sua idade, a garota era uma coisinha rija. Cobra das Pedras chamara-a de “esposa de lança” quando a tinham capturado no Passo dos Guinchos. Não era casada e sua arma favorita era um pequeno arco curvado feito de chifre e represeiro, mas “esposa de lança” ajustava-se a ela mesmo assim. Lembrava a Jon um pouco sua irmã, Arya*, embora esta fosse mais nova e provavelmente mais magra. Era difícil dizer se Ygritte era magra ou gorda, comtodas as*peles que usava.
(ASOS, Jon II)
Ela nunca se incomodara em ser bonita, mesmo quando era a estúpida Arya Stark. Apenas seu pai já lhe chamara daquilo. Ele, e Jon Snow, algumas vezes*. Sua mãe costumava dizer que ela poderia ser bonita se lavasse e escovasse o cabelo e tomasse mais cuidado com suas roupas, do jeito que a irmã fazia. Para a irmã, as amigas dela e todo o resto, ela fora apenas Ary a Cara de Cavalo. Mas estavam todos mortos agora, até mesmo Arya, todos menos seu meio-irmão Jon. Algumas noites, ela ouvia falarem dele nas tavernas e bordéis do Porto do Trapeiro. O Bastardo Negro da Muralha, os homens o chamavam.* Nem mesmo Jon teria reconhecido a Cega Beth, aposto. Aquilo a deixava triste*.*
(ADWD, A Garota Cega)
Em todo caso, qualquer que seja, foi este sentimento que moveu Jon Snow a abandonar seus votos e desertar a Patrulha. Assim, é algo que move Jon em direção à Arya e o leva a aceita-la da forma que ela é.
Tal qual Eddard, Jon não desdenha da aptidões de Arya. Ele foi, em verdade, o primeiro patrocinador delas, antes mesmo do pai. Ao presentar a “irmã” com Agulha, Jon semeou o terreno para que Eddard oferecesse a Arya um treinamento de dançarina da água. É notório que Eddard estava tentando desviar Arya de ambições maiores (como a cavalaria, por exemplo), mas a história de Agulha e o treinamento com a Syrio Forel forem responsáveis por plantar prenúncios frutíferos na história.
O primeiro foi tornar Braavos uma cidade com a qual Arya tinha uma ligeira familiaridade. Assim, quando ela tivesse que ir para lá, não parecesse um total tiro no escuro. A segunda é a frase que Jon Snow diz antes mesmo de presentar a irmã:
Quanto mais tempo ficar escondida, mais severa a penitência. Costurará durante todo o inverno. Quando chegar o degelo da primavera, encontrarão seu corpo ainda com uma agulha bem presa entre os dedos congelados.
(AGOT, Arya I)
Muitos leitores veem nesta frase um prenuncio de que Arya poderia morrer durante a Batalha pela Alvorada. Assim, caso se corpo fosse encontrado com a espada Agulha presa às suas mãos, saberíamos que as palavras inocente de Jon se provaram proféticas. Até mesmo poderia servir para que o corpo de Arya fosse identificado mesmo se ela estivesse com um rosto diferente.
Outro fato de nota que ocorreu a Arya antes de partir para Porto Real e todas as aventuras que se seguiram daí foi a adoção da loba gigante Nymeria. Ainda que soe natural que Arya daria um nome de uma mulher ousada para sua loba, a referência dornesa parece de alguma forma distante demais da realidade nortenha para que não haja algum significado nesta escolha... ou talvez seja apenas um detalhe de construção de mundo.
Qualquer que seja o caso, Nymeria e Arya foram separadas com pouco tempo de criação e adestramento. Este tempo,entretanto, foi suficiente para que o dom como troca-peles de Arya fosse despertado. O fato de que Nymeria conseguiu sobreviver ao ser forçada a fugir foi determinante para o desenvolvimento à distância das aptidões de Arya.
Plantadas estas idéias no leitor, Martin segue até o final de A Guerra dos Tronos fazendo com que Arya passe por horas de treinamento, ocasionalmente usando-a como espectadora de eventos inusitados, como o encontro entre Illyrio e Varys no subsolo da Fortaleza Vermelha. Um fato curioso deste encontro é que Arya observa bem a fisionomia de Illyrio, mas não a de Varys (que está disfarçado). Dessa forma, uma amiga me questionou se isso não seria um indício de que Arya poderia ter que acabar recusando uma missão da Casa do Preto e do Branco para matar Illyrio no futuro, pois o “conhece”. É uma questão a se pensar...
De toda forma, Arya presencia em mais vivacidade o massacre dos homens Stark no momento da prisão de seu pai, assim como está presente quando ele tem sua cabeça cortada. A fuga da Fortaleza Vermelha, inclusive, a provoca a matar uma pessoa pela primeira vez na vida: um cavalariço de sua idade que poderia denunciá-la.
Quando Yoren a extrai de Porto Real para leva-la ao Norte, Arya começa a ter que sobreviver em meio ao luto. Assim como Sansa, Arya é deixada em circunstância hostis. Durante os A Fúria dos Reis, ambas as garotas suportam muitos abusos e humilhações, mas ao menos Sansa pôde contar com relativo conforto. Da parte de Arya, ainda que ela desde pequena se sinta à vontade em meio à plebe, a jornada se prova particularmente árdua. Especialmente porque Arya se vê pela primeira vez vivendo sobre uma nova identidade.
Após a morte de Yoren, não demora para que o grupo de órfãos vire presa de Gregor Clegane e seu bando. Conforme se passam no cárcere, Arya começa a bolar sua famosa lista, com todas as pessoas que ela julga responsável por trazer sofrimento a ela e àqueles ao seu redor. O que é curioso é que, apesar de listar o Rei Joffrey entre os albos, a garota de 9 anos não tenha o discernimento de que sua lista somente mira em capangas e fantoches, mas esquece de vilões de verdade, como Tywin Lannister.
Essa falta de discernimento se repete quando Arya está em Harrenhal e Jaqen a oferece 3 mortes em troca das vidas que ela salvou do incêndio. Novamente, a garota Stark se limita a indicar nomes sem importância. Quando surge a ideia de nomear Tywin Lannister, sentimentos nacionalistas a fazem burlar a barganha de Jaqen para convencê-lo a ajudá-la na libertação dos prisioneiros nortenhos e dos homens Frey. Portanto, Arya não demonstra não empregar seu potencial assassino para grandes causas, atendo-se a pequenas vinganças e revanches.
Ainda assim, Jaqen entrega a Arya a moeda de ferro que mais tarde a levaria a Braavos para o treinamento junto aos homens sem rosto. O que causa curiosidade seria o motivo pelo qual Jaqen selecionou a menina. O perfil dela não combina com o da seita, como vemos ao longo de Festim dos Corvos e Dança dos Dragões. Sem falar que ele a presenciou fazendo uma barganha contra o próprio Jaqen.
Fora de Harrenhal, Arya acaba novamente sendo feita prisioneira alguns dias depois de partir. Mas dessa vez, é reconhecida e fica permanentemente na expectativa de ser levada a sua mãe, não importa se vendida ou simplesmente entregue. Mas o objetivo da viagem que Martin a impõe é conhecer os efeitos da guerra sobre as Terras Fluviais, sob o ponto de vista dos camponeses.
Antes que essa jornada termine, porém, duas coisas ocorrem: Arya é raptada por alguém em sua lista (Sandor Clegane) e Roose Bolton informa que encontrou Arya e vai enviá-la ao Norte.
Como GRRM gosta de lembrar as semelhanças entre Arya e Lyanna, não há como não enxergar em seu rapto ecos do rapto de sua tia por Rhaegar Targaryen. Talvez haja aqui algum paralelismo que estamos deixando de enxergar. Mas as distinções são bem claras. Sandor estava levando Arya de volta pra casa, enquanto Rhaegar estava levando Lyanna para longe do Norte. Um detalhe incidental nesta questão é que Sandor “morre” à beira do Tridente tal qual Rhaegar (ainda que este tenha morrido no vau rubi, local que Arya e Sandor evitaram).
Quanto ao segundo evento, a farsa de Jeyne Poole como a falsa Arya permitiria que a verdadeira se tornasse, de fato, ninguém. A intenção, claro, era fechar uma ponta para resgatar a história dali a 5 anos, quando Jeyne Poole já estivesse estabelecida como Arya. Neste futuro que nunca aconteceu, Arya haveria florescido, o que era a intenção de Martin. Ele sempre cita como as histórias dos adultos não tinha tempo para esperar que “Arya chegasse a puberdade”.
De fato, como Arya é comparada com Lyanna diversas vezes, seria de se esperar que a puberdade lhe avivasse a beleza selvagem e que já a víssemos em Braavos em estado avançado de seu treinamento. Se sabe que o primeiro capítulo de Arya em Os Ventos do Inverno foi escrito antes de Martin abandonar o salto de 5 anos, portanto, as circunstâncias que ela parece que vai viver agora aos 11 anos seriam aquelas que, originalmente, se pensava que ela viveria ao 16 anos (aproximadamente a mesma idade que Lyanna tinha quando morreu).
Porém, o caminho seguido em O Festim dos Corvos e A Dança dos Dragões foi acompanhar o treinamento de Arya desde o começo. Muitos leitores acusam estes capítulos de serem encheção de linguiça, mas eu os entendo apenas como lentos. Há 3 linhas mestras acontecendo neles: 1) modificações na política de Braavos, 2) conflitos internos da própria Arya não querendo abandonar sua herança Stark, 3) revelação de segredos da Casa do Preto e do Branco.
Caso o salto temporal houvesse ocorrido, eu imagino que os 2 primeiros itens poderiam ser contados facilmente via flashbacks, sem necessidade de presenciarmos as sementes serem plantadas (que é o que Martin parece ter feito ao longo de Festim e Dança). Porém, o terceiro item me parece ser o cerne dos capítulos de Arya, como ou sem salto temporal.
Era de se esperar que os sacerdotes não fiquem contando segredos a acólitos tão novos como Arya. Mas o Homem Gentil parece estar estranhamente aberto a instruir uma aprendiz com menos de 1 ano de Casa sobre a história da seita e lhe permitir fazer missões com rostos novos. E Arya não está se provando ser digna dessa confiança.
Bem, na série da HBO, a Casa do Preto e do Branco tentou eliminar Arya, mas ela simplesmente se mostrou superior ninguém sabe como. Em A Dança dos Dragões, Arya demonstrou estar um passo à frente do Homem Gentil entrando na pele de um gato de rua que a seguiu até o templo. Com este truque ela conseguiu descobrir que era o sacerdote quem a surrou quando estava cega.
Muitos leitores especulam que esta habilidade sobrenatural seria uma vantagem que Arya usaria para trapacear nos treinamentos, haja vista que não é uma habilidade pela qual Homens Sem Rosto são famosos. Daí, afirmam esses leitores, quando a convivência na Casa do Preto e do Branco se tornar insustentável e um Homem Sem Rosto for enviado para eliminar a discípula rebelde, os poderes de troca-pele são o diferencial que faria com que Arya sobrevivesse ao ataque do assassino e pudesse escapar de Braavos para Westeros.
O retorno de Arya a Westeros é outra icógnita. Atualmente não sabemos de motivos que a tirariam de Essos. Alguns apontam a morte de Jon Snow como o combustível. Mas eu costumo argumentar que Arya matou o cantor Dareon simplesmente por ele ser um desertor, como Jon. Outros acreditam que Arya saberá sobre o próprio casamento com Ramsay e virá a Westeros para desfazer a farsa. E, por fim, há aqueles que dizem que ela simplesmente voltará para matar Freys, Boltons e o restante de sua lista.
Porém, há um grande consenso que esta volta implicará em um encontro com sua mãe, agora na forma de Senhora Coração de Pedra. Alguns acreditam que este encontro será chocante o suficiente para mudar a cabeça de Arya com relação ao seu desejo de vingança. Outros acreditam que a confluência de objetivos só tornará tudo duplamente letal.
Bem, qualquer quer seja o desfecho da história, ainda não foi publicado. Nos resta especular.

Declarações de GRRM sobre Arya

PERGUNTAS

  1. Jon e Arya têm inclinações românticas reais (ainda que platônicas) um pelo outro? Ou é apenas Freud em ação?
  2. A frase de Jon sobre Arya ser encontrada congelada com agulha na mão é um presságio de que ela morrerá na batalha da alvorada?
  3. O fato de ter nomeado sua loba como Nymeria, revela que Arya teria alguma propensão para viajar a Dorne nos próximos livros?
  4. Os poderes de troca-pele de Arya são alguma forma de trapaça para o treinamento dos Homens Sem Rosto?
  5. O rapto de Arya por Sandor ecoa de alguma forma o rapto de Lyanna por Rhaegar?
  6. Você acha que os capítulos de Arya em Braavos estão mais para encheção de linguiça ou escalada de tensão?
  7. Que diferença você acha que o abandonado “salto temporal de 5 anos” faria na história de Arya pós-A Tormenta de Espadas?
  8. Você acredita que os poderes de troca-peles de Arya a farão uma assassina particularmente perigosa entre os Homens Sem Rosto?
  9. O que você acha que vai levar Arya de volta a Westeros?
  10. Você acredita que Arya se encontrará novamente com seus irmãos, Jeyne Poole ou Senhora Coração de Pedra? Caso positivo, que tipo de reação você espera que ela tenha nestes encontros?
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2019.11.29 11:03 alforo_ “El origen de muchos problemas del periodismo está en las estructuras económicas”

Se ha consumado el golpe más artero y nefasto de la historia”, denunció en su cuenta de Twitter el presidente del Estado Plurinacional de Bolivia, Evo Morales, el 12 de noviembre. Cuatro días después informó en las redes sociales del Decreto Supremo 4078 firmado por Jeanine Áñez, autoproclamada presidenta golpista del país, que eximía de responsabilidad penal a las fuerzas armadas en la represión; “es una carta blanca de impunidad para masacrar al pueblo”, señaló el líder indígena, que también denunció los crímenes de la “dictadura inconstitucional”: 33 muertos, 804 heridos y 1.511 detenidos según la Defensoría del Pueblo.
El periodista Pascual Serrano recogió en un artículo, publicado en eldiario.es, ejemplos de cómo los medios informativos del estado español evitaron la expresión “golpe de Estado”. Así, según El País, “El Ejército obliga a Evo Morales a renunciar como presidente de Bolivia” (11 de noviembre) y, al día siguiente, también en El País, “La violencia sobrecoge a Bolivia. Los militares salen a la calle con la policía para ‘evitar sangre y luto’ (…)”; en El Mundo, “Evo Morales, el indígena que sucumbió a las mieles del poder” (11 de noviembre); y en el diario monárquico ABC, la crónica empezó con un concluyente “Evo Morales tiró la toalla”. Además según el reportero y columnista de The New York Times, Max Fisher, “la crisis en Bolivia ilustra la difusa línea entre golpe de estado y revuelta”, interpretación que difundieron otros analistas.
Son muestras que tal vez encajen en el último ensayo de Pascual Serrano (Valencia, 1964) Paren las rotativas. Una pausa para ver dónde está y adónde va el periodismo, editado por Akal. El autor, que escribe artículos regularmente en eldiario.es, Mundo Obrero y Cuarto Poder, y es miembro del consejo editorial de la revista El Jueves, defiende las tesis que ha expuesto en publicaciones y conferencias. “Tanto el origen como la solución a muchos de los problemas del periodismo se encuentran en las estructuras económicas, y sin actuar sobre ellas, conformándonos con meras aspiraciones de gestión política, poco se podrá hacer”, afirma; y concluye el libro con las palabras que la fuente secreta del caso Watergate le trasladó al periodista Bob Woodward: “Sigan la pista del dinero”.
En un mundo hiperconectado, sobresaturado de información, dominado por la imagen y “pantallas invasoras” (la Asociación de Investigación Para los Medios de Comunicación señala que un tercio de las personas que acceden a Internet a través del teléfono móvil lo hace “casi constantemente”), Pascual Serrano reivindica el valor de los libros y la palabra escrita: la necesidad de profundidad, espacio y tiempo. En ocasiones, añade el escritor, “recurrir a la fuente de una red social para informarnos es como si hace diez años un periodista escribiese ‘oí en un bar’”. Traficantes de Información (2012), Contra la neutralidad (2011) o Desinformación. Cómo los medios ocultan el mundo (2009) son algunos de sus libros.
De modo irónico, el periodista titula uno de los apartados del libro “Peligro, rusos”. Hace referencia a informaciones de El País como “La trama rusa empleó redes chavistas para agravar la crisis catalana” (noviembre de 2017), en las que se cita al canal RT y la agencia Sputnik; o por las mismas fechas, en ABC: “La actividad de centros de intoxicación de las redes sociales desde Rusia o Venezuela ha sido probada fehacientemente” en Cataluña, el referéndum del Brexit o las elecciones presidenciales francesas de 2017. También el Centro de Excelencia de Comunicaciones Estratégicas de la OTAN pidió al estado español “que se proteja de la injerencia rusa”, informó el exdirector adjunto de El País, David Alandete, autor del libro Fake news: la nueva arma de destrucción masiva (2019). En diciembre de 2018 la Comisión Europea aprobó un Plan de Acción contra la Desinformación, que establecía, para la “mejora de la detección” de fake news, un aumento presupuestario de 1,9 millones de euros en 2018 a 5 millones en 2019 (en octubre de 2018 empresas como Facebook, Google y Twitter firmaron el Código de Buenas Prácticas de la UE contra la Desinformación).
¿Dónde puede seguirse el rastro de las informaciones falsas? Pascual Serrano recuerda que en una entrevista en el canal de televisión MSNBC, en febrero de 2017, la asesora del presidente Trump, Kellyanne Conway, mencionó una supuesta “masacre” en la ciudad estadounidense de Bowling Green (Kentucky), que nunca ocurrió y cuya autoría intelectual atribuyó a dos ciudadanos iraquíes (la consejera realizó las declaraciones en el contexto del veto migratorio aprobado por Trump, que afectaba a siete países de mayoría musulmana). Para justificar esta prohibición, en febrero de 2017 Donald Trump también se inventó –durante un mitin en Florida- un ataque terrorista supuestamente perpetrado en Suecia.
En enero de 2013, El País publicó en la portada una fotografía falsa del expresidente de Venezuela, Hugo Chávez, presuntamente enfermo y entubado en un hospital. “¿Acaso los presidentes más poderosos del mundo y todos los grandes medios no nos engañaron cuando nos contaron que, en Iraq, había armas de destrucción masiva”, se pregunta el autor de Paren las rotativas.
Los ejemplos conectan con otro apartado del libro, “Intoxicados por las fuentes oficiales”; Pascual Serrano apunta que, en abril de 2014, el ministro de Asuntos Exteriores español, José Manuel García-Margallo, del PP, informó que España suspendía las exportaciones de material antidisturbios a Venezuela; el anuncio, recogido por la Agencia Efe, fue difundido por medios como El Universal de México, La Vanguardia, Caracol Radio de Colombia, COPE o La Nación de Argentina; al día siguiente el gobierno de Venezuela aclaró, en un comunicado, que las fuerzas de seguridad de este país “no poseen ningún contrato vigente” de suministro de equipos antidisturbios con el Gobierno de España o las empresas españolas; se dio la circunstancia que agencias como Efey medios como La Vanguardia se hicieron eco del desmentido, “pero millones de personas de todo el mundo se quedarían con la primera versión”, concluye el escritor y analista.
En el verano de 2013, el Ministerio del Interior español emitió un comunicado, con fotografías y un vídeo adjunto, que hacía referencia a la llegada en una patera -a la costa de Melilla- de 15 migrantes subsaharianos, tres de ellos menores. “Las mujeres amenazaron con arrojar a los niños al agua” si se acercaba la guardia civil o “interceptaba” la embarcación, según Interior. La versión oficial añadía que, para frenar la acción de los guardias, los (hombres) migrantes amenazaron con prender fuego a la patera. ABC y El País, entre otros medios, reprodujeron el contenido de la nota oficial. Pascual Serrano recoge el análisis de la noticia en eldiario.es, que rebate la tesis de Interior: el vídeo difundido como presunta prueba de los hechos no demostraba ninguna de las acusaciones y, además, se omitía que uno de los agentes rocío la patera con un extintor.
Corren “malos tiempos para la libertad de expresión”, subraya el ensayista, que en 2016 publicó con Juan García Moya el libro Los gobiernos españoles contra las libertades. Pascual Serrano explica en el libro el caso de los fotoperiodistas Raúl Capín, colaborador de Mundo Obrero, y Adolfo Luján, detenidos en mayo de 2013. Su detención muestra “la represión de las autoridades españolas y su desesperación ante la difusión de documentos que muestran la violencia contra manifestantes”, explica; pero también que la captura policial fue “clamorosamente ignorada por los medios comerciales”; el director y el subdirector de la revista El Jueves fueron juzgados por un presunto delito de injurias en 2018, tras publicar el siguiente chiste en la portada: “La continua presencia de antidisturbios acaba con las reservas de cocaína en Cataluña” (la causa fue finalmente archivada en mayo de 2019).
Pascual Serrano señala el procesamiento del actor Willy Toledo por un presunto delito de ofensa a los sentimientos religiosos (septiembre de 2018); y recuerda que la Audiencia Nacional condenó tanto a la tuitera Cassandra Vera -a un año de prisión- por los comentarios en las redes sociales sobre la muerte de Carrero Blanco (el Tribunal Supremo la absolvió en marzo de 2018); como al rapero Pablo Hásel, por enaltecimiento del terrorismo e injurias y calumnias contra la corona y las instituciones del Estado (dos años de prisión y 24.300 euros de multa, rebajada a nueve meses por la Audiencia Nacional en septiembre de 2018). En este contexto de restricción de libertades, el periodista concluye con una idea central: “Es responsabilidad de los poderes públicos
http://www.rebelion.org/noticia.php?id=262895&titular=%93el-origen-de-muchos-problemas-del-periodismo-est%E1-en-las-estructuras-econ%F3micas%94-
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2019.06.03 07:39 goosetavo2013 Reflexiones sobre los resultados en BC esta noche

Soy ruco, asi que recuerdo cuando Ernesto Ruffo ganó la gobernatura en BC en 1989. Mis papás me llevaron a un mítin que hizo en la colonia. Parecía un concierto de rock. La gente super motivada, el candidato muy simpático, energía increíble. Y ganó. Nadie lo podía creer. En BC llevaba rato ganando la oposición pero nadie podía creer que se los habían reconocido.
En esos tiempos daba mucho orgullo apoyar al PAN. Si tenías medio cerebro, te indignaban las cochinadas que habían hecho los gobernadores Priístas (especificamente Roberto de la Madrid y Xico Leyva Mortera) y te latía la idea de la democracia, no habia de otra mas que apoyar al PAN. Busquen en Google, o mejor aun en los articulos de Zeta Tijuana y se van a dar cuenta los excesos del PRI en BC y quizas por qué cuando perdieron el poder en 1989 mucha gente decía que jamás volverían a gobernar BC. No les ha fallado.
Me salí un rato del sub porque se puso pesada la chamba y la neta daba hueva andar defendiendo al Peje en cada thread. Ahorita que regreso veo que se ha vuelto aun mas un eco-chamber anti-peje donde los usuarios pubertos creen que MORENA esta arrasando en BC y Puebla porque la gente es "ignorante", "les dieron tortas" o ya estamos en la dictadura pejista. Vengo a darles un poco de perspectiva. No, AMLO y la ola MORENA no estan arrasando porque la gente es tonta. Lo están haciendo por la misma razón que arrasó el PAN en aquellos tiempos: los gobiernos actuales dejaron un desmadre.
El PAN de 2019 en BC es irreconocible del de 1989. Adiós a los luchadores sociales pro-democracia. Adiós a la gente de partido con ideales, valores y poquitita madre de verguenza. Esta cita aplica:

“Every great cause begins as a movement, becomes a business, and eventually degenerates into a racket.”

