Diversidade de gênero no Brasil

Na verdade, o Brasil está muito longe de obter uma sociedade igualitária para homens e mulheres: segundo o relatório sobre disparidade de gênero do Fórum Econômico Mundial, publicado em 2018, nosso país ocupou a 95ª posição no ranking, que busca analisar o progresso em relação à igualdade de gênero, abordando aspectos como ... Veja exemplo de redação do tema: Diversidade de gênero em questão no Brasil. Na contemporaneidade, tem-se discutido acerca da diversidade de gênero no Brasil. Dessa forma, percebe-se que as pessoas podem se identificar não apenas como homem ou mulher, mas sim da maneira a qual melhor lhe representa. Este ensaio busca contribuir para a análise do campo de estudos socioantropológicos sobre diversidade sexual e de gênero no Brasil. Nele, são mapeadas questões e abordagens que ganharam destaque na conformação mais recente desse campo, marcado pela crítica à 'homossexualidade' como categoria classificatória e identidade social englobante. Os meses de maio e de junho incluem datas importantes para os direitos humanos relativos à diversidade sexual e de gênero. Remetem a uma história de lutas contra a criminalização e a patologização de condutas, e pelo efetivo combate à discriminação e a violações de direitos fundamentais, que se estende desde pelo menos o final do ... Adotada em 1948 pela ONU, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos o direito a liberdade de escolha e ao bem estar social. Contudo, a questão da diversidade de gênero no Brasil, faz com que esses direitos estão sendo usufruídos na íntegra. Com isso, deve-se avaliar os fatores que levam a essa situação. Diversidade de gênero no Brasil. A sexualidade e a diversidade de gênero ainda são vistas com alta carga de preconceito por alguns setores mais conservadores da sociedade brasileira. Estatísticas afirmam que o Brasil é o país que mais mata LGBTs no mundo, mas esses dados são incompletos e tornam impossível comprovar sua veracidade. Mas o fato é que a homotransfobia existe. A Diversidade de gênero no Brasil. Posted on agosto 5, 2020 agosto 4, 2020 by Curso Isolin. 05 ago. No dia 17 de maio de 1990 a OMS aprovou a retirada do código 302.0 – “homossexualismo” – da CID (Classificação Internacional de Doenças), e declarou oficialmente que “a homossexualidade não constitui doença, nem distúrbio ...

Zelinda dos Santos Barros

2020.04.15 08:30 desafiodos7anos Zelinda dos Santos Barros

Cientista social, Doutora em Estudos Étnicos e Africanos (CEAO/UFBA), Mestra em Ciências Sociais pela Universidade Federal da Bahia (2003), Especialista em Educação à Distância pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (2008), Bacharela em Ciências Sociais pela Universidade Federal da Bahia (2000). Docente Adjunta da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-brasileira (UNILAB). Coordenadora do grupo de pesquisa NYEMBA - Processos Sociais, Memórias e Narrativas Brasil/África (UNILAB), membro do grupo de pesquisa YORUBANTU - Epistemologias Yoruba e Bantu nos Estudos Literários, Linguísticos e Culturais (UFBA). Conselheira suplente do Conselho Estadual de Educação da Bahia, período 2018-2022. Tem experiência nas áreas de Antropologia e Sociologia, com ênfase em Gênero e Relações Raciais, atuando principalmente nas seguintes sub áreas temáticas: Estudos de Gênero, Estudos Feministas, Antropologia da Educação, Sociologia da Educação, História e Cultura Afro-brasileiras, Educação e Relações Etnicorraciais, Educação a Distância. Trabalhou em projetos de formação de professores a distância do MEC/SECAD (UNIAFRO, UAB/Rede de Educação para a Diversidade), tendo como parceira a Universidade Federal da Bahia (UFBA). Tem experiência em produção de material didático para EAD, Tutoria Online e Design Instrucional na plataforma Moodle. Coordenou o Curso a Distância de Formação de Professoras/es para o Ensino de História e Cultura Afro-brasileiras (CEAO/UFBA), de 2007 a 2013. Consultora em Educação a Distância, Educação e Diversidade (Gênero e Relações Étnico-raciais). Membro da Associação Brasileira de Pesquisadores/as Negros/as (ABPN), da Associação Brasileira de Pesquisadores em Cibercultura (ABCiber) e da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC).
submitted by desafiodos7anos to lattes_interessantes [link] [comments]


2019.07.02 15:55 Amanda3exceler ENSAIO DE CERTIFICAÇÃO DE PRODUTOS INMETRO Yes! Certificações

A melhor forma de assegurar a qualidade e a segurança das mercadorias aos consumidores é através da certificação. Seja voluntária ou compulsória, vários modelos são estabelecidos, visto a diversidade de produtos e serviços. Para estabelecer estes parâmetros, o Brasil conta com a regulação do INMETRO, que leva em consideração normas nacionais e internacionais.
A maioria dos processos é conduzido pelo INMETRO ou por uma organização creditada por ele, sempre envolve certa burocracia, o que acaba confundindo o fabricante ou importador que busca a certificação dos seus produtos. Conheça agora os tipos de Ensaio de Certificação de Produtos INMETRO!

Ensaio de Certificação de Produtos INMETRO

Modelo 1 – Ensaio de Tipo

Este é o modelo mais simples: conta com uma única operação de ensaio, de acordo com o gênero do produto. Normalmente é aplicado para comprovar a conformidade de um item, por isso não é considerada uma avaliação sistêmica.

Modelo 2 – Ensaio de tipo seguido de verificação de amostras no comércio

Normalmente é um modelo combinado ao primeiro tipo para verificar se a produção continua seguindo as conformidades. Para isso são retiradas amostras do comércio.

Modelo 3 – Ensaio de tipo com amostras retiradas no fabricante

Assim como o modelo 2, este também é baseado no ensaio de tipo com intervenções posteriores na fábrica com a finalidade de verificar se a produção contínua em conformidade. Assim, é possível que haja supervisão permanente e, caso seja necessário, são desenvolvidas medidas de correção dos processos.

Modelo 4 – Ensaio de tipo combinando os modelos 1 e 2

Neste modelo, são retiradas amostras tanto do comércio, quanto do fabricante. Apesar de ser mais completa, levando em consideração as vantagens dos dois tipos, o processo se torna mais custoso.

Modelo 5 – Ensaio tipo com aprovação do sistema de gestão de qualidade do fabricante

Assim como o 4, as amostras são retiradas da fábrica e dos comércio somando a ele a avaliação das medidas tomadas pelo fabricante para o Sistema de Gestão da Qualidade. Para garantir este processo são realizadas, além do controle de qualidade e ensaios, auditorias.
O modelo proporciona um resultado bastante confiável e completo para produtos que são fabricados em grande escala. Ele é o mais utilizado pela Sociedade Brasileiro de Avaliação de Conformidade. No entanto, este modelo ainda apresenta uma variação: a avaliação de manutenção pode possuir periodicidade variável, de acordo com os resultados anteriores.

Modelo 6 – Avaliação e aprovação do sistema de gestão de qualidade do fabricante

Levando em consideração a especificação estabelecida pelo Sistema de Gestão de Qualidade, o modelo avalia se a indústria é capaz de fabricar determinado produto. Neste caso, o foco é a empresa, a fábrica, e por isso não é adequado para a certificação dos produtos.

Modelo 7 – Ensaio de lote

Direcionado para avaliar a conformidade de um ponto específico, o modelo leva em conta o ensaio em amostras de um lote de produtos.

Modelo 8 – Ensaio 100%

Este modelo leva em consideração todos os produtos, testando o cumprimento de todos os requisitos estabelecidos.
Para saber qual o modelo de certificação que seu produto ou serviço está sujeito e como conduzir o processo de maneira mais célere e efetiva, é possível contar com a assessoria de uma empresa especializada.
A Yes! Certificações oferece aos seus clientes expertise nos procedimentos necessários para obter certificados, poupando desgastes e recursos para quem quer obter certificados de maneira mais rápida e com segurança.

Processo de certificação de produtos

O processo de certificação de produtos envolve as seguintes atividades:

Descomplicando a certificação de produto

A Yes! Certificações surgiu com o propósito de tornar viável a certificação para todas as empresas. Com a nossa expertise, oferecemos tranquilidade e segurança para que você comercialize seus produtos sem se preocupar com o processo de certificação INMETRO.
Somos especialistas em certificação de produtos INMETRO, oferecendo todo o suporte que sua empresa precisa. Dessa forma, você nos diz sua necessidade e cuidamos de tudo. No final, sua única preocupação será a mais importante: o crescimento da sua empresa.

Como tornamos o processo de certificação de produto mais seguro?