Chavos, el gobierno del PAN en BC (y me imagino que en Puebla tmb) se ha vuelto un nido de ratas y corruptelas asqueroso. Los triunfos del "Partido" ya ocupaban acarreados, amenazas a burócratas de participar en apoyo al "Partido", alianzas con los sindicatos mas nefastos, moches de todos lados, etc, etc, etc. El PAN en BC se volvió el nuevo PRI (no tan peor, pero cerca). Aplica otra cita:

History repeats... first as tragedy, then as farce.

El dizque Gobernador Kiko (mi padrino de generación #IShitYouNot) tomó un Estado en problemas y lo dejó aún peor: deudas, corrupción, protestas de la sociedad civil en contra del gobierno (neta NUCA se había visto algo así a esta escala) y una ola de violencia jamás antes vista (y decir eso de BC ya es algo). Chavos, la neta se ocupaba nomás no haber militado nunca en el PRI o el PAN para ganar esta elección.
Jaime Bonilla, próximamente Gobernador electo de BC, ni siquiera tuvo que ir a ningún debate o dar muchas declaraciones para arrasar esta noche. Bastó con ser buen amigo de AMLO. Literalmente creo que ser empresario y amigo de AMLO son sus únicos dos logros importantes.
Ni idea si será buen o mal gobernador. Ya las ratas de los otros partidos le estan corriendo a unírsele. Es muy pronto para saber pero lo único claro de esta elección es que al PAN le tocaba perder y perder gacho. La gente estaba harta de tanta corrupción e ineptitud y NADIE de los partidos tradicionales tuvo la credibilidad para rescatar la decisión.

Así las cosas. Buenas noches.

Edit: ASUPINSHIMADRE, acabo de ver los resultados preliminares del Congreso local y alcaldiasÑ
-17/17 diputaciones para MORENA y aliados. -5/5 municipios para MORENA y aliados
La aniquilación del PAN fue total.
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2018.08.15 06:28 augustetlebientot El porque de este ¿blog?

Mi intencion al construir esta suerte de espacio literario era pues, la de crear una cosmogonia, un preambulo de la publicacion de mi primera novela, El mundo se esta desvaneciendo (aka The World is Fading Out). Mi banda, La sociedad de los poetas muertos (En abreviaturas L.S.P.M.), era solo un eco de un hombre desquiciado y moribundo, y lo que un dia fue un sueño lleno de glorias, se transformo en la mas tragica de las pesadillas. Acompañenme a continuacion a ver los acontecimientos en mi bitacora desde el momento en el que se creo este espacio, la banda, y pulsares mucho mas lejanos...
Domingo 12 de agosto del 2018, un dia despues del eclipse. Inicie mi viaje rumbo a la tal vez nada, al vacio inconmensurable, o quien sabe, tal vez encuentre algo significativo, ningun ser humano posee la verdad y solo es dueño de un parcializado punto de vista.
El primer poema del libro, pues iba a publicar un libro de poemas previo a la novela, citaba mas o menos asi:
De las fabulas previas a una sublime catatonia:
Un niño nos ha nacido
Y alegrara nuestros corazones para siempre
Nos llenara de gozo
Y nos traera paz y reposo
Alegrara la dulce tragedia que es vivir
Sanara los abismos de la luna
Y con su poder le devolvera el brillo al sol
Quitara el oxido de nuestros resecos labios
Y de nuestras palabras disipara todo el dolor
De esta rigida larga noche llena de penurias
Quitara el terror
Y de eternos letargos que al final fueron pasajeros
Espero les guste, queridos amantes de la noche, supervivientes del dia y sus penurias. Mi unico proposito es de que el arte retome su oxidada copa llena de gloria y se yerga magnanimo una vez mas
El segundo cita asi y sucesivamente, el tercero, el cuarto segun vayan apareciendo
(II)...
Una lagrima cae una y otra vez a la nada
Las cosas que te hicieron tan feliz antaño
Se estan desvaneciendo frente a tus ojos
Ya no sabes si vas a volver o no
Y perdiste por completo las ganas de luchar
Y no puedes hacer nada
Para evitar que eso suceda
(III)...
El espiritu de aque cancion te embriago nuevamente
Y es inutil resistirte a tan vasto naufragio del alma
No puedes contener tu gozo
No puedes hacer nada para remediarlo
Por primera vez despues de muchas lunas
Eres realmente feliz
(IV)...
Es en vano esperarte
Pues se que no vendras
Es como bailar un vals
En dos cuartos separados
(V)...
Nunca me he sentido comodo en casa
Es como si se tratara
De una nave viajando hacie el olvido
Y yo espero mi turno
Mirando la television
(VI)
Mi mente
Despliega sus alas
Una vez mas
Y soy libre
Para irme hacia el infinito
La vida es una espejismo
En la pantalla de un cine
Sin poses absurdas
Sin simulacros
Vi caer tu nombre
Al cerrar mis ojos
(VII)
The homeless thought of men
Life is so fragile
Like the most beautiful poem
From beggining to end
The tears scream
Running down your face
Youve lost something forever
And you can not replace it
You feel tired
And you cant sleep
And you think for a second
To yourself
If life could be stopped for a second
And stuck in reverse
To heal her and recover it
(VIII)
Los oscuros lentes de aquel sujeto
Relucen esta noche
En su gabardina lleva el fraude
Y en sus zapatos el desprecio y la cobardia
La codicia lo sedujo cuando era joven
Y vendio su alma por un poco de poder
Sediento, enajenado
Susurra para si
Que la venganza es la fortaleza de los cobardes
Que gobiernan el mundo desde las sombras
(IX)
De lo inutiles que son todos los calmantes:
Esto es demasiado
Ya probe tu ultima dosis
Y no me calma el dolor
Me estoy volviendo cada dia mas loco
Se esta volviendo realidad
Mi mayor temor
El terror me invade
Como el eco de un susurro en la penumbra
El ocaso de mi alma se avecina
Y no puedo hacer nada para detenerlo
Busco algun mensaje de ayuda
Entre las lineas de tus labios
Pero estas tan lejos
Desde hace tiempo que nos separamos
Y nos hacemos mas daño estando juntos
Que tomando cada uno su lado
(X)
Dedicada a los rinoceros y otras grandes victimas de la lujuria por el poder que tenemos todos los seres humanos
Suena un eco en la tierra
Son las memorias de sus hijos
Reclamandonos la sangre de estos
Cuando se acabaran finalmente
Las lagrimas de los inocentes
En este mundo
Desgraciadamente no hay lugar para ellos
Hasta hace unas horas
Pensaba que los buenos morian viejos y en paz
Pero con su muerte el odio me ha demostrado lo contrario
La vida es tan fragil
Como el sonar de una estrella en el infinito
Como el palpitar del corazon de un bebe
(XI)
Su sangre nunca se marchitara
En este diluvio infernal
Es nuestra unica redencion
No puedo dormir
Cuando cierror los ojos
Veo estatuas de cera
Llorando su vida lugubre
La ciudad toda
Parece un museo sangriento
Y yo muero entre las telarañas
De oscuros reflejos
(XII)
This is the anthem for the fallen
This is the door all the way
Through the landscapes of darkness
Salvation was never close
Redemption was just an illusion
(XIII)
They shut you up
They shut you up
Now your voice
Its just an echo
Of that you were
Years ago
The cell has changed you for bad
The shadows around you
Drained your soul
And the darkness
Slowly
Is becoming you
I lost you
I lost you forever
And God only knows
When ill see you again
Again without a silverspoon
In my soul
Get away from me she said
I dont know if i ever want
To see you again
I forgot everything
And now she wants to forget me as well
I just want to forget
My body
My mind
And my soul
Las lineas han cambiado de forma
Una vez mas
Y nos movemos en espiral
Hacia la cupula de nuestra catedral
Nuestra catedral de cristal
Veo muchas siluetas a mi alrededor
Moviendose con soltura
Delante de mi
y son hermosas
Y son tan hermosas
Pero no hablan
Y yo solo puedo adivinar
Lo que entre ellas dicen en murmullos
No existes
No existes
Para nosotros
No existes
Canto con la luna
A mi alrededor
Mientras ellos me miran
Indiferentes una vez mas
El se entrego al placer de una luna roja
Sobre un mar lleno de almas
Obsesionadas con el sol
Vidas enteras
Buscando algo que hacer
Nos llenamos del extasis mas pleno
Tu presencia es mi pesadilla mas hermosa
Y de la que nunca quiero despertar
Veo aquella dimension
Donde los pendulos del tiempo
Se oxidan y caen
Una luz los redime
Una luz los embriaga
Estoy desafiando aquella mentira
Que nos hizo caer
Y a cada segundo estamos
El uno mas cerca del otro
Al final
Soy un vil profanador
Y mi unica obsesion
Es buscar siempre tenerte
Ella ya no puede percibirme
Fue victima de mis lamentos
Ya no percibe el pulso de las cosas
Se abre mi celda
Y soy libre al fin
Todo el karma se quita
Sumergiendo tu ser en agua
Estoy enefermo en el alma
Y ya nada puede aturdirme
Mi corazon siempre me delata
Ya nada puede impedir
Que alcance tu fragilidad
MI nueva victima
Eres tu
Presa de aquel murmullo
El ritual te hio añicos
En un altar lleno de enigmas
El silencio es nuestro meor amigo
Soliamos encontrarnos en cualquier lugar
Sielo inmiscuirme
En tu lado mas personal
Fin del dia 1
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2018.06.28 22:42 master_x_2k Enredo IV

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Enredo IV

“Gracias a un esfuerzo dedicado de los miembros de los equipos de Custodios y el Protectorado de Brockton Bay, la pandilla local, el 'ABB' o Azn Bad Boys, ha caído.”
Brian y yo habíamos llegado al departamento justo a tiempo para ver el boletín en las noticias. Lisa, Alec, Perra y los tres perros estaban reunidos en los sofás.
“Los héroes de la hora son los jóvenes miembros de los Custodios, Clockblocker y Vista, que jugaron un papel fundamental en encargarse de una crisis con una superbomba, supuestamente utilizada por la supervillana Bakuda en un intento de tomar como rehén a la ciudad y garantizar su seguridad. Mientras que los expertos en la escena se negaron a ofrecer números fijos, una capa local fue citada diciendo que la superbomba podría haber tenido un rendimiento de nueve mil kilotones de energía. Este dispositivo, que contiene energía a la par con bombas nucleares convencionales, se fabricó con materiales domésticos extraídos del área, después de que la lucha en los muelles y la presión de las autoridades locales obligó a la presunta creadora de la bomba a trasladarse a un cobertizo abandonado hace unos días. Si no fuera por los esfuerzos de los Custodios, este podría haber sido un día trágico para nuestra nación.”
“Por mucho que podamos desear un período de sobria reflexión, otros villanos locales han mostrado poco interés en dejar pasar los asuntos recientes. Menos de una hora después de que el presunto líder del ABB, Lung y la presunta cómplice Bakuda, fueran detenidos, las oficinas centrales de Medhall Corporation fueron atacadas por fuerzas armadas, en un altercado que llamó la atención de los miembros del grupo villano ario local Imperio Ochenta y Ocho. Esto parece haber provocado una erupción de más de seis incidentes importantes en la última hora-”
Lisa apagó el televisor, volteándose en el sofá para mirarnos a Brian y a mí. “Les daré la versión corta. Los Viajeros acaban de golpear una galería de arte y a un aeropuerto en el lapso de una hora. Coil e Imperio Ochenta y Ocho aparentemente están tratando de recuperar el tiempo perdido y están a solo un pelo de la guerra abierta en las calles. Los Comerciantes, el grupo de Skidmark, se están aprovechando del caos e intentando hacer lo que hizo la ABB, pero con los traficantes de drogas locales y cero control sobre su situación... no llegarán lejos, pero estoy segura de que están teniendo una gran fiesta de saqueos.”
“Entonces el alto el fuego ha terminado”, hablé. ¿No se suponía que las cosas mejorarían con la eliminación del ABB? ¿Por qué me sentía parcialmente responsable de esto?
“Es como si todos estaban listos en la línea de salida, listos para moverse en el instante en que sonara el silbato”, dijo Alec.
“Excepto nosotros”, señaló Brian.
“No necesariamente”, Lisa negó con la cabeza, “Cinco minutos después de que Medhall fue golpeado, recibimos un mensaje del jefe. Él tiene un trabajo que quiere que hagamos, quizás el más grande hasta ahora, pero el límite de tiempo es corto. Por eso los llame aquí.”
Brian se cruzó de brazos.
“Aquí está el problema”, dijo, “La moral está baja. La ciudad está asustada, y las cosas no se están calmando como esperaban las personas. ¿El hecho de que todos hayamos esquivado una bala con esta cosa de la superbomba? No ayudó.”
Tecleó en su computadora portátil mientras hablaba: “Para colmo, no se ve bien cuando las noticias locales se enteran del hecho de que una gran parte de la lucha contra el ABB estaba siendo llevada a cabo por villanos. ¿Me captan? Entonces, con la idea de que estaban planeando una recaudación de fondos ahora, el alcalde está promoviendo una función para ayudar a vender la idea de que fueron los chicos buenos los principales jugadores aquí. ¿Resultado final? Una fiesta de recaudación de fondos-celebración que involucra al Protectorado, Custodios, las fuerzas del ERP, policías y todos esos tipos. Esta noche. La mayoría de los Custodios y New Wave van a tomar el relevo mientras tanto, para mantener la ciudad protegida, porque el alcalde está dando prioridad a las relaciones públicas aquí.”
“No me gusta la dirección en que va esto”, le dije.
Cogió su laptop y la colocó en el respaldo del sofá, mirándome a Brian y a mí. La página mostraba detalles sobre la celebración, tenía vínculos con los vendedores de boletos y lucía una imagen de un grupo de personas con trajes de etiqueta y vestidos. “El Protectorado y algunos de los Custodios van a estar allí con la elite de Brockton Bay, sus amigos y familiares, y cualquier persona dispuesta a pagar el dinero por un boleto. El jefe quiere que nosotros, y cito, 'los avergüencen', fin de cita.”
Hubo algo de silencio aturdido. Eché un vistazo a Perra y Alec, y de sus expresiones deduje que ya habían escuchado esto. Sin embargo, a diferencia de la situación que tuvimos con el atraco a un banco, no parecían tan motivados.
Brian comenzó a reírse. Después de un rato, su risa se convirtió en una risa fuerte.
No esperé a que terminara antes de decir mi opinión, “¿Estás loca? Quieres que, que, ¿Interrumpamos una fiesta, jodamos a todos los presentes y entonces nos larguemos antes de que seamos arrestados por-?” Luché por encontrar las palabras, “¿¡Por la mitad de los putos héroes en Brockton Bay!?”
“Básicamente”, dijo Lisa, levantando las manos como para hacer que me calmara, “aunque probablemente sea más como un tercio de los héroes de la ciudad.”
“Claro”, le dije, “sin ánimo de ofender, Lisa, me caes bien y todo, pero como que subestimaste la cantidad de héroes que aparecerían en el robo bancario también. No olvides que un grupo de héroes vinieron de fuera de la ciudad para ayudar con la situación del ABB, y podrían quedarse para la fiesta posterior.”
“Es cierto”, admitió, “pero aún-”
“¿Y el plan es fastidiarlos?”, Pregunté, incrédulo, “No solo ellos, tampoco, pero esa fiesta probablemente sea atendida por el alcalde, el fiscal, el jefe de policía... ¿Estás consciente de que si intentamos esto y cualquiera de nosotros es capturado, sería más o menos un viaje de primera clase a la Pajarera?.”
“Lo siento, Lis, es un no”, le dijo Brian, todavía parecía divertido, “estoy perfectamente contento dejando que todos los demás grupos hagan lo suyo por un tiempo. Hicimos nuestra parte, y no tenemos nada que perder en relajarnos por un tiempo.”
“Sí. No entiendo el punto”, dijo Perra, rascando la parte superior de la cabeza de Brutus.
“No encontrarás a nadie más dispuesto a ponerse un poco loco que a mí”, Alec le dijo a Lisa, “Pero estoy con Perra. Es un gran riesgo, un montón de problemas. ¿Para qué? ¿Pellizcarles la nariz a los buenos?”
“El jefe está dispuesto a pagar”, dijo Lisa. “Con otras consideraciones.”
“¿Consideraciones?” Pregunté.
“Tienen que entender”, suspiró Lisa, “No estoy en desacuerdo con lo que están diciendo, pero lo que puedo decir es que esta es una prueba. El jefe quiere ver si podemos lograr esto, y si podemos, somos mucho más valiosos para él. Mucho más valiosos.”
“O tal vez la prueba es si somos lo suficientemente inteligentes como para rechazar una misión condenada”, señaló Brian.
“Tal vez”, admitió Lisa, “no lo creo, pero no negaré que sea posible.”
Brian le preguntó: “¿Podemos rechazar esto? Quiero decir, nunca nos obligó a tomar un trabajo.”
“Podríamos”, no parecía feliz.
Frunció el ceño, “Creo que son cuatro votos en contra, como mínimo. Suponiendo que vas a votar a favor de este plan, ¿Lis?”
“Sí”, respondió ella.
“Bueno, a menos que hayamos cambiado de un sistema de voto mayoritario, creo que se puede decir al jefe 'gracias, pero no'”, dijo. Cuando ella no respondió, él se volvió hacia mí, “¿Quieres tratar de armar la mesa de la cocina y la mesita de noche? Te puedo invitar a un almuerzo tardío, si-”
“¡Doscientos cincuenta!”, Lisa lo interrumpió.
Él la miró, “Doscientos cincuenta...”
“Mil”, terminó por él, dejando caer sus brazos a su lado, casi derrotada. “Para cada uno. Maldición. Quería que ustedes estuvieran a bordo antes de impresionarlos con la cantidad. Suena desesperado cuando lo digo así, pero no puedo dejar que se vayan sin decirles lo que rechazaríamos.”
La suma nos hizo pensar.
“Para ser claros... Un millón, doscientos cincuenta mil dólares, divididos entre cinco”, dijo Alec, “¿Por esto?”
“Como dije”, Lisa sonrió un poco, “El trabajo más grande hasta ahora.”
“Si el jefe nos ofreciera un cuarto de millón de dólares para acercarse a esos tipos y entregarnos, no sería un escenario muy diferente”, señalé.
“Claro que sí”, replicó Lisa, “Realmente tenemos una oportunidad de superar esto.”
“Una posibilidad muy, muy pequeña”, señalé.
“Una oportunidad”, dijo. “¿Pero si hacemos esto? ¿Si le demostramos al jefe que valemos su tiempo? Ascendemos. Obtenemos más dinero, obtenemos más equipamiento, más información, obtenemos una voz en cuanto a la dirección de sus planes a largo plazo, todo lo cual puede traducirse en un mayor respeto en la comunidad de capas.”
“¿Una voz?” Pregunté, “¿Qué quieres decir?”
“Reunirnos con él, discutir lo que hacemos a continuación y por qué.”
Mi mente comenzó a correr con las implicaciones de esto.
“Estoy cambiando mi voto”, dijo Alec, “Por tanto dinero, como que resuelve el problema que tenía con el trabajo, que era que no tenía mucho punto. Un cuarto de millón de dólares son muchos puntos.”
“Dos a favor, tres en contra”, dijo Lisa. “¿Perra?”
Perra frunció el ceño, “Déjame pensar.”
Esta era una oportunidad para conocer a nuestro empleador, en un futuro no muy lejano. La pregunta era: ¿quería tomarla? Había estado posponiendo las cosas, evitando el problema, tratando de no pensar demasiado en mi plan de juego, sobre entregar a estos muchachos cuando tuviera la última pieza de información que necesitaba sobre cómo corrían las cosas, de dónde venía el dinero. Ahora tenía que hacer una llamada.
Todo el tiempo, me había estado diciendo a mí misma que los entregaría. Daria la información al Protectorado. Pero mi corazón no estaba realmente decidido. Significaría traicionar amigos. Si bien no me desagradaban Alec o incluso Perra, mis pensamientos estaban puestos en Lisa y Brian. Quiero decir, bueno, Lisa fue mi primera verdadera amiga desde Emma. En cuanto a Brian, me gustaba, lo respetaba. Odiaba la idea de hacerles lo que Emma me había hecho. Traicionar amigos.
Había renunciado a la idea de ganar respeto o prestigio por entregarlos. Quiero decir, cometí un delito grave, tomé rehenes, ataqué a otros héroes, casi maté a un hombre, luego arranqué los ojos de esa misma persona un par de semanas después.
Y podría vivir con esa parte, con no obtener crédito o elogios ni lo que sea. Pude verme volando por debajo del radar por un tiempo. Tal vez desempeñando el papel de un vigilante evitando la atención tanto del héroe como del villano, si realmente estaba ansiosa por salir de traje. O ver si tal vez, solo tal vez, podría intentar obtener el mismo trato que Shadow Stalker, convertirme en un miembro a prueba de los Custodios. Inicialmente me alejé de los Custodios por la preocupación de que sería demasiado similar a la secundaria... pero yo había cambiado en las últimas semanas. Le hice frente a Emma dos veces. Tres veces, si contaba la reunión. Tenía un poco más de agallas que hace un mes. Podía imaginarme trabajando junto a un grupo de superhéroes jóvenes que me resentía como una especie de penitencia por mis acciones malvadas, y ese era un cambio bastante grande de antes de siquiera salir de traje, cuando la sola idea de unirme a ellos era difícil de procesar.
El problema era que ir por ese camino era un caos de ‘tal vez’ y ‘posiblemente’, cada paso un lío de posibles desastres. ¿Qué pasa si me arrestaran en lugar de ofrecer membresía probatoria en los Custodios? ¿Qué pasa si los Undersiders escapaban del arresto y vinieran por mí? ¿O mi papá?
Todo se redujo a las personas que estaban en la habitación conmigo. No era solo que los traicionaría como Emma lo hizo conmigo. ¿Era lo suficientemente valiente como para pasar por lo que pase con Emma, ​​con personas que quería y admiraba convirtiéndose en mis peores enemigos?
Y si no elegía, no decidía... Bueno, si lo pospongo más, la única diferencia de quedarme para siempre por elección propia sería una buena medida de auto engaño de mi parte. El tiempo que pasé con Brian lo dejó bastante claro.
“Creo que... podría cambiar mi voto”, expresé el pensamiento en voz alta mientras lo formaba.
Hubo miradas de sorpresa de todos los presentes, excepto los perros. Lisa, especialmente, se sacudió un poco en reacción a mi declaración.
Me tomó todo lo que tenía para mantener mi fachada intacta. Al final del día, lo que me asustaba más que perder amigos y hacer que me odiaran, más que vinieran tras de mí o de mi papá, era la idea de que me odiaría a mí misma. Que me odiaría uno, cinco, diez o veinte años más adelante, por traicionar mis principios y por tomar una mala decisión con amplias implicaciones. Odiarme por tomar un camino que podría llevarme a ir a la cárcel sin posibilidad de ser rescatada por Armsmaster, o por un camino que me llevaría a lastimar a alguien inocente tanto como había lastimado a Lung y Bakuda.
Seguir con los Undersiders era una ganancia a corto plazo, claro, pero ¿a largo plazo? Tenía que seguir con mi plan original y tratar de convencerme de que lo hacía por el bien de todos.
Alec levantó sus cejas. “De Verdad.”
“¿Qué?” Pregunté.
“Eres la última persona que hubiera esperado que cambiara su voto, torpe”, dijo, “Eres cuidadosa, y este es el trabajo menos cuidadoso que hemos tenido hasta ahora.”
“Cambiar mi voto es depende de si podemos idear un plan que tenga una posibilidad decente de que escapemos intactos”, aclaré.
“Aun así, usualmente eres la sombra de Brian, haciéndole eco”, dijo Alec.
“Gracias, Alec,” Brian frunció el ceño. Brian se volvió hacia mí, frunciendo el ceño con preocupación, “¿Estás segura?”
“No totalmente”, admití, “y lo siento, por no respaldarte.”
“Eres un miembro del equipo, tienes tu propia voz.”
“¿Qué cambió tu mente?” La pregunta vino de Lisa.
Tuve que evitar disparar las alarmas con ella. La forma más segura de hacerlo sería seguir con la verdad o algo muy parecido.
“Me molesta que no sé quién es nuestro empleador. Hay algunas posibilidades realmente feas, y preferiría saber más pronto que tarde, si fueran el caso.” Ahí, verdad suficiente.
“Lo admito”, admitió Brian, “tengo curiosidad. Es... No creo que tenga curiosidad suficiente como para querer tomar este trabajo.”
“Si la niña escuálida va a hacer esto, no retrocederé”, dijo Perra. “Cambiaré mi voto también.”
“¿Chica?” Le pregunté, “escuálida, seguro, pero probablemente soy un año más joven que tú, como mucho.”
Lisa nos detuvo, inclinándose hacia un lado para ponerse entre Perra y yo. “Tenemos que mantenernos en el tema, ya que solo hay unas pocas horas para planificar y prepararse. Tenemos cuatro votos a favor, uno en contra. Parece que esto va a suceder.”
Brian suspiró.
“Lo siento”, murmuré mi segunda disculpa.
Él puso su mano sobre mi hombro, “Está bien.”
Noté que él no movió su mano de mi hombro de inmediato.
Distrayéndome, le pregunté a Lisa: “Entonces, ¿cómo hacemos esto?”
Ella comenzó a delinear un plan.

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2018.06.27 06:14 J4yC1 Me hicieron una histerectomía años atrás. Hoy me di cuenta que estaba embarazada. [T]

Cuando tenía 9 años, un agresor no identificado me jaló hasta un auto, me apuñaló 12 veces, y me dejó enfrente de un hospital.
Perdí mi útero, mis ovarios, un riñón y unos cuantos metros de intestino. Han pasado 17 años. Además del Trastorno de Estrés Post-Traumático, la cosa más difícil es saber que nunca tendré hijos biológicos. He querido tener niños propios desde que tengo memoria, aunque quizá esto se deba en parte a que crecí en un hogar conservador que medía el valor de una mujer por su habilidad de traer niños al mundo.
Mi estatus de víctima despertó en mi un interés en la aplicación y cumplimiento de la ley. Me contrataron como policía pero fuera de la academia, la verdad es que era un desastre. En vez de eso, conseguí un empleo en la cárcel. Trabajo en el turno de la noche de 7PM a 7AM. Me hace más solitaria de lo que ya soy, pero me pagan un 11% más en este turno y de todos modos no tengo familia.
Vivo sola. Ni siquiera he tenido un solo novio. Aunque creo que mi cerebro trata de compensar esto porque a veces me levanto en las mañanas sabiendo que alguien está conmigo. Alguien familiar, alguien a quien amo. Sin rostro ni nombre, solo la seguridad de su presencia. Pero siempre que trato de alcanzarlo y tocarlo, nunca hay nada en su lugar.
Como sea. Fui al médico esta mañana después del trabajo. Además de mi temperatura y mi presión arterial, me tomaron una muestra de orina. No es algo inusual. El traumatismo abdominal me hace propensa a infecciones.
Después de unos cuantos minutos, el médico entró y me dijo: "Estás embarazada."
Sonreí de manera temblorosa y con dolor. Seguramente esto era una broma, aunque era una extraordinariamente de mal gusto. "No tengo útero."
Soltó una pequeña risa nasal. "¿Desde cuándo?"
"¿Desde...cuarto grado?"
Atizbos de preocupación se posaron en la cara de mi médico. Los siguientes minutos pasaron como una confusa neblina mientras me decía que mi sistema reproductivo estaba bien.
Mi corazón se aceleró. Me sentí mareada, confundida y enojada. He sido su paciente por cuatro años. ¿Cómo podía olvidar quien soy?
Finalmente me mostró mis expedientes. Años de expedientes, detallando un embarazo exitoso y una breve batalla contra el cáncer de ovario.
"No," Dije, "Debe de haber un error."
El tono de mi médico se volvió más enérgico. "¿Cómo te sientes? ¿Te has golpeado la cabeza, tomado drogas o..."
"¡No!" Me costaba mantener el control de mi voz. "¡Ésto no es mío! ¡Esa no soy yo!"
Siguió discutiendo. El corazón me pesaba. El enojo y la confusión se transformaban en pánico. Finalmente le dije "Me tengo que ir."
Intentó detenerme. - "Quizá solo estés herida o teniendo un episodio, no es seguro que..." Pero me apuré y me fui.
Una vez que llegué a mi auto, implosioné. Cada gramo de dolor, anhelo, ira y vergüenza me vinieron por la espalda, llenándome por dentro, una presión sofocante que sentía que me iba a romper las costillas.
Después de un buen rato, me calmé lo suficiente para conducir a casa.
Mis vecinos de al lados son una pareja mayor, Martin e Isabella. Son buenas personas, pero están terriblemente equivocados respecto a sus hijos. Siguen tratando de emparejarme con su hijo Conrad, quien es narcomenudista y tiene tres hijos con tres mujeres distintas. Lo evito, pero me llevo bien con su hija más joven, Sara. Es una chica salvaje y desempleada, pero tiene buen corazón. Probablemente es un poco extraña, pero me sentía cercana a ella, de la misma forma en la que me sentía cercana a mis parientes.
Sara sabe todo sobre mi (es imposible no tomarla como confidente; atrae los secretos como agujas a la piel) y tiene una memoria ridículamente buena. Mi médico podría estar fuera de si, pero Sara recordaba todo. Ella confirmaría que yo estaba cuerda.
Los autos de Isabella y Martin no estaban, pero el anticuado auto de Sara se encontraba en la curva, así que fui a la puerta. Cuando toqué, Conrad me abrió la puerta con una turbia sonrisa. "Hey."
"Hola, ¿Se encuentra Sara?"
"Ha estado con un tipo, no se ha aparecido en toda la semana." Se estiró, tratando de sacar el pecho. "¿Gustas pasar?"
Negué con la cabeza. "Dile que vine a verla."
Murmuró enojado mientras iba cruzando el patio, mirándome hasta que cerré mi puerta delantera.
Mi terrier, Jingo, enseguida se apresuró hacia mi. Está viejita y este tipo de movimientos de cachorrito son inusuales en ella, pero no le tomé importancia. Una vez que sus ánimos de mascota estuvieron satisfechos, se dirigió a la cocina. La seguí, y me congelé.
Un hombre estaba sentado frente a la mesa, con un montón de papeles frente a él. Jingo corrió hacia él, dando pequeños círculos con emoción.
"No te asustes," dijo el hombre. "Por favor."
"Sal de aquí," Susurré.
"Me imagino que tendrás muchas preguntas después de tu cita médica."
Sentí que algo me aplastaba por dentro, exprimiéndome como una esponja. "¿Cómo sa – "
"Me llamaron." Me mostró su teléfono. "Estaban muy preocupados por ti."
"Voy a llamar a la policía."
"No lo hagas," Me dijo.
"No tendría que hacerlo si no hubieses invadido mi propiedad," resollé.
Absurdamente se me acercó girándome los ojos. Había algo familiar en ello, algo que hizo que mi corazón se derritiera casi tan fuerte como el pánico que me daba que se acercara a atacarme. "Estamos juntos en el contrato de arrendamiento, no pueden hacer que me vaya."
"¡No estás en mi contrato!"
Había algo frágil en su lenguaje corporal, algo fuera de lugar. "Confía en mi. Estoy tratando de volver todo a la normalidad. Mira esto." Dobló un fajo de papeles engrapados, y con un ágil movimiento de muñeca, lo mandó girando hacia mi. Aterrizó a mis pies.
Sé que obedecer a alguien que está invadiendo tu casa es parte de una receta para el desastre. Pero mirarlo y escuchar su voz movió algo en mi, casi como un recuerdo. Me hizo pensar en todas esas veces que despertaba somnolienta pensando en la presencia de alguien que amo.
Así que recogí los papeles. Era una copia de mi contrato de arrendamiento. Mejor dicho, nuestro contrato de arrendamiento. Su nombre era Roy. Se supone que tenía 28 años, pero el hombre frente a mi era al menos diez años mayor.
Detrás del contrato de arrendamiento habían facturas de servicios públicos de ambos y un acta de matrimonio.
Los papeles se sacudieron en mis temblorosas manos. Tontamente, sentí un destello desesperado de esperanza. De alivio. Porque, ¿Saben qué? Prefiero estar mentalmente enferma, incluso hasta el punto de olvidar a mi propia familia, que estar tan sola. "¿Estoy loca?"
"No." Su rostro se torció y se secó los ojos. "Necesito que te vayas de aquí conmigo. Necesitamos estar fuera de la ciudad para el atardecer."
"¿Por qué?"
Su labio inferior empezó a temblar y lo mordió fuertemente. Jingo se acurrucó con él y brincó a sus piernas.
"Roy," dije, de forma experimental. "¿Qué sucederá al atardecer?"
"Vendré a casa con nuestra hija." Sentí como si me hubiesen golpeado. "La gente los sigue - y me sigue - hasta aquí. Y luego te matan."
Mi hija. Tenía una hija. Y un segundo hijo en camino, con el hombre sentado frente a mi. Un glorioso glitch en la matrix me había puesto lo que siempre quise en bandeja de plata. ¿Entonces por qué el padre de mis hijos estaba diciéndome que no podía tener nada de eso? "¿Por qué?"
"Porque." Tomó un buen trago de saliva. "Tiene que ver con nuestro hijo."
En ese momento, la puerta se abrió de golpe. Jingo se puso a la defensiva, ladrando, un poco antes de colapsar en un frenesí de éxtasis.
Era un segundo y más joven Roy, con los ojos bien abiertos y enojado como el infierno. Al verlo de reojo, ese ligero sentimiento de reconocerle explotó. Los recuerdos no me venían de golpe, pero sabía que lo conocía.
Se lanzó a través de la habitación. El Roy mayor lo atrapó sin mucho esfuerzo y lo aporreó contra la pared. "¿Qué estás haciendo?" preguntó de forma calmada.
Su contraparte más joven se incorporó violentamente. "¡Tú sabes que carajos estoy haciendo!"
"¿Quien te dijo que estaría aquí?" La voz de Roy se sacudió un poco. "Un Crono, ¿verdad?"
El Roy joven titubeó brevemente.
"Te han estado siguiendo hasta aquí," Dijo Roy. "Y van a matarla."
"El Crono viene por Adam." El joven se agitó de nuevo.
Roy lo tomó por el cabello y estrelló su cabeza en la pared, paralizándolo momentáneamente. "No, no pueden venir por él. La única forma de detenerlo es prevenir su existencia, lo cual hice. Tan sombrío como parezca, eso era lo mejor que podíamos hacer por ella." Su voz se quebró. "Y tú lo deshiciste."
Retrocedí con cuidado y tomé a Jingo. Ninguno de los dos hombres pareció notarlo. Me apresuré a la puerta al mismo tiempo que el joven Roy soltaba una respuesta venenosa.
Suprimiendo una enorme ola de pánico, corrí a casa de Sara. No me importaba quedarme sola con Conrad. Era mejor que quedarme en casa a esperar la muerte con ese lío de líneas temporales alternativas.
"¡Conrad!" Golpeé la puerta. "¡Conrad, déjame pasar!" El sudor goteaba por mi frente mientras el eco de Roy alzando la voz se escuchaba desde mi casa. Toqué el timbre varias veces. "¡Conrad!"
Calle abajo, escuché el ronroneo de un motor. Un coche elegantemente extraño dobló la esquina. Como si fuese una señal, el fuerte y emocional discurso de Roy finalizó con la palabra "Crono".
Era una locura. Pero hoy la locura se había vuelto mi realidad de muchas maneras, así que me agaché. Para mi sorpresa, escuché suaves y lastimosos llantos que venían de cerca - del taller del padre de Sara. Me puse de rodillas y gateé mientras ese tétrico auto se estacionó frente a mi casa.
La puerta se abrió, dejando al descubierto una suave oscuridad. Conrad se aferró al marco de la puerta. Estaba sollozando.
"¿Conrad?" Susurré. No me respondió. Ni siquiera me miró.
Ignorando el revoltijo nauseabundo en mi estómago, lo esquivé y entré al taller.
Después de una mañana tan brillante, era difícil de ver. Las sombras se fundían en una sola, cortadas únicamente por el tenue brillo de las herramientas metálicas.
Algo cambió, de forma furtiva y de alguna forma malsana. Un hedor dulcemente fétido me llegó: gaseoso, empalagoso, casi pegajoso.
Con un suave click la luz sobre mi se encendió. Me impacté.
Un cuerpo tembloroso en carne viva estaba colgado de los brazos en las vigas. Donde una vez hubieran estado los ojos y los labios, habían quedado agujeros vacíos y sangrantes. Delgadas púas sobresalían de los brazos y piernas despellejados. Me tomó un momento darme cuenta que eran alambres. Alambre para jardín, entrelazado con los músculos sangrantes como si fuesen hilos de bordar.
Solamente el cabello estaba intacto: reconocible al instante, era largo, rubio y con mechas azules.
Sara.
Conrad no dejaba de llorar.
Una figura emergió del enredo de sombras. Alto, delgado y de cabello oscuro, con facciones como las de Roy pero ojos como los míos. Me miró con atención, apreciativamente. Entonces el reconocimiento iluminó sus ojos. Me sonrió, y en mi alma, si no es que en mi mente, lo reconocí. "Adam."
Dio un paso hacia el frente con ansias y tomó mis manos. Las suyas estaban llenas de sangre seca y trozos de tejido. El me miró a la cara, analizando cada facción como si no pudiese tener suficiente. "Lo siento." Me susurró.
Detrás de mi, escuché voces. Giré. La enajenada sonrisa de Adam se convirtió en un cruel gruñido mientras la gente irrumpía en el taller.
Trazos de rayos explotaron en mi existencia, envolviéndome en una luz cegadora. La estática crepitó a lo largo de mi piel, acompañado de una punzante llamarada de calor. El miedo, la confusión y una profunda desesperación que no quería comprender me abrumaron. Me cubrí la cabeza.
Todo al mismo tiempo, se volvió silencioso y oscuro.
Después de un rato, me atreví a mirar.
Aún estaba en el taller. Estaba tranquilo, vacío y limpio, sin rastros de Sara o su asesino.
Para mi sorpresa, Jingo estaba esperándome afuera. La tomé y corrí por el jardín. Los autos de Martin e Isabella estaban en la calle. A través de una ventana, oí a Sara riéndose. El pesar en mi pecho se alivió considerablemente.
Tardé un poco en reunir el valor, pero finalmente entré a mi casa. Después de asegurarme que estaba vacía, me deslicé hasta el suelo y Jingo brincó a mi regazo.
Quiero pasar esto como locura. Un brote psicótico, quizá, o simplemente un colapso del diario. Podía aceptar el hecho de que estaba en el taller de mis vecinos. Incluso podía justificar la presencia de Jingo.
Pero no puedo explicar la sangre ni los tejidos secándose en mis manos.
Quiero una familia más que nada. Me duele inmesurablemente, y me llega hasta los adentros, tener uno con el que nunca podré estar. Pero creo que estoy mejor así.
No tener hijos es mejor que tener que matar a uno, ¿no es así?
Thanks to u/Dopabeane for letting me translate this story.
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2018.02.11 09:10 albedrio Portavoza

Sí, si, como tú, Irena Montera; y como tú, Margarita Roblesa; y como tú, Adriana Lastra; y como tú, masculinizando el improperio en gracia al lenguaje inclusivo, Pablo Iglesios, alias Coletos. Cuando yo iba al cole aún gravitaba sobre las tiernas cabezas de los niños (y las niñas) la extravagante amenaza, jamás cumplida, de encasquetar dos orejas de burro (o de burra) a quienes por su asnalidad merecieran tan oportuno castigo. Sería cosa de sacarlo ahora del baúl del Florido Pensil, a punto ya de comenzar el Carnaval, para disfrazar con él a los podemitos, podemitas, socialistos, socialistas, peneuvitos, peneuvitas, soberanistas, soberanistos, feministas y feministos, entre otros portavoces y portavozas de la asnalfabetización imperante. No lo digo con ánimo de ofensa, pues, siendo el burro el animal separatista escogido como tótem en detrimento del toro españolista por los destripaterrones de Tractoria y militando la casi totalidad de los miembros y miembras de los grupos citados en la grey del animalismo y del antitaurinismo, mal podría verse insulto donde sólo hay estricta caracterización zoológica. Se equivocan quienes dicen, en román tertulianés en el qual suelen los tertuliasnos fablar con sus vecinos (y vecinas) en las corralas de la radio y de la tele, que en España no cabe un tonto más. Precisemos: lo que no cabe es un burro más, alumnos todos (y todas) de los maestros Ciruela de los planes de educación. Cuentan que el clérigo barcelonés Ramón Dou recibió en 1827 al Rey Felón en la hoy extinta universidad catalana de Cervera y le rindió honores absolutistas con una frase que pasaría a los anales del servilismo: "Lejos de nosotros la funesta manía de pensar". La cita es apócrifa, pues a lo que verdaderamente se refirió aquella luminaria fue a "la peligrosa novedad de discurrir", pero viene a ser lo mismo. En ello andábamos entonces y ahí seguimos tras cuatro décadas de cacocracia, tribucracia, vulvocracia y, sobre todo, oclocracia. Ciento cuarenta y seis años antes de la melonada de Irena el poeta Rimbaud publicó en la revista Lutèce el soneto más célebre y celebrado de la literatura francesa: Voyelles. O sea: Vocales. Lo traduzco para que lo entiendan las borriquitas que quieren cargárselas. «A, golfes d'ombre (...) O, l'Omega, rayon violet de Ses Yeux!». No las toque más, madama Portavoza. Salvemos la belleza. ¡Menos mal que el nombre de la rosa (Rioja, Juan Ramón, Eco) acaba en A!
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2017.06.09 08:29 Yattedigo NO es NO

Si has subido a la casa de tu cita para usar el baño, para tomarte una copa o para tener sexo con él y de repente el sujeto no se te antoja apetecible, o termina por perfilarse como un Charles Manson en potencia, no tienes que tener sexo simplemente porque todo parecía indicar que así sería. Porque temes que se vaya a enfadar o que va a pensar que eres una 'estrecha'. Lo único estrecho, querida, son los pantalones pitillo. Si tú dices NO, eres una mujer libre, no una estrecha. Ellos no tienen problema alguno en huir como las ratas si algo no les apetece. Entonces, ¿por qué tú no puedes hacerlo? “Lo hice por compromiso” es una de las frases que más veces he oído salir de la boca de mis amigas. Con lo mucho que les aterra a ellos (y a mí, no voy a negarlo a estas alturas) eso del compromiso, ¿ahora vamos a meternos en su cama en nombre del compromiso? ¿Qué es eso de tener sexo por compromiso? ¿Acaso estamos obligadas a satisfacerlos? ¿Tenemos miedo a ser tildadas como 'calientabraguetas', un término dolorosamente machista? Es mejor irte a casa con el eco de “eres una maldita calientabraguetas” que hacerlo pensando que has tenido sexo con alguien que te repugna. Porque el 'walk of shame', otro término inventado por el patriarcado, solo es tal si realmente te avergüenzas de haberte acostado con alguien que no te apetecía. Si Arévalo me invita a tomar algo a su casa y por alguna extraña razón lo hago (en mi caso, la razón es esta estúpida curiosidad periodística que me mete siempre en unos fregados dignos de 'CSI Las Vegas'), no voy a acostarme con él simplemente porque el hecho de 'ir a casa de un hombre' lleve ligado en su mente (no en la nuestra) la exigencia de tener sexo.
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2017.05.10 12:02 RaulMarti CARTA DE MARWAN BARGHOUTI, A SUS COLEGAS PARLAMENTARIOS sobre la huelga de hambre de los prisioneros en “Batalla por la libertad y la dignidad”.