Conheça a Yes! Certificações: https://www.yescert.com.b
submitted by Amanda3exceler to u/Amanda3exceler [link] [comments]


2019.06.10 05:25 taish Afrodite e os clichês da representação transfeminina na mídia

Há alguns dias, a Shell lançou uma nova campanha publicitária para sua marca Rímula, de lubrificantes para caminhões. A série, chamada De Causo em Causo, fala em "histórias inusitadas e inspiradoras de caminhoneiros para mostrar que suas vidas vão muito além das estradas". E o primeiro filme traz uma mulher trans: Afrodite, que é caminhoneira, tem 70 anos, e três de transição.
++ https://www.youtube.com/watch?v=uCLwdjiEgD4
Que fique muito claro já de saída: é absolutamente louvável a atitude da Shell. Num momento político onde campanhas que retratam diversidade são censuradas, insistir em pautas de apoio LGBT+ é ainda mais importante. E essa é uma marca que atua em segmentos bastante sexistas, o que demonstra coragem e compromisso extra. Então, nesse sentido, parabéns ao marketing da Shell e à Wunderman, que assina a criação do filme.
Dito isso, o comercial é um arquétipo dos clichês sobre mulheres trans mais batidos possíveis, e de mau gosto, repetidos pelo jornalismo e pela publicidade. Podemos analisar decupando a peça:
1 - De cara, na cena de abertura: o documento masculino. Salta aos olhos a foto de um senhor grisalho, de nome Heraldo. No áudio, uma voz em off pergunta o nome da pessoa, e a resposta vem incongruente: "Afrodite". O artifício é absolutamente comum nas mais diversas representações sobre pessoas trans: demonstrar a imagem e o nome antigos. O efeito é, no mínimo, dúbio; e isso se traduz no que a filósofa Talia Bettcher descreve como um sistema de contraste entre aparência e realidade, usado para deslegitimar pessoas trans: enquanto a voz diz um nome feminino, o documento oficial afirma o contrário. A voz diz "mulher", mas a imagem diz "na verdade eu sou um homem". Embora o filme como um todo acabe apoiando a autodeterminação de gênero, quando colocado dessa forma, contradiz a importância e o efeito desse conceito; para o olhar preconceituoso, a resposta falada é mera aparência, enquanto o documento oficial é a realidade.
A bióloga e ativista trans Julia Serano também ressalta os efeitos desse tipo de cena: mostrar o nome e as fotos antigas permite ao público cissexista continuar privilegiando o sexo designado ao invés da identidade de gênero inata. De forma bastante cômoda, a cena permite à matéria ou comercial parecerem, de um lado, inclusivos; e de outro, confirmam aos anti-LGBT+ que as identidades trans são apenas "da boca pra fora".
2 - A câmera abre para revelar o rosto de Afrodite. Embora na minha opinião ela seja linda e aparente ser muito mais jovem do que é, a sombra de barba e a maquiagem pesada reforçam um imaginário onde uma pessoa trans é necessariamente o encontro entre dois gêneros; uma soma em que o resultado é um terceiro gênero distinto. Pode ser o caso para algumas identidades não-binárias, mas para outros, não. Ora, a qualidade da produção não deixa dúvidas de que a Wunderman poderia ter disponibilizado uma maquiadora para Afrodite, que teria lhe deixado mais natural e escondido a sombra dos pêlos faciais. (Que não se confunda respeito com hegemonia; nada errado em ter sombra de barba, ou barba, ou a configuração que houver. Mas num filme que retrata a vaidade e a feminilidade de uma mulher trans binária, se trata de cortesia.)
3 - Vemos objetos estereotipicamente associados à feminilidade, como um colar, esmalte, maquiagens. Afrodite pega um batom e o aplica usando o espelho do caminhão. Esse é outro clichê cansado da mulher trans na mídia: sempre há a cena do maquiar diante do espelho. Sem saber como retratar o feminino, publicidade e jornalismo buscam com essa cena recorrente continuar o enfoque na transformação sensacionalista: a história de alguém cruzando do ponto A para o B, realizando uma mudança considerada anormal, talvez chocante, às vezes quase impossível; um chamariz de audiência, que Serano compara aos reality shows de perda de peso, ou que mostram cirurgias estéticas, ou mudanças radicais de estilo. Basta olhar para a grade de programação de qualquer canal de TV a cabo que exiba reality shows: transformação improvável/impossível é um estilo que fetichiza o esforço de um terceiro que se dispõe a compartilhar uma metamorfose que, às vezes, é muito dolorida.
Além disso, Serano também aponta que a cena-clichê objetifica o corpo trans e reforça a feminilidade como algo construído; e mais, como algo artificial, aplicado sobre, uma frivolidade. Dessa forma, a mídia "neutraliza a ameaça potencial que as feminilidades trans impõem à categoria 'mulher'". Nas matérias e comerciais, a cena da mulher trans se maquiando é a cena onde se estabelece a mudança: a sequência entre a foto de Afrodite na CNH, e ela passando batom e rímel; mais uma vez o contraste realidade-aparência apontado por Bettcher. Não basta ser, é preciso "vestir" a identidade diante da câmera, como algo que se remove no banho, no apagar das luzes, no final do comercial. A noção do feminino como um construto, ou performance, vem sendo criticada desde o final dos anos 90 por acadêmicos dos trans studies como Prosser, Halberstam, Namaste, Whittle e muitos outros.
4 - Afrodite fala do seu passado e as profissões que teve, enquanto vemos fotos dela como homem. Corta para ela mexendo no seu caminhão. De todos os causos que uma caminhoneira de 70 anos deve ter, a criação da Wunderman selecionou uma passagem em que ela conta que teve uma malharia, e, com sua voz masculina, diz que "fabricou suas próprias calcinhas e bustiês". Mais uma vez o aspecto sensacionalista da transformação, da construção da feminilidade como artificial e frívola, fica escarrado.
5 - Vemos Afrodite caminhando de costas, falando ao telefone com a filha. A câmera foca nos saltos: altíssimos. Uma bela sandália, mas duvido que ela dirija seu caminhão neles. É compreensível que, diante do prospecto de aparecer num filme comercial, Afrodite queira estar bonita. Mas não se pode ignorar que, para um grupo que precisa constantemente se defender das acusações de fetichismo e autoginefilia, a direção de cena, que mostra em sequência CNH masculina, aplicação de maquiagem, fotos do passado, e salto alto, faz pouco além de continuar os mesmos clichês de construção artificial do feminino.
Na narração, Afrodite diz que se sentiu muito realizada ao ser pai, pois se identificou muito com sua filha. O filme fornece munição a terfs e radfems: a realização humana do pai como projeção de seu gênero na filha. Em que pese a escolha por esse causo mostre um momento importante de sua história, chama a atenção que o texto selecionado seja esse viver através do outro.
6 - Alternam-se imagens do rosto de Afrodite e de uma filmagem do passado, onde, como homem, pescava num barco. A narração fala de quando seu gênero incongruente morre, e nasce o congruente. O contraste entre as personas segue reforçando o aspecto sensacionalista da transformação. Afrodite diz que desde que nasceu, "nunca mais colocou nenhuma roupa masculina"; é a continuação do foco na roupa, na maquiagem, no saltão -- que aparece mais uma vez em close, quando ela entra em um bar. Muito certa está ela em se orgulhar de ter se livrado dos códigos de vestuário opostos, mas no contexto do comercial, sua identidade acaba reduzida a uma questão de guarda-roupa.
7 - Afrodite ajeita o colar, enquanto diz que não é um caminhoneiro que virou caminhoneira, mas que estava presa num corpo de homem. Aqui é onde a produção enfim se revela cruel: embora ela deixe claro como vê sua transição, o filme mostra exatamente o oposto -- como sua identidade foi construída com batom, rímel, salto exagerado, colar, menção à calcinhas, e projeção na filha. No 1'20 do filme, nenhuma cena faz juz à declaração final de Afrodite.
Poderia ainda criticar a escolha por destacar na edição de áudio a narrativa de corpo errado, que é hegemônica e por isso responsável por muita confusão e anos perdidos por pessoas trans que, ao questionar, não tem a mesma experiência e por isso duvidam serem trans. Mas como é a experiência dessa mulher, que se respeite.
8 - Ao final, Afrodite diz que venceu muitos preconceitos, e hoje é muito feliz. E eu fico feliz por ela, e que os criativos tenham terminado com uma mensagem impactante; clichê que seja, nada é mais forte (e incômodo, para alguns) que a felicidade alheia.
Não se trata aqui de condenar a Wunderman ou a Shell pela forma como utilizaram a imagem de uma pessoa trans pra vender lubrificante de caminhão. Nesse momento, apoio à diversidade é essencial e se traduz em incentivos éticos poderosos; e seja como for, mostrar a história de uma caminhoneira trans que transiciona aos 67 tem efeitos decididamente positivos. Mas já passou a hora da publicidade e o jornalismo repensarem a maneira de retratar as histórias de mulheres trans. É preciso mais atenção à multiplicidade de narrativas; mais respeito aos testemunhos destas pessoas; mais decoro na demonstração dessas trajetórias; mais dignidade e contemporaneidade ao retratar o feminino.
Referências:
BETTCHER, Talia. Appearance, reality and gender deception. In: MURCHADHA, Felix (ed.). Violence, victims, and justifications. New York: Peter Lang Press, 2006. p. 174-200.
BETTCHER, Talia. Trapped in the Wrong Theory: Rethinking Trans Oppression and Resistance. ​Signs, Journal of Women in Culture and Society. Chicago, v. 39, n. 2, 2014.
HALBERSTAM, Jack. Trans: a quick and quirky account of gender variability. Oakland: University of California Press, 2018.
SERANO, Julia. ​Whipping Girl: A Transsexual Woman on Sexism and the Scapegoating of Femininity. 2 ed. Nova Iorque: Basic Books, 2016. Edição do Kindle.
submitted by taish to transbr [link] [comments]


2019.03.16 20:53 0_Patriota Diversidade é Fraqueza?