COMISIÓN DE APOYO AL PUEBLO PALESTINO
Carta del dirigente y parlamentario palestino Marwan Barghouti a sus colegas parlamentarios de todo el mundo
Estimados colegas parlamentarios,
Si ustedes están leyendo este mensaje ahora, ello significa que la ocupación israelí ha optado por continuar su política de represión y castigo colectivo contra los prisioneros palestinos y la incitación contra ellos en lugar de responder a sus legítimas demandas, y el hecho de recibir esta carta por parte de ustedes también significa que ya me encuentro de nuevo en una celda de aislamiento con mis otros colegas que están en huelga de hambre, pero no vamos a estar en silencio y no nos rendiremos y no se quebrantará nuestra voluntad.
La huelga de hambre de los prisioneros es un medio legítimo y pacífico para confrontar la violación de los derechos de los prisioneros garantizados por el Derecho Internacional, de modo que los prisioneros palestinos viven bajo la opresión de la ocupación, mientras les pertenece el derecho a la protección en virtud del Derecho Internacional Humanitario.
Hemos recurrido a esta huelga tras meses de desgaste de todos nuestros esfuerzos y todos nuestros intentos de conseguir nuestras legítimas demandas relativas a la detención administrativa arbitraria y colectiva de los palestinos, las torturas, las medidas punitivas ejercidas contra los prisioneros y la negligencia médica deliberada, así como la privación de las visitas de nuestros parientes y del derecho a comunicarse con ellos y el derecho a la educación, que son los derechos más básicos que deberíamos tener.
Estimados colegas y amigos:
Estimo mucho su solidaridad con sus colegas parlamentarios prisioneros palestinos, así como, agradezco a los parlamentos de todas partes del mundo por su apoyo al pueblo palestino y sus derechos, incluyendo el derecho a la autodeterminación, el fin de la ocupación brutal, lograr una paz justa e integral, de acuerdo con las resoluciones de la legitimidad internacional.
Sin embargo, Israel continúa deteniendo a parlamentarios palestinos, y yo fui el primer parlamentario palestino detenido en el 2002. Desde entonces, el estado sionista ha detenido a 70 parlamentarios más, es decir; Más de la mitad de los miembros del Consejo Legislativo Palestino, 13 de ellos todavía están en las cárceles israelíes, hecho que se considera como un insulto para todos los parlamentarios, la democracia y los derechos humanos, y se considera también una afrenta a la libertad y la justicia, por lo que debemos responder contra estos hechos.
El destino de los parlamentarios palestinos es el destino de las personas que representan.
La ocupación israelí ha detenido a 800.000 mil palestinos en 50 años, lo que equivale al 40% de los varones en el territorio palestino ocupado, 5. 600 de ellos siguen en las celdas de la ocupación.
Para Israel todos nosotros somos condenados y nuestra acusación no declarada es: nuestro deseo de libertad, nuestra sed para lograr la libertad y nuestra lucha por ella.
La ley israelí permite el colonialismo, el castigo colectivo, la discriminación racial y el apartheid, ¿Es normal que quienes apoyaron estas leyes no sean cuestionados?
Unos parlamentarios israelíes incitaron para detenernos, apoyaron y alentaron esa decisión.
Mírenlos, que se sientan entre ustedes en los foros parlamentarios internacionales, mientras nos impiden y nos prohíben hacerlo.
Igual, respecto a los tribunales israelíes, que son parte de esta ocupación militar colonial que siempre ha tenido como objetivo apoderarse de nuestra tierra, reemplazar nuestro pueblo y erradicar nuestras raíces.
Y al contrario de las afirmaciones de los tribunales israelíes, que son infundados, nosotros tenemos las evidencias y datos; estos tribunales militares condenaron a los palestinos con una proporción que llega hasta el 90-99%.
Vuelvo a decir: Esto es un apartheid judicial que condena la presencia y firmeza palestina y al mismo tiempo da inmunidad a los israelíes que cometen crímenes contra nuestro pueblo.
Como bien saben, he sido condenado por un tribunal israelí al que me niego reconocer, así como me niego a reconocer su legitimidad, sobre todo, porque solo por el hecho de ser representante de un pueblo que yace bajo la ocupación, fui condenado a cinco cadenas perpetuas y a cuarenta años, acusado de “terrorismo”, en una farsa de juicio político según el testimonio de los observadores internacionales; ningún país sobre la faz de la tierra habría aceptado semejante sentencia, ya que ese tipo de condenas le corresponden a los líderes de los movimientos de liberación en las diferentes latitudes del mundo y a lo largo de la historia; el tribunal en el proceso de Rivonia que sentenció a Nelson Mandela a cadena perpetua, no logró despojarlo ni a él o a la lucha de su pueblo de su legitimidad, más bien contribuyo a deslegitimar al régimen del apartheid que emitió la sentencia despótica en su contra.
Por esta razón, Ahmad Kathrada, símbolo de la lucha contra el apartheid y compañero de Mandela, ha lanzado una campaña internacional por la Libertad de Marwan Barghouti y de todos los prisioneros palestinos, y fue él quien había puesto en marcha la campaña por la libertad de Mandela, antes de que este pasara veintiséis años en las cárceles del apartheid, y por tal razón se puso en marcha la presente campaña desde la celda de Nelson Mandela en la isla Robben; cabe señalar que se han incorporado a esta campaña internacional ocho titulares del Premio Nobel de la paz, ciento veinte gobiernos, cientos de parlamentarios, líderes, académicos, artistas, intelectuales y organizaciones de la sociedad civil; los portadores de los Premio Nobel de la Paz, los parlamentarios y los parlamentos, decidieron nominarme para el Premio Nobel de la Paz en apoyo a la lucha de nuestro pueblo palestino por la libertad.
Los prisioneros palestinos siempre han sufrido de la injusticia y de la opresión, pero en los últimos años las autoridades ocupantes han privado deliberadamente a los prisioneros hasta de sus derechos obtenidos anteriormente mediante huelgas de hambre; por tal motivo teníamos que hacer frente a esta escalada de castigos contra los prisioneros y sus familiares; hemos decidido iniciar esta huelga porque Israel no nos ha dejado otra opción; los palestinos siempre se han visto obligados a sacrificar a fin de obtener derechos elementales que se supone deben disfrutar, pero estos les han sido negados, al igual que a los prisioneros palestinos.
Le hemos puesto “libertad y dignidad” como nombre a esta huelga, porque la libertad y la dignidad palpitan en el corazón de nuestros pueblos y residen en su conciencia, hemos sufrido a lo largo de setenta años y seguimos esforzándonos por lograr nuestra libertad y preservar nuestra dignidad, y sabemos que la libertad y la dignidad tienen un eco que resuena en todos los rincones del mundo, en la historia de la humanidad y en la historia de la lucha contra todas las formas de opresión y esclavitud; la libertad y la dignidad son valores humanos fundamentales y solo su logro permite obtener la paz; porque la paz no se puede conquistar entre opresor y oprimido, y porque la paz no se puede alcanzar cuando hay injusticia y despotismo, así como no puede haber paz entre el prisionero y su carcelero, solo la libertad es el camino que conduce hacia la paz.
Les hago un llamado y un ruego, para que alcen la voz por todos aquellos que Israel intenta silenciar; les hago un llamado por una expresión de dignidad por aquellos que han sido abandonados en la penumbra de las celdas para que sean olvidados, los invito a apoyar las demandas justas de la huelga de los prisioneros palestinos y garantizar el respeto por el derecho internacional que avala sus derechos, les hago un llamado para apoyar la libertad y la dignidad del pueblo palestino a fin de lograr la paz.
Algunos pueden creer que este es el fin y que nosotros pereceremos aquí en ese confinamiento solitario, pero yo sé que a pesar de este aislamiento cruel no estamos solos, sé que millones de palestinos y otros en diferentes lugares del mundo están con nosotros respaldándonos y les digo a todos que tendremos un encuentro, así como tendremos una cita con la libertad.
Marwan Barghouti
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2016.12.11 20:03 felipustero Un dúo fraudulento: organizaciones "humanitarias" y medios de comunicación.

La página web Moon of Alabama 1 nos decía el 27 de febrero de este año 2015 que la organización Human Rights Watch, una supuesta, aunque no real, organización humanitaria, había protagonizado una campaña de propaganda sectaria antisiria. Y es cierto esto que dice, pues Human Rights Watch (HRW) no solo no ha contado lo que realmente ocurría en Siria, sino que ha llevado a cabo campañas de falsificación premeditadas con fines nada honestos. Aquí tienen la que hizo sobre el ataque con armas químicas de Gouta en agosto de 2013, que fue llevado a cabo por mercenarios islamistas impulsados y apoyados por las potencias occidentales y sus dictaduras socias del Golfo con el propósito de culpar de ello al Gobierno sirio y así tener la excusa para una intervención militar exterior, que es lo que realmente se buscaba. Tal y como se hizo en Libia. Esta es su vergonzosa y deplorable actuación:
Human Rights Watch y el ataque químico sobre Siria
Ahora, HRW, nos habla de los supuestos ataques a la población civil con "bombas de barril" por parte del Gobierno sirio. Curiosa chapuza sería esta, la utilización de "barriles bomba", cuando hay medios mucho más destructivos y eficaces que esta vieja arma que sí utilizaba el Ejército estadounidense en sus guerras coloniales, como la llevada a cabo en Vietnam. Curioso es también que el Ejército sirio esté siendo apoyado de una forma como en pocos lugares verán por su propia población y gracias a ello Siria sigue resistiendo ese ataque de batallaones mercenarios con apoyo internacional. No les extrañe que HRW no dé ni muestre ninguna prueba de lo que afirma. Es más, lo que afirma es claramente falso. Como este mensaje enviado por Twitter:
Según HRW el Gobierno sirio lanza bombas de barril sobre esa ciudad de Siria (Kobane), a pesar de la prohibición. Cita al New York Times como fuente de su aseveración. Pero resulta que el propio New York Times publicó esa misma imagen el 12 de febrero de 2015, la organización "humanitaria" lo hizo por twitter el 26, e indicaba que: La ciudad predominantemente kurda de Kobane está devastada después de meses bajo asedio por las fuerzas islamistas y ataques aéreos por la coalición dirigida por Estados Unidos. 2 Aquí tienen la imagen publicada por el New York Times:
Resulta, pues, que no era el Gobierno sirio quien bombardeó y destruyó la ciudad, sino que fueron los mercenarios islamistas y las propias fuerzas militares occidentales. Human Rights Watch queda así al desnudo, una jugosa campaña que tenían preparada para ser difundida resulta que se vuelve en contra como un boomerang, porque tiene los actores contrarios, actores a los que no denunciará HRW. Human Rights Watch lo que sí ha hecho es borrar su tweet, como tantas veces hacen este tipo de organizaciones "humanitarias" cuando son desenmascaradas y pilladas en esta tenebrosa propaganda. Pero esta falsificación no es algo aislado, así tenemos al mismo New York Times que en otro artículo posterior, del 24 de febrero de 2015, hace referencia a un informe fraudulento de HRW de ese martes 24 como fuente de información 4, donde se habla también de ficticios ataques, también con "bombas de barril", sobre Alepo. Veremos como HRW vuelve a insistir sobre esto en mayo y, de nuevo, vuelve a utilizar información y fotos fraudulentas. Para rizar el rizo ya superrizado del fraude, HRW hace mención a ese artículo del New York Times, el que había tomado como referencia su informe también falso, para dar validez a la ya refalsificada falsificación. Si vamos a la "información" comentada de HRW de mayo, del 8 de mayo, sobre Alepo, vemos que utiliza otra vez falsamente una foto, en este caso de Gaza (Palestina), para lanzar acusaciones de bombardeos protagonizados por Assad, el presidente sirio. 5
Imagen del bombardeo a Gaza de julio y agosto de 2014 para acusar al Gobierno de Siria. 5
Denuncia de Adam Johnson, de FAIR.org, a Human Rights Watch por tratar "de pasar los crímenes del Ejército de Israel como bombas de barril de Assad".
Realmente esto es tan malo, como dice HRW en su tweet, pero malo, muy malo, protagonizado por Israel contra los palestinos. Ante estas matanzas reales contra la población civil realizándolas de forma deliberada, ante el genocidio de Israel contra los habitantes de Palestina la postura de HRW, como la de Amnistía Internacional, es completamente diferente, no solo equipara a agresor y víctima, sino que justifica la actuación de Israel y condena en mucho mayor grado a los palestinos. No verán tampoco que pretenda llevar por crímenes contra la humanidad a los dirigentes del Estado de Israel a ninguna corte penal. Ver el siguiente informe para ver este parcial, disparatado e injusto comportamiento de estas organizaciones que se preocupan poco por los derechos humanos y la justicia:
La falta de honestidad de Amnistía Internacional ante el conflicto en Palestina. Tras esta denuncia sobre la falsificación de la foto de Gaza y ante la indignación de la gente que fue conocedora del hecho, vino una supuesta "rectificación". Kennet Roth, director de HRW, tuvo que decir que sí, que aquella foto que ellos habían manipulado era de Gaza, pero para "demostrar" su aseveración de que Assad bombardea con esas imaginarias "bombas de barril", puso una foto del mismo Alepo. Sin embargo, resulta que la foto que mostró Roth corresponde a un barrio de Alepo bombardeado por los islamistas mercenarios, al permanecer ese barrio fiel al presidente sirio Bashar Al Assad.
Kennet Roth, director de HRW, de nuevo llevando a cabo una falsificación sobre Aleppo, cambiando el sentido y la realidad de una imagen de AFP.
Imagen de AFP sobre el barrio de Hamidiyeh en Alepo que resistía el ataque de los islamistas.
Esto decía AFP: Una vista general muestra la destrucción en el vecindario de Hamidiyeh de la ciudad siria norteña de Alepo, mientras los luchadores del comité local, que apoyan a las fuerzas del Gobierno sirio, tratan de defender el tradicional distrito cristiano en el tercer día de intensas batallas con yihadistas de la organización del Estado Islámico el 9 de abril de 2015. AFP photo. George Oufalian. http://www.gettyimages.co.uk/ La estrategia del engaño a la población utilizando la excusa humanitaria ya es habitual y antigua, las organizaciones humanitarias preparan informaciones no contrastadas o sencillamente fabuladas a propósito y los medios de comunicación hacen de caja de resonancia mostrando que si una organización humanitaria lo dice debe de tener credibilidad y veracidad, la población occidental se lo cree todo y después viene la guerra de agresión. Esto hizo el diario español El País el 10 de septiembre de 2013, un medio que claramente apoya a los islamistas vinculados o pertenecientes a Al Qaeda y la guerra de agresión colonial contra Siria. Ver este enlace: El periodismo al servicio del dinero. Esto decían:
"HRW acusa a El Asad de estar detrás del ataque químico en Damasco". "Es la primera organización no afiliada a ningún bando que afirma la responsabilidad del régimen sirio en el uso del gas tóxico".
No obstante, ya hemos visto el informe fraudulento que elaboró Human Rights Watch sobre el ataque químico de septiembre de 2013: HRW Acusa al ejército sirio del ataque químico El 11 de septiembre, un día después de que el informe de HRW fuese publicado, el Equipo de Apoyo Internacional para Mussalaha [ISTEAMS] en Siria publicó su singular e importante análisis de la documentación propuesta por la inteligencia de EE.UU. Habiendo analizado cuidadosamente y concienzudamente los datos, incluyendo un número de imágenes publicadas además en el informe de Bouckaert, el estudio descubrió no solo manipulación generalizada de las pruebas, sino en la tradición de la BBC reportando en Siria, descubrieron que fotografías de las víctimas en El Cairo habían sido descritas como víctimas de un ataque químico en Siria. Este estudio preliminar concluye que ha habido manipulaciones groseras de los medios de comunicación y pide una Comisión Internacional independiente y no parcial para identificar a los niños que fueron asesinados e intenta encontrar la verdad del caso. Este escritor no ha visto ningún documento de HRW que se refiera al estudio de ISTEAMS. 6, 7 Informe completo en el artículo ya indicado: Human Rights Watch y el ataque químico sobre Siria
También vimos este discurso de los medios de comunicación utilizando a las organizaciones "humanitarias", como aquí también a Amnistía Internacional, hace bien poco en Libia, inventándose unos hechos que serían utilizados para acusar a Muamar al Gadafi de atacar a su propia población, denunciando que estaba provocando una verdadera matanza entre su gente, para así disponer a la población occidental al ataque militar extranjero sobre este país. "Las organizaciones de derechos humanos Human Rights Watch y Amnistía Internacional están actuando de portavoz de lo que ocurre en el país, bajo un régimen dictatorial desde hace 42 años. HRW maneja la única cifra con cierta vitola de oficialidad: 233 muertos y un millar de heridos. Pero la cifra podría ser más alta. Fuentes de un hospital de Bengasi han asegurado a Reuters que, sólo en ese centro sanitario, son más de 300 los fallecidos y la FIDH ha dicho que la cifra de muertos se sitúa entre los 300 y los 400". Fuente: Los medios de comunicación y la guerra en Libia.
Amnistía Internacional y los medios de comunicación harían lo mismo en Siria. El diario El Mundo afirmaba de forma dramática sobre el destino de una joven, según denuncia de Amnistía Internacional:
Zeinab al-Hosni: decapitada, mutilada y despellejada en una cárcel Siria. 8 Un medio alternativo mostraba el embuste de las organizaciones "humanitarias" y sus socios. Amnistía Internacional y Human Rights Watch denunciaron que había sido torturada y decapitada por las autoridades de su país, y rápidamente se convirtió en “símbolo de la resistencia contra Al Assad”. Pero, poco después, la joven apareció viva y en perfecto estado de salud en la televisión pública siria. Zainab al Hosni apareció en la televisión siria para desmentir “la noticia” de su muerte. Así, desmintió la noticia de su muerte a manos de las fuerzas armadas. “Estoy viva —anunció. Son los canales internacionales de televisión los que mienten”. Los diarios españoles El Mundo y La Vanguardia se habían hecho eco del supuesto asesinato. El primero reprodujo un cable de Reuters titulado: Zainab al Hosni: decapitada, mutilada y despellejada en una cárcel siria. 9 No es extraño que un lector indignado lo expresase en los comentarios a este artículo de esta forma tan directa: Olé por la prensa tan parcial de Occidente y entre ella España así se falsean las noticias y luego dirán porque se dejan de comprar los periódicos y se leen las noticias por Internet, para leer mentiras me entero por medios serios como esta página web. De traca habría que poner a los medios de comunicaciones nacionales como nombre reyes de la trola y la mentira. 9 Esta asociación entre organizaciones "humanitarias" y medios de comunicación, todos ellos al servicio de los intereses políticos y económicos de las corporaciones industriales y financieras, y no al servicio de los derechos humanos y del periodismo, constituye un trágico y terrible bucle de engaño y falsificación, donde se retroalimentan las propias falsedades interesadas. Una mentira se basa en otra mentira y todo el edificio de los informes y artículos de los medios de comunicación y de las organizaciones "humanitarias" constituye un castillo de naipes que se derrumba simplemente al mostrar, con facilidad, como se cae todo con demostrar unos simples hechos. Cuando no se tiene ninguna vergüenza ni dignidad, como no la tienen estas organizaciones "humanitarias" y "periodísticas" al servicio corporativo, se hacen este tipo de cosas tan vergonzosas para cualquier persona con un poco de dignidad humana. En sus manos está el parar e inutilizar esta fuente de engaño, sufrimiento, destrucción y violencia utilizada para explotar, dañar y aniquilar a otros seres humanos, personas como ustedes, que viven en otras partes de este planeta, tan suyo como de ustedes. No deberían mirar hacia otro lado ante lo que está ocurriendo.
http://miguel-esposiblelapaz.blogspot.com.es/2015/05/un-fraudulento-duo-organizaciones.html
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2016.09.03 12:40 EDUARDOMOLINA ¿Qué le falta al periodismo actual?. Hoy en día, son los capitalistas de riesgo o los multimillonarios poderosos los que buscan ganancias, o influir en la política, remodelando los medios a su imagen y semejanza

MONIKA BAUERLEIN / CLARA JEFFERY (MOTHER JONES)
http://ctxt.es/es/20160831/Politica/8121/Periodismo-investigacion-sostenibilidad-tiempo-profesionalidad.htm
"[La revista estadounidense ‘Mother Jones’ ha invertido 310.000 euros y 18 meses en un reportaje sobre las cárceles privadas que ha tenido gran repercusión. Ahora, sus editoras piden ayuda a los lectores para que se suscriban y hagan sostenible la revista. CTXT publica el texto integro por su interés informativo y anima a sus lectores a suscribirse o donar para que nuestra web pueda seguir siendo tan independiente como hasta ahora. Suscríbete aquí].
El pasado mes de junio publicamos una gran noticia: el relato de Shane Bauer acerca de los cuatro meses que pasó como guardia de seguridad en una cárcel privada de EE.UU. Grande en el sentido de que superaba las 35.000 palabras, 5 o 10 veces más que un artículo normal, contenía tablas, gráficos, iba acompañado de artículos complementarios y, además, preparamos seis vídeos y un documental radiofónico.
La repercusión que tuvo fue también enorme, pues lo leyeron más de un millón de personas, negando así lo que nos cuentan sobre la capacidad de atención del público digital, y decenas de miles lo compartieron en los medios sociales. Medios de comunicación como el Washington Post, la CNN y la edición dominical del NPR se hicieron también eco del reportaje. Montel Williams se embarcó incluso en una batalla tuitera en la que acabó nominando a Shane para un premio Pulitzer (aunque nos tememos que no es así como funciona la cosa). Muchas personas se pusieron en contacto con nosotros para narrarnos historias de sus familiares en prisión o su experiencia como guardas, incluso miembros del cuerpo legislativo y la autoridad reguladora se comunicaron con nosotros (ÚLTIMA HORA: El 18 de agosto, el Departamento de Justicia de EE.UU. anunció un cambio radical en su política y ya no contratará los servicios de cárceles privadas, en las que actualmente están recluidos miles de presos).
A raíz de nuestra investigación, muchas personas expresaron opiniones en la línea de la columnista televisiva de la revista New Yorker, Emily Nussbaum:
"Por cierto, la investigación encubierta de Shane Bauer y Mother Jones es la razón de ser del periodismo y la razón de que tengamos que pagar por ello".
¡Un juicio con el que no podríamos estar más de acuerdo! Aunque esto también nos lleva a considerar un asunto de mayor calado sobre el paisaje periodístico actual: el ingrediente más importante del reportaje de investigación no es su genialidad, su elegancia estilística o su familiaridad con el tema tratado, aunque sin duda todo esto es necesario. Es algo mucho más sencillo: el tiempo.
A menudo el periodismo supone realizar una incursión en un tema desconocido. Nos ponemos manos a la obra, aprendemos todo lo que podemos lo más rápido posible y trasladamos el conocimiento a nuestros lectores. De ahí que el periodismo haga un uso tan extenso de las citas, pues no acostumbramos a ser expertos en el tema que tratamos, sino que nuestro trabajo es hacer las preguntas adecuadas a las personas que lo son.
Pero este tipo de cobertura no es de mucha utilidad si los expertos son parciales, tienen intereses personales (es decir, casi todo el mundo en política) o sencillamente no existen. Para ese tipo de reportajes, los periodistas tienen que desarrollar su conocimiento sobre el tema y aplicarse durante el suficiente tiempo como para conseguir que la acumulación de datos se transforme en análisis preciso y profundo.
Hubo un tiempo en el que este tipo de investigaciones largas formaban parte de todas las redacciones, de una manera u otra. Los periodistas se especializaban en un tema concreto y, con el tiempo, eran expertos en su funcionamiento y organización. Los mejores eran auténticos depósitos de conocimiento y poseían un detector de mentiras que les permitía distinguir el sesgo de ciertas informaciones. Aquellos con suerte, un día tendrían la posibilidad de indagar un tema, investigar una pista mayúscula y pasar meses con el mismo proyecto; aunque esto era la excepción, no la regla. Sin embargo, los medios eran conscientes de que para ganarse el respeto del público y mantener el negocio era obligatorio hacerlo.
El cambio llegó en los años 90, cuando la fiebre de las fusiones hizo que grandes corporaciones absorbieran a muchos periódicos y cadenas de televisión independientes, y comenzaron las presiones por repartir grandes beneficios entre sus accionistas. La década siguiente, la publicidad digital arrebató los patrocinadores a los medios tradicionales y, para colmar el vaso, llegaron los fondos de inversión libre y los inversores de capital privado exigiendo 'eficacia' a las ya reducidas redacciones. Hoy en día, son los capitalistas de riesgo o los multimillonarios poderosos los que buscan ganancias, o influir en la política, remodelando los medios a su imagen y semejanza.
Hoy en día, son los capitalistas de riesgo o los multimillonarios poderosos los que buscan ganancias, o influir en la política, remodelando los medios a su imagen y semejanza.
La primera baja de todas estas fases de recortes fueron las investigaciones a largo plazo. Se expulsó a los veteranos que invirtieron años en acumular un conocimiento que hiciera sus crónicas valiosas. Se reemplazó a los reporteros especialistas por asalariados encargados de publicar 5, 7 y hasta 10 entradas al día. Se obligó a hacer 'más con menos' a los que se quedaron (o actores con sonrisas robóticas a los que la inteligencia artificial pronto podría sustituirles). Si todavía no lo han hecho, dejen que John Oliver les explique de manera cómica lo deprimente que es la situación.
Si las cosas siguen por este camino, desaparecerán las noticias que revelen algo sustancial acerca de la manera en que funciona el poder. Hace falta tiempo (mucho más del que se puede justificar económicamente) y estabilidad, hacen falta reporteros y editores seguros de que sus trabajos no desaparecerán si no hay grandes beneficios, o si los poderosos se ofenden. A este tipo de periodismo le mueve un deseo de sacudir las conciencias, no de ser rentable únicamente.
Un buen ejemplo es nuestro reportaje sobre las prisiones privadas. Shane comenzó a escribir sobre justicia penal para Mother Jones hace cuatro años, después de pasar un terrible periodo como rehén en Irán. (Tómense un momento para asimilar esta información y el uso que dio a esa experiencia devastadora para que los demás comprendiéramos qué se siente de verdad entre rejas). Su primer reportaje importante sobre el régimen de aislamiento, en 2012, fue el resultado de varios meses de investigación. Poco tiempo después, se unió a nosotros como reportero en nómina. Muy importante: antes, MoJo era una revista en la que colaboraban sobre todo periodistas independientes, pero estos últimos años hemos favorecido la contratación de periodistas a tiempo completo bajo el amparo de una genuina redacción.
Este apoyo y estabilidad es lo que hace posible cada uno de nuestros innovadores reportajes. Esto permitió que nuestro jefe de redacción, David Corn, investigara el historial financiero de Mitt Romney durante meses y diera la primicia del 47% en 2012. Permitió que Josh Harkinson examinara a los seguidores segregacionistas de Trump y destapara a los delegados que son racistas confesos. Y es lo que nos ha permitido realizar exhaustivos reportajes sobre las matanzas y la industria de las armas de fuego con los que hemos conseguido cambiar la naturaleza del debate sobre este tema.
El proyecto de Shane sobre las prisiones privadas se desarrolló a lo largo de 18 meses, cuatro de los cuales los pasó en la cárcel y el resto en investigaciones, verificaciones, producción audiovisual y revisiones legales, además del trabajo de más de una docena de personas del personal de la revista. No obstante, era la única manera de conseguir hacer ese reportaje, ya que por definición el encarcelamiento está cubierto de un aura de invisibilidad para la mayoría de las personas, y con más razón en el caso de las cárceles privadas. El control de registros es incompleto, las informaciones públicas son limitadas y las visitas son complicadas. Las únicas personas que pueden describir de verdad lo que sucede allí dentro son los presos, los guardas o los funcionarios, pero todos estos grupos están interesados en tergiversar la información a su favor. Para poder llegar a la verdad, teníamos que dedicarle tiempo e ir hasta el fondo.
Además, tuvimos que asumir un riesgo económico bastante importante. Siendo generosos, si contamos solo los grandes periodos de tiempo que le dedicaron los miembros de nuestro personal, el reportaje sobre la cárcel costó unos 350.000 dólares (310.000 euros). Los anuncios que lo acompañaron cuando lo publicamos nos reportaron unos 5.000 dólares de ganancias, más o menos. Si hubiéramos saturado la página con anuncios, podríamos haber duplicado o triplicado esa cifra, pero eso hubiera sido engorroso para el lector y apenas si hubiera supuesto una gota en el mar para nosotros.
La ayuda económica que recibimos para este reportaje provino de tres fundaciones diferentes, lo que es fantástico, pero por desgracia su alcance es limitado: el tiempo del que se dispone es limitado (a unos años máximo) y su ámbito de acción también lo es (centrado por lo general en un asunto o iniciativa en particular). Además, tienen un carácter finito, pues si juntamos la ayuda de todas las fundaciones que nos dan apoyo económico, estas apenas suponen un 15% de los ingresos anuales de MoJo.
Entonces, ¿cómo se puede financiar este tipo de trabajo? Si son seguidores de nuestra publicación desde hace tiempo, sabrán que nosotros solo conocemos una respuesta posible: la ayuda de nuestros lectores. La financiación de suscriptores supone más del 70% de nuestro presupuesto, y de esta manera hemos conseguido mantenernos independientes, fuertes y hemos sido capaces de soportar las presiones (incluidas las demandas de multimillonarios) para que abandonáramos noticias polémicas. Y nuestros lectores están de acuerdo con nosotros, si nos guiamos por la respuesta que ha tenido el reportaje de Shane.
Pero para poder seguir invirtiendo en la investigación a largo plazo tenemos que cambiar algunas cosas, y esperamos que vosotros también. Ya hemos mencionado lo exiguos que resultan los ingresos por publicidad, pero la recaudación de fondos también es extremadamente volátil.
Por lo general, las organizaciones sin ánimo de lucro como la nuestra lanzan grandes campañas cuyo objetivo es asustar a los lectores para que aporten, dicho con toda franqueza, con eslóganes como “haz tu donación ahora mismo o ALGO MUY MALO sucederá”. Esta no es precisamente una estrategia que respete la inteligencia del lector, ya que dificulta la experiencia de usuario con tanto correo y tanto anuncio, además de coincidir muy poco con nuestra línea de trabajo y lo que se espera de nosotros. Este no es un trabajo que se pueda hacer sometido a vaivenes, no se trata de responder a una crisis momentánea, o de aprovechar una oportunidad pasajera contratando a un montón de gente y despidiéndolos en seis meses. El trabajo de verdad pasa por tener reporteros especialistas dedicándose a lo mismo día tras día, mes tras mes.
Así que desde hoy mismo, recelosos, pero ilusionados también, vamos a dar comienzo a un nuevo experimento sobre la manera en que se financia el periodismo de MoJo. Trataremos de justificarlo mediante datos y lógica, como hacemos en nuestras columnas, y no mediante sensacionalismo y pánico.
Se resume en esto: si queréis que nosotros realicemos investigaciones a largo plazo, vosotros tenéis que hacer lo mismo. En otras palabras, haceros donantes permanentes suscribiéndoos a una contribución desgravable que se renueva cada mes. Nosotros no tenemos un fondo de reserva escondido o beneficios publicitarios que podamos ir almacenando. La única forma que tenemos de poder seguir haciendo este trabajo es gracias a vuestra ayuda.
Nosotros no tenemos un fondo de reserva escondido o beneficios publicitarios que podamos ir almacenando
Si os unís a nosotros como donantes permanentes, formareis parte del equipo que será responsable del próximo proyecto carcelario, del próximo reportaje sobre violencia con armas de fuego, del equipo que hará posible la noticia del 47%. Ayudareis a mantener a los reporteros en su especialidad para que sigan escrutando a los poderosos.
Si pensáis que esta misión es necesaria, podéis comenzar vuestra suscripción mensual aquí mismo.
Pero si sois el tipo de persona que prefiere desmontar las cosas para saber cómo funcionan, o que desea conocer el estado de las cuentas antes de invertir, realicemos un análisis pormenorizado.
En el pasado, nuestras tres campañas de recaudación consiguieron alcanzar entre 125.000−200.000 dólares cada una. El año pasado los resultados fueron mucho mejores, los lectores se rascaron los bolsillos y conseguimos recolectar 260.000 dólares que nos sirvieron para pagar los costes legales derivados de una demanda interpuesta contra nosotros, que acabamos ganando, por un donante político multimillonario. En diciembre y abril, los lectores volvieron a estar a la altura y colaboraron con un total de 415.000 dólares entre ambos meses. Desde la publicación el mes pasado del reportaje de Shane, hemos tenido un pico de donaciones y suscripciones.
Pero contar solo con recaudar dinero a trompicones es un gran riesgo, además de la evidente limitación que tiene la cantidad que se puede ingresar sin ser extremadamente insistente con los correos y los anuncios en la página web. Al mismo tiempo, no es fácil crecer de esta manera, pero en estos tiempos de crisis política y periodística no hay otra alternativa: hay que crecer.
Pensémoslo de esta otra manera. Si antes de nuestra próxima campaña prevista para septiembre conseguimos encontrar 2.000 lectores que valoren lo suficiente nuestro periodismo como para aportar 15 dólares al mes, ingresaremos 30.000 dólares más al mes, o 360.000 dólares durante los próximos 12 meses. Eso sería suficiente para financiar un proyecto de envergadura como el de Shane cada año. Nuestra esperanza es llegar a ese punto gracias al argumento que estamos ofreciendo en estas líneas y no llenado la página con anuncios, o vuestra bandeja de entrada con correos alarmistas.
¿Es mucho soñar? Hoy por hoy, cientos de miles de personas son donantes permanentes de radio y televisión. En MoJo, contamos actualmente con unos 2.000 donantes que entregan cerca de 28.000 dólares al mes, aunque otras 185.000 personas están suscritas a la revista, 250.000 solicitaron recibir nuestros boletines por correo, 1,2 millones nos siguen en Facebook o Twitter, y entre 9 y 10 millones consultan nuestra página cada mes. Si el 0,02% de la gente que visita la página de aquí a finales de septiembre se registra como donante, habremos conseguido nuestro objetivo. No sabemos si va a funcionar, si no lo hace nos pondremos a pensar en otra solución, pero nuestro conocimiento del tema nos hace creer que esta es la mejor manera de conseguirlo. Aunque si funciona, habremos demostrado algo muy importante sobre cómo mantener vivo el periodismo de investigación.
¿Contamos contigo? Empieza tu contribución mensual desgravable hoy mismo.
Prometimos que no recurriríamos al miedo o al sensacionalismo y mantendremos nuestra palabra, pero no podemos parar de insistir sobre la urgencia del mensaje: las contribuciones mensuales recurrentes suponen la mejor manera que tenemos, y creemos que vosotros también, de conseguir sentar unos cimientos firmes que garanticen el tipo de reportajes y supervisión que le hacen tanta falta a nuestra democracia. Si te unes a nosotros, formarás parte de un gran experimento que otros podrán emular: como ha quedado patente en nuestras publicaciones anteriores sobre el mercado de los medios de comunicación, nuestro compromiso es ser transparentes y compartir con nuestros pares todo lo que aprendemos.
Así que veamos si podemos conseguirlo. Os mantendremos informados en estas mismas páginas y nos encantaría recibir vuestras sugerencias para saber si pensáis que este es el camino correcto para conseguirlo o existe una manera mejor de afrontar nuestra situación. Hacédnoslo saber en la sección de comentarios, en Twitter y Facebook, o en la siguiente dirección: [email protected]."
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2016.08.14 13:57 ShaunaDorothy El enfoque marxista de la liberación de la mujer - El comunismo y la familia ( 2 - 2 ) (Mayo de 2016)

https://archive.is/7HsFd
Pero, ¿cómo se logrará esta reducción y redistribución del trabajo doméstico? En la transición de la dictadura del proletariado al comunismo pleno, la transformación de la familia es un corolario de la expansión de la producción y el aumento de la abundancia. Su extinción o desintegración es resultado del éxito económico. En el proceso, será remplazada por nuevas formas de vivir que serán inconmensurablemente más ricas, humanas y gratificantes. Bien puede haber la necesidad de desarrollar algunas reglas en el curso de esta transformación conforme la gente busque nuevos modos de vida. En el periodo de transición, será la tarea del colectivo democrático de los obreros, el soviet, construir alternativas y guiar el proceso.
Vogel no plantea la cuestión crucial: cuando la mujer se libere de la esclavitud doméstica, ¿será libre para hacer qué? ¿La reducción del tiempo que pase en el trabajo doméstico será compensada por un aumento comparable en el tiempo que pase en su trabajo, dos horas menos lavando ropa y trapeando pisos, dos horas más en la línea de ensamblaje de la fábrica? Ésa ciertamente no es la idea marxista de la liberación de la mujer.
Remplazar el trabajo doméstico y la crianza de los niños con instituciones colectivas son aspectos de un cambio fundamental en la relación entre producción y tiempo de trabajo. Bajo una economía socialista planificada, todo tipo de actividad económica —desde la producción de acero y computadoras hasta la limpieza de la ropa, los pisos y los muebles— pasará por un constante y rápido aumento en la cantidad de producto por unidad de trabajo aplicado. Mucho antes de que se logre una sociedad comunista, es probable que la mayor parte del trabajo doméstico ya se haya automatizado. Más en general, habrá una reducción continua del tiempo de trabajo total necesario para la producción y el mantenimiento de los bienes de consumo y los medios de producción.
En una sociedad plenamente comunista, la mayor parte del tiempo será lo que ahora llamamos “tiempo libre”. El trabajo necesario absorberá una porción tan pequeña de tiempo y energía que cada individuo se lo concederá libremente al colectivo social. Todos dispondrán del tiempo y de los recursos materiales y culturales necesarios para realizar trabajo creativo y gratificante. En los Grundrisse (1857), Marx cita la composición musical como ejemplo de trabajo genuinamente libre.
Los “feministas socialistas” falsifican la doctrina y la práctica bolcheviques
En 2005, Sharon Smith, figura dirigente de la ISO que se pretende una teórica, publicó un libro, Women and Socialism: Essays on Women’s Liberation (La mujer y el socialismo: Ensayos sobre la liberación de la mujer, Haymarket Books), del cual se espera una nueva edición revisada y expandida para este año [2015]. Un extracto de esta nueva edición, “Theorizing Women’s Oppression: Domestic Labor and Women’s Oppress-ion” [Teorizando sobre la opresión de la mujer: El trabajo doméstico y la opresión de la mujer], publicado en International Socialist Review (marzo de 2013), delinea lo que la ISO define como su nuevo enfoque del feminismo. La “teorización” de Smith se basa en gran medida en el concepto de que el trabajo doméstico no remunerado es el fundamento de la opresión de la mujer, como lo presenta Vogel en Marxism and the Oppression of Women: Toward a Unitary Theory.
Smith comienza criticando a Karl Marx y Friedrich Engels, un requisito esencial para acceder al medio feminista pequeñoburgués: “La manera en que Marx y Engels describen la opresión de la mujer presenta frecuentemente componentes contradictorios: en algunos sentidos cuestionando fundamentalmente el status quo de género, pero meramente reflejándolo en otros”. Smith critica incluso más agudamente la Revolución Bolchevique de 1917 en Rusia, un evento que los liberales, feministas o no, consideran en el mejor de los casos un experimento utópico fallido y, en el peor, el nacimiento de un estado policiaco totalitario.
Haciéndole el juego a los prejuicios anticomunistas, Smith afirma que los bolcheviques apoyaron el papel tradicional de la mujer, haciendo de la maternidad el más alto deber social: “A pesar de los enormes logros de la Revolución Rusa de 1917 —incluyendo la legalización del aborto y el divorcio, el derecho al voto y a contender por puestos públicos y la abrogación de leyes que criminalizaban la prostitución y la sexualidad gay—, ésta no produjo una teoría capaz de enfrentar las normas naturales heterosexuales o la prioridad dada al destino maternal de las mujeres”. Smith procede a citar una declaración de John Riddell, un historiador izquierdista que frecuentemente publica en la International Socialist Review de la ISO: “Las mujeres comunistas en ese periodo veían el tener hijos como una responsabilidad social y buscaban ayudar a las ‘mujeres pobres que desean experimentar la maternidad como la más elevada felicidad’”.
Apoyándose en una cita sacada de contexto, Smith y Riddell falsifican la doctrina y la práctica bolcheviques. Los bolcheviques veían el remplazo de la familia a través de métodos colectivos para la crianza de los niños no como un objetivo distante en una futura sociedad comunista, sino como un programa que estaban empezando a implementar en el estado obrero ruso soviético existente. Alexandra Kollontai, una de las dirigentes del trabajo bolchevique entre las mujeres, abogó por instituciones socializadas que asumieran completa responsabilidad por los niños y su bienestar físico y sicológico desde la infancia. En su discurso al I Congreso de Mujeres Trabajadoras de Toda Rusia en 1918, declaró:
“Gradualmente, la sociedad se hará cargo de todas aquellas obligaciones que antes recaían sobre los padres...
“Existen ya casas para los niños lactantes, guarderías infantiles, jardines de la infancia, colonias y hogares para niños, enfermerías y sanatorios para los enfermos o delicados, restaurantes, comedores gratuitos para los discípulos en escuelas, libros de estudio gratuitos, ropas de abrigo y calzado para los niños de los establecimientos de enseñanza. ¿Todo esto no demuestra suficientemente que el niño sale ya del marco estrecho de la familia, pasando la carga de su crianza y educación de los padres a la colectividad?”
—“El comunismo y la familia”, Editorial Marxista, Barcelona, 1937
En una sociedad socialista, el personal encargado del cuidado y la educación en guarderías, jardines de niños y las escuelas preescolares estará compuesto de hombres y mujeres. De este modo —y sólo de este modo—, podrá eliminarse la división ancestral del trabajo entre hombres y mujeres en el cuidado de los niños pequeños.
El punto de vista de Kollontai acerca del futuro de la familia no era inusual entre los dirigentes bolcheviques. En La mujer, el estado y la revolución: Política familiar y vida social soviéticas, 1917-1936 (Ediciones IPS, 2010), Wendy Goldman, una académica estadounidense de simpatías liberales feministas, escribe que Aleksandr Goijbarg, el principal autor del primer Código Sobre el Matrimonio, la Familia y la Tutela (1918), “alentaba a los padres a rechazar ‘su amor estrecho e irracional por sus hijos’. Según su punto de vista la crianza del estado ‘proveería resultados ampliamente superiores al abordaje privado, individual, irracional y no científico de padres individualmente “amorosos” pero “ignorantes”’”. Los bolcheviques no buscaban únicamente liberar a las mujeres del fastidio doméstico y la dominación patriarcal, sino también liberar a los niños de los efectos, frecuentemente nocivos, de la autoridad parental.
Los bolcheviques y el cuidado colectivo de los niños
Haciendo eco de Vogel, Smith escribe:
“Si la función económica de la familia obrera, tan crucial en la reproducción de la fuerza de trabajo para el sistema capitalista —y que al mismo tiempo forma la raíz social de toda la opresión de la mujer—, fuera eliminada, se sentarían las bases materiales para la liberación de la mujer. Este resultado sólo puede empezar a obtenerse mediante la eliminación del sistema capitalista y su remplazo por una sociedad socialista que colectivice el trabajo doméstico antes asignado a las mujeres”.
Aquí, el uso que hace Smith del término “trabajo doméstico” resulta ambiguo. ¿Se refiere únicamente a los quehaceres domésticos y al cuidado físico de los niños pequeños? ¿Y qué hay del “trabajo doméstico” que implica lo que se considera la tutela parental hoy día en EE.UU.? Smith no nos lo dice. Simplemente ignora la cuestión de las relaciones interpersonales entre las madres y sus hijos: escuchar y hablar con ellos de sus problemas, deseos y miedos; enseñarles los primeros pasos en el lenguaje y las bases de higiene, seguridad y otras tareas prácticas; jugar con ellos; ayudarles con su tarea. Al ignorar estas interacciones como parte del dominio colectivo, la idea del socialismo de Smith es enteramente compatible con la preservación de la familia, excluyendo los quehaceres domésticos.
¿Por qué esta ambigüedad en una cuestión tan crucial? La ISO apela a los jóvenes idealistas de la izquierda liberal promoviendo una versión del “marxismo” adaptada a sus puntos de vista y a sus prejuicios. Esta organización no toma casi nunca una posición sobre tema alguno que sea verdaderamente impopular en el medio de los radicales liberales estadounidenses. Las jóvenes feministas encontrarán muy atractiva la idea de una vida familiar sin quehaceres domésticos. Pero, ¿abandonar la perspectiva de un hogar familiar propio y la preocupación exclusiva por sus “propios” hijos? La audiencia pequeñoburguesa a la que se dirige Smith se horrorizaría ante el programa bolchevique para la transformación de la vida cotidiana a través de los métodos colectivos de vida. Como escribió Kollontai:
“La mujer, a la que invitamos a que luche por la gran causa de la liberación de los trabajadores, tiene que saber que en el nuevo estado no habrá motivo alguno para separaciones mezquinas, como ocurre ahora.
“‘Estos son mis hijos. Ellos son los únicos a quienes debo toda mi atención maternal, todo mi afecto; ésos son hijos tuyos; son los hijos del vecino. No tengo nada que ver con ellos. Tengo bastante con los míos propios’.
“Desde ahora, la madre obrera que tenga plena conciencia de su función social, se elevará a tal extremo que llegará a no establecer diferencias entre ‘los tuyos y los míos’; tendrá que recordar siempre que desde ahora no habrá más que ‘nuestros’ hijos, los del estado comunista, posesión común de todos los trabajadores”.
En 1929, el Partido Comunista (PC) ruso todavía llamaba por la extinción de la familia, a pesar del ascenso al poder político de una casta burocrática conservadora dirigida por I.V. Stalin cinco años antes. Pero como escribimos en “La Revolución Rusa y la emancipación de la mujer”: “Para 1936-37, cuando la degeneración del PC ruso ya estaba completa, la doctrina estalinista declaró eso un ‘craso error’ y llamó por una ‘reconstrucción de la familia sobre una nueva base socialista’”.
La familia como una construcción social
Mientras que Smith y Riddell afirman falsamente que el régimen bolchevique de los primeros años apoyaba el papel tradicional de las mujeres como principales cuidadoras de sus niños pequeños, Goldman lo critica por no hacerlo:
“Los bolcheviques les adjudicaban poca importancia a los poderosos lazos emocionales entre padres e hijos. Asumían que la mayor parte del cuidado necesario de los niños, hasta de los más pequeños, podía ser relegado a empleados públicos pagos. Tendían a menospreciar el rol del lazo madre-hijo en la supervivencia infantil y el desarrollo del niño en edad temprana, por más que hasta un conocimiento rudimentario del trabajo de guarderías pre-revolucionarias hubiera revelado las tasas de supervivencia escandalosamente bajas para niños pequeños en contextos institucionales y los obstáculos para el desarrollo infantil sano”.
Esta analogía es completamente inválida. El trato y la suerte de los niños pequeños en los empobrecidos orfanatorios de la Rusia zarista no pueden ser comparados de ningún modo con el cuidado colectivo de los niños en una sociedad revolucionaria. Un estado obrero, particularmente en un país económicamente avanzando, tendría los recursos humanos y materiales para proporcionar un cuidado para los niños pequeños muy superior en todos los aspectos al de una madre en el contexto privado del hogar familiar.
Más aún, los bolcheviques pusieron gran énfasis en la salud y el bienestar de las madres y los niños. El Código Laboral de 1918 proporcionaba un descanso pagado de 30 minutos al menos cada tres horas para alimentar a un bebé. El programa de seguridad maternal implementado ese mismo año proveía una licencia por maternidad pagada de ocho semanas, recesos para el cuidado infantil e instalaciones de descanso en las fábricas para las mujeres en el trabajo, cuidado pre y postnatal gratuito y pensiones en efectivo. Con la red de clínicas de maternidad, consultorios, comedores, guarderías y hogares para las madres y los bebés, este programa probablemente fue la innovación más popular del régimen soviético entre las mujeres.
Los feministas en EE.UU. y otros lugares denuncian frecuentemente la proposición de que “la biología determina el destino” como una expresión de machismo. Y, sin embargo, Goldman asume que las mujeres, o incluso los hombres, que no tienen relación biológica con los bebés ni los niños pequeños son incapaces de desarrollar los mismos sentimientos de protección hacia ellos que sus madres biológicas. Los padres de niños adoptados probablemente tendrán algo que decir contra esta idea. Pero la práctica moderna de la adopción en EE.UU. también está basada en la idea de que sólo en el contexto de una “familia” —ya sea de madre y padre biológicos, padres adoptivos o padres gay o transgénero— los niños pueden recibir el cuidado y el amor necesarios. Lejos de ser un hecho natural, la idea de que los niños sólo pueden desarrollarse con éxito en el contexto de una familia es una construcción social.
Cuando la gente vivía como cazadores-recolectores (durante la vasta mayoría de los 200 mil años en los que ha existido nuestra especie), la banda o la tribu, no “la pareja”, era la unidad básica de la existencia humana. Un ejemplo del pasado no muy distante viene del testimonio de los misioneros jesuitas del siglo XVII entre el pueblo de cazadores naskapi de Labrador. Como lo cuenta Eleanor Burke Leacock en su magnífica introducción a El origen de la familia, la propiedad privada y el estado de Engels (International Publishers, 1972), los jesuitas se quejaban de la libertad sexual de las mujeres naskapi, señalándole a un hombre que “no estaba seguro de que su hijo, que estaba ahí presente, fuera su hijo”. La respuesta del naskapi es reveladora: “Ustedes no tienen sentido. Ustedes los franceses aman sólo a sus propios hijos; pero nosotros amamos a todos los niños de nuestra tribu”.
La desaparición de las clases y la propiedad privada bajo el comunismo conduciría inevitablemente a la completa libertad en las relaciones sexuales y a la desaparición de cualquier concepto de legitimidad e ilegitimidad. Todo el mundo tendría acceso a los beneficios completos de la sociedad por el sólo hecho de ser ciudadano del soviet internacional.
La familia como portadora de la ideología burguesa
Vogel y Smith limitan implícitamente el concepto de trabajo doméstico a las actividades físicas. De ese modo, Smith escribe: “Las actividades cotidianas de la familia aún giran alrededor de la alimentación, el vestido, la limpieza y el cuidado en general de sus miembros, y esa responsabilidad aún recae principalmente en las mujeres”. Pero criar hijos con miras a su eventual ingreso al mercado laboral no es como criar becerros y corderos para el mercado ganadero. La reproducción de la fuerza de trabajo humana no tiene sólo un componente biológico, sino también uno social, es decir ideológico. Llevar a un niño a la iglesia o a recibir educación religiosa también es una forma de trabajo doméstico, importante a su modo para la preservación del sistema capitalista; lo mismo sucede con llevar a un niño a ver una película que glorifica los “valores familiares”, el patriotismo, etc. La familia es la principal institución a través de la cual la ideología burguesa en sus distintas formas se transmite de una generación a la siguiente.
En El ABC del comunismo (1919), escrito por dos dirigentes bolcheviques, Nikolai Bujarin y Evguenii Preobrazhensky, se explica cómo la diminuta minoría de capitalistas no puede dominar a la clase obrera utilizando sólo la fuerza física y la coerción impuestas por la policía y el ejército. La preservación del sistema capitalista también requiere de la fuerza de las ideas:
“La burguesía comprende que no puede someter a la clase obrera con la sola fuerza bruta. Sabe que es necesario nublar también el cerebro... El estado capitalista educa especialistas para el acretinamiento y la doma del proletariado: maestros burgueses y profesores, curas y obispos, plumíferos y periodistas burgueses”.
Bujarin y Preobrazhensky señalaron tres instituciones fundamentales para mantener el dominio ideológico de la burguesía: el sistema educativo, la iglesia y la prensa (los medios masivos actualmente incluyen también al cine, la televisión y el Internet).
En los países capitalistas avanzados, en los que los niños son normalmente considerados propiedad de sus padres, la familia tiene relaciones distintas con cada una de esas instituciones. A partir de los cinco o seis años, los niños están legalmente obligados a asistir a la escuela (pública o privada) y los niños más chicos con frecuencia van a preescolar. Desde muy temprana edad, los niños ven televisión; algunos padres, más frecuentemente las madres, controlan lo que ven. A diferencia de los maestros y los productores de televisión, los clérigos no tienen un acceso tan automático a los niños pequeños: en EE.UU. y otros países, los padres deciden si sus hijos reciben adoctrinamiento religioso o no. Al menos al inicio, este adoctrinamiento les es impuesto a los niños en contra de sus deseos subjetivos. Probablemente no hay en el planeta un niño de cuatro o cinco años que prefiera asistir a servicios religiosos en vez de jugar con otros niños.
Tomemos el caso de un niño de diez años cuyos padres son católicos practicantes. Desde que tiene memoria lo han llevado a misa. Ha ido a una escuela católica en vez de ir a la escuela pública, o adicionalmente a ésta. En casa, ha escuchado rezos antes de cada comida y experimentado múltiples expresiones de fe religiosa en la vida doméstica cotidiana. Hay grandes probabilidades de que un niño como éste suscriba las creencias y doctrinas católicas al menos hasta una etapa posterior de su vida en la que se vea libre de la autoridad de sus padres.
Por otro lado, veamos ahora el caso de un niño de diez años cuyos padres no son religiosos. Su conocimiento de la religión está limitado a lo que ha aprendido en la escuela pública e información ocasional obtenida de programas de televisión, películas y discusiones con otros niños de mentalidad religiosa. Un niño así casi seguramente no será religioso. Pero no tener religión no inmuniza a un niño de otras formas probablemente “progresistas” de ideología burguesa. Un niño criado por padres que suscriben el “humanismo secular” muy probablemente se considerará políticamente liberal en EE.UU. o socialdemócrata en Europa, y probablemente demostrará elitismo intelectual. Así mismo, existe una corriente del libertarismo ateo (asociada con Ayn Rand) que glorifica el individualismo egoísta y el capitalismo de “libre mercado”. La religión no es la única forma de ideología burguesa reaccionaria.
La familia oprime a los niños al igual que a las mujeres, y deforma muchísimo la conciencia de los hombres también. Los feministas, liberales y “socialistas”, ignoran este hecho social fundamental, si no es que abiertamente lo niegan. Para éstos, reconocer que la opresión de los niños es intrínseca a la familia significaría (¡horror de horrores!) criticar el comportamiento socialmente condicionado de las mujeres en su papel de madres. Marxistas autoproclamados como Vogel y Smith, que promueven la tesis de que el trabajo doméstico es la base de la opresión de las mujeres, tratan implícitamente a las mujeres como si sólo hicieran bien a sus hijos.
Contra la represión sexual de los niños
Aunque la mayoría de los feministas condenarían el abuso físico de los niños, en los hechos permanecen indiferentes al abuso sicológico. Por tomar sólo un ejemplo, los hijos de padres fundamentalistas cristianos (católicos o protestantes) sufren la tortura mental de creer que irán al infierno si no se portan bien.
La represión sexual de los niños, que se extiende a la adolescencia, está bastante más extendida y causa daños sicológicos más graves. La sociedad capitalista está diseñada para penalizar la expresión de sexualidad de los niños desde el nacimiento. Incluso los padres más instruidos no pueden proteger a sus hijos de la ideología moralista y antisexo que permea la sociedad estadounidense —desde los pasillos decorados en azul y rosa en las jugueterías hasta la prohibición de desnudez en público y la demonización de la actividad sexual de los niños, incluida la masturbación—. Como principales cuidadoras de los bebés y los niños pequeños, las madres (más que los padres), inician el proceso de represión sexual, enseñándoles a los niños a sentirse avergonzados de sus cuerpos y a suprimir su curiosidad natural.
August Bebel, uno de los principales dirigentes de la socialdemocracia alemana a finales del siglo XIX y principios del XX, parece un libertario sexual radical en comparación de los “feministas socialistas” de hoy en día. En La mujer y el socialismo, insistía:
“La satisfacción del instinto sexual es asunto personal de cada uno lo mismo que la satisfacción de cualquier otro instinto natural. Nadie tendrá que dar cuentas a otro ni se entremezclará nadie a quien no se le llame... El hecho de que desaparezca esa vergüenza tonta y ese ridículo secreto para hablar de las cosas sexuales, dará al trato entre los sexos una forma mucho más natural que hoy” [énfasis en el original].
Uno puede leer cientos de páginas escritas por los “feministas socialistas” modernos sin encontrar un solo argumento de que una sociedad socialista le permitirá a todo mundo satisfacer mejor sus deseos y necesidades sexuales.
El futuro comunista
Bajo el comunismo, la gente tendrá la genuina y auténtica libertad de construir y reconstruir sus relaciones interpersonales. Desde luego, esta libertad no es absoluta. La humanidad no puede trascender sus características biológicas y su relación con el entorno natural. El hombre y la mujer comunistas también envejecerán y morirán. Tampoco es posible borrar por completo el pasado y construir la sociedad desde cero. La humanidad comunista heredará, para bien y para mal, el legado cultural acumulado de nuestra especie. No podemos s aber qué prácticas sexuales existirán en la sociedad comunista porque serán determinadas en el futuro. Cualquier proyección, y más aún una prescripción, llevaría consigo las actitudes, los valores y los prejuicios formados en una sociedad de clases represiva.
Una diferencia fundamental entre los marxistas y los feministas, ya sean liberales o supuestamente socialistas, es que nuestro objetivo final no es la equidad entre los géneros como tal, sino el desarrollo progresista de la especie humana en su conjunto. La crianza comunal de los niños bajo condiciones de abundancia material y riqueza cultural producirá seres humanos cuyas capacidades mentales y bienestar sicológico serán vastamente superiores a las de la gente en esta sociedad empobrecida, opresiva y dividida en clases. En un discurso de 1932 acerca de la Revolución Rusa, “¿Qué fue la Revolución Rusa?”, León Trotsky dijo:
“Verdad es que la humanidad ha producido más de una vez gigantes del pensamiento y de la acción que sobrepasaban a sus contemporáneos como cumbres en una cadena de montañas. El género humano tiene derecho a estar orgulloso de sus Aristóteles, Shakespeare, Darwin, Beethoven, Goethe, Marx, Edison, Lenin. ¿Pero por qué estos hombres son tan escasos? Ante todo, porque han salido, casi sin excepción, de las clases elevadas y medias. Salvo raras excepciones, los destellos del genio quedan ahogados en las entrañas oprimidas del pueblo, antes que ellas puedan incluso brotar. Pero también porque el proceso de generación, de desarrollo y de educación del hombre permaneció y permanece siendo en su esencia obra del azar; no esclarecido por la teoría y la práctica; no sometido a la conciencia y a la voluntad...
“Cuando haya terminado con las fuerzas anárquicas de su propia sociedad, el hombre trabajará sobre sí mismo en los morteros, con las herramientas del químico. Por primera vez, la humanidad se considerará a sí misma como una materia prima y, en el mejor de los casos, como un producto semiacabado físico y psíquico. El socialismo significará un salto del reino de la necesidad al reino de la libertad. También es en este sentido que el hombre de hoy, lleno de contradicciones y sin armonía, franqueará la vía hacia una nueva especie más feliz”.
http://www.icl-fi.org/espanol/eo/45/familia.html
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2016.06.07 04:08 ShaunaDorothy El enfoque marxista de la liberación de la mujer - El comunismo y la familia ( 2 - 2 ) (Mayo de 2016)