Deus Lo Vult
Mateus 10:34
Cometi erros propositais de formatação, pois acredito que dessa forma é mais agradável de lê-lo.
Eu estava lendo o MANIFESTO escrito por Brenton Tarrant.
Você pode baixá-lo aqui: encurtador.com.brIQUV
Lendo-o, deparei-me com um tópico que citava o Brasil:
“Brazil with all its racial diversity is completely fractured as a nation, where people cannot get along and separate and self segregate whenever possible”.
Tradução livre: “O Brasil com toda a sua diversidade racial está fragmentado como nação, onde as pessoas não conseguem conviver, separam-se e segregam-se sempre que possível”.
Eu pretendo traduzir todo o manifesto.
Quer me ajudar: https://discord.gg/ZB498t3)
Você deve ter concordado com ele e não há problema nisso; porém o supracitado comete um erro, a meu ver, quando outorga a causa desse fato à diversidade brasileira. É incontestável que vivemos em uma sociedade fragmentada, assistimos a uma peleja social grotesca todos os dias, mulheres contra homens, filhos contra pais, negros contra brancos, héteros contra gays e tudo mais, cabe-nos descobrir quem causou isso.
Esse site destrincha bem: encurtador.com.borsKY
Isso é causado pela ação marxista (comunista, socialistas, progressistas e toda a escória que aí está) em nosso país, a tática voraz que foi adotada por eles funcionou perfeitamente no Brasil: DIVIDIR PARA CONQUISTAR!
Como libertário, acredito que o problema acima desse é o Estado – com letra maiúscula, não para mostra respeito, mas por apreço à língua – sem sombra de dúvidas. Sem o Estado para legitimar a devastação que esses imundos perpetraram, fazê-lo seria absolutamente mais difícil, este é um dos problemas da democracia.
Esse livro vai esclarecer: encurtador.com.bvGIO9
Ele fala também sobre os EUA, alegando que abraçando a diversidade os EUA ruiriam de pouco em pouco, mas, outra vez, ele outorga à diversidade este problema e não à atuação catastrófica daqueles “comuno-democratas” que roeram os pilares dos Estados Unidos, felizmente os pilares eram fortes e resistiram até que o Trump chegasse ao poder.
Então, a meu ver, o problema do Brasil não é a diversidade, mas a atuação dos comunistas, coletivistas, sindicalistas, socialistas, progressistas, social-democratas, suas políticas intervencionistas vergonhosas e tudo aquilo que compõe o cancro nacional, para simplificar o problema do Brasil tem grau, número e gênero… É O ESTADO.

https://preview.redd.it/k9iommzzbjm21.jpg?width=3740&format=pjpg&auto=webp&s=dd227b62a2c8ef8790d3b281e2d333a6a6b302eb
E, para finalizar, obrigado à ANATEL que não permitiu que eu postasse isso antes.
00100001 01000101 01001001 00100001 01000001 01001110 01000001 01010100 01000101 01001100 00100001 01010110 01000001 01001001 00100001 01010100 01001111 01001101 01000001 01010010 00100001 01001110 01001111 00100001 01000011 01010101 00100001
submitted by 0_Patriota to fabricadenoobs [link] [comments]


2018.10.24 04:29 fodastiicc Informações, Opiniões e Plano de Governo de cada candidato sobre as principais questões do Brasil.

Fernando Haddad

Educação
Em contra-partido à Escola sem Partido, criar a escola com Ciência e cultura, para valorizar a diversidade.
Revogar a emenda do teto de gastos. Retomar os recursos dos royalties do petróleo e do Fundo Social do Pré-Sal para saúde e educação.
Expandir as matrículas no Ensino Superior e nos ensinos técnicos e profissional.
Priorizar o Ensino Médio. Nesse quesito criar o Programa Ensino Médio Federal, ampliando a participação da União nesse nível de ensino - algumas das propostas são fazer convênio com Estados para assumir escolas situadas em regiões de alta vulnerabilidade e criar um programa de permanência para jovens em situação de pobreza. Além disso, revogar a reforma do Ensino Médio do governo Michel Temer.
Realizar anualmente uma Prova Nacional para Ingresso na Carreira Docente na rede pública de educação básica.

Saúde
Criar Rede de Especialidades Multiprofissional (REM), em parceria com Estados e municípios, com polos em cada região de saúde.
Investir na implantação do prontuário eletrônico que reúne o histórico de atendimento de saúde dos pacientes no SUS.
Implementar um Plano Nacional para o Envelhecimento Ativo e Saudável.

Segurança
Reformular o Sistema Único de Segurança Pública, redistribuindo tarefas entre prefeituras, governos estaduais e governos federais.
Transferir para a Polícia Federal o combate ao crime organizado no país criando para isto uma nova unidade na PF.
Criar um Plano Nacional de redução de Homicídios.
Aprimorar a política de controle de armas e munições, reforçando seu rastreamento.
Alterar a política de drogas. Ao mesmo tempo, prevenir o uso de drogas.
Propor uma reforma na legislação para que a privação de liberdade seja adotada apenas em condutas violentas. Prevê criar um Plano Nacional de Política Criminal e Penitenciária, que estabeleça uma Política Nacional de Alternativas Penais.
Retomar investimentos nas Forças Armadas.
Ministério da Defesa voltará a ser ocupado por um civil.

Políticas sociais e direitos humanos
Reforçar investimentos no Bolsa Família.
Combater a desnutrição infantil.
Criar um Sistema Nacional de Direitos Humanos.
Recriar com status de ministério as pastas de Direitos Humanos, Políticas para mulheres e para Promoção da Igualdade Racial.
Impulsionar ações afirmativas nos serviços públicos.
Propor o Plano Nacional de Redução da Mortalidade da Juventude Negra e Periférica.
Criminalizar a LGBTIfobia, implementar programas de educação para a diversidade e criar nacionalmente o programa Transcidadania - Concessão de bolsas de estudo no Ensino Fundamental e Médio para travestis e transexuais em situação de vulnerabilidade, lançado na gestão de Fernando Haddad na Prefeitura de São Paulo.
Promover reforma agrária, titular terras quilombolas e demarcar áreas indígenas

Emprego e economia
Revogar medidas do governo Michel Temer, como a emenda do teto de gastos, a reforma trabalhista e mudanças no marco regulatório do Pré-Sal. A revogação se dará por ato do presidente ou por encaminhamento ao Congresso. "Referendos revogatórios poderão ser necessários para dirimir democraticamente as divergências entre os poderes".
Implementar medidas emergenciais para sair da crise, como redução dos juros, criação de linhas de crédito com juros e prazo acessíveis com foco nas famílias, criação de um Plano Emergencial de Empregos com foco na juventude e retomada de obras paralisadas e do Programa Minha Casa Minha Vida.
Criar a Política Nacional de Desenvolvimento Regional e Territorial, para interiorizar a atividade econômica.
Realizar uma reforma tributária por emenda constitucional. A reforma prevê a isenção do Imposto de Renda de Pessoa Física para quem ganha até 5 salários mínimos e criação faixas de contribuição maiores para os mais ricos. Tributar grandes movimentações financeiras, distribuição de lucros e dividendo e grandes patrimônios.
Criar o Imposto sobre o Valor Agregado (IVA), substituindo a atual estrutura de impostos indiretos (ICMS, IOF, IPI, ISS...).
Adotar regras para controlar a entrada de capital especulativo no Brasil e inibir a volatilidade do câmbio.
Promover uma reforma bancária, adotando uma tributação progressiva sobre os bancos, com alíquotas reduzidas para os que oferecerem crédito a custo menor e com prazos mais longos.
Estimular a reindustrialização. Para isso, bancos públicos devem assumir papel importante no financiamento da indústria.
Desonerar tributos sobre investimentos verdes, reduzindo o custo tributário em 46,5%.

Política e Corrupção
Não realizar uma Constituinte(para elaborar uma nova Constituição). Em vez disso, fazer reformas por emenda constitucional. A proposta é um recuo em relação ao programa de governo apresentado ao Tribunal Superior Eleitoral, que previa deflagrar um novo processo Constituinte, preparando um roteiro de debates sobre os temas e formato da Constituinte logo no início do governo. "Nós revimos nosso posicionamento", declarou Haddad em 8 de outubro.
Em entrevistas, disse que não vai dar indulto ao ex-presidente Lula, Após outras lideranças do PT terem levantado essa possibilidade.
Promover uma ampla reforma política, com financiamento público exclusivo de campanhas, fidelidade partidária, sistema eleitoral proporcional com cláusula de barreira, fim de coligações proporcionais, adoção do voto em lista com paridade de gênero e cotas de representatividade étnico-racial, eleição para Legislativo em data diferente da eleição para Executivo.
Reformar os tribunais de contas, visando a estabilidade das decisões, alterar critérios de nomeação e instituir tempo de mandatos.
Aperfeiçoar Transparência e prevenção à corrupção e enfrentar a apropriação do público por interesses privados. No entanto, a pauta do combate à corrupção servir à criminalização da política: ela não legitima adoção de julgamentos de exceção, o atropelamento dos direitos e garantias fundamentais.
Reformar o Poder Judiciário e o Sistema de Justiça. Para isso, eliminar o auxílio moradia para quem morar em casa própria ou usar imóvel funcional, reduzir as férias de 60 para 30 dias e aplicar o teto do funcionalismo. Além disso, favorecer ingresso nas carreiras de todos os segmentos da população e conferir transparência e controle social da administração da Justiça. Também instituir tempo de mandatos para membros do STF e das Cortes Superiores de Justiça, que não coincidam com a troca de governos e legislativas.

Política Externa
Fortalecer Mercosul, Unasul, BRICS e Fórum de Diálogo Índia, Brasil e África do Sul (IBAS).
Retomar a política externa de integração latino-americana e a cooperação Sul-Sul ( especialmente com a África) nas áreas de saúde, educação, segurança alimentar.
Fortalecer instrumentos de financiamento do desenvolvimento como FOCEM, Banco do Sul e Novo Banco de Desenvolvimento (NBD).
Apoiar o Multilateralismo, a busca de soluções pelo diálogo e o repúdio à intervenção e a soluções de força.
Defender a reforma da ONU, em particular do Conselho de Segurança, assim como dos instrumentos de proteção aos Direitos Humanos no plano internacional e regional.
Preservar e proteger os recursos naturais "da devastação que os ameaça com os ataques do governo golpista".

Jair Bolsonaro

Educação
Não Admitir ideologia de gênero nas escolas. "Nós precisamos de um presidente que trate com consideração criança em sala de aula, não admitindo a ideologia de gênero, impondo a Escola Sem Partido".Defende educação "sem doutrinação e sexualização precoce"
Incluir no currículo escolas as disciplinas educação moral e cívica (EMC) e organização social e política brasileira (OSPB), que eram ensinadas durante a ditadura militar.
Propor a diminuição do percentual de vagas para cotas raciais. Defende cota social.
Ampliar o número de escolas militares, fechando parcerias com as redes municipal e estadual. Em dois anos, ter um colégio militar em cada capital. Fazer o maior colégio militar do país em São Paulo, no Campo de Marte.
Defende a adoção da educação à distância no Ensino Fundamental, Médio e universitário, com aulas presenciais em provas ou aulas práticas, o que "ajuda a combater o marxismo".