https://archive.is/7HsFd
Pero, ¿cómo se logrará esta reducción y redistribución del trabajo doméstico? En la transición de la dictadura del proletariado al comunismo pleno, la transformación de la familia es un corolario de la expansión de la producción y el aumento de la abundancia. Su extinción o desintegración es resultado del éxito económico. En el proceso, será remplazada por nuevas formas de vivir que serán inconmensurablemente más ricas, humanas y gratificantes. Bien puede haber la necesidad de desarrollar algunas reglas en el curso de esta transformación conforme la gente busque nuevos modos de vida. En el periodo de transición, será la tarea del colectivo democrático de los obreros, el soviet, construir alternativas y guiar el proceso.
Vogel no plantea la cuestión crucial: cuando la mujer se libere de la esclavitud doméstica, ¿será libre para hacer qué? ¿La reducción del tiempo que pase en el trabajo doméstico será compensada por un aumento comparable en el tiempo que pase en su trabajo, dos horas menos lavando ropa y trapeando pisos, dos horas más en la línea de ensamblaje de la fábrica? Ésa ciertamente no es la idea marxista de la liberación de la mujer.
Remplazar el trabajo doméstico y la crianza de los niños con instituciones colectivas son aspectos de un cambio fundamental en la relación entre producción y tiempo de trabajo. Bajo una economía socialista planificada, todo tipo de actividad económica —desde la producción de acero y computadoras hasta la limpieza de la ropa, los pisos y los muebles— pasará por un constante y rápido aumento en la cantidad de producto por unidad de trabajo aplicado. Mucho antes de que se logre una sociedad comunista, es probable que la mayor parte del trabajo doméstico ya se haya automatizado. Más en general, habrá una reducción continua del tiempo de trabajo total necesario para la producción y el mantenimiento de los bienes de consumo y los medios de producción.
En una sociedad plenamente comunista, la mayor parte del tiempo será lo que ahora llamamos “tiempo libre”. El trabajo necesario absorberá una porción tan pequeña de tiempo y energía que cada individuo se lo concederá libremente al colectivo social. Todos dispondrán del tiempo y de los recursos materiales y culturales necesarios para realizar trabajo creativo y gratificante. En los Grundrisse (1857), Marx cita la composición musical como ejemplo de trabajo genuinamente libre.
Los “feministas socialistas” falsifican la doctrina y la práctica bolcheviques
En 2005, Sharon Smith, figura dirigente de la ISO que se pretende una teórica, publicó un libro, Women and Socialism: Essays on Women’s Liberation (La mujer y el socialismo: Ensayos sobre la liberación de la mujer, Haymarket Books), del cual se espera una nueva edición revisada y expandida para este año [2015]. Un extracto de esta nueva edición, “Theorizing Women’s Oppression: Domestic Labor and Women’s Oppress-ion” [Teorizando sobre la opresión de la mujer: El trabajo doméstico y la opresión de la mujer], publicado en International Socialist Review (marzo de 2013), delinea lo que la ISO define como su nuevo enfoque del feminismo. La “teorización” de Smith se basa en gran medida en el concepto de que el trabajo doméstico no remunerado es el fundamento de la opresión de la mujer, como lo presenta Vogel en Marxism and the Oppression of Women: Toward a Unitary Theory.
Smith comienza criticando a Karl Marx y Friedrich Engels, un requisito esencial para acceder al medio feminista pequeñoburgués: “La manera en que Marx y Engels describen la opresión de la mujer presenta frecuentemente componentes contradictorios: en algunos sentidos cuestionando fundamentalmente el status quo de género, pero meramente reflejándolo en otros”. Smith critica incluso más agudamente la Revolución Bolchevique de 1917 en Rusia, un evento que los liberales, feministas o no, consideran en el mejor de los casos un experimento utópico fallido y, en el peor, el nacimiento de un estado policiaco totalitario.
Haciéndole el juego a los prejuicios anticomunistas, Smith afirma que los bolcheviques apoyaron el papel tradicional de la mujer, haciendo de la maternidad el más alto deber social: “A pesar de los enormes logros de la Revolución Rusa de 1917 —incluyendo la legalización del aborto y el divorcio, el derecho al voto y a contender por puestos públicos y la abrogación de leyes que criminalizaban la prostitución y la sexualidad gay—, ésta no produjo una teoría capaz de enfrentar las normas naturales heterosexuales o la prioridad dada al destino maternal de las mujeres”. Smith procede a citar una declaración de John Riddell, un historiador izquierdista que frecuentemente publica en la International Socialist Review de la ISO: “Las mujeres comunistas en ese periodo veían el tener hijos como una responsabilidad social y buscaban ayudar a las ‘mujeres pobres que desean experimentar la maternidad como la más elevada felicidad’”.
Apoyándose en una cita sacada de contexto, Smith y Riddell falsifican la doctrina y la práctica bolcheviques. Los bolcheviques veían el remplazo de la familia a través de métodos colectivos para la crianza de los niños no como un objetivo distante en una futura sociedad comunista, sino como un programa que estaban empezando a implementar en el estado obrero ruso soviético existente. Alexandra Kollontai, una de las dirigentes del trabajo bolchevique entre las mujeres, abogó por instituciones socializadas que asumieran completa responsabilidad por los niños y su bienestar físico y sicológico desde la infancia. En su discurso al I Congreso de Mujeres Trabajadoras de Toda Rusia en 1918, declaró:
“Gradualmente, la sociedad se hará cargo de todas aquellas obligaciones que antes recaían sobre los padres...
“Existen ya casas para los niños lactantes, guarderías infantiles, jardines de la infancia, colonias y hogares para niños, enfermerías y sanatorios para los enfermos o delicados, restaurantes, comedores gratuitos para los discípulos en escuelas, libros de estudio gratuitos, ropas de abrigo y calzado para los niños de los establecimientos de enseñanza. ¿Todo esto no demuestra suficientemente que el niño sale ya del marco estrecho de la familia, pasando la carga de su crianza y educación de los padres a la colectividad?”
—“El comunismo y la familia”, Editorial Marxista, Barcelona, 1937
En una sociedad socialista, el personal encargado del cuidado y la educación en guarderías, jardines de niños y las escuelas preescolares estará compuesto de hombres y mujeres. De este modo —y sólo de este modo—, podrá eliminarse la división ancestral del trabajo entre hombres y mujeres en el cuidado de los niños pequeños.
El punto de vista de Kollontai acerca del futuro de la familia no era inusual entre los dirigentes bolcheviques. En La mujer, el estado y la revolución: Política familiar y vida social soviéticas, 1917-1936 (Ediciones IPS, 2010), Wendy Goldman, una académica estadounidense de simpatías liberales feministas, escribe que Aleksandr Goijbarg, el principal autor del primer Código Sobre el Matrimonio, la Familia y la Tutela (1918), “alentaba a los padres a rechazar ‘su amor estrecho e irracional por sus hijos’. Según su punto de vista la crianza del estado ‘proveería resultados ampliamente superiores al abordaje privado, individual, irracional y no científico de padres individualmente “amorosos” pero “ignorantes”’”. Los bolcheviques no buscaban únicamente liberar a las mujeres del fastidio doméstico y la dominación patriarcal, sino también liberar a los niños de los efectos, frecuentemente nocivos, de la autoridad parental.
Los bolcheviques y el cuidado colectivo de los niños
Haciendo eco de Vogel, Smith escribe:
“Si la función económica de la familia obrera, tan crucial en la reproducción de la fuerza de trabajo para el sistema capitalista —y que al mismo tiempo forma la raíz social de toda la opresión de la mujer—, fuera eliminada, se sentarían las bases materiales para la liberación de la mujer. Este resultado sólo puede empezar a obtenerse mediante la eliminación del sistema capitalista y su remplazo por una sociedad socialista que colectivice el trabajo doméstico antes asignado a las mujeres”.
Aquí, el uso que hace Smith del término “trabajo doméstico” resulta ambiguo. ¿Se refiere únicamente a los quehaceres domésticos y al cuidado físico de los niños pequeños? ¿Y qué hay del “trabajo doméstico” que implica lo que se considera la tutela parental hoy día en EE.UU.? Smith no nos lo dice. Simplemente ignora la cuestión de las relaciones interpersonales entre las madres y sus hijos: escuchar y hablar con ellos de sus problemas, deseos y miedos; enseñarles los primeros pasos en el lenguaje y las bases de higiene, seguridad y otras tareas prácticas; jugar con ellos; ayudarles con su tarea. Al ignorar estas interacciones como parte del dominio colectivo, la idea del socialismo de Smith es enteramente compatible con la preservación de la familia, excluyendo los quehaceres domésticos.
¿Por qué esta ambigüedad en una cuestión tan crucial? La ISO apela a los jóvenes idealistas de la izquierda liberal promoviendo una versión del “marxismo” adaptada a sus puntos de vista y a sus prejuicios. Esta organización no toma casi nunca una posición sobre tema alguno que sea verdaderamente impopular en el medio de los radicales liberales estadounidenses. Las jóvenes feministas encontrarán muy atractiva la idea de una vida familiar sin quehaceres domésticos. Pero, ¿abandonar la perspectiva de un hogar familiar propio y la preocupación exclusiva por sus “propios” hijos? La audiencia pequeñoburguesa a la que se dirige Smith se horrorizaría ante el programa bolchevique para la transformación de la vida cotidiana a través de los métodos colectivos de vida. Como escribió Kollontai:
“La mujer, a la que invitamos a que luche por la gran causa de la liberación de los trabajadores, tiene que saber que en el nuevo estado no habrá motivo alguno para separaciones mezquinas, como ocurre ahora.
“‘Estos son mis hijos. Ellos son los únicos a quienes debo toda mi atención maternal, todo mi afecto; ésos son hijos tuyos; son los hijos del vecino. No tengo nada que ver con ellos. Tengo bastante con los míos propios’.
“Desde ahora, la madre obrera que tenga plena conciencia de su función social, se elevará a tal extremo que llegará a no establecer diferencias entre ‘los tuyos y los míos’; tendrá que recordar siempre que desde ahora no habrá más que ‘nuestros’ hijos, los del estado comunista, posesión común de todos los trabajadores”.
En 1929, el Partido Comunista (PC) ruso todavía llamaba por la extinción de la familia, a pesar del ascenso al poder político de una casta burocrática conservadora dirigida por I.V. Stalin cinco años antes. Pero como escribimos en “La Revolución Rusa y la emancipación de la mujer”: “Para 1936-37, cuando la degeneración del PC ruso ya estaba completa, la doctrina estalinista declaró eso un ‘craso error’ y llamó por una ‘reconstrucción de la familia sobre una nueva base socialista’”.
La familia como una construcción social
Mientras que Smith y Riddell afirman falsamente que el régimen bolchevique de los primeros años apoyaba el papel tradicional de las mujeres como principales cuidadoras de sus niños pequeños, Goldman lo critica por no hacerlo:
“Los bolcheviques les adjudicaban poca importancia a los poderosos lazos emocionales entre padres e hijos. Asumían que la mayor parte del cuidado necesario de los niños, hasta de los más pequeños, podía ser relegado a empleados públicos pagos. Tendían a menospreciar el rol del lazo madre-hijo en la supervivencia infantil y el desarrollo del niño en edad temprana, por más que hasta un conocimiento rudimentario del trabajo de guarderías pre-revolucionarias hubiera revelado las tasas de supervivencia escandalosamente bajas para niños pequeños en contextos institucionales y los obstáculos para el desarrollo infantil sano”.
Esta analogía es completamente inválida. El trato y la suerte de los niños pequeños en los empobrecidos orfanatorios de la Rusia zarista no pueden ser comparados de ningún modo con el cuidado colectivo de los niños en una sociedad revolucionaria. Un estado obrero, particularmente en un país económicamente avanzando, tendría los recursos humanos y materiales para proporcionar un cuidado para los niños pequeños muy superior en todos los aspectos al de una madre en el contexto privado del hogar familiar.
Más aún, los bolcheviques pusieron gran énfasis en la salud y el bienestar de las madres y los niños. El Código Laboral de 1918 proporcionaba un descanso pagado de 30 minutos al menos cada tres horas para alimentar a un bebé. El programa de seguridad maternal implementado ese mismo año proveía una licencia por maternidad pagada de ocho semanas, recesos para el cuidado infantil e instalaciones de descanso en las fábricas para las mujeres en el trabajo, cuidado pre y postnatal gratuito y pensiones en efectivo. Con la red de clínicas de maternidad, consultorios, comedores, guarderías y hogares para las madres y los bebés, este programa probablemente fue la innovación más popular del régimen soviético entre las mujeres.
Los feministas en EE.UU. y otros lugares denuncian frecuentemente la proposición de que “la biología determina el destino” como una expresión de machismo. Y, sin embargo, Goldman asume que las mujeres, o incluso los hombres, que no tienen relación biológica con los bebés ni los niños pequeños son incapaces de desarrollar los mismos sentimientos de protección hacia ellos que sus madres biológicas. Los padres de niños adoptados probablemente tendrán algo que decir contra esta idea. Pero la práctica moderna de la adopción en EE.UU. también está basada en la idea de que sólo en el contexto de una “familia” —ya sea de madre y padre biológicos, padres adoptivos o padres gay o transgénero— los niños pueden recibir el cuidado y el amor necesarios. Lejos de ser un hecho natural, la idea de que los niños sólo pueden desarrollarse con éxito en el contexto de una familia es una construcción social.
Cuando la gente vivía como cazadores-recolectores (durante la vasta mayoría de los 200 mil años en los que ha existido nuestra especie), la banda o la tribu, no “la pareja”, era la unidad básica de la existencia humana. Un ejemplo del pasado no muy distante viene del testimonio de los misioneros jesuitas del siglo XVII entre el pueblo de cazadores naskapi de Labrador. Como lo cuenta Eleanor Burke Leacock en su magnífica introducción a El origen de la familia, la propiedad privada y el estado de Engels (International Publishers, 1972), los jesuitas se quejaban de la libertad sexual de las mujeres naskapi, señalándole a un hombre que “no estaba seguro de que su hijo, que estaba ahí presente, fuera su hijo”. La respuesta del naskapi es reveladora: “Ustedes no tienen sentido. Ustedes los franceses aman sólo a sus propios hijos; pero nosotros amamos a todos los niños de nuestra tribu”.
La desaparición de las clases y la propiedad privada bajo el comunismo conduciría inevitablemente a la completa libertad en las relaciones sexuales y a la desaparición de cualquier concepto de legitimidad e ilegitimidad. Todo el mundo tendría acceso a los beneficios completos de la sociedad por el sólo hecho de ser ciudadano del soviet internacional.
La familia como portadora de la ideología burguesa
Vogel y Smith limitan implícitamente el concepto de trabajo doméstico a las actividades físicas. De ese modo, Smith escribe: “Las actividades cotidianas de la familia aún giran alrededor de la alimentación, el vestido, la limpieza y el cuidado en general de sus miembros, y esa responsabilidad aún recae principalmente en las mujeres”. Pero criar hijos con miras a su eventual ingreso al mercado laboral no es como criar becerros y corderos para el mercado ganadero. La reproducción de la fuerza de trabajo humana no tiene sólo un componente biológico, sino también uno social, es decir ideológico. Llevar a un niño a la iglesia o a recibir educación religiosa también es una forma de trabajo doméstico, importante a su modo para la preservación del sistema capitalista; lo mismo sucede con llevar a un niño a ver una película que glorifica los “valores familiares”, el patriotismo, etc. La familia es la principal institución a través de la cual la ideología burguesa en sus distintas formas se transmite de una generación a la siguiente.
En El ABC del comunismo (1919), escrito por dos dirigentes bolcheviques, Nikolai Bujarin y Evguenii Preobrazhensky, se explica cómo la diminuta minoría de capitalistas no puede dominar a la clase obrera utilizando sólo la fuerza física y la coerción impuestas por la policía y el ejército. La preservación del sistema capitalista también requiere de la fuerza de las ideas:
“La burguesía comprende que no puede someter a la clase obrera con la sola fuerza bruta. Sabe que es necesario nublar también el cerebro... El estado capitalista educa especialistas para el acretinamiento y la doma del proletariado: maestros burgueses y profesores, curas y obispos, plumíferos y periodistas burgueses”.
Bujarin y Preobrazhensky señalaron tres instituciones fundamentales para mantener el dominio ideológico de la burguesía: el sistema educativo, la iglesia y la prensa (los medios masivos actualmente incluyen también al cine, la televisión y el Internet).
En los países capitalistas avanzados, en los que los niños son normalmente considerados propiedad de sus padres, la familia tiene relaciones distintas con cada una de esas instituciones. A partir de los cinco o seis años, los niños están legalmente obligados a asistir a la escuela (pública o privada) y los niños más chicos con frecuencia van a preescolar. Desde muy temprana edad, los niños ven televisión; algunos padres, más frecuentemente las madres, controlan lo que ven. A diferencia de los maestros y los productores de televisión, los clérigos no tienen un acceso tan automático a los niños pequeños: en EE.UU. y otros países, los padres deciden si sus hijos reciben adoctrinamiento religioso o no. Al menos al inicio, este adoctrinamiento les es impuesto a los niños en contra de sus deseos subjetivos. Probablemente no hay en el planeta un niño de cuatro o cinco años que prefiera asistir a servicios religiosos en vez de jugar con otros niños.
Tomemos el caso de un niño de diez años cuyos padres son católicos practicantes. Desde que tiene memoria lo han llevado a misa. Ha ido a una escuela católica en vez de ir a la escuela pública, o adicionalmente a ésta. En casa, ha escuchado rezos antes de cada comida y experimentado múltiples expresiones de fe religiosa en la vida doméstica cotidiana. Hay grandes probabilidades de que un niño como éste suscriba las creencias y doctrinas católicas al menos hasta una etapa posterior de su vida en la que se vea libre de la autoridad de sus padres.
Por otro lado, veamos ahora el caso de un niño de diez años cuyos padres no son religiosos. Su conocimiento de la religión está limitado a lo que ha aprendido en la escuela pública e información ocasional obtenida de programas de televisión, películas y discusiones con otros niños de mentalidad religiosa. Un niño así casi seguramente no será religioso. Pero no tener religión no inmuniza a un niño de otras formas probablemente “progresistas” de ideología burguesa. Un niño criado por padres que suscriben el “humanismo secular” muy probablemente se considerará políticamente liberal en EE.UU. o socialdemócrata en Europa, y probablemente demostrará elitismo intelectual. Así mismo, existe una corriente del libertarismo ateo (asociada con Ayn Rand) que glorifica el individualismo egoísta y el capitalismo de “libre mercado”. La religión no es la única forma de ideología burguesa reaccionaria.
La familia oprime a los niños al igual que a las mujeres, y deforma muchísimo la conciencia de los hombres también. Los feministas, liberales y “socialistas”, ignoran este hecho social fundamental, si no es que abiertamente lo niegan. Para éstos, reconocer que la opresión de los niños es intrínseca a la familia significaría (¡horror de horrores!) criticar el comportamiento socialmente condicionado de las mujeres en su papel de madres. Marxistas autoproclamados como Vogel y Smith, que promueven la tesis de que el trabajo doméstico es la base de la opresión de las mujeres, tratan implícitamente a las mujeres como si sólo hicieran bien a sus hijos.
Contra la represión sexual de los niños
Aunque la mayoría de los feministas condenarían el abuso físico de los niños, en los hechos permanecen indiferentes al abuso sicológico. Por tomar sólo un ejemplo, los hijos de padres fundamentalistas cristianos (católicos o protestantes) sufren la tortura mental de creer que irán al infierno si no se portan bien.
La represión sexual de los niños, que se extiende a la adolescencia, está bastante más extendida y causa daños sicológicos más graves. La sociedad capitalista está diseñada para penalizar la expresión de sexualidad de los niños desde el nacimiento. Incluso los padres más instruidos no pueden proteger a sus hijos de la ideología moralista y antisexo que permea la sociedad estadounidense —desde los pasillos decorados en azul y rosa en las jugueterías hasta la prohibición de desnudez en público y la demonización de la actividad sexual de los niños, incluida la masturbación—. Como principales cuidadoras de los bebés y los niños pequeños, las madres (más que los padres), inician el proceso de represión sexual, enseñándoles a los niños a sentirse avergonzados de sus cuerpos y a suprimir su curiosidad natural.
August Bebel, uno de los principales dirigentes de la socialdemocracia alemana a finales del siglo XIX y principios del XX, parece un libertario sexual radical en comparación de los “feministas socialistas” de hoy en día. En La mujer y el socialismo, insistía:
“La satisfacción del instinto sexual es asunto personal de cada uno lo mismo que la satisfacción de cualquier otro instinto natural. Nadie tendrá que dar cuentas a otro ni se entremezclará nadie a quien no se le llame... El hecho de que desaparezca esa vergüenza tonta y ese ridículo secreto para hablar de las cosas sexuales, dará al trato entre los sexos una forma mucho más natural que hoy” [énfasis en el original].
Uno puede leer cientos de páginas escritas por los “feministas socialistas” modernos sin encontrar un solo argumento de que una sociedad socialista le permitirá a todo mundo satisfacer mejor sus deseos y necesidades sexuales.
El futuro comunista
Bajo el comunismo, la gente tendrá la genuina y auténtica libertad de construir y reconstruir sus relaciones interpersonales. Desde luego, esta libertad no es absoluta. La humanidad no puede trascender sus características biológicas y su relación con el entorno natural. El hombre y la mujer comunistas también envejecerán y morirán. Tampoco es posible borrar por completo el pasado y construir la sociedad desde cero. La humanidad comunista heredará, para bien y para mal, el legado cultural acumulado de nuestra especie. No podemos s aber qué prácticas sexuales existirán en la sociedad comunista porque serán determinadas en el futuro. Cualquier proyección, y más aún una prescripción, llevaría consigo las actitudes, los valores y los prejuicios formados en una sociedad de clases represiva.
Una diferencia fundamental entre los marxistas y los feministas, ya sean liberales o supuestamente socialistas, es que nuestro objetivo final no es la equidad entre los géneros como tal, sino el desarrollo progresista de la especie humana en su conjunto. La crianza comunal de los niños bajo condiciones de abundancia material y riqueza cultural producirá seres humanos cuyas capacidades mentales y bienestar sicológico serán vastamente superiores a las de la gente en esta sociedad empobrecida, opresiva y dividida en clases. En un discurso de 1932 acerca de la Revolución Rusa, “¿Qué fue la Revolución Rusa?”, León Trotsky dijo:
“Verdad es que la humanidad ha producido más de una vez gigantes del pensamiento y de la acción que sobrepasaban a sus contemporáneos como cumbres en una cadena de montañas. El género humano tiene derecho a estar orgulloso de sus Aristóteles, Shakespeare, Darwin, Beethoven, Goethe, Marx, Edison, Lenin. ¿Pero por qué estos hombres son tan escasos? Ante todo, porque han salido, casi sin excepción, de las clases elevadas y medias. Salvo raras excepciones, los destellos del genio quedan ahogados en las entrañas oprimidas del pueblo, antes que ellas puedan incluso brotar. Pero también porque el proceso de generación, de desarrollo y de educación del hombre permaneció y permanece siendo en su esencia obra del azar; no esclarecido por la teoría y la práctica; no sometido a la conciencia y a la voluntad...
“Cuando haya terminado con las fuerzas anárquicas de su propia sociedad, el hombre trabajará sobre sí mismo en los morteros, con las herramientas del químico. Por primera vez, la humanidad se considerará a sí misma como una materia prima y, en el mejor de los casos, como un producto semiacabado físico y psíquico. El socialismo significará un salto del reino de la necesidad al reino de la libertad. También es en este sentido que el hombre de hoy, lleno de contradicciones y sin armonía, franqueará la vía hacia una nueva especie más feliz”.
http://www.icl-fi.org/espanol/eo/45/familia.html
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2016.05.14 09:04 EDUARDOMOLINA Diez lemas del 15-M: ¿siguen teniendo vigencia?. "¡No hay pan para tanto chorizo!", "¿Y a esos mercados quién los ha votado?"... Los mensajes contra la corrupción, los privilegios de la clase política o la precariedad laboral marcaron las protestas del 15-M