Saúde
Criar um Prontuário Eletrônico Nacional Interligado. Os postos, ambulatórios e hospitais devem ser informatizados com todos os dados do atendimento.
Para combater a mortalidade infantil, defende a melhoria do saneamento básico e a adoção de medidas preventivas de saúde para reduzir o número de prematuros - entre elas, estabelecer a visita ao dentista pelas gestantes nos programas neonatais.
Criar a carreira de Médico de Estado, para atender áreas remotas e carentes do Brasil.
Profissionais do Mais Médicos só poderão atuar se aprovados no Revalida: "Nossos irmão cubanos serão libertados".
Incluir Profissionais de educação física no programa de Saúde da Família, para combater sedentarismo, obesidade e suas consequências.

Segurança
Redirecionar a política de direitos humanos, priorizando a defesa das vítimas da violência.
Reformular o Estatuto do Desarmamento. Defende o direito a posse e porte de arma de fogo por todos.
Defende mudança no código penal para estabelecer a legítima defesa de fato: "você atirando em alguém dentro da sua casa ou defendendo sua vida ou patrimônio no campo ou na cidade, você responde, mas não tem punição".
Garantir o excludente de ilicitude para o policial em operação - ou seja, que os policiais não sejam punidos se matarem alguém em confronto.
Reduzir a maioridade penal para 16 anos por emenda constitucional.
Acabar com a progressão de penas e saídas temporárias.
Defende o fim das audiências de custódia.
Apoiar penas duras para crimes de estupro, incluindo castração química voluntária em troca da redução da pena.
Tipificar como terrorismo as invasões de propriedades rurais e urbanas no território brasileiro.

Políticas sociais e direitos humanos
Manter Bolsa Família e combater fraudes no programa.
Crítico ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que "tem que ser rasgado e jogado na latrina. É um estímulo a vagabundagem e à malandragem infantil".

Emprego e Economia
Criar uma nova carteira de trabalho verde e amarela, em que o contrato individual prevaleça sobre a CLT. Os novos trabalhadores poderão optar, de forma voluntária, por um vínculo empregatício baseado na nova carteira de trabalho ou na tradicional (azul). Além disso, defende uma outra versão da CLT para o trabalhador rural. "O homem do campo não pode parar no Carnaval, sábado, domingo e feriado. A planta ali vai estragar".
Não recriar o CPFM. A proposta é um recuo em relação ao que teria sido anunciado pelo economista Paulo Guedes em setembro, para uma plateia restrita. Guedes é definido por Bolsonaro como seu "Posto Ipiranga" da economia e futuro ministro da Fazenda.
Deixar para trás o comunismo e o socialismo e praticar o livre mercado.
Estabelecer uma Alíquota única de 20% no Imposto de Renda - Hoje a alíquota aumenta de acordo com a renda. Isenta de imposto de renda quem ganha até 5 salários mínimos. É contra a taxação de grandes fortunas e heranças e contra novas tributações a empresários
Criar o Ministério da Economia, que abarcará funções hoje desempenhadas pelos Ministérios da Fazenda, Planejamento e Indústria e Comércio, bem como a Secretaria Executiva do PPI(Programa de Parcerias de Investimentos).
Defende privatizações. No caso da Petrobras, já admitiu a privatização "se não tiver uma solução" a respeito da política de preço dos combustíveis. "Temos que ter um combustível com preço compatível". É contra a privatização do Banco do Brasil e da Caixa Econômica.
Introduzir paulatinamente o modelo de capitalização para a Previdência.
Reduzir em 20% o volume da dívida pública por meio de privatizações, concessões, venda de propriedades imobiliárias da União.
Eliminar o déficit público primário no primeiro ano de governo e convertê-lo em superávit no segundo ano.
criar o Balcão Único, que centralizará todos os procedimentos para a abertura e fechamento de empresas.
Tornar o Brasil um centro mundial de pesquisa e desenvolvimento em grafeno e nióbio.

Política e Corrupção
Não realizar uma nova Constituinte (para elaborar uma nova Constituição), desautorizando o que havia sido dito pelo candidato a vice-presidente na chapa de Bolsonaro, general Hamilton Mourão. Em 13 de setembro, Mourão havia declarado que era favorável à elaboração de uma nova Constituição, escrita por uma "comissão de notáveis", não por representantes "eleitos pelo povo". Em entrevista para o GloboNews, em 7 de setembro, Mourão ainda admitiu a possibilidade de um "autogolpe" por parte do presidente com apoio das Forças Armadas. A respeito das declarações de Mourão, Bolsonaro disse em 8 de outubro: "Ele é um general, eu sou capitão. Mas eu sou o presidente. O desautorizei nesses dois momentos. Ele não poderia ir além daquilo que a Constituição permite. Jamais eu posso admitir uma nova constituinte, até por falta de poderes para tal. E a questão de autogolpe, não sei, não entendi direito o que ele (Mourão) quis dizer naquele momento. Mas isso não existe". E completou: "seremos escravos da nossa Constituição".
Encaminhar para aprovação do Congresso "As Dez Medidas Contra a Corrupção", propostas pelo Ministério Público Federal.
Cortar ministérios e nomear pelo menos 5 generais como ministros.
Extinguir o Ministério das Cidades e "mandar o dinheiro diretamente para o município".

Política Externa
Sepultar o Foro de São Paulo.
Não vai tirar o Brasil da ONU, ao contrário do que chegou a declarar. "É uma reunião de comunistas, de gente que não tem qualquer compromisso com a América do Sul", afirmou. Em seguida, disse que cometeu um falho e que não se referia à ONU, mas ao Comitê de Direitos Humanos da ONU, que fez recomendação favorável à candidatura de Lula.
Fazer negócio com o mundo todo, sem viés ideológico. Dar prioridade as relações comerciais com nações como Israel, não com a Venezuela.
Revogar a lei de imigração e fazer campo de refugiados, para lidar com a migração de venezuelanos para o Brasil.
Pretende mudar a embaidxada brasileira em Israel de Tel-Aviv para Jerusalém, assim como fez o presidente dos Estados Únidos Donald Trump. Pretende fechar a Embaixada da Autoridade Palestina no Brasil.
Extraditar o ex-ativista italiano Cesare Battisti, a quem chama de terrorista.
Reduzir alíquotas de importação e barreiras não tarifárias. Constituir novos acordos bilaterais internacionais.
Defende que o Brasil deixe o Acordo de Paris sobre o clima - assim como fizeram os Estados Unidos de Donald Trump.
Fundir os Ministérios da Agricultura e do Meio Ambiente, o que colocaria "um fim na indústria das multas, bem como leva harmonia ao campo". O ministro seria indicado "pelas entidades dos produtores".

FONTES: Plano de Governo do Fernando Haddad
Plano de Governo Jair Bolsonaro
BBC Brasil
submitted by fodastiicc to brasilivre [link] [comments]


2018.10.24 04:28 fodastiicc Informações, opinião e plano de governo de cada candidato sobre as principais questões no Brasil.

Fernando Haddad

Educação
Em contra-partido à Escola sem Partido, criar a escola com Ciência e cultura, para valorizar a diversidade.
Revogar a emenda do teto de gastos. Retomar os recursos dos royalties do petróleo e do Fundo Social do Pré-Sal para saúde e educação.
Expandir as matrículas no Ensino Superior e nos ensinos técnicos e profissional.
Priorizar o Ensino Médio. Nesse quesito criar o Programa Ensino Médio Federal, ampliando a participação da União nesse nível de ensino - algumas das propostas são fazer convênio com Estados para assumir escolas situadas em regiões de alta vulnerabilidade e criar um programa de permanência para jovens em situação de pobreza. Além disso, revogar a reforma do Ensino Médio do governo Michel Temer.
Realizar anualmente uma Prova Nacional para Ingresso na Carreira Docente na rede pública de educação básica.

Saúde
Criar Rede de Especialidades Multiprofissional (REM), em parceria com Estados e municípios, com polos em cada região de saúde.
Investir na implantação do prontuário eletrônico que reúne o histórico de atendimento de saúde dos pacientes no SUS.
Implementar um Plano Nacional para o Envelhecimento Ativo e Saudável.

Segurança
Reformular o Sistema Único de Segurança Pública, redistribuindo tarefas entre prefeituras, governos estaduais e governos federais.
Transferir para a Polícia Federal o combate ao crime organizado no país criando para isto uma nova unidade na PF.
Criar um Plano Nacional de redução de Homicídios.
Aprimorar a política de controle de armas e munições, reforçando seu rastreamento.
Alterar a política de drogas. Ao mesmo tempo, prevenir o uso de drogas.
Propor uma reforma na legislação para que a privação de liberdade seja adotada apenas em condutas violentas. Prevê criar um Plano Nacional de Política Criminal e Penitenciária, que estabeleça uma Política Nacional de Alternativas Penais.
Retomar investimentos nas Forças Armadas.
Ministério da Defesa voltará a ser ocupado por um civil.