Por Elena Herrera
http://www.infolibre.es/noticias/politica/2016/05/14/lemas_del_49697_1012.html
"La energía de sus mensajes, con juegos de palabras que llegaban a gente de varias generaciones, fue uno de los puntos fuertes del Movimiento 15-M. Los indignados tiraron de creatividad para elaborar nuevas consignas con las que expresar su malestar con un sistema político y económico que, denunciaban, insistía en darles la espalda. A los ya clásicos "¡Lo llaman democracia y no lo es!" o "¡Que no, que no, que no nos representan!" se unían otros cánticos con los que criticaban la precariedad laboral, la corrupción, o ser los perjudicados por una crisis económica de la que no se sentían responsables.
Hace ya bastante tiempo que esos lemas han desaparecido de las calles. Algo lógico teniendo en cuenta que el movimiento comenzó a descentralizarse en 2012 y que, en 2013, culminó un ciclo que había estado marcado por grandes movilizaciones, aunque en los últimos tiempos cada vez menos numerosas. Cinco años después de ese "despertar colectivo", parecer oportuno hacer balance y comprobar si la situación actual del país hace que esas consignas sigan teniendo vigencia a día de hoy. Con ese objetivo, infoLibre ha analizado una decena de lemas que surgieron del 15-M:
"¡Lo llaman democracia y no lo es!".- Este grito, que entraña la idea de que la voluntad expresada en las urnas no se traslada adecuadamente a las instituciones, fue uno de los más coreados en las movilizaciones del 15-M. En este ámbito, la crítica de los indignados se centró en cuestiones como la reforma electoral y la reclamación de un sistema más representativo y de proporcionalidad real. Aunque este tema sí estuvo en la calle durante la última legislatura, el rodillo del PP evitó que llegara al Congreso.
Esta reclamación, que era un clamor entre los simpatizantes de los partidos tradicionalmente perjudicados –IU y UPyD, ya prácticamente en estado de desaparición–, lo es también ahora de los dirigentes de las nuevas formaciones políticas como Podemos y Ciudadanos. También el PP y el PSOE incluyeron en sus programas para el 20-D propuestas en este sentido. No obstante, el principal escollo de cara a posibles acuerdos es qué hacer con los votos que se pierden al no traducirse en escaños.
"¡Que se vayan todos!".- Entre otras cuestiones, el 15-M también se levantó contra la oligarquía política, lo que incluía críticas al bipartidismo pero también otras fuerzas de la izquierda más minoritaria como IU, que, no obstante, intentó recoger las demandas del movimiento y llevar su defensa a las instituciones. En cualquier caso, a partidos y sindicatos de izquierda les costó comprender por qué los indignados gritaban que la democracia era una "estafa" al tiempo que les señalaban como culpables con lemas este "¡Que se vayan todos!".
Lo que ahora demuestran los resultados electorales es ha sido el bipartidismo el más perjudicado en los últimos años. PP y PSOE sumaron el pasado 20-D el 50,7% de los votos, su peor resultado histórico en unas generales. Cuatro años antes habían recibido el apoyo del 73,4% de los electores. Entre ambas formaciones perdieron en esta cita con las urnas el apoyo de más de cinco millones de electores. Los datos del CIS demuestran que el apoyo a PP y PSOE viene principalmente de determinados sectores rurales y de mayor edad y menos formación.
"¿Y a esos mercados, quién los ha votado?".- El grupo de Economía que surgió tras la acampada de la Puerta del Sol de Madrid llevó la iniciativa en su momento con movilizaciones contra los paraísos fiscales o las agencias de rating, a las que culpaba de la crisis por haber otorgado la máxima calificación a productos financieros basura. Los indignados también criticaron la injerencia de los mercados en las instituciones democráticas y el rescate a la banca mientras no se ponía fin a la especulación de las entidades financieras que, a su juicio, había provocado la crisis inmobiliaria.
Sin embargo, estos han sido frentes en los que tampoco se han visto grandes avances en los últimos años. Así, el 74% de las empresas del Ibex 35 mantiene ocultos sus negocios en territorios off-shore como Islas Caimán, Jersey, Dubai, Singapur o Delaware. Y otro dato: la banca intervenida por el Estado, integrada por las cajas de ahorros nacionalizadas y las que han recibido ayudas públicas, ha repartido un total de 959 millones de euros en dividendos entre sus accionistas desde 2011 hasta el día de hoy.
"¡Esta crisis no la pagamos!".- La crisis económica contribuyó de manera indudable la eclosión del 15 de mayo de 2011. La negativa a cargar con las consecuencias de una crisis que el movimiento calificaba de "estafa" fue una de las principales reivindicaciones de los indignados. Sin embargo, en estos año el Gobierno ha hecho recortes brutales en el Estado del bienestar, ha vaciado la hucha de las pensiones. Al mismo tiempo, ha aumentado el número de personas en riesgo de pobreza y el número de familias que tiene problemas para pagar los suministros básicos. Y a, pesar de todo esto, la deuda pública se ha incrementado en 30 puntos del PIB.
Por otro lado, las que no parecen haber pagado esta crisis son las grandes empresas, que acabaron 2015 con más beneficios que cuando Mariano Rajoy llegó al Gobierno. Las principales compañías ganaron 33.000 millones en 2014, casi lo mismo que en 2011, y durante 2015 superaron en un 22,63% los beneficios del ejercicio anterior. Por su parte, los resultados de la gran banca alcanzaron los 10.500 millones de euros en 2014, mientras que las eléctricas superaron los 7.125 millones.
"¡No hay pan para tanto chorizo!".- Cuando eclosionó el movimiento ya habían estallado la trama Gürtel, el caso Brugal, el caso Nóos, el saqueo del Palau de la Música en Cataluña, los ERE fraudulentos en Andalucía... pero la lista de escándalos no ha parado de crecer desde entonces. Entre ellos está el caso Bárcenas, el caso Rato, la operación Púnica... O, más recientemente, los casos Taula e Imelsa, vinculados al PP valenciano.
Hay un millar largo de políticos con causas abiertas por corrupción. Y de los 2.173 casos que en abril de 2013 estaban clasificados como “complejos” por el Consejo General del Poder Judicial, 1.661 están relacionados con casos de corrupción o de delitos económicos. Con estas cifras no extraña que el 47,5% de los españoles considere que el segundo mayor problema de España es la corrupción, solo superado por el paro, según el último barómetro del Centro de Investigaciones Sociológicas (CIS).
"¡Que no, que no, que no nos representan!".- Si en algo ha sido un éxito el 15-M es en que la clase política ha tomado conciencia de que carece de impunidad y de que no puede distanciarse de la sociedad. No en vano una de las principales críticas de los indignados fue al sistema de representación política heredado de la Transición.
Ahora, con la entrada en la política tradicional de una nueva generación de representantes públicos, de cierta manera, también se ha desactivado aquel grito del "¡No nos representan!" que tanto se escuchó en las calles entre 2011 y 2013. No obstante, no deja de ser contradictorio el hecho de que sean esas mismas formas representativas que el movimiento puso en cuestión las que ahora vayan usarse para poder generar cambios institucionales.
"Violencia es cobrar 600 euros".- La lucha contra la precariedad laboral traducida, entre otros aspectos, en los bajos salarios, también fue una de las reivindicaciones de los indignados. Sin embargo, Mariano Rajoy es el presidente que menos ha aumentado el Salario Mínimo Interprofesional desde 1980, cuando se estableció su revisión anual en el Estatuto de los Trabajadores. Lo ha subido sólo un 2,1%. El suelo salarial se sitúa actualmente en los 655,20 euros al mes.
Además, la crisis económica ha contribuido a agrandar la brecha salarial entre hombres y mujeres en España, que se encuentra en el nivel más alto desde 2008. Dos de cada tres personas que cobran en España un sueldo igual o inferior al SMI son mujeres: 1,26 millones de personas. Por otro lado, entre los que no tienen empleo, tampoco las cosas han ido mejor. La cuantía media de la prestación por desempleo se ha reducido un 8% en los últimos cuatro años y cada vez son más las personas que a pesar de estar dadas de alta en los servicios de empleo, no reciben ningún tipo de ayuda porque son paradas de larga duración y ya han agotado el derecho a percibir una prestación o subsidio.
"Mis sueños no caben en tus urnas".- Un logro evidente del 15-M es haber pasado de ser un catalizador de la indignación a crear un "poso" que, con el paso del tiempo, ha revitalizado otras movilizaciones. Por ejemplo, el movimiento contribuyó a sentar las bases de un nuevo espacio público de protestas en las redes sociales, las plazas y las calles. Y, al mismo tiempo, permitió reactivar el interés por la política y extender la idea de que participar es útil y de que la acción colectiva puede cambiar las cosas.
En este sentido, contribuyó a introducir en la agenda política algunas cuestiones como la reforma del sistema electoral, la dación en pago, la limitación de privilegios de la clase política y de los beneficios de los directivos de las grandes empresas. También contribuyó a reclamar transparencia y abrió un debate sobre la regeneración política que ya parece estar teniendo eco en las instituciones.
"Manos arriba, esto es un contrato".- La denuncia de las prácticas abusivas y la visibilización de las condiciones laborales de los trabajadores más desprotegidos también estuvo entre las reivindicaciones del 15-M. Pero la precariedad en el empleo, lamentablemente, ha sido una constante en los últimos años. Los salarios de los trabajadores españoles han sufrido una devaluación del 3,6% desde 2011, según los últimos datos de la Agencia Tributaria, hasta quedar en 18.420 euros anuales. Además, el 47% de los asalariados, casi ocho millones de personas, cobran menos de 972,9 euros al mes.
Por otro lado, la falta de estabilidad sigue siendo una de las señas de identidad del mercado laboral español. Así, de los 533.186 puestos de trabajo que se crearon durante 2015 el 77,4% fueron temporales. Y la tercera parte, 160.434, a tiempo parcial. El año pasado creció casi dos puntos el porcentaje de afiliados con contratos temporales y se redujo otro tanto el de quienes tienen contratos fijos.
"Sin casa, sin curro, sin pensión, sin miedo".- Este fue el lema de Juventud Sin Futuro, la plataforma juvenil que convocó movilizaciones un mes antes del estallido del 15-M y que luego fue muy determinante en el desarrollo del movimiento. Sin embargo, la situación actual de los jóvenes no parece ser ahora mucho mejor de lo que era en 2011. El desempleo sigue cebándose con este colectivo, pues el 46,5% de los jóvenes de entre 16 y 24 años no encuentra trabajo a pesar de buscarlo activamente.
Como consecuencia de esto, el 78,5% de los menores de 30 años sigue viviendo con sus padres, según datos del Observatorio de Emancipación del Consejo de la Juventud. Además, la mayoría de los que han logrado irse, un 85% del total, no ha podido hacerlo solos y, aun así, la superficie máxima de vivienda a la que aspiran es de 51,2 metros cuadrados."
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2016.05.13 23:24 Demofilo Vivimos tiempos históricos

Hubo una vez una transición en España. Fueron tiempos intensos. Pegar carteles estaba prohibido. Una pintada suponía la cárcel. Las reuniones se realizaban clandestinamente en iglesias o lugares secretos. Como no existían los móviles ni internet, las consignas, mensajes y citas se daban boca a boca, en el metro, en el autobús, en el trabajo o en el bar. Había multas, pero también cárceles, palizas, tortura y muertes. Las huelgas obreras y estudiantiles resultaban irrefrenables. Se repartían octavillas mirando a todas partes. Las carreras huyendo de la policía eran nuestro deporte favorito. Y la marea popular crecía y desbordaba las leyes represivas y las amenazas del régimen caduco. Fue una época donde la ilusión, la esperanza y el coraje resultaban contagiosos a los corazones nobles.
Es verdad que, por encima de la lucha popular, los resortes del poder interno y externo iban controlando la situación. El ejemplo de la revolución de los claveles portuguesa, si para nosotros era un acicate, para la CIA y las clases dominantes era un ejemplo que no podía repetirse. Pero la gente luchadora eso lo ignoraba.
En fin: fue un tiempo que ha pasado a la historia mal contado, pero que a muchos de quienes lo vivimos nos proporcionó una experiencia enriquecedora, de maduración cívica y política muy gratificante. Sin embargo, en aquellos momentos no éramos conscientes de que, cada uno modestamente, estábamos haciendo historia.
Pues bien: actualmente, aunque todo es muy diferente, los que somos viejos vemos en las cosas que ocurren un reflejo de aquel tiempo. De alguna manera, lo que sucede ahora viene a ser como un eco, una resonancia de aquello. Son también momentos, estos, en que “se está haciendo historia”.
Y tal vez la gente que ahora actúa y lucha tampoco es consciente de que “está haciendo historia”. Porque nada va a ser en el futuro igual a lo de antes. Si las fuerzas populares de las que Podemos es uno de los representantes obtienen la victoria, habrá otro país más justo y mejor para la gente. Pero si somos derrotados me temo que vendrán tiempos desagradables.
Cuando transcurran los años y se hable en los librotes de historia o en las tertulias de los sucesos de nuestra época (el 15m, las marchas, Podemos, los gobiernos corruptos, las luchas populares…), quienes entonces sean mayores y hayan participado de algún modo en esta lucha por cambiar el país, sentirán la satisfacción de poder decir -independientemente del resultado que se obtenga- aquello del colibrí que nos contaba Monedero: “yo hice mi parte”. Y podrán sentirse satisfechos porque ocuparon en la lucha el lugar que les justificó como personas.
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2016.02.26 12:39 curroin ‘The New York Times’ pone la lupa sobre la libertad de expresión en España.Críticas a los casos de Rita Maestre, Zapata y los titiriteros

The New York Times vuelve a poner en el punto de mira los riesgos que corre la libertad de expresión en España y cita los casos de los titiriteros, Rita Maestre o Guillermo Zapata, entre otros.
Caza de brujas “La ley antiterrorista en España permite la caza de brujas”, dice el artículo firmado por Raphael Minder, en referencia a los titiriteros de Madrid, a los que se detuvo durante su espectáculo en los carnavales. “No se trata de un hecho aislado. Lo sucedido con estos jóvenes el 6 de febrero forma parte de una serie de hechos que ha desatado un debate sobre las amenazas a las libertades de manifestación y expresión en España y, por extensión, en una Europa que le teme al terrorismo”, añade el autor.
El artículo recuerda que “algunas asociaciones de derechos civiles y juristas muestran su preocupación”. Minder se hace eco de la crítica de Jueces para la Democracia, que “representa a más de 600 jueces”, denunció “los ataques a la libertad de expresión” y lo equiparó a lo ocurrido “durante la dictadura de Franco, los artistas problemáticos iban a prisión”.
Los casos de Zapata o Rita Maestre El periodista de The New York Times rafirma que el año pasado, “el gobierno conservador presidido por Mariano Rajoy presentó una ley conocida como ‘ley mordaza’, que penaliza con dureza las manifestaciones en público no autorizadas y que ha generado fuertes críticas tanto en España como en el extranjero”.
El diario cita el caso del rapero español César Montaña Lehman (César Strawberry), “en espera de juicio por escribir tuits que supuestamente enaltecen el terrorismo”. Además, el de Aitor Cuervo Taboada, “que se presenta como un poeta revolucionario, tiene que presentarse ante un juez a finales de febrero y se enfrenta a una posible pena de 18 meses en prisión por publicar textos que según la acusación ensalzan a ETA y ofenden a sus víctimas”.
El análisis de The New York Times recuerda también al concejal Guillermo Zapata, que “tuvo que dimitir por tuits en los que se le acusó de ofender a los judíos y a una víctima de un atentado de ETA”.
Rita Maestre también es mencionada por el artículo por su juicio en el que se juzgó su supuesta ofensa a los sentimientos religiosos. “Hace cinco años, junto con otras estudiantes, Maestre mostró los senos dentro de una capilla en la universidad. Se enfrenta a un año de prisión”.
La Europa temerosa
El autor reconoce que “las leyes antiterroristas y su aplicación expansiva son un problema que va más allá de España. Por toda Europa hay países que viven en ese balance entre libertades civiles y seguridad, sobre todo después de los dos atentados terroristas en París a finales del año pasado”.
Otro artículo crítico En noviembre pasado, Raphael Minder ya criticó los ataques a la libertad de expresión en España en otro artículo, en el que se señalaba al control político y empresarial de los medios; sobre presiones y medidas del Gobierno de Rajoy, además de la ley mordaza. Además, criticaba el control que ejerce el Gobierno sobre la radio y televisión pública (RTVE).
El informe de Amnistía Internacional Este mes, Amnistía Internacional denunciaba en su informe anual las restricciones en España a la libertad de expresión y de reunión debido a la aprobación de leyes de Rajoy. La organización mencionaba la entrada en vigor el pasado julio de la Ley de Seguridad Ciudadana, ley mordaza, que ha limitado de forma "desproporcionada" el ejercicio legítimo de la libertad de expresión y el derecho de reunión pacífica. http://www.elplural.com/2016/02/26/%E2%80%98-new-york-times%E2%80%99-pone-la-lupa-sobre-la-libertad-de-expresi%C3%B3n-en-espa%C3%B1a
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2016.02.14 12:48 MiguelMartinK #eÑeQUEeÑe (12 de Febrero): Premios Púrpura y Titiriteros

http://www.ivoox.com/enefm-ene-que-ene-12-feb-2016-audios-mp3_rf_10415933_1.html
Como cada semana nos hacemos eco de la información local y regional con MiguelK. Martín y José Ángel Martín Borrego. En este programa, además, abordamos la polémica sobre el asunto de los titiriteros y el esmoquin que vestía Pablo Iglesias durante la ceremonia de los premios Goya. En la sección cultural Vicky Gil nos sugiere una cita con la literatura erótica y nos informa sobre los premios Púrpura.
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2016.02.07 12:52 qryq Crítica al artículo de Juan L. Cebrián, presidente de El País "El arte de la mentira política" 9/I/2016

El pasado martes, una vez más, me enfrenté a uno de esos textos que provocan nauseas sartrianas. Y es que el bilderberg Juan Luis Cebrián, presidente de El País, firmó el artículo El arte de la mentira política[1] en su periódico. El título es bastante provocador viniendo de un bilderberg aunque ni para eso resulta original pues lo ha tomado prestado.
Entremos en materia. Cebrián comienza su columna de opinión de este modo:
Hace más de 300 años que los intelectuales británicos demostraron la utilidad de la mentira en la vida pública. La apelación al embuste como medio de obtener el poder, o de vengarse por ser desalojado de él, no es empero un privilegio exclusivo de los políticos.
Llama poderosamente mi atención que Cebrián considere el uso de la mentira como un privilegio, así que intrigado por si se me había escapado algún significado de la palabra, acudí al diccionario de la RAE y esto fue lo que me encontré.
Privilegio: Exención de una obligación o ventaja exclusiva o especial que goza alguien por concesión de un superior o por determinada circunstancia propia.
De modo que o le ha traicionado el inconsciente al afirmar que mentir es un privilegio de determinadas profesiones o estamos ante un académico que ignora el significado de las palabras. Sea como fuere, en este caso se trata, sin duda, de un privilegio odioso, concepto que aparece también en el diccionario y que denota un perjuicio a terceros. Cuando los políticos, los abogados o los periodistas mienten, el daño que ocasionan es enorme debido a la función social implícita en sus oficios.
Continúa afirmando Cebrián que los periodistas también mienten, “los tertulianos, los blogueros y demás familia” y que entre todos crean una confusión que provoca que en el país de los ciegos, el tuerto sea el rey. En la resina del artículo se advierte que este bilderberg se considera un rey y por ello se dispone a decirles a todos los españoles lo que hay que hacer en este país tras el resultado de las elecciones del 20 de diciembre.
Cebrián asegura que todos los candidatos a la presidencia del Gobierno han mentido antes y después de las urnas y que ya es hora de poner orden y, sobre todo, de establecer una jerarquía de prioridades. Para el bilderberg lo primero que hay que atender son tres retos fundamentales:
  1. La respuesta al desafío independentista catalán, con la integración de Cataluña en España de acuerdo al modelo federal ya implícito en el Estado de las Autonomías, que incorpore también las aspiraciones de otros territorios.
  2. La sostenibilidad del incipiente crecimiento económico, sin el que será imposible generar empleo.
  3. La implementación de políticas sociales concretas que acaben con los efectos perversos del denominado austericidio, promuevan la lucha contra la desigualdad y contribuyan al rescate de las clases más desfavorecidas.
En el segundo punto, Cebrián no ha entrado en muchos detalles, supongo que se debe a que el TTIP, el macroproyecto de Bilderberg, se está negociando en secreto y que la reciente visita del barón Rothschild solo fue publicada por un medio de comunicación independiente.
Y respecto al tercero, parece mentira que afirme semejante presupuesto cuando desde el corazón de Bilderberg —él es miembro de su Comité Directivo—, se ha diseñado y promovido el “austericidio” al que se refiere. Con razón decía al inicio del artículo que los periodistas también mienten, o silencian información relevante, añado yo.
Continúa exponiendo Cebrián que para desarrollar este programa los políticos han de alcanzar dos acuerdos diferentes. El primero, reformar la Constitución.
Para el bilderberg, “Es preciso convocar a los partidos del arco parlamentario para acometer cambios que acerquen el texto constitucional a la realidad de los tiempos”. ¿A qué realidad se refiere, cuál es? Está claro que a la realidad de Bilderberg, en la que son los miembros de esta corrupta y corruptora entidad quienes diseñan el futuro de España de la misma manera que lo hicieron en el pasado.
El siguiente acuerdo a alcanzar, según Cebrián, es la creación de un gobierno estable. Parece que de reformar la justicia en España ni hablamos a pesar de que sea lo más urgente tal como está demostrando el proceso judicial por el caso Nóos en el que el fiscal, la abogada del Estado y la Hacienda Pública han cambiado de profesión y ahora se dedican a defender a la Infanta Cristina.
Qué bochorno. Y esto lo han organizado así en un momento en el que la institución de la Corona se tambalea. ¿No se dan cuenta de que le están haciendo un flaco favor a la Monarquía? Si le quedaba poca credibilidad, con esto acabará por perderla toda.
Pero aún hay más. Igual que su padre tuvo su momento estelar gracias al intento de golpe de Estado del 23F, ya hay otra apoteosis orquestada para Felipe VI, lo que aún está por ver es si la película les saldrá bien:
El Rey ha de convocar en breve a las fuerzas parlamentarias, en momentos singularmente preocupantes de la vida española y en los que la institución que encarna va a verse afectada también por los ecos de la corrupción. Puede ser paradójicamente una magnífica ocasión para que en medio de la tormenta sea capaz de demostrar la utilidad de la Corona, base casi exclusiva de su pervivencia, propiciando un pacto que beneficie al conjunto de los ciudadanos. Esperemos que el Gobierno, que no debe olvidar que está en funciones, deje de tutelar en este caso el protagonismo del Monarca.
La última frase es alucinante. ¿El Gobierno tutelando a Felipe VI? A quién quiere engañar Cebrián, el promotor de la frase que dedicaba a Juan Carlos “el rey reina pero no gobierna” y que no era más que una propaganda que pretendía negar lo innegable. Lo natural es justo lo contrario que esgrime, el Gobierno ha de tutear al Rey para que no acabe haciendo lo que le dé la real gana. Pero claro, no creo que en la reforma de la Constitución que han programado, por supuesto de corte laica-masónica, vayan a eliminar el injusto y discriminatoria artículo 56 que consagra dos privilegios al Monarca: la inviolabilidad y la irresponsabilidad, que, según vemos en el juicio Nóos, también son extensibles a la familia del Rey.
Pero lo más insólito es la cantidad de ardides, piruetas y puzles que son capaces de componer los miembros de Bilderberg para elegir a su presidente del gobierno ideal después del desagrado con el que han recibido los resultados electorales. Después de haberlo recibido en la última reunión secreta y discreta del Club, Pedro Sánchez ha dejado de ser el presidente del Gobierno predilecto para Bilderberg. Según expone Cebrián debería ser Albert Rivera. Pero no es el único candidato que llevan en sus listas porque cuentan además con el siempre fiel servidor Javier Solana para formar un gobierno de transición que hasta podría durar tres años, es decir, una legislatura, como ya ha publicado Abel Hernández en La Razón[2]. Otros postulados son José Manuel García-Margallo, el ministro de Exteriores que aparecía en los emails privados de Hillary Clinton y que fue invitado a la cita en 2014 y Joaquín Almunia. Pero de estos tres bilderbergs el que más posibilidades tiene es Javier Solana, cuyo nombre es precedido por el contracto INT de internacional en las listas de invitados a las reuniones del grupo. Aquí es donde se está negociando el futuro de España. En el verdadero seno del poder.
Siguiendo el programa de Bilderberg nuestro inminente presidente podría ser Javier Solana o Albert Rivera, pero ellos hacen sus planes y luego, es el factor humano quien dispone. ¿Se saldrán con la suya o no?
Esta es la inminente hoja de ruta de Bilderberg para España. Ahora que disponemos de esta información sería muy bueno que usáramos las redes sociales para contarlo porque tenemos muchas verdades que decir. Las mentiras quedan, según Cebrián, para los políticos y los periodistas.
NOTAS
http://elpais.com/elpais/2016/01/09/opinion/1452354805_732839.html
[2] http://www.larazon.es/opinion/columnistas/javier-solana-el-tapado-HO11681600#.Ttt1KT3ceRuvfxL
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2015.05.14 20:43 bitexla Reporte Semanal #4 Abril 2015

29 APRIL 2015 on bitcoin, bitex, bitex.la, analisis de mercado, analisis, technical, reporte semanal, santander, western union, itbit, españa Durante la última semana la moneda digital operó de forma lateral nuevamente moviéndose sin una tendencia clara y osciló en rangos que fueron de máximos cercanos a USD 238.64 a mínimos de USD 214.98. Hoy el Bitcoin opera en USD 225.
https://d262ilb51hltx0.cloudfront.net/max/1600/1*dBRUc53B7TpvkFA_6ZawEw.png
Vuelve a configurarse en forma de cuña, luego de una suba de casi USD 11 sobre el cierre de la jornada del 21/4; producto de esa suba estrepitosa acumuló un momento inercial que hizo que tocara el máximo semanal de 238.64; luego ajustó con cinco swings a la baja hacia los USD 214.98.
Desde que alcanzó ese mínimo, tuvo tres swings a la alza habiéndose configurado una nueva cuña luego de haber tocado USD 229.93, que entendemos se aproxima a terminar. Por los volúmenes operados y lo que marca el RSI entendemos que es inminente el rompimiento de esta cuña; podríamos inferir que sería a la baja.
Recordemos que las salidas de los triangulos o cuñas suelen ser violentas. Sin embargo, en este caso, sería un pequeño ajuste a la baja; mientras que la macro tendencia podría mantenerse al alza.
Una salida alcista que busque romper el último máximo de USD 238.64 sería un excelente mensaje para los alcistas.
La Comunidad bitcoin de España celebra tras la confirmación de que el criptomoneda está exenta del Impuesto sobre el Valor Añadido (IVA) en el país.
Bitcoin siempre había sido exenta del IVA, pero un portavoz de la oficina de impuestos de España, dijo a CoinDesk que la decisión había sido aclarada tras una pregunta de un aficionado bitcoin.
La confirmación se basa en la interpretación de la Directiva IVA de la UE 2006/112 / CE, que reconoce bitcoin como “servicios financieros”.
Ambas startups Bitcoin y expertos legales en España están alabando la decisión de la administración, que proporciona claridad en un clima regulatorio de otro modo incierto.
Pablo Fernández Burgueño, un experto en la ley de comercio electrónico y el co-fundador de Abanlex, dijo que la exención parecía “lógica”.
“Bitcoin en su mayoría está siendo utilizada como una herramienta especulativa, sólo una minoría lo están utilizando como forma de pago, debido a esto la oficina de impuestos le resultaría imposible aplicar el IVA en cada transacción bitcoin.”
Daniel Diez, director de desarrollo de negocio del servicio de bitcoin a efectivo, Bit2Me, agregó que las startups Bitcoin ahora podrán planificar su estrategia financiera de manera más efectiva.
“Es una gran noticia para las empresas del ecosistema Bitcoin ya que anteriormente, la inseguridad jurídica en todo el tema era muy alta y que podría dar lugar a errores de planificación financiera. Esperamos ver a las instituciones dar más noticias positivas que facilitan la adopción de bitcoin.”
Con los bancos españoles BBVA y Bankinter ahora invertidos en empresas Bitcoin, Alberto Gómez Toribio, CEO y co-fundador de Coinffeine, dijo que el país era “uno de los mejores lugares en el mundo” de cripto-empresarios.
Como otros, elogió la capacidad del gobierno español para entender los desafíos que enfrentan las empresas en el espacio bitcoin.
“Las instituciones públicas del país son conscientes de que con el fin de estimular el sector bitcoin, la flexibilidad y la apertura a la discusión con expertos en el tema es importante. Ellos [las instituciones públicas] están haciendo un muy buen trabajo.”
Según Fernández, los startups ahora pueden crear planes de negocio con más transparencia, plenamente consciente de qué tipo de impuestos que se espera que pagar, la cantidad de beneficios que puede generar y cómo el comercio en bitcoin.
“La decisión del gobierno impulsará activamente el mercado bitcoin español”, añadió.
El abogado también señaló otras ramificaciones de la confirmación de la tan esperada.
Como ciudadanos españoles están sujetos a la legislación española, aquellos que compran la moneda digital de las empresas en Polonia o Estonia — este último impone un impuesto del 20% sobre los bitcoins comerciados como un servicio y la anterior un impuesto del 23% de IVA sobre las utilidades de minería Bitcoin — quieres seguirían estando exentos del pago del IVA.
“Los que han pagado IVA previamente para compras Bitcoin ahora puede referirse a Hacienda (la Agencia Tributaria) para solicitar un reembolso”, agregó Fernández.
La aplicación del IVA a los servicios de Bitcoin ha demostrado ser algo así como un área gris en la Unión Europea.
En particular, la definición de la oficina de impuestos de bitcoin como un “servicio financiero, vinculado a los métodos de pago que permiten la transferencia de dinero” y el supuesto de que las transferencias
bitcoin se consideran como actividades “especiales de riesgo”, significa que todas las empresas españolas que operan con lo digital moneda tendrá que cumplir con las reglas de anti-lavado de dinero (AML).
La innovación financiera es el tema de la hora, por lo que no es de extrañar que los bancos están siendo juzgados cada vez más de su capacidad — y la voluntad — para implementar el cambio.
Mariano Belinky, director general de Santander InnoVentures, fondo de capital riesgo de megabanco, está familiarizado con este deseo de innovar desde dentro.
Pero ¿qué pasa con las innovaciones, como bitcoin, que tienen lugar más allá de las paredes del banco? Hablando en un panel en la conferencia FutureMoney de Finextra, Belinky describió cómo su industria podría ser “transformada” por los libros mayores distribuidos como el blockchain.
En declaraciones a CoinDesk, la VC se explayó sobre sus percepciones de la tecnología de la criptomoneda y por qué, en su opinión, la adopción de consumo no importa por el momento.
Aunque algunos en el espacio bitcoin puede estar viendo con impaciencia el volumen de transacciones de la divisa, Belinky advirtió que esta en contra de medir el valor de bitcoin únicamente en su popularidad como una moneda.
“No deberíamos estar enfocados en la adopción de una moneda digital. La tecnología subyacente es poderosa y creo que vamos a ver la adopción de esa tecnología mucho antes.”
Se trata de mirar el cuadro más grande, añadió Belinky. Para él, es importante explorar blockchains y tecnologías que compiten para encontrar aplicaciones del mundo real.
“Si algunas de estas aplicaciones requieren bitcoin, estoy seguro de que vamos a terminar con bitcoin. Pero nosotros no vamos a usar bitcoin porque si”, dijo
A pesar de su entusiasmo inicial, Belinky también se hizo eco de un sentimiento ahora común en las instituciones financieras tradicionales. Es decir, bitcoin puede tener algunas buenas aplicaciones, pero no es una panacea capaz de eliminar todos los problemas de la industria. De hecho, podría ser demasiado destructivas para su propio bien.
Señaló:
“Piense en bitcoin como martillo. Si usted va a tener gente caminando por ahí con martillos para tratar todo como un clavo, eso es un problema porque se va a romper un montón de cosas.”
Santander no es el único banco español explorar el potencial de bitcoin y el ecosistema blockchain más amplio. Bankinter con sede en Madrid invirtió en Coinffeine, un mercado de bitcoin español, en noviembre del año pasado.
En ese momento, el banco dijo que su inversión, realizada a través de la Fundación de la Innovación Bankinter, fue uno de los primeros en el espacio bitcoin.
Los comentarios de Belinky también llegan en medio de un interés adicional y la inversión de otras empresas fuera del sector.
Orange Silicon Valley, la división de San Francisco de la gigante de las telecomunicaciones anunció planes para invertir hasta $ 20.000 en startups blockchain a principios de este mes.
Según su sitio web, el fondo de Santander de 100 millones de dólares, encabezado por Belinky, es un intento de acercarse a la “ola de innovación disruptiva en el espacio FinTech”.
La iniciativa, que ofrece financiación y asesoramiento, en la actualidad cuenta con dos pagos móviles y una puesta en marcha del software en su cartera.
Cuando se le preguntó qué haría falta para Santander para apoyar una startup cripto, Belinky dijo:
“Nos llevaría identificar un inicio cripto que resuelve un problema real para nuestros clientes. No tenemos muchos clientes que están tratando de encontrar una manera de mantener su bitcoin.”
ItBit ha presentado una solicitud para una licencia bancaria estatal en Nueva York.
En declaraciones a CoinDesk, El portavoz Matthew Anderson de Servicios Financieros del Departamento de Estado de Nueva York (NYDFS) confirmó la presentación.
La solicitud de itBit podrá ser aprobada en las próximas semanas, según un informe de Reuters, que cita a personas con conocimiento del proceso.
Aparentemente, la solicitud de licencia bancaria, cuenta con nombres de varias figuras políticas y financieras de renombre en los EE.UU., entre ellos el ex presidente de la Comisión Federal de Seguro de Depósitos (FDIC), Sheila Bair, y el ex senador de Nueva Jersey Bill Bradley.
De acuerdo con la presentación de los avisos publicados por el NYDFS, itBit comenzó el proceso de adquisición de una licencia bancaria estatal a principios de febrero.
Bair y Bradley, junto con el director general itBit Charles Cascarilla, el socio fundador de Liberty City Ventures, Emil Woods y el ex director de la Junta de Contabilidad Financiera Robert Herz, se dice que están listadas como organizadores de la solicitud de licencia bancaria estatal.
Un portavoz de itBit dijo CoinDesk que la compañía no hace comentarios “sobre rumores [o] la especulación”. Además, señaló que itBit no confirmó a Reuters que había presentado una licencia bancaria.
Según los informes, el gigante mundial de remesas Western Union está trabajando en un programa piloto con proveedores de protocolo de pago distribuido Ripple Labs.
La noticia fue revelada por primera vez en un tweet por Ripple Labs que promueven la aparición de CEO Chris Larsen en la Conferencia Mundial de 2015, un evento anual que se celebra por no lucrativa think tank del Instituto Milken.
El programa piloto fue confirmado por Mónica Long, vicepresidente de marketing y comunicaciones de la Ripple Labs, quien le dijo a CoinDesk que Western Union está “explorando un proyecto piloto usando Ripple”, sin dar más detalles sobre la iniciativa.
Sugieren, sin embargo, que hace largo tiempo que Western Union estaba interesado en Ripple debido a sus propuestas de valor existentes, declarando:
“En general, las instituciones y las redes financieras utilizan Ripple como una tecnología que permite la liquidación en tiempo real en cualquier moneda para reducir el costo de la liquidez y el compliance.”
Los representantes de Western Union no respondieron a las solicitudes de comentarios.
De osos a toros
En caso de que un proyecto así llegara a buen término, la asociación parece marcar una transición de Western Union, que tradicionalmente ha sido desdeñoso del ecosistema moneda digital.
Primero se discutió en una conferencia de 2013, director de información de Western Union (CIO) John “David” Thompson más tarde diría a CoinDesk que la empresa no creía que la tecnología estuviera lista para el mercado actual.
Los comentarios se produjeron en el marco de una entrevista que trató de enmarcar la tecnología como novela, pero tal vez demasiado lleno de desafíos regulatorios para la consideración de la compañía.
Sin embargo, Thompson admitió haber minado bitcoin y un interés en las futuras implicaciones de la tecnología para Western Union. “Eso no quiere decir que no estamos viendo, cómo hacemos posible su [uso] legalmente, qué licencias que necesitamos, además de las que tenemos”, dijo en ese momento.
Queda por ver si el anuncio marca un cambio en el enfoque de la compañía de lo que Thompson caracteriza como “mirar y aprender”.
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