Políticas sociais e direitos humanos
Reforçar investimentos no Bolsa Família.
Combater a desnutrição infantil.
Criar um Sistema Nacional de Direitos Humanos.
Recriar com status de ministério as pastas de Direitos Humanos, Políticas para mulheres e para Promoção da Igualdade Racial.
Impulsionar ações afirmativas nos serviços públicos.
Propor o Plano Nacional de Redução da Mortalidade da Juventude Negra e Periférica.
Criminalizar a LGBTIfobia, implementar programas de educação para a diversidade e criar nacionalmente o programa Transcidadania - Concessão de bolsas de estudo no Ensino Fundamental e Médio para travestis e transexuais em situação de vulnerabilidade, lançado na gestão de Fernando Haddad na Prefeitura de São Paulo.
Promover reforma agrária, titular terras quilombolas e demarcar áreas indígenas

Emprego e economia
Revogar medidas do governo Michel Temer, como a emenda do teto de gastos, a reforma trabalhista e mudanças no marco regulatório do Pré-Sal. A revogação se dará por ato do presidente ou por encaminhamento ao Congresso. "Referendos revogatórios poderão ser necessários para dirimir democraticamente as divergências entre os poderes".
Implementar medidas emergenciais para sair da crise, como redução dos juros, criação de linhas de crédito com juros e prazo acessíveis com foco nas famílias, criação de um Plano Emergencial de Empregos com foco na juventude e retomada de obras paralisadas e do Programa Minha Casa Minha Vida.
Criar a Política Nacional de Desenvolvimento Regional e Territorial, para interiorizar a atividade econômica.
Realizar uma reforma tributária por emenda constitucional. A reforma prevê a isenção do Imposto de Renda de Pessoa Física para quem ganha até 5 salários mínimos e criação faixas de contribuição maiores para os mais ricos. Tributar grandes movimentações financeiras, distribuição de lucros e dividendo e grandes patrimônios.
Criar o Imposto sobre o Valor Agregado (IVA), substituindo a atual estrutura de impostos indiretos (ICMS, IOF, IPI, ISS...).
Adotar regras para controlar a entrada de capital especulativo no Brasil e inibir a volatilidade do câmbio.
Promover uma reforma bancária, adotando uma tributação progressiva sobre os bancos, com alíquotas reduzidas para os que oferecerem crédito a custo menor e com prazos mais longos.
Estimular a reindustrialização. Para isso, bancos públicos devem assumir papel importante no financiamento da indústria.
Desonerar tributos sobre investimentos verdes, reduzindo o custo tributário em 46,5%.

Política e Corrupção
Não realizar uma Constituinte(para elaborar uma nova Constituição). Em vez disso, fazer reformas por emenda constitucional. A proposta é um recuo em relação ao programa de governo apresentado ao Tribunal Superior Eleitoral, que previa deflagrar um novo processo Constituinte, preparando um roteiro de debates sobre os temas e formato da Constituinte logo no início do governo. "Nós revimos nosso posicionamento", declarou Haddad em 8 de outubro.
Em entrevistas, disse que não vai dar indulto ao ex-presidente Lula, Após outras lideranças do PT terem levantado essa possibilidade.
Promover uma ampla reforma política, com financiamento público exclusivo de campanhas, fidelidade partidária, sistema eleitoral proporcional com cláusula de barreira, fim de coligações proporcionais, adoção do voto em lista com paridade de gênero e cotas de representatividade étnico-racial, eleição para Legislativo em data diferente da eleição para Executivo.
Reformar os tribunais de contas, visando a estabilidade das decisões, alterar critérios de nomeação e instituir tempo de mandatos.
Aperfeiçoar Transparência e prevenção à corrupção e enfrentar a apropriação do público por interesses privados. No entanto, a pauta do combate à corrupção servir à criminalização da política: ela não legitima adoção de julgamentos de exceção, o atropelamento dos direitos e garantias fundamentais.
Reformar o Poder Judiciário e o Sistema de Justiça. Para isso, eliminar o auxílio moradia para quem morar em casa própria ou usar imóvel funcional, reduzir as férias de 60 para 30 dias e aplicar o teto do funcionalismo. Além disso, favorecer ingresso nas carreiras de todos os segmentos da população e conferir transparência e controle social da administração da Justiça. Também instituir tempo de mandatos para membros do STF e das Cortes Superiores de Justiça, que não coincidam com a troca de governos e legislativas.

Política Externa
Fortalecer Mercosul, Unasul, BRICS e Fórum de Diálogo Índia, Brasil e África do Sul (IBAS).
Retomar a política externa de integração latino-americana e a cooperação Sul-Sul ( especialmente com a África) nas áreas de saúde, educação, segurança alimentar.
Fortalecer instrumentos de financiamento do desenvolvimento como FOCEM, Banco do Sul e Novo Banco de Desenvolvimento (NBD).
Apoiar o Multilateralismo, a busca de soluções pelo diálogo e o repúdio à intervenção e a soluções de força.
Defender a reforma da ONU, em particular do Conselho de Segurança, assim como dos instrumentos de proteção aos Direitos Humanos no plano internacional e regional.
Preservar e proteger os recursos naturais "da devastação que os ameaça com os ataques do governo golpista".

Jair Bolsonaro

Educação
Não Admitir ideologia de gênero nas escolas. "Nós precisamos de um presidente que trate com consideração criança em sala de aula, não admitindo a ideologia de gênero, impondo a Escola Sem Partido".Defende educação "sem doutrinação e sexualização precoce"
Incluir no currículo escolas as disciplinas educação moral e cívica (EMC) e organização social e política brasileira (OSPB), que eram ensinadas durante a ditadura militar.
Propor a diminuição do percentual de vagas para cotas raciais. Defende cota social.
Ampliar o número de escolas militares, fechando parcerias com as redes municipal e estadual. Em dois anos, ter um colégio militar em cada capital. Fazer o maior colégio militar do país em São Paulo, no Campo de Marte.
Defende a adoção da educação à distância no Ensino Fundamental, Médio e universitário, com aulas presenciais em provas ou aulas práticas, o que "ajuda a combater o marxismo".

Saúde
Criar um Prontuário Eletrônico Nacional Interligado. Os postos, ambulatórios e hospitais devem ser informatizados com todos os dados do atendimento.
Para combater a mortalidade infantil, defende a melhoria do saneamento básico e a adoção de medidas preventivas de saúde para reduzir o número de prematuros - entre elas, estabelecer a visita ao dentista pelas gestantes nos programas neonatais.
Criar a carreira de Médico de Estado, para atender áreas remotas e carentes do Brasil.
Profissionais do Mais Médicos só poderão atuar se aprovados no Revalida: "Nossos irmão cubanos serão libertados".
Incluir Profissionais de educação física no programa de Saúde da Família, para combater sedentarismo, obesidade e suas consequências.

Segurança
Redirecionar a política de direitos humanos, priorizando a defesa das vítimas da violência.
Reformular o Estatuto do Desarmamento. Defende o direito a posse e porte de arma de fogo por todos.
Defende mudança no código penal para estabelecer a legítima defesa de fato: "você atirando em alguém dentro da sua casa ou defendendo sua vida ou patrimônio no campo ou na cidade, você responde, mas não tem punição".
Garantir o excludente de ilicitude para o policial em operação - ou seja, que os policiais não sejam punidos se matarem alguém em confronto.
Reduzir a maioridade penal para 16 anos por emenda constitucional.
Acabar com a progressão de penas e saídas temporárias.
Defende o fim das audiências de custódia.
Apoiar penas duras para crimes de estupro, incluindo castração química voluntária em troca da redução da pena.
Tipificar como terrorismo as invasões de propriedades rurais e urbanas no território brasileiro.

Políticas sociais e direitos humanos
Manter Bolsa Família e combater fraudes no programa.
Crítico ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que "tem que ser rasgado e jogado na latrina. É um estímulo a vagabundagem e à malandragem infantil".

Emprego e Economia
Criar uma nova carteira de trabalho verde e amarela, em que o contrato individual prevaleça sobre a CLT. Os novos trabalhadores poderão optar, de forma voluntária, por um vínculo empregatício baseado na nova carteira de trabalho ou na tradicional (azul). Além disso, defende uma outra versão da CLT para o trabalhador rural. "O homem do campo não pode parar no Carnaval, sábado, domingo e feriado. A planta ali vai estragar".
Não recriar o CPFM. A proposta é um recuo em relação ao que teria sido anunciado pelo economista Paulo Guedes em setembro, para uma plateia restrita. Guedes é definido por Bolsonaro como seu "Posto Ipiranga" da economia e futuro ministro da Fazenda.
Deixar para trás o comunismo e o socialismo e praticar o livre mercado.
Estabelecer uma Alíquota única de 20% no Imposto de Renda - Hoje a alíquota aumenta de acordo com a renda. Isenta de imposto de renda quem ganha até 5 salários mínimos. É contra a taxação de grandes fortunas e heranças e contra novas tributações a empresários
Criar o Ministério da Economia, que abarcará funções hoje desempenhadas pelos Ministérios da Fazenda, Planejamento e Indústria e Comércio, bem como a Secretaria Executiva do PPI(Programa de Parcerias de Investimentos).
Defende privatizações. No caso da Petrobras, já admitiu a privatização "se não tiver uma solução" a respeito da política de preço dos combustíveis. "Temos que ter um combustível com preço compatível". É contra a privatização do Banco do Brasil e da Caixa Econômica.
Introduzir paulatinamente o modelo de capitalização para a Previdência.
Reduzir em 20% o volume da dívida pública por meio de privatizações, concessões, venda de propriedades imobiliárias da União.
Eliminar o déficit público primário no primeiro ano de governo e convertê-lo em superávit no segundo ano.
criar o Balcão Único, que centralizará todos os procedimentos para a abertura e fechamento de empresas.
Tornar o Brasil um centro mundial de pesquisa e desenvolvimento em grafeno e nióbio.

Política e Corrupção
Não realizar uma nova Constituinte (para elaborar uma nova Constituição), desautorizando o que havia sido dito pelo candidato a vice-presidente na chapa de Bolsonaro, general Hamilton Mourão. Em 13 de setembro, Mourão havia declarado que era favorável à elaboração de uma nova Constituição, escrita por uma "comissão de notáveis", não por representantes "eleitos pelo povo". Em entrevista para o GloboNews, em 7 de setembro, Mourão ainda admitiu a possibilidade de um "autogolpe" por parte do presidente com apoio das Forças Armadas. A respeito das declarações de Mourão, Bolsonaro disse em 8 de outubro: "Ele é um general, eu sou capitão. Mas eu sou o presidente. O desautorizei nesses dois momentos. Ele não poderia ir além daquilo que a Constituição permite. Jamais eu posso admitir uma nova constituinte, até por falta de poderes para tal. E a questão de autogolpe, não sei, não entendi direito o que ele (Mourão) quis dizer naquele momento. Mas isso não existe". E completou: "seremos escravos da nossa Constituição".
Encaminhar para aprovação do Congresso "As Dez Medidas Contra a Corrupção", propostas pelo Ministério Público Federal.
Cortar ministérios e nomear pelo menos 5 generais como ministros.
Extinguir o Ministério das Cidades e "mandar o dinheiro diretamente para o município".

Política Externa
Sepultar o Foro de São Paulo.
Não vai tirar o Brasil da ONU, ao contrário do que chegou a declarar. "É uma reunião de comunistas, de gente que não tem qualquer compromisso com a América do Sul", afirmou. Em seguida, disse que cometeu um falho e que não se referia à ONU, mas ao Comitê de Direitos Humanos da ONU, que fez recomendação favorável à candidatura de Lula.
Fazer negócio com o mundo todo, sem viés ideológico. Dar prioridade as relações comerciais com nações como Israel, não com a Venezuela.
Revogar a lei de imigração e fazer campo de refugiados, para lidar com a migração de venezuelanos para o Brasil.
Pretende mudar a embaidxada brasileira em Israel de Tel-Aviv para Jerusalém, assim como fez o presidente dos Estados Únidos Donald Trump. Pretende fechar a Embaixada da Autoridade Palestina no Brasil.
Extraditar o ex-ativista italiano Cesare Battisti, a quem chama de terrorista.
Reduzir alíquotas de importação e barreiras não tarifárias. Constituir novos acordos bilaterais internacionais.
Defende que o Brasil deixe o Acordo de Paris sobre o clima - assim como fizeram os Estados Unidos de Donald Trump.
Fundir os Ministérios da Agricultura e do Meio Ambiente, o que colocaria "um fim na indústria das multas, bem como leva harmonia ao campo". O ministro seria indicado "pelas entidades dos produtores".

FONTES: Plano de Governo do Fernando Haddad
Plano de Governo Jair Bolsonaro
BBC Brasil
submitted by fodastiicc to brasil [link] [comments]


2018.10.20 01:10 Paralelo30 A ascensão dos generais

Por Edoardo Ghirotto e Gabriel Castro
Com a esperada vitória de Bolsonaro, pela primeira vez desde a volta da democracia, o grupo mais poderoso de um governo é egresso da caserna
Não acontecia desde o tempo em que o presidente da República usava óculos escuros e se chamava João Baptista Figueiredo (1979-1985). Se o mais provável ocorrer no dia 28 e Jair Bolsonaro vencer as eleições, os militares farão sua reentrada na cena política brasileira em grande estilo. Como está configurada hoje, a equipe encarregada de planejar um eventual governo Bolsonaro é quase toda formada por egressos da caserna. Dos quatro integrantes principais, apenas um — o economista Paulo Guedes — é civil. Os outros três são generais. Os militares são neste momento o grupo mais poderoso do protogoverno Bolsonaro não apenas porque encabeçam sua formulação e têm a confiança do candidato, mas também porque estão prestes a controlar um orçamento de 245 bilhões de reais. Esse valor — 20% do total aprovado pelo Congresso para 2019 — é a soma do que está destinado às quatro pastas com que Bolsonaro acenou até o momento à categoria: Defesa, Educação, Infraestrutura e Ciência e Tecnologia.
Além do próprio candidato, capitão reformado do Exército, seu núcleo duro de campanha conta com o vice, general Hamilton Mourão, e três auxiliares: Augusto Heleno Ribeiro Pereira e Oswaldo Ferreira, de quatro estrelas, e Aléssio Ribeiro Souto, de três. O primeiro, coordenador do programa de governo e indicado como possível titular da Defesa, é o mais próximo do presidenciável. Aos 70 anos de idade, foi o primeiro comandante da bem-sucedida missão de paz da ONU no Haiti. Tido como conciliador e maleável, é bastante respeitado nas Forças Armadas. Até há pouco tempo, o atual comandante-­geral do Exército, Eduardo Villas Bôas, o tinha como conselheiro. Como comandante militar da Amazônia, contudo, causou confusão e chegou a provocar um mal-estar entre o Exército e o governo Lula ao afirmar que a demarcação de terras indígenas era “lamentável, para não dizer caótica”. Está na reserva desde 2011.
Braço-direito de Heleno, o general Oswaldo Ferreira é o responsável pelos projetos de infraestrutura e possível titular da pasta de mesmo nome. Ele foi convidado por Bolsonaro para integrar sua equipe pouco depois de entrar para a reserva, em abril do ano passado. Engenheiro formado pela Academia Militar das Agulhas Negras (Aman), chefiou o Comando Militar do Norte. Já deu mostras de ter opiniões para lá de contundentes. Recentemente, queixou-se da fiscalização ambiental em obras, comentando que, quando era um jovem tenente, não havia “nem Ibama nem Ministério Público para encher o saco”. Entre as grandes ambições do general está a conclusão das obras da usina Angra 3 (leia o quadro na página ao lado). A área de Ferreira é hoje a que oferece maior potencial de colisão entre o grupo dos militares e o economista Paulo Guedes. Cotado para o Ministério da Fazenda, Guedes elabora um plano radical para privatizar 1 trilhão de reais em ativos e passar à iniciativa privada uma miríade de obras de infraestrutura, cujo valor das concessões serviria para abater da dívida pública. Ferreira, devoto da escola desenvolvimentista de Ernesto Geisel e Dilma Rousseff, acredita que cabe ao Estado induzir o crescimento, inclusive por meio da retomada de obras — o que confronta diretamente as ideias privatistas de Guedes.
O terceiro general de Bolsonaro, Aléssio Souto, na reserva desde 2011, é o menos próximo dos generais do Exército ainda na ativa. Responsável pela elaboração dos programas na área de educação e ciência e tecnologia, é do tipo que gosta de externar opiniões inflamadas. Assíduo frequentador da seção de cartas do jornal O Estado de S. Paulo, já defendeu uma “intervenção militar” para colocar “a democracia nos devidos eixos”. Nada muito diferente do que já foi dito pelo general Mourão, que nos últimos tempos tem deixado cada vez mais clara sua indisposição para ser um vice de caráter apenas decorativo.
Com exceção de Mourão, os três generais de Bolsonaro costumam se reunir diariamente no subsolo do hotel Brasília Imperial, no Setor Hoteleiro Sul da capital federal, onde, entre goles de café e pão de queijo, discutem os rumos do país. A esse grupo se somam, com frequência inconstante, pelo menos outros quinze militares, com menor grau de proximidade com Bolsonaro, entre eles o brigadeiro Ricardo Machado e o astronauta e tenente-coronel da Força Aérea Brasileira (FAB) Marcos Pontes, já convidado por Bolsonaro a assumir o Ministério de Ciência e Tecnologia. Os participantes se dividem entre seis grupos temáticos que incluem segurança, saúde e meio ambiente. O elo entre todos eles é Waldemar Gonçalves Ortunho Junior, coronel reformado do Exército e encarregado de compilar as propostas e enviá-las para Bolsonaro.
Em reunião recente, a discussão girou em torno de uma medida considerada vital para a política educacional de um futuro governo Bolsonaro: cortar o “viés ideológico de esquerda” que o capitão e seus aliados creem que domina o atual currículo escolar. Como remédio, o programa do general Aléssio Souto pretende vetar disciplinas sobre diversidade, discussão de gênero e afins. No meio da conversa, contudo, um professor lembrou que uma mudança radical nesse sentido poderia provocar protestos, principalmente no meio universitário. Os presentes, então, passaram a debater como reagir a uma situação assim. Um dos militares respondeu de pronto: cerca-se o câmpus, controla-se o acesso de forma a identificar quem entra e quem sai. É a visão militar em sua versão mais rudimentar — quando há um problema, basta traçar uma linha reta até a solução.
Os militares perderam espaço na vida política do Brasil na mesma medida em que avançou a redemocratização. Na gestão Sarney (1985-1989), a primeira de um civil depois de 21 anos de ditadura, um capitão comandou a Ciência e Tecnologia e a Previdência Social, e generais chefiaram os ministérios do Exército, da Aeronáutica e da Marinha. Fernando Collor (1990-1992), durante a campanha, incluiu os integrantes da corporação na categoria de “marajás”, mas escalou os coronéis da reserva Jarbas Passarinho e Ozires Silva para chefiar áreas fulcrais, como a Justiça e a Infraestrutura. Dali para a frente, os militares foram perdendo poder e orçamento e ficaram 26 anos longe do comando do Executivo. Tal situação só foi interrompida em fevereiro deste ano, quando o presidente Michel Temer escalou o general Joaquim Silva e Luna para chefiar a Defesa e delegou ao Exército a tarefa de assumir a segurança pública do Rio de Janeiro.
Uma pesquisa feita pelo Datafolha em junho mostrou que 78% dos brasileiros consideram as Forças Armadas a instituição mais confiável do país. É um número assombroso, principalmente quando comparado à popularidade do Congresso, no qual 67% dos brasileiros declaram não confiar. Especialistas concordam que o protagonismo militar num país aumenta à medida que a crise do seu sistema político se aprofunda — é frequente que líderes impopulares se valham do prestígio das Forças Armadas para melhorar a própria imagem.
Os militares podem atuar como forças moderadoras ou gerar instabilidade, dependendo do governo em questão. Nos Estados Unidos, país que nunca teve um regime militar autoritário, é comum a participação de oficiais aposentados na política, seja em cargos eletivos, seja como conselheiros. Em governos como o de Donald Trump, eles têm sido um fator de contenção dos instintos mais primários do presidente. Em seu recém-lançado livro sobre os bastidores da Casa Branca, o jornalista Bob Woodward, célebre pela cobertura do escândalo Watergate, relata uma passagem em que Trump ordena que o secretário de Defesa, Jim Mattis, elabore um plano para assassinar o ditador sírio Bashar Assad. Mattis disse que obedeceria, mas não o fez. “O fato de, em Washington, os generais serem vistos como agentes que estabilizam a política deriva de as instituições nos EUA serem muito fortes”, diz Oliver Stuenkel, professor de relações internacionais da Fundação Getulio Vargas.
É uma realidade muito distinta da de Venezuela e Cuba, dois países em que os militares participam ativamente da política, mas com uma diferença fundamental: lá, o envolvimento das Forças Armadas é institucional, e não individual — como acontece na campanha de Bolsonaro, por exemplo. Tanto na Venezuela como em Cuba, os militares, como administradores, revelaram-se um rematado fracasso, mas, mais do que isso, puseram uma instituição a serviço de um governo, não do Estado.
O grande risco da participação militar em um governo é exatamente a contaminação política das Forças Armadas. No Brasil, pelo menos até aqui, não há sinal dessa deterioração. As Forças Armadas, como instituição, permanecem exemplarmente neutras do ponto de vista político. O Alto-Comando do Exército, inclusive, não enxerga ganhos no que chama de “imersão da força no ambiente político”. Os comandantes temem que um eventual fracasso de Bolsonaro possa respingar na instituição. O sucesso, por outro lado, também poderia trazer complicações ao aprofundar uma simbiose encarada como indesejável. No intento de separar a função da caserna da imagem dos prováveis ministros, o Exército prepara um documento que, a pretexto de tratar da sucessão do general Villas Bôas, reafirmará sua natureza de instituição a serviço do Estado e não de governos. Que assim seja.

De volta aos anos 70

Com larga vantagem nas pesquisas, Jair Bolsonaro tem ventilado a ideia de escolher Oswaldo Ferreira no rol de generais para ser o comandante de um superministério de Infraestrutura, que, por sinal, ainda não foi bem explicado, mas encamparia Transportes, Portos e Aviação Civil e Minas e Energia. Hoje na reserva, Ferreira sente-se à vontade para dar entrevistas sobre as áreas que podem estar sob seu controle no eventual governo do PSL, demonstrando até certo saudosismo dos anos 1970, quando era tenente no Departamento de Engenharia e Construção do Exército. Nostálgico da ideia de “Brasil grande”, ele defende a construção de grandes hidrelétricas na Amazônia e a retomada de Angra 3, usina nuclear na costa do Rio de Janeiro.
Controversa, a finalização de Angra 3 terá um custo elevado. Com apenas 60% de obras prontas e mais de 10 bilhões de reais já investidos, estima-se que sejam precisos mais 17 bilhões para que ela seja terminada. O governo não tem essa folga no caixa, e a única solução seria a entrada de capital privado na empreitada. A gestão Temer até iniciou tratativas com empresas chinesas interessadas no negócio, mas Bolsonaro tem dito que energia é setor estratégico e, portanto, território proibido para a potência asiática.
De um jeito ou de outro, a dinheirama necessária para a conclusão de Angra 3 seria repassada ao consumidor através da conta de luz, a uma tarifa altíssima, uma vez que subsídios estão fora de cogitação. Estimativas mostram o custo do megawatt-hora de Angra 3 a 480 reais, contra apenas 79 reais na usina hidrelétrica de Belo Monte, por exemplo.
Embora a energia gerada por grandes hidrelétricas na Amazônia seja mais barata, sua construção também tem um desembolso elevado. Belo Monte, o maior projeto da região, ainda não foi terminada e custou mais de 30 bilhões de reais. Seu reservatório é a fio d’água — ou seja, foi desenhado para que a área de floresta alagada fosse a menor possível. Ferreira criticou a escolha, que implica uma produção reduzida de energia no período de estiagem. Para que a geração seja contínua, é preciso construir reservatórios maiores. E é aí que mora o problema. Por ser a Amazônia uma região plana, é necessário alagar áreas muito extensas para que as represas tenham uma queda d’água forte o suficiente para rodar as turbinas geradoras. “É preciso analisar os aspectos do que chamamos de tripé da sustentabilidade: social, ambiental e financeiro”, diz Claudio Salles, presidente do Instituto Acende Brasil. Antes de partir para novas usinas no Norte do país, talvez fosse mais eficiente resolver a barafunda jurídica que o governo Dilma criou ao baixar os preços da conta de luz na marra, medida contestada na Justiça até hoje — um problema que afugenta novos investidores e congela projetos.
Felizmente, a voz do general Ferreira sobre energia não é a única na campanha de Bolsonaro. Capitaneada por Luciano de Castro, professor na Universidade de Iowa, nos Estados Unidos, uma equipe de técnicos trabalha nas recomendações ao líder das pesquisas. Uma delas, inclusive, é a de privatizar a Eletrobras (com ou sem chineses). No mercado, espera-se que essas vozes sejam ouvidas com mais intensidade do que as que sentem falta de um passado faraônico.
Bianca Alvarenga

Antigos subversivos

O professor Antônio Flávio Testa, de 67 anos, é cientista político, doutor em sociologia, antropólogo, administrador, mestre em artes marciais e, nos últimos meses, integra a equipe que formata o programa de governo do candidato Jair Bolsonaro. Ele presta consultoria na elaboração de propostas, produz textos e faz contatos com organismos nacionais e internacionais sobre os temas em discussão. O grupo que está finalizando o plano é liderado por três generais e um brigadeiro — especialistas nas áreas de defesa, transportes, educação, ciência e tecnologia. Testa é um dos poucos civis incluídos na lista de pessoas autorizadas a participar de todas as reuniões, inclusive as que envolvem “assuntos estratégicos”. Sua posição converge com a dos militares em muitas questões, mas nem sempre foi assim.
A foto ao lado faz parte de um dossiê do extinto Serviço Nacional de Informações, o famigerado SNI, braço estatal da vigilância e da repressão política durante a ditadura. Em 1977, Testa, então com 26 anos, foi alvo de uma investigação que levou à sua prisão e à de vários estudantes acusados de “assumirem caráter contestatório ao regime e às autoridades constituídas” e de praticarem “ilícitos contra a segurança nacional”. O “crime” em questão era compor uma chapa para disputar o comando do diretório estudantil da Universidade de Brasília (UnB). Na época, isso era considerado um ato de subversão. O propósito dos estudantes — “lutar pela liberdade de expressão”, “contra a censura” e por “melhores condições de vida” – era altamente comprometedor para os militares que estavam no poder.
“Naquela época, eu apenas compartilhava da utopia de liberdade democrática dos estudantes, mas não tinha nenhuma ligação com partidos políticos”, explica o professor, dizendo-se surpreso em saber que era monitorado pelos serviços de inteligência do regime militar e da existência de um dossiê sobre o episódio. Ele lembra que foi detido e levado a uma repartição federal em Brasília, onde passou a noite. Sem mandado judicial, sem inquérito e sem que Testa soubesse do que era acusado, os agentes lhe fizeram uma única pergunta: “Você é o chefe?”. Por acaso — e talvez para sua sorte —, entre os arapongas que o prenderam havia um ex-aluno dele de caratê, que o reconheceu e decidiu “aliviar”. Testa não vê nenhum problema em trabalhar com os militares agora. “São épocas diferentes. Hoje, eu acredito no projeto do Bolsonaro”, diz.
Há outro “ex-subversivo” na cúpula que elabora o programa de governo do candidato do PSL — esse considerado um elemento ainda mais perigoso por causa de suas ligações com os comunistas. Professor da UnB, o cientista político Paulo Kramer, de 61 anos, traça cenários e estratégias de ação que deverão nortear o futuro governo Bolsonaro no Congresso. O professor também foi vigiado pelo Exército durante a ditadura na década de 80. No relatório com carimbo de “confidencial” (acima, veja a reprodução do documento), Kramer, aos 24 anos, é investigado por ser empregado de uma livraria do Rio de Janeiro “que seria de propriedade do PC do B”. “Eu era mesmo comunista, mas não sabia que a livraria era front do partido”, disse o professor, que também se sente confortável em colaborar com o projeto de Bolsonaro ao lado de militares. Ele participa ainda da elaboração de um conjunto de medidas que deverão ser anunciadas logo nos primeiros dias de governo. “Eu vi lá atrás que os grupos de esquerda queriam substituir uma ditadura autoritária de direita por uma ditadura totalitária de esquerda. Posso dizer que fiz uma viagem da extrema esquerda para a direita”, afirmou Kramer.
Hugo Marques
Publicado em VEJA de 24 de outubro de 2018, edição nº 2605
https://veja.abril.com.bpolitica/a-ascensao-dos-generais/
submitted by Paralelo30 to BrasildoB [link] [comments]


2018.08.29 14:34 S3n4d0r Critérios que fariam um bom presidente

Um esboço não exaustivo. Segue para avaliação e contribuições.
- Não ser dono de meio ou veículo de comunicação, ou personagem da mídia (rádio, tv, jornal, portal, apresentador, astro, âncora, etc.). Pra evitar os aventureiros e pirados.
- Ter sido prefeito de uma cidade enorme, governador, ministro, no mínimo senador. Ter apenas experiência na iniciativa privada é insuficiente, pois a lógica do governo é completamente diferente, desde a gestão de pessoas até a gestão fiscal. Ter sido apenas técnico também é insuficiente. Precisa ter experiência de chefe, e de preferência ser um líder.
- Diploma superior é desejável, mas não obrigatório. Obrigatório é ter um histórico de participação, engajamento em algum tipo de causa ou defesa de direitos, demonstrando resultados através de alianças, interlocução e negociação, e atingindo objetivos concretos. Ou ter sido prefeito, governador, etc.
- Não ser afilhado ou parente de político, nem de família tradicional e notoriamente rica. Pra evitar a oligarquia. A menos que seja um self made man: ele é o padrinho, e a família é tradicional e rica por causa dele. Se alguém tem um talento excepcional para a política e para o poder, desde que não seja um personagem da mídia, terá talento também para ser presidente.
- Não ser um radical que deseja rupturas. A principal qualidade de um presidente é PERCORRER um caminho. É apontar uma visão que as pessoas se reconheçam e que respeite as diferenças. Não se trata de evitar o confronto, mas de reconhecer sua inevitabilidade e então abraçar o conflito. Não tem como dar algo bom de um presidente que enfatize a divisão. A tolerância e o respeito à diversidade humana devem estar na base desse caminho, ainda mais no Brasil, né. Alguém que pretenda mudar tudo em pouco tempo é no mínimo ingênuo, e no máximo vai cometer erros irreparáveis. Um bom presidente tem um plano de 8 anos, dividido em duas partes.
- Não ser preso, nem condenado em segunda instância. Se for considerada uma prisão política, injusta ou com erros, então que se prove, que se obtenha apoio, que se consiga uma ordem legítima apontando isso como um fato, até a pessoa ser perdoada ou absolvida, e portanto vai poder concorrer. Mas isso não muda a regra geral que presos e condenados em segunda instância não pode ser presidente, porque não tem cabimento nenhum. Considere ainda o principio de Justiça que uma vez cumprida a pena a pessoa está zerada. Volta a ser primário. Assim, um ex-presidiário até pode ser presidente, mas um apenado não tem como.
- Ser casado ou ter um relacionamento estável. O que eu quero dizer é: precisa ter pelo menos uma pessoa no mundo que aguente essa pessoa o tempo todo. Tudo bem se for solteiro mas tem um irmão, ou se tem um amigão que fica junto e dorme na mesma casa. Não tem nenhuma diferença a combinação de gênero ou a atividade sexual, mas a pessoa precisa ter alguém no mundo além do cachorro e da mãe que conviva com ela e fique com ela (refém não vale).

submitted by S3n4d0r to brasil [link] [comments]


2017.10.05 04:00 KoboGlo Os posts mais controversos de Setembro

Clique no autor para ir para post.
Posição Autor Título
1 Hambr Entenda a lógica por traz do Estupro de vulnerável nos casos de embriaguez
2 Megabyte_2 Precisamos conversar sério sobre identidade de gênero.
3 mariaxzz Meu namorado terminou comigo..
4 tiovando A coisa mais revolucionária que você pode fazer pela humanidade
5 HColossus Então... Eu recentemente descobri que sou transgênero (mulher no corpo de um homem). O quão ferrado eu estou?
6 smileXXI Jair Bolsonaro Admite no CQC que Praticava Zoofilia - QUE NOJO!!!
7 simpson17 Oi Brasil. Sou um garoto virgem de 22 anos que se identifica como Asexual - a seu dispor. AmA!
8 DonaBenta Vocês consideram estas imagens uma ofensa aos bons costumes? Acham que é fruto de uma sociedade decadente?
9 theosamabahama Vocês têm medo do Bolsonaro presidente ?
10 versattes Sou um ex-ateísta que se converteu ao Catolicismo. AMA!
11 NteveSash Isso não é liberalismo nem aqui nem na China. Nunca vi liberal defender e parabenizar o Estado por ter matado gente
12 MarxIsTheFunniest Eu era a favor da legalização da maconha, até morar em um país onde ela é legalizada
13 2112syrinx MBL leva um venezuelano a USP (mamaefalei)
14 ilIuminattl Essa história do MBL com o Santander me lembrou dos SJWs (que eles tanto criticam) tentando banir arte mostrando cenas com escravos
15 MiltonMilhouse TCU: dinheiro para Cuba poderia formar 52 mil médicos brasileiros
16 throwawaycauseitsok Homens do Breddit, vocês curtem mulheres trans?
17 lgustv Encontrei o limite do humor
18 ilIuminattl Comunismo mata - painel gigante na Times Square mostra número de mortes sob o regime no último século
19 MiltonMilhouse Jean Wyllys presta queixa contra quem compartilhou no Facebook (não contra quem criou) material difamatório, e doxxa-os em sua página com milhões de seguidores, muitos deles militantes, chamando-os de 'bandidos' e pedindo a exposição deles
20 fdlkjsf Há partidos no Brasil que defendem Maduro. Em 2018, na hora do voto, não podemos esquecer.
21 fausthejr Já refletiram sobre as desigualdades de gênero enfrentadas por homens?
22 recacon Mude minha visão: terapia de reversão sexual
23 hjklvim A Incoerência do MBL
24 fernandopv Maioria das mortes violentas em SP é causada por conflitos interpessoais ou pela polícia, mostra levantamento do G1
25 Me_chamo_Antonio [email protected]#$!!! Ela é virgem.
26 pussykat1990 Traveling to Brazil next summer! Any tips?
27 massaaki Cada um tem o festival que merece
28 EndsTheAgeOfCant Sociedade Brasileira de Física: Escola Sem Partido ameaça ensino de ciência nas escolas
29 victoitor Funaro: “Temer e Cunha tramavam diariamente a queda de Dilma” (Foi gópi)
30 NinjaX567 Feliz dia da bissexualidade :D
31 fdlkjsf "Não tem muito sentido debater os méritos do protesto [do MBL]. Achar que retratar algo num quadro equivale a promover sua prática é de uma indigência intelectual abaixo da crítica."
32 Sgt_RexPowerColt Após protestos, Santander cancela mostra com pedofilia e zoofilia
33 Alpha_Unicorn Após ajudar a fechar exposição de arte LGBT, MBL prepara sua primeira fogueira de livros
34 madman320 Museu de Arte Moderna de SP tem exposição em que criança é estimulada a tocar homem nu
35 3x35r22m4u Bolsonaro ultrapassa Lula (e Dória e Alckmin) no Rio Grande do Sul
36 Peter-Pan Acho que engravidei a minha ex mulher. Sou branco e o atual marido dela negro, o bebê nasceu branco e de olhos claros como os da minha família. Estou com medo de uma vingança.
37 wltndd HEA que Hélio Beltrão, fundador do Instituto Mises Brasil e fundador e membro do conselho consultivo do Instituto Millenium é filho de Hélio Beltrão, ministro da época da ditadura militar e um dos signatários do AI-5
38 Sgt_RexPowerColt Escola perde 73 alunos depois de atividade sobre transgêneros na educação infantil
39 Atmostry EU ODEIO SER GORDO
40 mvpetri Bolsonaro perguntando a um gringo se ele "burn the donut" no Twitter
41 dudewhosayni Virei amante de uma lésbica, pode isso Arnaldo?
42 felixthedude Obras de exposição censurada em Porto Alegre são projetadas em museus de Nova Iorque
43 abismado Você acha que seu tempo de escola foi uma perda de tempo?
44 ilIuminattl Garoto de 12 anos que iniciou tratamento para mudança de sexo se arrepende dois anos depois
45 fernandopv 'Não há pedofilia', diz promotor após visitar exposição de diversidade sexual cancelada em Porto Alegre
46 victoitor Seis brasileiros concentram a mesma riqueza que a metade da população mais pobre
47 pgontijo Quer saber o que é o PSL/Livres?
48 fdlkjsf Youtuber Whindersson Nunes ganhará um filme sobre sua vida. Longa foi aprovado a captar 7,5 milhões de reais via Lei do Audiovisual.
49 tchekovsky Para acabar com "cultura macho" na França, Macron quer tornar crime assovios e pedidos de telefone para mulheres na rua
50 incayuyo Tchê, tu sabe que dia é hoje?
submitted by KoboGlo to brasil [link] [comments]


Igualdade de Gênero - YouTube Diversidades - Diversidade de Gênero Semana da Diversidade 2018 - Equidade de Gênero Diversidade de gênero no mercado de Tecnologia com Suzan ... Desigualdade de Gênero - Documentário - YouTube IGUALDADE DE GÊNERO EM DISCUSSÃO  REDAÇÃO NOTA 1000 ... Identidade de Gênero - Brasil Escola

Redação: Diversidade de gênero em questão no Brasil Imaginie

  1. Igualdade de Gênero - YouTube
  2. Diversidades - Diversidade de Gênero
  3. Semana da Diversidade 2018 - Equidade de Gênero
  4. Diversidade de gênero no mercado de Tecnologia com Suzan ...
  5. Desigualdade de Gênero - Documentário - YouTube
  6. IGUALDADE DE GÊNERO EM DISCUSSÃO REDAÇÃO NOTA 1000 ...
  7. Identidade de Gênero - Brasil Escola

Suzan Barreto e Marcelo Toledo, dois feras de Tecnologia, conversaram sobre os desafios de se conquistar a equidade de gênero nos cargos desse mercado. Com m... Nesta aula vamos explicar o que é identidade de gênero e a diferença sociológica para o conceito de sexos. Confira! ... Desigualdade de Gênero - Brasil Escola ... Diversidade Étnico-racial ... Desde cedo, meninos e meninas aprendem o que podem e o que não podem fazer. Eles são levados a acreditar que as suas escolhas são determinadas pelo sexo. Só ... BAIXE UMA REDAÇÃO PRONTA SOBRE O TEMA 'A IGUALDADE DE GÊNERO EM DISCUSSÃO NO SÉCULO XXI': http://bit.ly/2lWIyxH --- Vestibulandas e vestibulandos, voltamos c... Decidimos fazer esse documentário no intuito de refletir e discutir sobre o ser mulher, as desigualdades de gênero, a violência contra a mulher e os assédios... De 23 a 27 de abril de 2018 a Cargill Brasil realizou a segunda edição da Semana da Diversidade, um evento interno que mobilizou todos os funcionários da empresa no país para debater temas de ... Gênero e Diversidade na Escola ... CIAR UFG 37,599 views. 12:10. ORIENTAÇÃO SEXUAL E IDENTIDADE DE GÊNERO - Vocabulário de Respeito à Diversidade ... A DESIGUALDADE SOCIAL NO BRASIL ...